Notícia no Público - DGCI Ameaça Noivos Com Coimas
08 / Ago / 2008, 19:50 *
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Autor Tópico: Notícia no Público - DGCI Ameaça Noivos Com Coimas  (Lida 1769 vezes)
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Pedro Rocha
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« em: 24 / Mar / 2008, 12:26 »

Esta notícia pode ser útil para os demais membros deste fórum e essencialmente os que laboram nesta área.

In Público 24.03.2008
DGCI ameaça noivos com coimas se não derem informações sobre o casamento

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Pedro Rocha
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« Responder #1 em: 24 / Mar / 2008, 14:02 »

Boas.
Já não era sem tempo tais acçôes, pois ela pode contribuir para o desaparecimento dos chamados "paraquedistas" e "habilidosos". O mercádo das reportagens BBC (Bodas, Batizados e Casamentos) está no estado em que está muito em parte pela existência deste mercádo paralelo. Mas ele também existe porque as casas de fotografia têm interesse em que exista.

Nada tenho contra quem trabalha em part-time nesta área, muito pelo contrário. Tenho é contra quem nada sabe, para além do REC-PAUSA estar a "trabalhar" nesta área. Com tal procedimento, só faz com que os profissionais "mesmo" sejam vistos como "careiros" e que todos sejam vistos pelo mesmo prisma. È chegáda a altura do op. de câmera deixar de ser visto como o "filho" do fotografo ou como a "mulher" do fotografo, e passar a ser visto como o "operador de câmera". E desde já saliento que nada tenho contra o facto dos filhos e as mulheres dos fotografos serem op. de câmera, desde que saibam do oficio, lógico.

Todos têm direito a trabalhar no que eventualmente gostam ou no que querem, desde que saibam o que andam a fazer, o que em abono da verdade, muito poucos se podem gabar disso.

Impostos também não gosto de os pagar, ninguém gosta, mas não é possivel cobrar o justo pelo trabalho, se houver meia-dúzia a estragar o mercádo com os seus baixos preços, uma vez que estão á margem da lei. È uma concorrência desleal, que faz com que eventualmente quem cumpre com as suas obrigaçôes fiscais tenha de reconsiderar tal facto e se veja obrigádo a se juntar ão "clube".

A área do video neste mercádo (BBCs) está mal de saúde. São várias as causas, e uma delas está na falta de fiscalização. Pela primeira vez, nota 5 para as finanças. Boas.
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César (publidevorador)
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« Responder #2 em: 24 / Mar / 2008, 15:48 »

Não concordo com esta atitude das finanças, os paraquedistas não vão desaparecer e penso mesmo que vão aumentar com esta lei. Pray

Existem muitos cameras que trabalham como freelancers directamente com os noivos e com esta medida vai limitar á partida a acção destes, não têm forma de facturar, e serão com toda a certeza bem melhores do que muitos que são contractados pelas lojas, que toda a gente sabe em que moldes são muitas vezes contractados.  Shame on you

         Os habilidosos estarão protegidos pelas lojas e como sabem esta é uma lei que visa sobretudo apoiar as mesmas uma vez que com a era digital perderam uma grande fatia do negócio e sofrem a concorrência das pessoas que não têm espaço aberto, mas têm o gosto pela reportagem social.

Entendo que esta atitude é entrar na esfera do privado, parece que retrocedemos á altura do Salazar, perguntar aos noivos quando eles é que deveriam fazer esse mesmo controlo!

Atenção, não estou a criticar o facto de o trabalho ser facturado, mas penso que controlar isso entrando na casa privada das pessoas, colocando os noivos como polícias é realmente de morrer a rir!

A ver como o mercado vai reagir a esta atitude, mas discordo com o que foi dito e os maus profissionais, vão emergir com a capa das lojas na frente e por isso vamos ver as esposas, os filhos, os amigos, etc passando em poucos minutos como se trabalha com uma máquina de filmar!


