
Ter um diploma ou certificado foi algo que nunca me preocupou. Sou o que sou e não preciso que alguém o afirme e, quanto a conhecimento, estarei sempre em busca de saber mais e mais ainda, pelo que nenhum canudo poderá, em algum momento, atestar o que sei.
Na imagem, uma das minhas áreas de interesse, há uma matéria sobre a qual não há estudos completos: a cor!
As subtilezas e subjectividades das tintas e pigmentos, filtros, luz, materiais sensíveis, retinas e culturas são tais que, sobre isto, duvido que alguma vez se possa chegar a certezas absolutas.
Os actuais meios de comunicação são redutores nesta matéria. As nuances das obras originais são transformadas e adaptadas aos panthones das reprografias, às bandas de transmissão e às calibrações dos monitores. Entre o trabalho original e o recebido muito se perde, se adiciona, se adultera.
No campo do cinema, recordo duas obras que fazem contra-pontos quase perfeitos entre cores e emoções, cada um de sua forma.
Um deles é a trilogia “Três cores – Azul, Branco, Vermelho”, de Krzysztof Kieslowski, cujo início de rodagem aconteceu em 1992. Nesta obra, a cor é mais subentendida que explicita, no que às emoções se refere, ainda que seja uma alusão à bandeira tricolor Francesa e ao seu significado.
O outro dá pelo nome de “Herói”, rodado em 2002 por Yimou Zhang. Aqui, várias versões possíveis para um mesmo enredo são-nos contadas tendo por base dominantes cromáticas diferentes no guarda-roupa e cenografia, de acordo com os sentimentos que as despoletam: amores, ódios, fidelidades, ideais.
Recomenda-se vivamente o ver ambas as obras!
Por mim, que não domino as técnicas do audiovisual como gostaria, limito-me a procurar no mundo que me rodeia as cores existentes e tentar usá-las de acordo com os meus próprios sentimentos. A interpreta-las e reproduzi-las. E a esperar que os vossos monitores estejam calibrados pelos meus, o que não acredito!
Divirtam-se e aproveitem bem a luz
JC Duarte
www.photoblog.be/jc2www.photoblog.be/relogioparadowww.photoblog.be/oldfashion