MP3 no video
23 / Nov / 2008, 18:55 *
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Autor Tópico: MP3 no video  (Lida 1246 vezes)
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Jose Costa
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« em: 23 / Abr / 2007, 22:25 »

Boas.

A utilização do audio no formato MP3 é inquestionável. Os leitores portáteis deste formato e a internet não são alheios ao facto de uma música em MP3 ocupar um espaço em disco cerca de 1/10 menos que a equivalente em WAV. E se por um ládo é bem vindo, por outro lado é um mal maior.

Não vou aqui debater questôes que em nada têm haver com o video. Deixo isso para outros que o queiram fazer. Eu vou falar (escrever neste caso) da utilização do formato MP3 no video.

Uma grande parte dos editores que conheço (e vamos falar aqui só no que diz respeito ás reportagens BBC - Bodas, Batizádos e Casamentos) está a utilizar audio MP3 para a sonorização dos seus trabalhos. E é algo que não compreendo. O porquê eu sei, a lógica é que está erráda.

As músicas WAV ocupam muito espaço. Vai dai, passa-se tudo para MP3. Mais músicas podem ser guardadas no mesmo espaço. Mas... e a qualidade audio... aonde fica?

Creio que não haverá aqui nenhum User que afirme em consciência que o MP3 tem uma qualidade audio superior ao CD. Não sejam tão ignorantes quanto aquele músico que encontrei num serviço, que afirmáva que o MP3 era muito superior ao CD. "Melhor só mesmo o Minidisk", afirmáva ele. Bem, ignorância eu ainda aceito. Fála-se tanto da qualidade do digital, da fotografia digital ser melhor (dizem alguns) ser melhor que a fotografia analógica (eu prefiro chamar "fotografia quimica ou tradicional" ), que o digital é o futuro... pelo que um cidadão normal afirmar que o MP3 tem uma boa qualidade, eu aceito. Agora um músico profissional... (desculpem, eu disse PROFISSIONAL? Enganei-me... queria dizer AMADOR), agora um músico AMADOR afirmar tal, é surreal.

O MP3 obtem o seu pequeno tamanho graças ao facto de determinados sons considerados inaudiveis ao ouvido humano serem "deitados" fora. Com este processo obtem-se um audio que ocupa menos espaço em disco. Mas vamos agora ver o caminho do audio, desde o CD ao DVD.

O CD é convertido para MP3 (parte da informação é eliminada). Daqui vai para o NLE (a grande maioria dos softwares de edição video convertem o MP3 para WAV a 48Khz). Do NLE vai para o software de MPEG-2, aonde o audio é novamente convertido.

E se não acreditam o quanto isto é nefasto para o audio, experimentem. Numa aparelhagem minimamente decente é ouvir o CD e o DVD depois de passar por estes passos. O vosso ouvido não vos vai enganar.

Se queremos preservar a qualidade audio, temos que deixar de trabalhar com MP3. MP3 é para ouvir, não para editar. Boas.
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« Responder #1 em: 24 / Abr / 2007, 00:52 »

O uso do MP3 em edição video é perfeitamente aceitável, desde com bitrates de 256Kbps ou 320Kbps CBR. Terias de ter um bom (e caro) sistema de amplificação e monição para poderes notar alguma diferença com estes bitrates. O MP3 não é superior ao CD (como dizia o tal músico profissional  Laughing Laughing) mas a 320Kbps CBR é praticamente imperceptível a diferença, à excepção de música clássica que contêm uma grande dinâmica sonora. 

Não conheço nenhum editor de video que converta MP3 para WAV no processo de edição. No meu caso coloco o MP3 na timeline e assim fica, não sofre nenhum processo de codificação ou alteração. Só no final converto para AC-3 para mais tarde juntar ao video.

Achas que a música final do Jornal da Noite da SIC é reproduzida de um formato não comprimido como o WAV ou CD Audio? Claro que não!!! Também no meio profissional se usa a compressão, que neste caso é o AC-2 da Dolby.