« Última modificação: 24 / Mar / 2008, 15:49 por César (publidevorador) » Registado

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Paulo César
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« Responder #3 em: 24 / Mar / 2008, 18:10 »

Aproveito para complentar o tópico com mais um link que entretanto avançou está tarde, pois que está mesmo na ordem do dia.

Este assunto em minha opinião divide-se em duas questões distintas.

Uma a fuga ao fisco e adjacentemente, o combate a concorrencia desleal. Está certo, muito bem.
Outra o metódo de actuar. Aqui se o caso não fosse sério, mais valia rir mesmo, como já mencionado, mas o que não tem graça nenhuma é que isto esta-se mesmo a passar neste nosso rectangulo a beira mar plantado.

Mas Ok, está o Fisco (ou seja o governo) a meter os pés pelas mãos ao pressionar, intimidar, e ameaçar quem ligitimamente não tem que se preocupar com um assunto que não lhe diz respeito, isto é, os Noivos.

Perante a lei, e neste caso, o cidadão tem o dever e não a obrigação de colaborar. A obrigação essa é de quem se está a demitir de exercer suas funções.
Portanto, devolver o dito inquérito, no respectivo prazo, ignorando as perguntas, e com um valente "Fuck you" escrito em letras garrafais, ainda era pouco...

Já na questão do mercado paralelo e dos "paraquedistas" nos eventos BBC´s, é uma pena que o inquérito esteja a ser feito nos moldes em que está. Pois estes são no meio de tudo quem mais facilmente se escapa.
E o mercado de casamentos está bom é para eles...
Eu sinceramente, e que actuo nesse mercado, estou já pouco preocupado com os ditos habilidosos, pois  há clientes para os ditos, sejam noivos ou casa de fotografia, e para os não ditos... "Paraquedistas".
Pelo que me diz respeito, já há muito que comecei a seleccionar a minha clientela nesse mercado de xico-espertismo, e onde me recuso a "prostituir" serviços.

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Jose Costa
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« Responder #4 em: 24 / Mar / 2008, 19:38 »

Boas.
O cidadão português é um espectáculo. Exige, mas não quer colaborar. Queixa-se, mas não faz nada para mudar as coisas. E além de não fazer nada, critica o pouco que é feito.

Sejamos honestos, nenhuma lei agrada a todos, nenhuma lei beneficia a todos. Existem sempre contrapartidas. A questão está em saber se os meios justificam os fins.

Os noivos não são os inocentes que se dizem ser. Todos, e são mesmo todos os cidadãos, uns mais outros menos, têm a sua quota parte de responsabilidades.

Os "paraquedistas" existem porque não existe fiscalização. Existem porque não lhes é exigido facturas pelas casas comerciais nem pelos noivos. Como não pagam impostos podem fazer um preço mais em conta pelos seus serviços, e o que o cliente quer é isso mesmo, pagar menos (até eu quero pagar menos). As casas comerciais não declaram os serviços que são feitos, pois não existindo facturas por parte de quem faz o serviço, os freelancers, não á forma do fisco chegar a eles, só mesmo por "declaração" dos noivos.

Se é freelancer têm sim forma de facturar, desde que legalizádos. Que direito tem um trolha ou mecánico (com o devido respeito a todas as profissôes), que de Segunda a Sexta têm o seu emprego normal e ãos fins-de-semana vai fazer uns casamentos, que direito tem ele de exercer uma actividade, para o qual não está muitas vezes habilitado, que não paga os seus impostos, que está a roubar o trabalho de quem faz profissão da fotografia ou video?

O trolha ou mecánico gosta de video? Sim senhor, que vá aprender o minimo dos minimos, que trate da questão legal, e então que avance. Assim, cobrará o que entende ser justo pelo seu trabalho, e os outros não poderão se queixar de concorrência desleal. Porque é que não vamos todos para médicos, que nem é preciso aprender, basta saber escrever um nome qualquer de um qualquer medicamento, e no fim é só cobrar 50 ou 75 euros, por algo que só demorou uns dez minutos?

