Numa exploração animal, no Alentejo, foram encontrados animais em deplorável estado. Ao que parece, de tanta a fome, que alguns já teriam morrido e outros iam alimentando-se dos seus corpos.
De acordo com o jornalista – que eu soube disto através de uma reportagem televisiva – tanto os suínos como as vacas ficaram a cargo das autoridades sanitárias, prevendo-se o seu abate.
Repare-se o rigor com que a informação foi transmitida: “suínos” e “vacas”. Nada de confusões!
Que se se falasse em “bovinos”, estariam a ser incluídos bois, bezerros e vitelos, que provavelmente não existiriam por lá.
Por outro lado, se se falasse em “porcos”, estariam a ser excluídas as porcas, os bácoros e os leitões que, eventualmente, foram encontrados no local.
Portanto, e acreditando eu que a informação neste país se pautua pelo rigor e isenção, naquele local existiam várias vacas e nenhum boi ou equivalente. E diversos exemplares da raça suína, em género e idade.
Aquilo que não disseram, por pudor suponho, é a que raça pertence o proprietário de tal local!
Tantas e tantas reportagens no dia-a-dia, que assistimos nos meios de comunicação social, em que
não se utiliza os vocabulários correcto. Dou um exemplo, de um flagrante na ferrovia, em que as composições ferroviárias (vulgo comboio) vão de encontro com os veículos automóveis. Nunca os veículos automóveis contra as composições ferroviárias. Afinal os as veículos ferroviários "voam" e vão apanhar os veículos automóveis nas suas vias. Há sempre uma ideia, de que o dita composição ferroviária, vulgo comboio, é o culpado do acontecimento.

Vejam os títulos das noticias televisivas ou de imprensa.
Na Minha opinião pessoal, falta aos senhores jornalistas, algum trabalho de casa ou de campo, nas áreas da terminologia tecnológica, dos transportes, da agricultura, etc, para deixar de haver as trapalhadas que acontecem regularmente. Se não sabem o que é um "tirefond", perguntem a um ferroviário, e deixem de lhe chamar pregos, que de pregos não têm nada. Boas.
Cumprimentos
Carlos Gomez