Já viste a facilidade que é em ter uma base de dados com todos os teus CD's Audio no PC e não teres de andar à procura da tal música que nem sabes em que CD está!!
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Pedro Rocha
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« Responder #2 em: 24 / Abr / 2007, 06:14 »

Boas.

Mais uma vez estamos em desacordo. Mas não diria "desacordo", diria antes "falta de sintonização". È que eu estou a falar de factos reais, situaçôes "normais", e tú estás a falar de situaçôes "ideais". E passo a explicar.

A compressão existe, e disso é prova o DV, HDV, AC-3, MP3... e no que diz respeito ao audio, partes logo para bitrates elevádos. E até acredito que não conheças nenhum NLE que converta de MP3 para WAV, mas faz uma pesquisa pelo Liquid (e creio que o Canopus também, sem certezas). Mas de certeza conheces, como eu (e não estamos a falar das mesmas pessoas), quem converta os CDs audio para MP3. E também conhecemos quem proceda ao descarregamento de albuns completos da internet, em formato MP3. Todos conhecemos alguém.

Se atentarmos no facto de que os MP3 da net estão na grande maioria com bitrates de 128 ou no máximo de 192kbps, tens de reconhecer que estão bastante longe dos 256 ou 320kbps que mencionas. Esta é uma das diferenças entre o que advogas e o que eu defendo.

Se tivermos também em atenção o facto de que normalmente se utiliza música com um certo ritmo na sonorização das BBCs, que por sua vez tem o "ruido" audio do video, facilmente se chega á conclusão de que todo o audio se encontra "mascarado". Sem contar com a qualidade audio da maioria das TVs, que é simplesmente para esquecer. Muita gente tem sistemas 5.1, mas todos mal configurádos, não é mesmo?

Ora eu não tenho nenhuma aparelhagem tipo aquelas das revistas Hi-FI inglesas. Tenho uma boa, mas nada por ai além. Mas consigo notar a diferença entre o CD e o MP3, mesmo a 320kbps. E não é só na música clássica (que também gosto) que noto a diferença. Num album dos Pink Floyd ou dos Enya também me apercebo. Mas não seguramente numa música do Quim Barreiros.

Quanto ao audio na SIC... transmissão é uma coisa, edição é outra. Porque de certeza que nos trabalhos de sonorização não utilizam MP3. Até porque as librarias audio são em formato CD. O próprio sinal video da transmissão, com o audio agregádo, já é por si só um sinal "comprimido". Mas isso não significa que o audio original o é. Senão, qual a razão das Makie que a SIC possui?

No Vegas, não sei o procedimento. Mas em muitos softwares de NLE, aquando da importação do audio MP3 este é automáticamente convertido para WAV ou um formato proprietário do sistema. È uma operação transparente, as pessoas por vezes não se apercebem, mas ela existe. O NLE deixa de trabalhar com o MP3 e passa a trabalhar com ficheiros temporários, que entretanto criou. E se assim não fosse, editar um trabalho com MP3 a 128 ou 192, com sincronia perfeita com o video, seria um bico de obra.

Quanto á base de dados, é só dispores de disco rigido. O WAV não é impedimento, só ocupa espaço. Mas ao preço a que estão os discos PC, não é mais problema. E quando me lembro que dei 250 contos (agora são 1250 euros) por um disco de 50GB, até me cai os ditos cujos ao chão... Opsss! vou apanhá-los.

Ser aceitável, até é. Até porque se está a vulgarizar. Mas aconselhável... discordo. Boas.
« Última modificação: 24 / Abr / 2007, 06:24 por Jose Costa » Registado

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« Responder #3 em: 25 / Abr / 2007, 21:35 »

Ora Viva!

 oh José, estou eu por aqui a questionar-me:
- Serão teus "clientes tipo" nas BBC´s, muito diferentes dos meus?

É que não desfazendo, parece-me coisa rara encontrar o que se considere "audiófolos" por entre este leque de clientes. claro que os haverá, mas a grosso modo, mesmo separando bem o trigo do joio, até que ponto acaba por ser relevante /perceptivel para o cliente está questão ao ponto que o mesmo a valorize na perspectiva apresentada?
Nós poderemos valorizala, mas e eles?