Todos apelam á fiscalização, seja disto ou daquilo. Mas ninguém quer colaborar. Todos pensam que os culpados se apresentam aos "fiscais" dizendo: "Eu sou culpado!"

E as mulheres e os filhos não vão começar a fazer mais serviços do que os que já fazem. Mas mesmo que os façam, se a casa pagar os seus impostos, acreditem que os preços não serão a "ninharia" que alguns cobram.

A verdade é uma: quando toca a impostos, a ter que preencher um qualquer papel para o Estado, a sermos desviádos no nosso caminho habitual, vemos problemas em tudo. Queremos justiça a nivel de impostos, mas não nos queremos envolver. Queremos que o ladrão seja preso, mas não queremos ir á esquadra apresentar queixa nem ir a tribunal fazer declaraçôes. Queremos jardins limpos, mas não somos capazes de deitar o lixo no contentor em vez da via pública. Queremos beneficios, mas não queremos inconvenientes.

Também eu queria muita coisa. Mas para ter algo, tenho de perder algo. E dai a pergunta: não será aceitável esta "intromissão" das finanças, a bem da igualdade de concorrência entre os profissionais da área? Não será esta a acção que irá despoletar o profissionalismo em quem trabalha em video? Se a fiscalização fôr maior, os "paraquedistas" deixam de executar os serviços, os profissionais passam a ter mais serviços, e consequentemente, a qualidade aumenta e passam a ser mais bem págos.

Não gosto do fisco, mas é um mal necessário. Tenho de conviver com ele. E assim sendo, que justificação dou a mim próprio quando vejo alguém que está claramente a roubar o meu trabalho? Devo ficar contente?

Mas é apenas a minha opinião. Boas.

P.S. Ao Paulo César: esta é uma das razôes sobre o qual não aceitei o teu convite para me pronunciar sobre a Associação discutida num outro tópico. A função de uma associação é defender os interesses dos seus associádos. E para isso, o associádo tem de se rever na associação. E o "panorama" exposto nos tópicos em questão me levam a não me rever neles. Este é um assunto melindroso, que não agrada a muitos, assim como muitos outros assuntos. Mas fica para uma próxima.
« Última modificação: 24 / Mar / 2008, 19:51 por Jose Costa » Registado

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Tiago Carvalho
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« Responder #5 em: 25 / Mar / 2008, 04:15 »

"quem nunca pecou... que me atire a primeira pedra"

Boas.
A minha opinião acerca deste assunto é que, como disse o JC, "os noivos não são os inocentes que dizem ser", e com razão, ou seja, eu estou coletado a recibo verde e por experiencia propria ja me aconteceu, como vai continuar a acontecer, direcionar-me aos noivos com um recibo do valor do trabalho realizado e eles dizem: Para quê o recibo?!Num vale apena...Deixe lá isso.(é o que mais ouço)
Eles nao estao dispotos a pagar os 21%...longe disso. Pagar mais...??!! (para quem possui contabilidade organizada)

Pelos vistos nós portugueses somos muito bem dotados em contornar este tipo de situações, quandos nos põe "veneno na boca" estamos logo com o antiduto pronto a atuar Laughing no entanto tambem não acho que seja o mais correcto, contudo existe maneira de o fazer de forma segura e sem grandes problemas, acho eu OK, que é fazer uma colecta nas finanças de prestação de serviços isento de IVA... depois cada um que se amanhe...conheço, de ouvir falar,  pessoas ligadas a advogacia que declaram  9.999 euros anuais, pois sim, coitadinhos tem pouco trabalho e ganham uma miseria (nada tenho contra) isto porque se passar os 10.000 euros anuais passam automaticamente para outra categoria que tem de ter contabilidade organizada e esse tipo de coisas que aí ja vai exgir a declaraçao do IVA. Isto foi-me informado por gente ligada á contabilidade, so se, quem me contou, estao muito enganados e fui enganado e estou a enganar lol .
Pois entao se passar um recibo verde o que para lá desse momento é feito desconheço só sei que fico isento de IVA e dentro da lei Ah!! no meio disto tudo esta tambem a Segurança Social, este pagamento é certo, depende do valor mensal que se poderá oferir/declarado ... Think

