Boas.
Duas respostas, uma curta e outra longa, para pessoas diferentes.
Para o Rui Ribeiro, lamento, mas para além do que escrevi na 1º mensagem, não me ocorre mais nada. Não tenho conhecimento de que o processo de encoding em si "acrescente" erros aos ficheiros. Pode demorar mais ou menos tempo, dependendo de vários factores, mas os ficheiros são "limpos". Os erros ocorrem normalmente derivádo ão processo de gravação e ao próprio suporte, neste caso, os DVDs em que gravas. Para além disso, só me ocorre um outro problema, que já o tive no passado, e demorou a dar por ele: o próprio gravador. O hardware não dura eternamente, não envia e-mails a avisar que vai ou está avariádo, pelo que é uma hipotese em aberto. Para além disto, lamento, mas não posso ajudar mais. Como já disse antes, a distância....
Para o Pedro Rocha, e para todos que têm gosto em aprender e que querem aprender, a resposta longa.
Ficar a "discutir" um assunto, em que um diz sim e o outro diz não, não leva a nada. Só faz com que o leitor fique dividido, sem saber para que lado "cair". Assim, com isto em mente, fiz uma pesquisa, com vista a fazer luz sobre o assunto - dropouts. Ao longo da vida aprendemos coisas. Fixamos umas, esquecemos outras, mas na maioria das vezes, esquecemos aonde forão lidas. Sabemos que o lemos, mas não sabemos aonde. Além do mais, o facto de nunca termos ouvido ou lido algo, não significa que essa informação está certa ou erráda. Significa apenas que desconhecemos tal informação, certa ou erráda.
Para complicar mais, muita informação está espalhada, e muita dela diluida no meio de outros assuntos. Extrair a que interessa, leva tempo, obriga a muita pesquisa, e quando não temos tempo para estas coisas, só complica mais. Responder a algo que sabemos, e ter que a seguir provar que estamos certos, não faz muito sentido. È o mesmo que um aluno questionar o professor de matemática acerca do resultado da equação de 2 + 2 = 4. Não é o professor que tem de provar que está certo. O aluno é que deve provar que o professor está errádo. Neste caso, dos dropouts, o objectivo não deve ser o de provar que o outro está errado e nós certos, nas sim o de informar convenientemente.
Um outro problema, este relacionado com as pesquisas feitas na internet, é que uma grande parte das páginas são cópias de outras, que por sua vez são de outras, de outras e de outras. A informação é a mesma, pelo que basta a primeira conter algumas incorreçôes, para que toda a informação posterior fique adulteráda. Dai, o cruzamento das informaçôes de várias fontes, crediveis - livros, teses, manuais - é fundamental para não se ser errádamente informádo.
Não se trata aqui de "discutir" o que pensamos ou achamos acerca de determinado assunto, qual duas pessoas a discutir se Deus existe ou não, ou se os extraterrestres já nos vieram visitar ou se são paranoias de alguém com uma mente fertil. Trata-se de dar a informação técnica, correcta, aos outros. O facto de terem sempre conhecido algo por um nome, de toda a gente tratar isso de determinada forma, não significa que estejam certas. Apenas foram informadas, e formadas, dessa forma. São centenas de casos em que isso acontece, nos mais variádos meios e profissôes, e apesar de muitas vezes saberem que estão erradas nesse tratamento, continuam a fazer igual. Todos assim o fazem, sempre o fizeram assim, pelo que assim continua. Mas isso não significa que passou a estar correcto.
E antes que alguém comece a tirar segundas conclusôes, não estou aqui a chamar de aluno ou de professor a ninguém, apenas dei um exemplo para melhor clarificar a minha ideia. Foi só e apenas isso.