é que pareceme que concordamos por aqui que podemos ter uma qualidade razoavel no mp3, para o trabalharmos nestes casos.

portanto em minha opinião pessoal, e atitude ao executar estes trabalhos, antes do sentido  excessivamente clinico  quer a nivel de som, como de imagem, (porque aqui vejo aqui fortes paralelos entre discussões tecnicistas dos dois campos) penso que deve vir o bom senso.

vez por outra já me tenho expressado no sentido que a mim da-me a impressão que muitas das vezes discutir os pormenores de compressões, ratios, linhas,"e pardais ao ninho" é debruçarmo-nos no acessório, e não raro em detrimento do essencial. simplificando, - essensial parece-me que é o cliente assimilar a informação no seu todo o mais harmoniosamente possivel.

Por vezes de tanto ponderar o acessório, podemos esquecer que provavelmente serão bem mais os clientes que saberão distinguir um bom ajuste e balanço entre os niveis que deixamos a soma do som (banda sonora e ambiente pois ele se apercebecerá facilmente desta riqueza de pormenores), mais do que propiamente a capacidade do seu ouvido captar a qualidade mais ou menos "cristalina" intrinsica na compressão que utilizamos.
eis minha audição do assunto, que vale o que vale.

Cumptos.
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« Responder #4 em: 25 / Abr / 2007, 22:50 »

Boas.

Agora o Paulo César tocou em dois assuntos importantes: um sobre se não estaremos a dar importancia demais a técnecismos, e a outra acerca dos niveis de audio. E começo por afirmar que os meus clientes não devem ser diferentes dos outros. Os meus clientes devem perceber tanto de audio e video como eu de mecánica ou de canalização. Mas isso não significa que agora deva começar a "abandalhar" o trabalho que faço. Se á coisa que gosto, é no término do trabalho olhar para ele a verificar que coloquei o meu melhor, com as devidas limitaçôes como é óbvio, mas que coloquei o meu melhor e o meu saber no trabalho que fiz. È que a velha politica que por ai circula de que "Está bom, é pra pretos" não funciona comigo. Gosto de ter orgulho no trabalho que faço. (E desculpem a expressão "pretos", não tem conotação negativa. Creio que também deve ser uma expressão utilizada pela maioria. Não tem nada a ver com racismo).

Trabalhar com MP3 estaria tudo muito bem se efectivamente ele fosse de "qualidade". Mas quando ele está muitas vezes cheio de "cricks e crackssssss", como acontece na maioria das vezes, creio que se torna demasiádo audivel. Os clientes até podem não se aperceber, podem até não saber o que é, mas eu sei, e é quanto basta para mim.

Não estou interessádo no "audiofilismo" ou falta dele. Mas se posso dar mais pelo mesmo preço, se o equipamento o permite e não me custa nada, porque não o dar? Na minha prespectiva, um trabalho não deve ser só avaliádo pela qualidade da imagem ou dos efeitos. O audio também é uma parte importante. È todo um conjunto. Pelo menos para mim. O cliente pode não dar o devido valor, e na maioria das vezes não o dá, mas devo por isso fechar os olhos e "vota pra frente que se faz tarde"? Posso estar errádo, mas estaria a ser um mau profissional se assim o fizesse. E aqui não me interessa o que a maioria faz, ou pensa. Interessa-me o que eu faço e o que eu penso acerca disto. E se ao longo destes 12 anos de trabalho na área, ainda continuo a ter ano após ano os mesmos clientes, se não tenho reclamaçôes por parte deles, isso para mim quer dizer alguma coisa.

O problema não está efectivamente no MP3, mas sim no tipo de MP3 que normalmente se tem. Com os clientes dos outros não sei, mas os meus normalmente vêm com músicas que tem mais "ruidos" que uma peneira tem burácos. Coisa normal para eles e para muitos, mas não para mim. Gosto do que faço, e tenho prazer no trabalho que faço.

