Religião, futebol e politica
23 / Nov / 2008, 18:50 *
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Autor Tópico: Religião, futebol e politica  (Lida 697 vezes)
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Jose Costa
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« em: 26 / Abr / 2007, 18:16 »

Boas.

À três assuntos que são tabu para mim: religião, futebol e politica. São tabu não por não ter nada a dizer sobre o asunto, ou por não me sentir á vontade para falar deles. São tabu porque gosto de utilizar as palavras com tudo o que elas significam, e normalmente as pessoas não as aceitam como sendo a opinião válida de uma outra pessoa. Independentemente de ela estar certa ou erráda.

Uma "discusão" só faz sentido quando ambas as partes estão dispostas a falar abertamente, sem preconceitos, sobre o assunto em causa. Só faz sentido quando ambas as partes estão dispostas a fazer valer o seu pensamento e a demonstrar ou provar o quanto o seu pensamento está certo. Só faz sentido quando se vai com a mente aberta para novas ideias, novos conceitos, novas formas de se ver a questão. Só faz sentido quando nos questioná-mos a nós próprios dos nossos próprios pensamentos. Só faz sentido, e acima de tudo, quando se o faz com respeito pela outra parte.

Quando o pensamento está de tal forma moldádo na mente das pessoas, como o caso da religião, em que desde crianças forão educádas a formádas no Cristianismo (ou outra qualquer religião) e a sociedade que está á sua volta partilha os mesmos pensamentos, quando tal acontece, o individuo deixa de pensar por si próprio, de avaliar o que está á sua volta, deixa de ver outros pontos de vista. Passa a dar por certo tudo o que lhe ensinaram e não questiona uma única vez o que aprendeu. E mais grave ainda, no meu ponto de vista, deixa de aceitar sequer que outros tenham opinião contrária. Sucede-se com a religião, com o futebol e a politica.

Discutir estes três assuntos com alguém que não os aceita discutir, que não quer discutir, apesar de dizer o contrário, não leva a outra coisa senão a de confirmar o quanto está cego pela sua ideologia. Defender ideais é bom, faz parte da natureza humana, e devemos lutar contra tudo e contra todos quando acreditamos sériamente neles, mas nunca devemos deixar de nos questionar acerca da sua origem e motivos. È que a sociedade, e nós quando individuos, é pródiga em se deixar manipular por ideais e ideologias. E mais grave ainda, não querer reconhecer essa manipulação, mesmo quando todas as evidências assim o confirmam.

As várias seitas religiosas que ao longo dos anos têm surgido, Hitler e Mussolini, e claques desportivas inglesas, são apenas três exemplos que a história nos deixou, mas que continuámos a não aprender. Boas.
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Edgar Feldman
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« Responder #1 em: 11 / Mai / 2007, 01:14 »

Caro José Costa,

Tens imensa razão, mas falta na minha opnião, falar da intolerância , melhor dizendo da traição que foi a tomada de poder de Stalin. Esse sim, é o grande drama do Sec XX. Vivemos hoje um vazio de ideias na esquerda, muito por culpa do Stalinismo. A esquerda agora parece somente preocupada em gerir o capitalismo de uma maneira mais suave que um ultra-liberal,  parece que não existe alternativa politica a este sistema. Não penso assim.  Cristo não teve culpa do que os outros fizeram em nome dele, igualmente Marx não tem culpa do que os Stalinistas, os Maoistas, fizeram em nome dele. Olhemos para a China, onde existe o capitalismo mais selvagem, com mão de obra escrava, o PC chines afirma que esse é o caminho para o socialismo.
O que é que a inquisição tem haver com o cristianismo? O que é que os Gulags tem haver com o Marxismo?

É por isso que só se discute Futebol e Religião e... Politica, como os donos do poder querem que se discuta. Já dizia o velho Marx: - As ideias das classes exploradas, são as ideias da classe dominante.


Os grandes magnatas e filosofos do sistema gostam de falar no fim da história. Mas sabemos que a história não para.

Saudações
« Última modificação: 11 / Mai / 2007, 17:21 por Edgar Feldman » Registado
João Tiago Calviño
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« Responder #2 em: 11 / Mai / 2007, 12:57 »

(por acaso o PC Chines diz que antes de construir o socialismo tem outra prioridade... alimentar aquela gente toda!... mas é o que eles dizem e qcada um de nós dá o valor que quiser às palavras deles)
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Edgar Feldman
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« Responder #3 em: 11 / Mai / 2007, 16:08 »

Caro João Calvino

A exploração do trabalho na China é brutal, 14 a 16 horas por dia, dorme-se no local de trabalho, não há vida privada. Ordenados de miséria, grandes riquesas - para poucos -, construidas pelo pessoal do aparelho, etc.  É por isso que as lojas dos chineses são tão baratas, material feito com mão de obra escrava.  Se isto é o caminho do socialismo.... Chiça!
« Última modificação: 11 / Mai / 2007, 16:57 por Edgar Feldman » Registado
João Tiago Calviño
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« Responder #4 em: 13 / Mai / 2007, 17:25 »

Edgar é como eu digo... cada um retira das palavras deles o que quiser...
Eu n tirei nada de positivo...
so m limitei a dizer algo que um representante do PC Chines me disse
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