Abraços
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Pedro Alves
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« Responder #6 em: 25 / Mar / 2008, 11:14 »

Em relação a esta noticia tenho a minha opinião muito própria e que acaba por ir ao encontro do que penso acerca do mercado da Foto & Video de Eventos Sociais.

Trabalho nesta área há cerca de 15 anos (em regime de part-time), os ultimos 3 por minha conta e risco. Nunca estive legal como agora que trabalho sozinho. Anteriormente trabalhava para uma empresa da área da Foto & Video que me pagava em notas (conveniente) no final de cada trabalho. Agora estou devidamente legalizado e passo os meus recibos verdes relativos aos meus trabalhos e pago os meus impostos devidamente. As pessoas não sabem, mas a fonte de informações das finanças não são apenas estes inqueritos aos noivos. Basta que tenham acesso á facturação de uma empresa desta área. Como é possivel uma empresa que tem apenas 2 trabalhadores, efectuar 7 casamentos num só dia? As pessoas dividem-se tipo "Heroes"? Conheço casos de empresas que foram, e muito bem, "apanhadas" desta forma.

Para mim esta actividade é paralela uma vez que tenho o meu emprego numa actividade que não tem qualquer ligação com a Foto & Video.

Agora, para aqueles que criticam os denominados "paraquedistas"...
Enquanto "paraquedista" estou mais por dentro da lei do que quando trabalhava por conta de outrém "Profissional Credenciado". Mais. Ainda ontem ouvia na TSF alguem dizer que o que estraga este mercado é o pessoal que não é credenciado e que anda aí a inventar. Tenho a minha Licenciatura numa área ligada á Comunicação, sou portanto "Profissional Licenciado".

Trabalho neste mercado em part-time porque gosto do que faço, caso contrário não teria investido no meu equipamento que não foi assim tão barato quanto isso e do qual não deduzi um centimo.
Relativamente ás pessoas que continuam a criticar quem faz estes trabalhos apenas ao fim de semana, desempenhando outras actividades a tempo inteiro, sugiro apenas que tentem fazer o mesmo se tiverem capacidade e deixem de invejar quem trabalha...

As pessoas com quem trabalho sabem que em relação ao meu trabalho não têm problemas com o fisco. No entanto algumas questões colocadas no inquerito das finanças parecem-me exageradas e entram de facto na esfera pessoal e intima dos casais e das suas familias.
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Rodrigo Pinheiro
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« Responder #7 em: 25 / Mar / 2008, 13:11 »

Boas,

É muito interessante a frase com que o Tiago Carvalho começa o seu comentário Applause Applause Applause "quem nunca pecou... que me atire a primeira pedra" Applause Applause Applause. Acho que esta frase se encaixa perfeitamente a (quase) todos os comentadores deste tópico... fórum... a todo o Portugal.

Paguem os impostos todos Mad Mad Mad

Devemos todos pagar impostos é verdade, mas que sejam justos. Pray
Porquê que alguém que ganha 11.000€ por ano (917€ mês) tem que pagar 192,5€ Brick wall (I.V.A.) + 150€  Mad(Seg. Social), ou seja sobram 574,5€, isto sim é injusto Shame on you. Outra coisa e se ficares sem trabalho não tens fundo de desemprego, e se ficares doente não tens subsídio de doença, ora tenham vergonha Shame on you Shame on you Shame on you .