Os niveis de audio é um outro problema que normalmente encontro. Diferenças de nivel de uma música para outra, cortes bruscos, "balanço" entre a música de fundo e o diálogo mal equilibrádo, ... e neste caso, as televisôes portuguesas são pródigas nisso. Mas não devemos seguir os maus exemplos, ou não deviamos. A pressa assim obriga, dizem alguns...

Não sou melhor que os outros, nem mais profissional que outros. Sou apenas um individuo que tenta em cada trabalho fazer o que melhor sabe fazer: video. Melhores do que eu á muitos, e o meu objectivo é  aproximar-me deles. Mas uma coisa é eu aproximar-me, outra totalmente diferente é eu equiparar-me a eles. Sei que não o vou conseguir, mas tento.

Colocar a qualidade do trabalho acima de tudo, dentro de certos limites, é o segredo. Pena é que seja um segredo. Boas.
« Última modificação: 25 / Abr / 2007, 23:03 por Jose Costa » Registado

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« Responder #5 em: 26 / Abr / 2007, 19:52 »

Orá bem!

se o assunto em questão, afinal,tem que ver com as músicas que vêm da rua, dos clientes, bem ai encontro uma volta de 190º. Ai até provavelmente já salto para o mesmo lado exposto na parte relacionada da mensagem anterior.
Agora onde não me situo, será a defender que pura e simplesmente o mp3 não presta.
O mp3 tem o seu lugar, a sua aplicação, e cumpre facil e eficazmente o objectivo para o qual foi criado.

Mas sim, há mp3 de má qualidade, como de resto, em tudo se pode encontrar melhor ou pior qualidade.
No mp3,sempre que necessário, utilizarei o de BOA qualidade nas BBC´s, porque penso que é um genero de trabalho onde será um formato aceitavel .
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« Responder #6 em: 26 / Abr / 2007, 20:27 »

Boas.

O MP3 surgiu nos anos 90. Devido ao enorme processamento exigido para a compressão, e devido ao facto dos computadores da altura não terem capacidade para tal, esteve na prateleira durante uma década. Só por volta deste século é que se começou a impôr, muito devido á internet.

Tem o seu lugar, a sua aplicação, mas não advogo a sua utilização na edição video. Codificaçôes e re-codificaçôes do sinal audio não favorece o mesmo. Mas acima de tudo, são opçôes de cada um.

Dizer que o MP3 não presta é um pouco forte. Digo, como já afirmei antes, que tem uma qualidade inferior ao CD. E se procuro qualidade, tenho que pôr de lado o MP3. E apesar de praticamente todos os sistemas NLE de hoje em dia permitirem editar o formato, ele (o MP3) não foi criádo a pensar na edição. As software-houses é que trataram de o implantar rápidamente nos seus softwares, uma vez o mercádo consumidor o exigir. Mercádo consumidor doméstico, uma vez que o profissional tinha outros requesitos.

O MP3 está vivo. Longa vida ão MP3... se possivel fora dos NLE. Boas.
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« Responder #7 em: 26 / Abr / 2007, 23:12 »

se não tem qualidade suficiente, não presta! 
se não tem o nivel considerado suficiente para as exigências...penso que não há volta a dar-lhe, não presta! É o termo que se aplica quando gostamos de chamar as coisas pelo nome.

seguindo está linha de raciocínio então, a do não ter qualidade suficiente para as exigencias, então vamos la ver se consigo expor o meu ponto de vista.

O equipamento pro-sumer, Presta?
ou melhor, porque está sim, é realmente forte, - O equipamento pro-sumer tem qualidade suficiente para as exigencias?
Depende das exigências.

A ser curto e grosso eu responderia: "o pro-sumer não presta" .

mas essa é uma resposta curta e grossa, e para ser coerente em minhas opiniões por aqui relacionadas com  o pro-sumer e o qual neste tópico aparece a titulo de exemplo, então não posso ficar pela resposta curta e grossa, e tenho de ser mais concreto.
o pro-sumer não tem qualidade suficiente para certas exigencias. Mas para as BBC`s, modo geral, uma grande parte dos operadores neste ramo entenderão que tem uma qualidade bastante aceitavel.

