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JC Duarte
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« em: 30 / Nov / 2007, 12:11 » |
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Há uns tempos atrás foi com o Dalai Lama. O homem veio cá e os nossos governantes não o quiseram receber. Sendo que, para além de líder espiritual dos sues fieis é também o representante informal do desejo de independência do Tibete, o melhor mesmo é não ter relações oficiais com ele. Que os Chineses não gostariam. Sempre seria um reconhecimento da validade dessa reivindicação. Agora, e representando a presidência da União Europeia, os mesmos governantes estiveram por lá, pela imensidão chinesa. E, confrontados com a questão de Taiwan, tiveram a mesma atitude de “Nim”. Que as coisas se resolvem com o dialogo, que estes têm razão mãos os outros também, que o melhor é dar tempo ao tempo…
E se os governantes portugueses andam com fortes dores no lumbago de tantas vénias fazerem ao império dos EUA, com a questão chinesa afrontam o gigante ocidental. É que convém ir dando uma no cravo outra na ferradura, que a imensidão da China, o seu enorme mercado de consumo e a sua capacidade de produção a preços hiper concorrenciais também é de temer.
A menos que estes mesmos governantes tenham demasiadamente presente o conceito da Autodeterminação dos Povos, que se lembrem bastante bem do que sucedeu com as colónias Portuguesas e aproveitem o ensejo para se vingarem de as termo perdido. São estas atitudes e vénias de venerandos e obrigados aos poderios económicos, políticos e militares que me fazem perguntar para que raio temos uma bandeira. E que, tanto neste caso como no da invasão do Iraque, me fazem ter vergonha que flutue acima da minha cabeça.
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