Paguem os impostos todos  Mad Mad Mad

Deixem os "para-quedistas trolhas" em paz. Todos precisamos de trabalhar Very Happy. Não sejam egoístas Shame on you. Preocupem-se em fazer bem o vosso trabalho que nunca vos faltará serviço para fazer Boo hoo!. Não tenham medo dos menos profissionais que eles não estão no vosso patamar Shame on you..

ESTE MUNDO NÃO EXISTE SÓ PARA OS PROFISSIONAIS.
ABAIXO A POBREZA.
HAJA TRABALHO PARA TODOS.

Desculpem o meu desabafo.


Na verdade, um vídeografo não tem outros inimigos sérios senão as suas péssimas imagens.


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« Responder #8 em: 25 / Mar / 2008, 13:21 »

O inquérito peca por usar questões inconcebíveis nos tempos que correm, é a minha opinião.
O que é uma pena, pois se não fosse intimidátório e demagógico, poderia ajudar a fazer uma melhor limpeza ao sector. Como muitos sabem já em 2005 foi enviado um anterior inquerito aos noivos o que me pareceu menos mau que este. (eu tive um desses na mão)

E a partir desse de 2005, até que vários que trabalhavam a margem da lei perceberam que não podiam continuar a faze-lo assim debaixo das barbas de todos. E com este novo aperto ao cerco que ontem foi conhecido pelo menos as empresas de Fotografia que foram quem "criou" os vulgo "paraquedistas" porque interessava, porque os tempos eram outros, porque surgia um novo advento do vídeo, com uma era de equipamentos a preços acessíveis e fáceis de operar comparativamente aos do sector profissional,porque igualmente o advento dos mini-labs prometia ser uma galinha de ovos de ouro e tinham de se pagar, porque ninguém gosta de deixar fugir um cliente para o vizinho, aceitavam-se meios técnicos e humanos que pelo menos essas empresas começam a ter que rever esses anteriores critérios.

Vai daí, de 2005 para cá, até que começou a haver mais cuidados, e mais alguns a declararem os serviços de fim de semana as finanças através dos ditos recibos que admitem a isenção de iva até os 10.000€.

Eu nem vou perder tempo a explicar o que são "paraquedistas", o post anterior do José Costa, em determinada altura já o faz muito bem. É saber ler e interpretar, cada qual que tire suas ilações.
Regra geral os profissionais do sector quando se manifestam sobre o assunto, aplaudem o aperto do fisco aos prevaricadores, e são a favor deste inquérito. Eu não fujo a essa corrente de opinião, mas o que lamento é os moldes em que o inquérito saiu e que lhe corta as pernas logo de início perante o objectivo a que se propõe.

Um inquérito aos próprios profissionais em vez dos clientes é que havia de ser giro...

Cumprimentos,
P.C.

   
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« Responder #9 em: 25 / Mar / 2008, 16:33 »

Boas.
Parece que a noção de "paraquedistas" tem entendimentos diferentes. Vou tentar ir por ordem:

Fuga aos impostos: a lei tem muitas maneiras legais de o fazer. Deixo na consciência de cada um fugir mais ou menos, porque o facto é esse: todos fogem, e eu não sou excepção. Não sou o santinho que devia ser, até porque de Diábo tenho muito. "Quem nunca pecou..."

"Paraquedistas": nada tenho contra os trolhas ou mecánicos, ou outros profissionais, que trabalhando de Segunda a Sexta nessas profissôes, resolvem aos fins de semana trabalhar em Fotografia ou Video. Tenho é contra os que nada sabendo de fotografia ou video, se metem a fazer trabalhos nessas áreas. Esse para mim é que é o "paraquedista".

Para ser mais explicito, pois parece que alguém sabe ler mas não sabe interpretar o que lê (a mim também me acontece ás vezes) o trolha ou mecánico, que sabe de fotografia ou video, e que aos fins de semanas faz uns "serviços", esse para mim não é "paraquedista". Mas este saber que não se confunda com o apenas REC-PAUSA. Isso até uma criança sabe. Eu também sei o que é um estetóscopio mas nem por isso ando a dar consultas de médico.