Então se o equipamento video pró-sumer é aceitavel paras as BBC`s, porque um formato audio que se tornou pro-sumer em termos de aplicação não o é?

classificar o mp3 desta maneira pro-sumer dará muita discussão, adivinha-se, mas para mim será uma classificação correcta.
quanto ao cerne da minha questão, se o mp3 tem qualidade suficiente para as exigencias, no caso BBC acho que tem, respeito logicamente que para outros não vai ter, como equipamento video pro-sumer para os meus gostos, habitos e metodos de trabalhos também não tem, mesmo quando trabalho em BBC.

Uma reportagem video BBC rondará regra geral 500 - 600 €, na minha zona pelo menos, dos quais o Teixeira dos Santos vai querer apanhar 21% de iva se o trabalho for de um profissional, (porque ser  profissional também passa por este pormaior).

Como estes aspectos  ditam do lado do produtor, as exigências do trabalho, a minha preocupação tem de ser em dar o melhor que consigo dentro deste orçamento. para outros orçamentos / trabalhos / exibições / público, a fasquia das exigências sobem, e nem discuto que o mp3 possa ser riscado, uma vez que trabalhar com mp3 é uma questão de facilitar.

Mas devo tambem concluir que será logico que uma produtora que se dedique exclusivamente ou praticamente ao mercado BBC, que luta a anos por estar neste mercado, que retira prazer em laborar nele, que então tenha a sua filosofia de trabalho estruturada para não admitir o que a mesma não considera capaz para as suas exigências, o mp3, só que nesta minha conclusão a produtora está avaliar as suas própias exigências, de quem produz e quer ter também esta mais valia no som, e não as do mercado a que se destina.
E eu que não gosto de ficar em zonas cinzentas, ou é preto ou é branco, então diria que a ter-se está filosofia, adopte-se ela por inteiro. Ou seja, se a filosofia é que tenho de usar o som no seu melhor nivel, então, e por exemplo, os equipamentos tambem têm de ser igualmente do melhor nivel.

 No meu entender o pro-sumer está em medio nivel, eu não o coloco em medio-alto, é mesmo médio, e se este serve para as BBC, então o mp3 tem direito ao trono real em que se instalou no mercado das BBC.Pra mim é uma questão de Coerencia.

Este é um mercado onde reina o facilitismo e onde os profissionais que nele operam, deixam o público, e bescateiros de fim desemana, desvalorizar, espezinhar mesmo a arte de videografar.

Perdemos todos...
Mais uma vez, este tema sabe-me ao assesório em detrimento do essencial.

Volta e meia tocamos em algums pormenores que têm suscitado boas discussões.
Ao fim de alguns anos começo a ficar farto do status quo depreciativo que nos atribuem emquanto profissionais associados as BBC´s. será este um sentimento meu, ou comum aos demais?

E se lançacesmos para debate os verdadeiros problemas dos profissionais no mercado BBC?
um ou dois sozinhos, nada mudarão, mas o tema das BBC`s no portal pareceme já ser veterano, por isso
Deixo aqui o Repto. Eu voltarei a carga.
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« Responder #8 em: 27 / Abr / 2007, 01:04 »

Boas.

Como user deste fórum, expremi aqui a minha opinião. O Paulo César expremiu a dele e o Pedro Rocha igualmente. Outros são convidados a fazer o mesmo, se assim o quiserem.

Mas não posso deixar passar duas ou três coisas face ao comentário do Paulo César.

- A noção de qualidade é relativa. Depende do utilizador, da função que lhe quer dar e das suas próprias ambiçôes.

- O mercado das reportagens BBC é efectivamente um mercado de facilitismos. Facilitismos técnicos, profissionais, económicos. Agradeçam tal facto ao individualismo de cada um.

