|
Pedro Rocha
|
 |
« em: 17 / Jan / 2008, 01:34 » |
|
Descobri esta pequena empresa fundada no ano de 2007 que se dedica a fabricação de kits (e não só) de iluminação a preços muito bons tendo em conta a valores praticados por companhias como a Dedolight e Arri. Para pequenas produções independentes, free-lancers e não só, existem Kits de tungsténio e HMI de 12v com adaptadores para 220v, para além de toda a panóplia de acessórios e claro mala de transporte. O que dizem os magos da luz? Film Teknik
|
|
|
|
|
Registado
|
|
|
|
A. Caneira
Moderador
Pontos Ganhos 57
Offline
Mensagens: 1,012
|
 |
« Responder #1 em: 18 / Jan / 2008, 00:34 » |
|
Não conhecia... vou dar uma olhada com mais atenção. Os kits de luz fria parecem-me muito interessantes para o preço, especialmente por poderem ser "dimados".
|
|
|
|
|
Registado
|
A. Caneira
|
|
|
Marcos Bras Iba
Colaborador
  
Pontos Ganhos 47
Offline
Mensagens: 358
filmarte.com.pt
|
 |
« Responder #2 em: 18 / Jan / 2008, 03:49 » |
|
Saudações Caríssimos!
Gentileza esclarecer-me: o que vem a ser "dimados"?
Abraços e Sucesso!
|
|
|
|
|
Registado
|
|
|
|
|
Jose Costa
|
 |
« Responder #3 em: 18 / Jan / 2008, 04:21 » |
|
Boas. A palavra "dimados" é um calão, se assim posso dizer, que provem de Dimmer. Um Dimmer é fundamentalmente um circuito electrónico que tem como função controlar a intensidade luminosa de uma ou mais lampadas. Na iluminação fluorescente, o controle da intensidade luminosa através de um potenciometro é dificil de se obter pois normalmente o que se acaba por verificar é uma cintilação da iluminação. Para se evitar esta cintilação, a iluminação para estudio, baseáda em lampadas fluorescentes, recorre a um balastro com uma frequência de funcionamento mais elevada que as lampadas normais, com vista a eliminar esta cintilação, e a poder controlar a intensidade da luz. È algo no género que existe nos candeeiros de halogénio de pé alto, em que existe um potenciometro para controlar a luz. Neste caso, o Dimmer controla a intensidade da luz fluorescente, sem que exista cintilação da mesma e sem que a sua temperatura de côr seja afectada. Não sei se me fiz entender ou se utilizei muitos temos técnicos. Espero ter passado a ideia. Dificuldades, pergunta. Boas.
P.S. Creio que o termo correcto é "dimerizadas", mas normalmente acabámos por dizer "dimadas".
|
|
|
|
« Última modificação: 18 / Jan / 2008, 04:38 por Jose Costa »
|
Registado
|
O segredo do sucesso não está em fazer o que se gosta, mas gostar do que se faz - Cecília Meireles
|
|
|
Marcos Bras Iba
Colaborador
  
Pontos Ganhos 47
Offline
Mensagens: 358
filmarte.com.pt
|
 |
« Responder #4 em: 18 / Jan / 2008, 05:33 » |
|
Saudações e Obrigado José Costa!
Entendi perfeitamente ... embora meus conhecimentos ( vejo ) sejam realmente limitados, seu texto é claro!
Tenho lido algo sobre lâmpadas fluorescentes eletrônicas. Se percebo, foram substituídos os reatores ... atualmente utilizam circuitos eletrônicos - se percebi são condensadores - para simular "frequência" suficiente para incandecer o material. Pergunto: então mesmo as fluorescentes eletrônicas precisam ser "equalizadas" ( dimadas ou dimerizadas ) à preço de eliminar a vibração ( cintilação ) ... identificadas nas fluorescentes com reator e agora com circuitos eletrônicos?
Explico o porquê da pergunta: muitos de nós vão com certeza investir alguns trocados nesta história de fluorescentes construídas a pensar no audiovisual. Se esclarecidos à tempo, não seremos vítimas de equívocos ao adquirí-las. Como disse ( embora de forma modesta ) ... tenho buscado informar-me à cerca desta nova "tecnologia". Nos sites que visitei, informações são de que as novas fluorescentes eletrônicas foram construídas buscando eliminar estas vibrações ( ocasionadas pelo "movimento da corrente elétrica" - dos reatores ). A promessa é de que estas novas ( as eletrônicas ) já não "vibrem" como suas antecessoras!
Abraços e Sucesso!
|
|
|
|
|
Registado
|
|
|
|
A. Caneira
Moderador
Pontos Ganhos 57
Offline
Mensagens: 1,012
|
 |
« Responder #5 em: 18 / Jan / 2008, 17:13 » |
|
Marcos, a explicação do José Costa e bastante correcta. Como dizem voçês por aí, os reactores (balastros aqui em portugal) são especiais e funcionam em alta frequência, por forma a permitirem variar a intensidade de luz emitida sem alterar significativamente a sua temperatura de cor. Nos sistemas de melhor qualidade pode-se variar a intensidade entre 5 a 7% até 100% sem se verificar cintilação e com pouca alteração da temperatura de cor da luz emitida (o que nunca acontece com sistemas de lampadas de halogenio, que ao serem reduzidas na sua intensidade sempre baixam a temperaura de cor da luz emitida).
Quanto às lampadas fluorescentes, não "normais", são fabricadas de forma a emitirem um espectro de luz continuo, não apresentando aquela predominancia de tons verdes habituais nas fluorescentes normais. Existem lampadas calibradas para luz de dia (6500º Kelvin) e para luz de estudio (3200º Kelvin).
|
|
|
|
|
Registado
|
A. Caneira
|
|
|
Marcos Bras Iba
Colaborador
  
Pontos Ganhos 47
Offline
Mensagens: 358
filmarte.com.pt
|
 |
« Responder #6 em: 18 / Jan / 2008, 17:40 » |
|
Saudações Caríssimos!
Obrigado pelas explicações Caneira!
Sem dúvida alguma, mesmo para o que faço ( BBC ) ... estamos a buscar Excelência. É preciso agora clientes para esta nova "fase" do audiovisual para Eventos! Espero que apareçam!
Abraços e Sucesso!
|
|
|
|
|
Registado
|
|
|
|
|
Jose Costa
|
 |
« Responder #7 em: 18 / Jan / 2008, 18:40 » |
|
Boas. Aproveito para acrescentar que esta não é assim uma tão "nova tecnologia". Já está disponivel no mercado á pelo menos uns dez anos. Inicialmente só para os grandes estúdios de TV, por ser bastante caro, e que por ter vindo a baixar de preço e pelo aumento da qualidade, passou a estar mais acessivel a pequenas productoras.
A grande vantagem, entre outras, é a sua baixa produção de calor. Nos estúdios, o calor gerado pelas lampadas de tungstenio e HMI faz com que o ar condicionado tenha de trabalhar mais, para manter uma temperatura aceitavel. Lembro-me de ler algumas entrevistas de pivots que se queixavam exactamente disso, pelo que ficaram bastante contentes com a introdução cada vez maior deste tipo de iluminação. Boas.
|
|
|
|
|
Registado
|
O segredo do sucesso não está em fazer o que se gosta, mas gostar do que se faz - Cecília Meireles
|
|
|
|