Quanto ao dropout:
Dropout NÃO é um termo exclusivo do meio audiovisual. Dropout é um termo que é utilizado em video, audio, telecomunicaçôes, informática, ciclismo, engenharia electrónica, astronomia, musica e no meio escolar.
http://www.answers.com/topic/dropout-astronomyhttp://en.wikipedia.org/wiki/DropoutEm video e informática, dropout significa a perda momentânea de informação, quer durante a leitura, quer durante a gravação, nas fitas. Essa perda pode ser originada pelo despreendimento do óxido da fita, pelo "entupimento" das cabeças com sujeira, que tanto pode ser o óxido solto como poeira e sujidade (o chamado "head colgs"), defeito da tape, como pela falta ou excesso de tensão nos roletes do suporte.
http://www.stkstorage.com.br/apresentacao/Seminario_DEZ_2004_STK_STORAGE.ppshttp://www.fazfacil.com.br/Cameras3.htmhttp://www.wrslabs.com/videoglos.htmlOs fabricantes referem-se aos dropouts como meio de "identificar" a qualidade das fitas. Quanto menos dropouts, melhor a qualidade destas (entre outros factores).
http://www.videouniversity.com/gloss1.htmhttp://digitalcontentproducer.com/mag/video_content_insurance_policy/Quando uma fita tem um excesso de dropouts, por uso intensivo desta ou por condiçôes de utilização deficiente, deve ser "encostada".
Livro "Dictionary Of Video Television Technology", da editora Newnes
http://www.sony.pt/res/attachment/file/42/1150907431342.pdfhttp://awm.br.tripod.com/awm/id4.htmlA maneira como se manifesta esse dropout, no video, é diferente nas cassetes analógicas e nas digitais. Nas analógicas, a imagem surge com riscos horizontais, brancos ou negros. Nas digitais, surge com pixeis quadrados, que podem ser uma repetição da imagem, assim como podem adquirir uma côr.
Livro "H.264 And MPEG-4 Video Compression", da editora Wiley Publishing
Livro "Digital Video And Hdtv Algorithms And Interfaces", da editora Morgan Kaufmann
http://www.amianet.org/publication/resources/guidelines/videofacts/glossary.htmlhttp://www.amianet.org/publication/resources/guidelines/WheelerVideo.pdfhttp://www.bavc.org/preservation/dvd/resources/gloss.htm#bindEssas manifestaçôes nas imagens não é mais que ruido electrónico. Como a causa que lhes dá origem é o dropout, convencionou-se dar-lhe esse nome, desde o advento da gravação video magnética, em 1952 e comercial em 1956.
http://www.reference.com/browse/wiki/Videotapehttp://www.burnworld.com/dvd/primer/history-of-videotape.htmhttp://en.wikipedia.org/wiki/2_inch_Quadruplex_videotapehttp://www.answers.com/topic/vera-videotape-formatCom a vinda do digital, em meados de 1991, e uma vez que o aspecto da manifestação do dropout é diferente neste formato, foi-lhe dado o nome de pixelização, em semelhança ao aspecto que este apresenta na imagem.
Livro "Handbook of image & video processing", da editora Academic Press
Livro "Flash MX Design for TV and Video", da editora Wiley Publishing
Livro "A Practical Guide to Video and Audio Compression", da editora Focal Press
http://www.highdefinitionblog.com/?page_id=101No entanto, e como a causa é a mesma, tanto nas analógicas como nas digitais, o nome de dropout continuou-se a usar indiferentemente. E se bem que não é errádo de todo esse nome nas digitais, não é o termo correcto.
O termo dropout é utilizado á décadas para descrever uma interferencia na imagem video, e como tal, ficou. O motivo porque acontece, a antiguidade do termo, a "latência" da mente humana ás mudanças, e muitas vezes, a deficiência da formação e falta dela, contribui para que continue a ser assim chamádo, errádamente.
Informaçôes adicionais podem ser obtidas em:
Livro "Illustrated Dictionary of Electronics - Audio/Video", da editora McGraw Hill
Livro "Advances in Image And Video Segmentation", da editora IRM Press
http://www.telesatelite.net/dicionario/index.asp?q=pBoas.