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Jose Costa
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« Responder #4 em: 28 / Mar / 2007, 15:12 » |
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Boas.
Não foi assim tão recentemente. Já faz algo tempo... Escrevi o tópico porque me lembrei da situação. E já me aconteceu umas quatro ou cinco vezes, e numa das vezes perdi o serviço. A última das quais foi na fotografia. È que para além de ser Op. câmera também sou fotografo. Aliás, comecei como fotografo, ainda estáva eu na Força Aérea. Depois é que veio o video, sendo ele cerca de 80% do meu trabalho.
Mas não foi para falar de mim que voltei ao assunto. Mas para falar acerca de um e-mail enviádo por um user deste forum, aborrecido com a opinião por mim expressa acerca do "automático". Nas palavras dele, e simplificando, não entendia como é que se podia ver o "automático" um mal, e só porque alguns acham que sabem muito (e são palavras dele) não dáva o direito de criticar quem uso faz do mesmo. E acrescenta que ele próprio se considera um amador.
Por o assunto ser tão actual, creio que a opinião dele deveria ser pública e não pessoal, pois aqui cabem todas as opiniôes (acredito eu). Mesmo que contrárias ás da maioria. Mas respeito a decisão dele, pois apesar de tudo fê-lo com respeito. E enviei a respectiva resposta. Mas para desanubiar alguns mal entendidos, que outros users possam ter, vou tentar clarificar alguns pontos. Esta não é uma resposta ao e-mail dele, pois essa já foi enviáda. È antes um complemento áo tópico por mim iniciádo.
E em primeiro lugar, tenho para mim que eu não acho que sei muito. Sei mais que alguns, mas que muitos mais sabem mais do que eu. E em altura alguma se deveria de catalogar alguém como sabichão, só porque ele sabe alguma coisa, ou porque exprime públicamente a sua opinião. As dúvidas de uns são a certeza de outros e da troca de opiniôes é possivel melhorar-mos como pessoas, como profissionais e como membros de uma sociedade, muitas vezes fecháda, é um facto, mas que não deixa de ser uma sociedade. A troca de opiniôes é acima de tudo uma troca de informaçôes. Umas vezes certa, outras vezes errádas, mas sempre informaçôes de algum género.
Trabalho em video, gosto de video, tento manter-me informádo sobre o video, e nesta era de constantes avanços tecnológicos, mantermo-nos informádos sobre a temática é quase uma profissão a tempo inteiro. E apenas sei que nada sei.
Na minha imensa ignorância, eu classificaria as câmeras de video em três classes: Amador, Prosumer e Broadcasting. De igual forma, os utilizadores classificaria como amadores, entusiástas e profissionais. Em relação ás câmeras, a linha que separa as amadoras das Prosumers é muito ténue. E o mesmo será dizer em relação ás Broadcasting. Cada vez mais se vê as de uma categoria no campo das de outra. E sempre que assim se justifique de alguma forma, acredito que o procedimento está correcto.
Em relação aos utilizadores, diria que amador é todo aquele que filma algo do seu interesse (seja a familia, amigos, festas ou um jogo de futebol), e que pode ou não saber algo de video, pode ou não querer saber mais sobre o assunto, e pode inclusivé, achar que as filmagens que faz estão muito boas. Para o que é serve muito bem. Não quer complicar aquilo que é simples. Saber aonde fica o REC/PAUSA poderá ser tudo aquilo que ele quer saber.
Entusiasta diria que é todo aquele que gosta de video, tenta saber mais sobre o assunto, poderá saber muito ou pouco, mas que quer sempre saber mais. Tenta fazer melhor de cada vez que filma, e tenta saber mais com quem sabe mais. Aproveita as ocasiôes familiares e de amigos para se aperfeiçoar, mas deixa sempre claro para não esperarem muito do "trabalho" dele e só o faz numa de "sem responsabilidade". Está apenas a aprender.
Por profissional, entendo que é todo aquele que (seja a tempo inteiro, seja a tempo parcial), faz trabalhos/reportagens em video e cobra-se por isso. Muito, pouco, não interessa, cobra-se pelo trabalho. Poderá é agora colocar-se a questão do que é ser um bom profissional. Se é bem ou mal págo. Mas isso é uma outra questão. Se leva dinheiro, é profissional: bom ou mau.
Ora "No automático", porque é esse o assunto, a utilização dele não é criticáda por mim. Deve ser usádo, porque é para isso que ele lá está, não é para fazer feitio. O amador, se não tem conhecimentos, tem e deve utilizá-lo. O entusiasta também o deve utilizar, para assim poder, por exemplo, comparar as várias filmagens que faz e em que situaçôes o deve ou não utilizar. Quanto ao profissional, também o deve utilizar, sempre que entender que necessita dele ou se justifica. E estou aqui a lembrar-me de uma captura em timelapse, por exemplo. Mas existem outras situaçôes.
O que lamento, é a utilização a tempo inteiro do mesmo, porque o dito profissional, que tem obrigação de saber minimamente sobre o assunto (e desculpem lá, mas é assim que penso, TEM OBRIGAÇÃO), não sabe trabalhar de outra forma. O que lamento é o dito profissional, numa situação de contra-luz (e para os menos informádos, contra-luz é uma pessoa de costas para a janela, no interior na casa, por exemplo. Na filmagem, o rosto fica escuro), dizia eu que, numa situação de contra-luz filma assim mesmo, porque não sabe que têm de abrir a Iris. Os mais informádos, filmam de ládo. Evitam assim a luz da janela. Mas isso é ser profissional? Tenho as minhas dúvidas.
E muitas outras situaçôes poderia exemplificar. A utilização de projector contra um fundo escuro, a dificuldade da câmera em fazer a focagem em situaçôes de pouco contraste ou de pouca luz, o excesso de ganho, a sobre ou sub-exposição de determinadas partes da imagem, etc, etc, etc.
Não é a utilização "no automático" que critico, é um profissional não o saber utilizar. Em reportagem, as situaçôes são muitas vezes adversas. O local, a luz, a altura do dia, a confusão... os erros acontecem, todos cometemos erros. Mas uma coisa é cometer um erro, e outra é estar sempre em erro. Trabalhar com uma câmera que não se conhece, não saber para que é que serve todos aqueles botôes, não saber minimamente o que se está a fazer, e mesmo assim aceitar um trabalho e ainda dizer-se que é profissional... se isto não é um erro, digam-me então o que é. Eu utilizaria um termo mais forte, mas temo que assim a fazer, Raios e Trovôes iriam soar durante os tempos mais próximos sobre a minha cabeça. E logo eu que gosto tanto de sossego e detesto confusôes.
Assim, amadores, entusiástas e profissionais, aprendam a trabalhar com as vossas câmeras, na medida em que entendam que assim deve ser, que eu vou continuar a regeitar "no automático", e até que me provem que eu estou errádo, vou continuar no meu procedimento. E quem sabe, não estou mesmo errádo?. Mas a ser assim, mais tarde ou mais cedo vou acabar por o descobrir (espero eu). Boas.
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