Licenciatura: "tenho a minha Licenciatura numa área ligada á Comunicação, sou portanto "Profissional Licenciado". Para mim, ter uma qualquer licenciatura, mesmo que em comunicação, não é sinónimo de estar apto para ser op. de câmera. Eu não tenho nenhuma, e não tenho vergonha de dizer que nem curso tirei em audiovisuais. Os únicos cursos que tenho é na área de electrónica (técnico de reparação TV, em electricidade e em electrónica). O que sei do audiovisual aprendi pelo método autodidacta. Devo desconhecer muita coisa, é um facto, mas por aquilo que já por várias vezes me foi dado a observar, ditos "profissionais licenciados" sabem por vezes menos que eu. E não estou a falar da boca para fora, pois faço trabalhos de edição e gravação para uma empresa que tem um programa num canal por cabo, e bem vejo o serviço que por vezes alguns apresentam.

Inveja: não tenho inveja de quem tem part-times, e também já o fiz no inicio. E se hoje trabalho a tempo inteiro, faço-o por opção própria. Talvez seja bom reler novamente a minha noção do que é um "paraquedista".

Valores: podemos discutir se os impostos são muito elevádos, se assim o quiserem. Podemos discutir se a nivel de condiçôes no ambito da Segurança Social estamos todos equiparados, trabalhadores e empresarios. Mas a minha opinião não foi nesse caminho. Criem um tópico para debater o assunto, e lá colocarei a minha opinião.

Se todos devem pagar os seus impostos? Sou da opinião que pagar algum é melhor que não pagar nenhum. Todos fugimos, de uma maneira ou de outra.

Trabalho: "Todos precisamos de trabalhar." È um facto, mas a ser da forma como pensa, vou então para médico, porque ganho mais, e não preciso de aprender. E se um dia lhe der uma consulta, e a coisa não correr bem, não á problema, alguma coisa se há-de desenrascar. Trabalhar sim, mas saber o que se anda a fazer. Não é por ter uma câmera igual ou parecida a um profissional que nos habilita a sermos operadores de câmera.

Não encarem isto como um ataque pessoal, que não é. È a minha opinião sobre um assunto, independentemente de quem se trata. Opiniôes respeito-as todas. Mas posso ou não concordar com elas. E posso ou não me pronunciar sobre o que delas penso.

"ESTE MUNDO NÃO EXISTE SÓ PARA OS PROFISSIONAIS." - Espero-te no meu consultório de médico.
"ABAIXO A POBREZA. HAJA TRABALHO PARA TODOS." - Estou plenamente de acordo e assino por baixo. Mas não queiramos pôr a fazer um trabalho quem dele nada percebe.

O inquérito: não o li, o que sei é o que li pelos jornais. Mas também li que não são todos iguais, que alguns noivos receberam inquéritos mais pormenorizados que outros. E em alguns casos, entram na esfera pessoal e particular de cada um. Sou a favor no inquérito, para os fins a que se destinam, mas desde que sejam perguntas razoáveis. Quem faz o trabalho A ou B, quanto pagou pelo serviço, se tem ou não recibos do que pagou, etc. são perguntas que em nada fere a intimidade de cada um. Haja bom senso, como alguns inquéritos parecem ser, e todos beneficiam com isso.

Opiniôes: Pessoas diferentes têm opiniôes diferentes sobre o mesmo assunto. Ontem num telejornal, dois fiscalistas expressavam opiniôes diferentes e contrárias á um do outro. Isto só para mostar que á sempre opiniôes contrárias á nossa. Aceito e respeito isso, mas assiste sempre o meu direito a defender o meu ponto de vista. Mas compete a cada um avaliar e tirar as suas próprias conclusôes. Boas.


