Boas.
De piramides percebo pouco. E as únicas que conheço são as do egipto. E nem tão pouco foi referido em lugar algum das mensagens acima postadas que a medicina é tão ou mais importante que o video. Apenas foi referido que para se trabalhar em medicina é necessário ter estudos na área, coisa que não acontece no audiovisual, nem mais pouco ou menos. Nem são necessários estudos nem tão pouco conhecimentos. E é este o ponto que considero errádo.
Na tua nova profissão, como mecánico

(e que desde já desejo muito sucesso), repara que já afirmas algo importante: "até percebo de motores". Pois é , percebes de motores, mas anda por ai muita gente a filmar sem perceber nada de video. Para muitos isso é algo completamente indiferente, mas para quem gosta do que faz, e vive da sua actividade no audiovisual, tal facto tem um revês: como profissional não pode cobrar o que seria justo pelo seu trabalho, pois o outro cobra metado do preço, ou até menos, e passeia tão bem a câmera em cima do ombro que até dá gosto ver.

Os carritos que tú vais arranjar, e acredito que vais consertá-los muito bem,

já partem a ganhar desde o inicio: o sugeito que lhes está a mexer "até percebe de motores". Algo bem diferente do panorama audiovisual português, em que os sugeitos nada percebem do que estão a fazer (não são todos, e ainda bem, mas são seguramente a maioria que se movimenta no mercádo das reportagens BBC (Bodas, Batizádos e Casamentos)).

O teu discurso, e repara que não é nada pessoal, o teu discurso acredito ser proveniente do facto de teres um emprego certo, de teres um vencimento certo, e o proveniente dos trabalhos audiovisuais ser um extra. Por teres um emprego certo, podes "escolher" os trabalhos que fazes, podes estipular o valor que estás disposto a aceitar como minimo, sendo esse valor minimo muitas vezes o valor máximo que alguém pode pedir cá fora.
Não te desejo mal, mas gostaria de saber se irias manter essa mesma opinião e se irias continuar a ter como minimo os valores que mantêns actualmente, no caso de deixares de poder contar com o teu vencimento ao fim do mês. Gostaria de saber se a tua preocupação iria continuar a ser apenas a do teu trabalho, ignorando os tipos lá fora, que sem perceber puto da matéria, já estão a roubar-te os clientes mesmo antes de eles te baterem á porta para saber da tua qualidade ou legalidade. È que o cliente não quer saber da tua legalidade, quer saber do bolso dele.
È claro que contradizer o que acima escrevi é fácil, basta escrever. Mas será que bem lá no fundo não haverá uma pontinha de razão? Não será que o diábo do homem tem mesmo razão? Fóruns é um pouco como os chats: o preto é branco, o gordo é esbelto, o azelha é o super-homem lá da zona (Eu sou o super-homem, o heroi lá da minha rua... lembram-se da música?). Ninguém diz totalmente a verdade, só faz aproximaçôes.
E antes que me esqueça, o facto de trabalhares por conta de outrém, o teu emprego, permite-te não ter que pagar a Segurança Social, no que diz respeito ãos teus trabalhos. Não é muito, mas são só 150 euros que poupas por mês, considerando que não ias declarar mais que o ordenádo minimo. Pois caso contrário, o valor seria muito mais alto. È que caso alguém não saiba, a isenção de pagamento á Segurança Social só é válida por um ano. Após isso, não interessa se factura ou não, se já não faz um trabalho á dois meses ou mais: tem de pagar sempre a Segurança Social. E já não vou entrar na questão de só ter direito a baixa após um mês de doença ou outras beneces.
Numa coisa concordo contigo: pena não haver uma fiscalização mais apertáda. Os profissionais só teriam a lucrar com isso. Pois quer queiram quer não, os 350-400 euros são mesmo os valores médios que se cobra por ai. Os preços em Lisboas não sei, mas os do Norte sem muito bem quais são. E agora tentem levar o cliente a pagar os impostos, só porque vocês estão legalizádos. Tentem demonstrar ão cliente a vantagem que ele tem na vossa legalidade. Alguns dos clientes, educádos que são, não se pronunciarão sobre o assunto. Mas alguns outros, dirão aonde podem enfiar a legalidade. Não é bonito de se ouvir, sei muito bem, mas não faz com que não seja verdade. Boas
P.S. A minha carrinha não pega á minha voz

. Será que tenho mesmo de introduzir a chave?

Paz!