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JC Duarte
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« em: 28 / Dez / 2007, 10:47 » |
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Há uns dias (10) deixei-vos aqui um desafio. Nela falava eu nas subtilezas de cor, luz e contraste que um photographo usa no seu trabalho e como elas podem ser subvertidas ou perdidas por via de monitores não calibrados ou, porque não, de sistemas de impressão desajustados. Exemplificava o que dizia com seis imagens: uma que eu mesmo tinha dado por pronta e acabada e as restantes com alterações. Pequenas mas existentes. E desafiava-vos a identificarem a correcta (ou a de que mais gostassem) e os desvios existentes nas restantes.
E a solução para o desafio é a que se segue: A- dada por completa por mim; B- Um pouco mais de “exposição” ou ganho electrónico geral em todas as cores e nuances; C- As zonas escuras de dominante vermelha foram escurecidas (ou os negros trancados, como se diz em algumas gírias técnicas); D- Um pouco menos de “exposição” ou ganho electrónico nas zonas claras de todas as cores; E- Incremento da dominante verde nas zonas claras e escuras, deixando as intermédias inalteradas; F- Redução geral de ganho electrónico dos tons intermédios em todas as cores (variação de gama em algumas gírias).
Naturalmente que não esperava que acertassem na original. Não apenas a maioria das variações são subtis como não conhecem a boneca ao vivo, pelo que não é possível fazerem comparações com ela. E, nunca nos esqueçamos que a “fidelidade” de uma imagem com o assunto é algo de muito subjectivo, se atingível. O que se torna importante é que a imagem resultante e materializada em papel ou pixels corresponda ao que o seu autor viu com a sua mente e que possa, sempre que possível, transmitir isso mesmo aos posteriores observadores. E é aqui que o autor se pode sentir (eu sinto) frustração. Porque o cuidado tido na imagem original se perde garantidamente, com os suportes utilizados pelo público.
Toda esta conversa conduz-me a uma questão que, frequentemente, me incomoda: Devemos nós, autores de imagens photográphicas, videográficas ou cinematográficas, fazer o nosso trabalho em função do que entendemos e sabemos ser o que queremos ou em função da mediania e, as mais das vezes, da mediocridade dos suportes usados por quem os observa? Valerá a pena sermos minuciosos no que produzimos quando sabemos que os detalhes se perderão ou, pior ainda, serão adulterados?
Se alguém tiver uma resposta sólida que se chegue à frente, que eu não a tenho!
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