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Pedro Alves
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« Responder #10 em: 26 / Mar / 2008, 16:40 »

A expressão "Profissional Licenciado" foi apenas uma simples ironia que me parece ter alguma piada, relativamente a quem se queixa abundantemente de que neste mercado abundam os chamados "artistas" ou "paraquedistas" que não são "Profissionais Credenciados".

Longe de mim pretender insinuar que sou melhor a fazer o que quer que seja apenas porque tenho uma Licenciatura. Quem me conhece reconhece a minha humildade.
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« Responder #11 em: 29 / Mar / 2008, 03:40 »

Foi bonito ver tanta gente que se "sentiu" verdadeiramente... Boo hoo!

Eu simplesmente ando nesta área desde os 15 anos e já vi imenso mau trabalho de vídeo, em que realmente não é esta atitude que vai melhorar a qualidade...isso tenho a certeza! Eu tou estou á vontade relativamente à legalidade, alías sempre estive desde muito novo e sempre paguei os meus impostos e nada muda com isto realmente, pelo menos para mim!

Inclusíve tenho seguro pessoal, seguro terceiros, caderno de normas e procedimentos (Até porque já candidatei-me a concursos públicos - Com aprovações efectivas) - PARA EDP (Central Termoeléctrica do Freixo) ...que faço questão por uma questão de segurança quando faço ando em filmagens!

Eu quando chamo "paraquedistas" é realmente na perspectiva de "Rec e Pausa" porque realmente apesar de haver pessoas que gostam do que fazem como um part-time, mas disso cobrarem-se como se profissionais fossem, existe uma grande diferença, é reduzirmos o trabalho de camera á sua função de captar imagens sem qualquer sentido técnico e estéctico (Tou a falar na captura, porque em montagem é de rir....montagens feitas em 2 horas...ENFIM)

Existem pessoas que apesar de não terem formação, não têm também qualidades técnicas para o fazer. Nem sabem sequer explorar devidamente o equipamento que têm, mas infelizmente os "paraquedistas" que falo são pessoas que por exemplo filmam para uma janela e como filmam em automático, nem percebem que ás vezes têm um botão simples chamado de "Black Light" ou abertura de iris ou mesmo o  #-oque significa lux, ou CCD, e mesmo abertura - INCRÍVEL,  sabem REC, ZOOM (Muito), ON, OFF, e se pedirmos para reduzir aos DB`s para compressão de negro? Bem isso dps vê-se!!!! d'oh!

Continuo a dizer que nesta área e para servir devidamente o cliente as pessoas que estão nesta área (nem que seja ao fim de semana - Eu tou incluído), deveriam ter o mínimo de formação porque vejo diariamente muito mau trabalho a este nível.

Eu tenho formação - Licenciatura de Publicidade (C/ componente Multimédia), (Trabalho numa agência de Publicidade - Dept. Internet e Multimédia) e não faz de mim melhor que ninguém mas significa qualquer coisinha! Até porque o meu trabalho também passa por coordenação e produção de spots de publicidade.

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NÃO DIRIA MELHOR!

Eu pessoalmente não acredito que vai regularizar o profissionalismo nesta área...mas tou aqui para ver! Poderá realmente fazer uma coisa....era bom que o fizesse para bem dos verdadeiros profissionais!!!!
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« Responder #12 em: 29 / Abr / 2008, 02:51 »

Saudações Caríssimos!

Há muito queria falar sobre este assunto, obviamente pertinente, porém, como dito, não deve agradar à todos por estas bandas.

Contudo, embora não esteja tecnicamente preparado para defender opinião, alerto para um aspécto Jurídico.

Embora esteja a DGCI  amparada pela "DEVER DE COLABORAÇÃO consagrado" na Lei geral Tributária ( e não só ), coloca-se aqui, em causa, um Princípio Constitucional: " A Eficácia do Estado ", uma vez que as "ditas" correspondências e suas nomeadas ameças de Coima, são passíveis ( e assm serão ), interpretadas como Constrangimento. Basta apenas que um "grupo de ofendidos", decida por Impetrar Ação Civil Pública para que a questão seja discutida em outra esfera.

