Porcos e vacas
23 / Nov / 2008, 10:21 *
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Autor Tópico: Porcos e vacas  (Lida 661 vezes)
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JC Duarte
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« em: 18 / Dez / 2007, 16:17 »

Numa exploração animal, no Alentejo, foram encontrados animais em deplorável estado. Ao que parece, de tanta a fome, que alguns já teriam morrido e outros iam alimentando-se dos seus corpos.
De acordo com o jornalista – que eu soube disto através de uma reportagem televisiva – tanto os suínos como as vacas ficaram a cargo das autoridades sanitárias, prevendo-se o seu abate.

Repare-se o rigor com que a informação foi transmitida: “suínos” e “vacas”. Nada de confusões!
Que se se falasse em “bovinos”, estariam a ser incluídos bois, bezerros e vitelos, que provavelmente não existiriam por lá.
Por outro lado, se se falasse em “porcos”, estariam a ser excluídas as porcas, os bácoros e os leitões que, eventualmente, foram encontrados no local.

Portanto, e acreditando eu que a informação neste país se pautua pelo rigor e isenção, naquele local existiam várias vacas e nenhum boi ou equivalente. E diversos exemplares da raça suína, em género e idade.
Aquilo que não disseram, por pudor suponho, é a que raça pertence o proprietário de tal local!
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Divirtam-se a aproveitem bem a luz
JC Duarte

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Carlos Gomez
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« Responder #1 em: 06 / Out / 2008, 22:57 »

Numa exploração animal, no Alentejo, foram encontrados animais em deplorável estado. Ao que parece, de tanta a fome, que alguns já teriam morrido e outros iam alimentando-se dos seus corpos.
De acordo com o jornalista – que eu soube disto através de uma reportagem televisiva – tanto os suínos como as vacas ficaram a cargo das autoridades sanitárias, prevendo-se o seu abate.

Repare-se o rigor com que a informação foi transmitida: “suínos” e “vacas”. Nada de confusões!
Que se se falasse em “bovinos”, estariam a ser incluídos bois, bezerros e vitelos, que provavelmente não existiriam por lá.
Por outro lado, se se falasse em “porcos”, estariam a ser excluídas as porcas, os bácoros e os leitões que, eventualmente, foram encontrados no local.

Portanto, e acreditando eu que a informação neste país se pautua pelo rigor e isenção, naquele local existiam várias vacas e nenhum boi ou equivalente. E diversos exemplares da raça suína, em género e idade.
Aquilo que não disseram, por pudor suponho, é a que raça pertence o proprietário de tal local!


Tantas e tantas reportagens no dia-a-dia, que assistimos nos meios de comunicação social, em que não se utiliza os vocabulários correcto. Dou um exemplo, de um flagrante na ferrovia, em que as composições ferroviárias (vulgo comboio) vão de encontro com os veículos automóveis. Nunca os veículos automóveis contra as composições ferroviárias. Afinal os as veículos ferroviários  "voam" e vão apanhar os veículos automóveis nas suas vias. Há sempre uma ideia, de que o dita composição ferroviária, vulgo comboio, é o culpado do acontecimento. Laughing Vejam os títulos das noticias televisivas ou de imprensa.

Na Minha opinião pessoal, falta aos senhores jornalistas, algum trabalho de casa ou de campo, nas áreas da terminologia tecnológica, dos transportes, da agricultura, etc, para deixar de haver as trapalhadas que acontecem regularmente. Se não sabem o que é um "tirefond", perguntem a um ferroviário, e deixem de lhe chamar pregos, que de pregos não têm nada. Boas. 

Cumprimentos
Carlos Gomez
« Última modificação: 07 / Out / 2008, 09:20 por Carlos Gomez » Registado

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mquinta
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« Responder #2 em: 10 / Out / 2008, 02:00 »

Vários dos colegas que tive ao longo da minha licenciatura em comunicação social, muitos dos quais são ou pretendem ser jornalistas, tinham - e muitos certamente ainda têm - uma cultura geral mediocre.
Claro que esta minha opinião só tem valor para mim mesmo. Mas não me deixava de surprender que, entre vários temas, alguns não soubessem quem era a deputada Odete dos Santos, que Orson Welles foi o director de Citizen Kane (quando a maioria nem conhecia o filme) e que o seu relatório de estágio começava por "Querido relatório.."

Quero com isto dizer que muitos jornalistas chegam à profissão sem se destacarem especialmente por grandes brios.
Portanto, quanto a terminologias técnicas, muitas vezes os casos tornam-se complicado.

Não quero com isto dizer que o brioso das aulas era eu(mas também não pretendo ser jornalista)! Nem tão pouco dizer que "briosos" não existiam, pois seria mentira.

Apenas dizer que jornalistas há muitos, uns bons, outros nem tanto.
 
Quanto a erros o jornalismo online (o que mais acompanho devido à minha situação actual) é mais escandaloso. Na televisão existem mas são efémeros, os escritos não.
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