- Sou Op. de câmera, fotógrafo e editor video. Não sou melhor que ninguém, mas considero-me bom naquilo que faço. E tenho muito gosto e prazer em fazer reportagens BBC. Não sinto vergonha nem pudor em o dizer, para quem o quiser ouvir. Teria vergonha era se não soubesse o que andava a fazer, se apenas soubesse aonde fica o REC/Pausa.

- Os grandes problemas começam pelos pequenos problemas. Por fugir dos pequenos é que eles se tornam grandes.

- O homem certo, no lugar certo, na altura certa, pode mudar muita coisa. O azar é que nunca estamos no lugar certo, na altura certa.

- E mal posso esperar pela "carga". Espero que não seja de trabalhos. Que trabalho já tenho muito, e detesto trabalhar.

Paulo César, não tenhas vergonha de ser o que és. Se fazes bem o teu trabalho, esquece a opinião depreciativa que outros possam ter em relação á profissão por nós exercida. A diferença entre nós e eles, é que nós sabemos o que estamos a fazer, eles não.

Eu filmo casamentos, e tenho orgulho nisso. Quem quiser, ponha-se na fila. Boas.
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« Responder #9 em: 27 / Abr / 2007, 12:15 »

viva!

  Devo salientar, e sem qualquer equivoco, que não tenho o minimo complexo em fazer BBC, nem nunca escondi que o faço, assim como já salientei noutras alturas que  apenas o mercado BBC nunca me satisfaria, pois desde que comecei a laborar no meio, sempre tive outros publicos alvo, alem deste, e tenho conseguido comquistar o meu "quinhão" entre estes varios públicos a que me propus.

Já quando na mensagem anterior me refiro ao status quo depriciativo que me começo a fartar de ver relacionado com o mercado BBC, compreenda-se que refiro-me a algo que pelo já explicado, até posso considerar que minha casa passa bem ao lado, pois penso, ou melhor, tenho certeza que se trata de um status quo que nada terá a ver com o meu caso individual, nos vários mercados que laboro.
Mas este (entre outros) é que é um dos pontos reais  para o estado em que sempre esteve o mercado BBC, o induvidualismo, como salientas-te e muito bem.
induvidualmente eu posso gozar de boa reputação no mercado, Tu José, certamente também gozarás dessa boa reputação a julgar pelo forte empenho e critério que apresentas dos assuntos por aqui, e outros mais têm excelente reputação enquanto profissionais de BBC.
Mas que é chato, pra mim é, enquanto sentimento de que como grupo, sinto que este é um mercado queimado, sem nenhuma representação colectiva, e isto talvez devido ao curto tempo de vida que este mercado têm (se compararmos relativamente ao da "irmã mais velha" a fotográfia) e ao que dai advem... falta de representação colectiva que determine regras ou até mesmos certos códigos de conduta, nem que este ultimos fossem com sentido de semsibilização, etc...)

PS: está ainda não foi a carga.
« Última modificação: 27 / Abr / 2007, 12:20 por Paulo César » Registado
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« Responder #10 em: 30 / Abr / 2007, 01:11 »

De inicio também não me tinha apercebido de que tipo de MP3 estávamos a falar, mas depois de ler mais algumas mensagens vossas percebo que se trata dos dados pelos clientes. Pois no meu caso quando isso acontece, especifico que tipo de qualidade quero e se não conseguem tento encontrar na minha extensa biblioteca áudio, se não encontro peço para comprarem o CD original ou autorização para comprar (a cargo dos clientes) no iTunes em AAC (MP4). Não é o melhor, mas é económico para quem encomenda o trabalho que fica logo à partida a par dos problemas de compressão do formato em si mas uma alternativa para quem não quer comprar o CD original.

Quanto ao status da captação de BBC's, é algo que não me incomoda, já o fazia antes trabalhar em Televisão, e não era por isso que o ia deixar de fazer. Muitos colegas sabem que o faço e pelo menos que eu saiba, não olham para mim com um ar depreciativo. Acho que é uma questão de assumir com orgulho o que fazes e que o fazes bem.
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Pedro Rocha
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