Boas.
Antes demais, quero dizer que não é minha intenção ser fonte de desmotivação. Mas por vezes o que parece ser muito simples, na prática é muito mais complicado do que parece (Já repeti isto aonde? ). Dinheiro todos querem poupar, mas por vezes a poupança sai mais cara que comprar caro desde o inicio. O facto do português (devido á sua própria cultura) ser um tipo desenrascado, é bom. Mas não nos devemos atirar de cabeça, pois o chão normalmente é duro. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. E todo este palavriádo para dizer o quê?
Se eu quiser comprar um leitor de CDs lá para casa, um desses "marca continente" (passando a publicidade) serve muito bem. Só vai ser utilizádo de vez em quando, o desgaste não será muito. È super barato, e mesmo que mais tarde avarie não á problema. Vai para a assistência. Fica-se sem ele durante um mês, mas nada que não se aguente. E em último caso, compra-se outro. Custam quase o mesmo que um pãozinho quente... Mas se fôr para uso profissional, qual é o custo de ficar sem equipamento durante um mês? Quais são as implicaçôes no caso de o equipamento avariar durante o serviço? E quanto á resistência, vida útil do equipamento, reconhecem que um equipamento projectado e construido para uso profissional tem uma fiabilidade muito superior ao do uso doméstico, ou não? Como será lógico, equipamento profissional resiste melhor aos maus tratos (e por maus tratos quero dizer os solavancos da estrada, o andar de lado para lado, o pó, o entra e sai dos CDs, etc). Ora comprar barato e mais tarde ter de voltar a comprar o caro, sai mais caro, correcto? "Compra-se outro barato!" dirão alguns. OK! Se gostam de ficar na mão nos momentos criticos, se querem correr o risco de ficarem mal vistos, e de fazerem uma colecção de equipamentos avariádos... Força! Eu prefiro jogar pelo seguro. Mas é certo que os "caros" também avariam, mas eu também posso ser atropeládo ao sair de casa.

Solução: não sair de casa! E isto sem falar da qualidade, que no caso do tópico em questão, será a qualidade da imagem obtida.
O barato e o cáro têm o seu lugar. Só temos de defenir o lugar que queremos dar a cada um deles e o que isso implica. Pelo que aconselho vivamente a ponderar a opção que tencionas fazer, pelas razôes abaixo:
A ligação por cabo pode facilmente ser superior aos 4Km. Agora estamos é a falar de cabos de ligação por fibra óptica, nada que uma empresa da área não tenha. A questão é o custo do serviço, o que é uma outra questão.
Um transmissor RF é muito susceptivel a interferências. Casas, árvores, pequenas encostas, tudo são obstáculos á linha do sinal entre o emissor e o receptor. Em campo aberto, a recepção pode ser muito boa. Mas quando existem obstáculos, o caso muda de figura. È por essa razão que os fabricantes dizem que determinado equipamento tem um raio de acção entre X e Y metros. E é também por essa razão que as TVs utilizam um helicoptero a sobrevoar o local: não existe obstáculos (normalmente)entre o transmissor e o receptor que se encontra no helicoptero. Mas mesmo assim, basta ver uma transmissão duma reportagem das provas de ciclismo (tipo volta a portugal em bicicleta) para se verificar as constantes perdas de sinal. E estamos a falar de equipamentos topo de gama, não de transmissores básicos que são utilizados na vigilancia, que é o caso do link que colocaste no outro tópico. O transmissor a que te referes no link é destinado a vigilancia, em que os requesitos de qualidade de imagem não são elevados. O modelo em questão utiliza entradas/saidas de video composto (escrevi "composto", e não "componentes"). Como tal, a qualidade a esperar não pode ser eleváda. Destina-se a estar num local fixo e não num automóvel em movimento, pois também a deslocação variável da distância entre o emissor e o receptor é fonte de interferencias. Temos também questôes de propagação das ondas, directividade das antenas, radiação parasita (os sistemas eléctricos e electrónicos de um automóvel são uma grande fonte), reflexôes do sinal. È por estas e outras razôes que os transmissores/receptores destinados ás "emissôes televisivas" têm sintonizadores automáticos, em que estão constantemente a monitorizar o sinal e a efectuar ajustamentos nos circuitos electrónicos com vista a obter a melhor recepção. Algo totalmente diferente dos modelos de vigilância, em que a sintonia é manual e só se efectua aquando da instalação do equipamento. Mas basta mudar o emissor ou o receptor de local para ter que se proceder novamente a sintonia do mesmo. Os "televisivos" utilizam sistemas de codificação com vista a reduzir as interferências, os de vigilancia não (pelo menos, não os mais baratos).
Na minha sincera opinião, aconselho-te a pensar bem. Existem modelos especificos para a finalidade que tens em mente. Mas não os do link que colocas. Não se prestam ao que queres. Mas quem sou eu para dizer o que os outros devem ao não fazer.... não é o meu dinheiro que vai pelo ralo abaixo.
Depois tens questôes de legislação. Importar material está sugeito a taxas alfandegárias (a China não faz parte da CE). Podes ter que pagar mais do que estavas á espera. São precisas licenças para os equipamentos de transmissão/recepção. Não sei se o modelo que referes está issento. Convém te informares, para não teres chatises no futuro.
Como disse no inicio, não é minha intenção ser fonte de desmotivação. Apenas alertar. Pensar em algo que foi especificamente desenvolvido para o fim que tens em mente é capaz de ser uma opção muito mais válida. Existem bons modelos de transmissores para isso. Fica-te mais caro, muito mais caro, é certo, mas pelo menos os resultados são garantidos. Existe um artigo bem comprido, creio eu que foi publicado na revista produção Profissional (posso tentar ver) que abordáva as várias alternativas existentes para o caso em questão. De qualquer das formas, se fizeres uma busca na net por transmissores COFDM vais encontrar muita literatura. È equipamento destinado especificamente a esse tipo de trabalhos. Posso procurar o artigo de que falo. Se quiseres, diz algo. Boas.