Como disse, não estou propriamente preparado para ditar permenores, mas a meu ver, esta decisão da DGCI sucumbe ( ou quer sucumbir sob o "disfarce" do amparo da norma ), uma real e verdadeira vocação do Estado: a de fiscalizar, obrigação esta que pelos vistos, está sendo Inconstitucionalmente repassada agora aos Casais.

Não seria a primeira vez que uma Ação Jurídica do Estado seria alvo de Avaliações em Tribunal.

Abraços e Sucesso!
« Última modificação: 29 / Abr / 2008, 02:52 por Marcos Bras Iba » Registado
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« Responder #13 em: 30 / Abr / 2008, 19:10 »

Todos precisamos de trabalhar Very Happy. Não sejam egoístas Shame on you. Preocupem-se em fazer bem o vosso trabalho que nunca vos faltará serviço para fazer Boo hoo!. Não tenham medo dos menos profissionais que eles não estão no vosso patamar Shame on you..

ESTE MUNDO NÃO EXISTE SÓ PARA OS PROFISSIONAIS.
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HAJA TRABALHO PARA TODOS.

Desculpem o meu desabafo.


Na verdade, um vídeografo não tem outros inimigos sérios senão as suas péssimas imagens.




Rodrigo Pinheiro


Eu não vou fazer o trabalho de um médico ou de um veterinário...
Não me vou pôr a arranjar carros só porque as chaves de parafusos são acessíveis...
Não me vou por

É muito Simples... O mundo da Produção Audiovisual é e deve ser exclusivamente feito pelos profissionais da área! E não é por uma questão de medos e de receios... é porque tb este mundo é uma ciência. É porque muitas vezes os sectores profissionais são mal vistos porque uns curiosos prestam um mau serviço ou um serviço deficitário... e acima de tudo fazem-no a preços que rebentam com o mercado. ( muitas vezes porque nao pagam impostos.)

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« Responder #14 em: 01 / Mai / 2008, 01:49 »

Tenho tentado abster-me neste assunto, mas com tudo o respeito pelas opiniões aqui expressas não acham que estão a exagerar um bocadinho em compara profissões ligadas à medicina com produção audiovisual?

O audiovisual não é mais do que uma expressão artística pessoal ou comum (empresas e sociedades), que faz parte do 5º nível (último) da Pirâmide de Maslow, portanto está no fim da cadeia das necessidades humanas.

Não comparem o audiovisual com qualquer área da medicina que se encaixa no 2º Nível da dita Pirâmide, logo uma necessidade quase primária.

Eu se quiser posso começar a arranjar automóveis, até percebo de motores, gosto de andar sujo de óleo e dá-me gozo montar e desmontar peças. Gosto tanto que alugo uma garagem e começo a arranjar carros de uns amigos, palavra puxa palavra e começo a ter bastantes clientes, estou ilegal está claro, mas faço-o!! Estou a prejudicar oficinas devidamente legalizadas, mas enquanto ninguém me denunciar vou continuar impune e a arranjar uns carritos.

Só tenho pena de não haver uma fiscalização mais apertada no mercado dos eventos sociais, pois os preços teriam de estar mais equiparados e não se andava a cobrar 350€ a 400€ por um video de casamento, mas esses "profissionais" têm o seu mercado até ao dia que lhes forem bater à porta! Pode demorar anos mas lá chegaremos.

Preocupem-se com o vosso trabalho e mostrar (ou demonstrar) que tem vantagens pela qualidade e legalidade.
Registado

Pedro Rocha
Sony HVR-Z1E -- Sony HVR-M15E -- Sony Vegas Pro 8.0b -- Sony DVD Architect Pro 5
Imagem e Edição Video com BD e DVD Authoring -- formação pessoal em Sony Vegas
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