Novidades PANASONIC - Prosonic e Ibertelco aliadas.
03 / Dez / 2008, 06:07 *
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Autor Tópico: Novidades PANASONIC - Prosonic e Ibertelco aliadas.  (Lida 979 vezes)
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Paulo César
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« em: 21 / Mar / 2008, 21:07 »

"Ibertelco é o novo parceiro estratégico da Prosonic" anuncia o sítio online da revista Produção Profissional.
"A Prosonic, importador oficial da área de sistemas profissionais da marca japonesa Panasonic em Portugal, acaba de estabelecer um acordo de parceria estratégica com a Ibertelco, um dos principais players do mercado das tecnologias multimédia." Anuncia ainda a mesma notícia.

Tive oportunidade recentemente de assistir a uma apresentação dos novos produtos da Panasonic, bem como a apresentação da "filosófia" que a marca pretende implentar num futuro imediato, e que decorreu na auditório Sophia de Mello Breyner, no Oceanário de Lisboa, isto a convite da Ibertelco.
E devo confessar que foi com muito bons olhos que recebi a boa nova da junção de parceria destas duas empresas, sendo que enquanto consumidor Panasonic, notava um grande marasmo no modo de agir da até então única distribuidora da marca, a Prosonic, já de alguns anos a esta parte.
Sendo igualmente Cliente da Ibertelco, e no que me diz respeito, reconhecendo-lhes uma demonstração de melhor atenção aos pequenos produtores, ou videógrafos, está junção pareceu-me "ouro sobre azul". Há ver vamos.

Dada uma opinião mais pessoal, o meu objectivo neste tópico era mesmo partilhar alguma da informação que retive, e que possa ser do interesse de quem eventualmente desconheça.
A nova politica da Panasonic a nivel nacional passa por a Prosonic entregar a distribuição e assistência técnica a Ibertelco, ficando a Prosonic como Importadora / armazenista. Não sei se outras empresas entrarão na distribuição além da Ibertelco.

Fiquei com a ideia (penso que seja mesmo assim, mas carece-me de melhor confirmação) que é actual objectivo do fabricante Panasonic, eliminar por completo os habituais mecanismos de cassete para registo nas câmaras, tendo assumido defenitivamente o registo nos cartões P2 como padrão de suporte, pelo visto muito bem aceite pelos broadcasters Europeus, nas reestruturas  das estações tendo em conta a nova filosófia de TDT, Televisão Terrestre Digital.

Como consequência desta última, a eliminação de decks mecânicos de cassetes e o desgaste e avarias própias que os mesmos acarretam, a Panasonic passa a assumir um compromisso de garantia de 5 anos nos seus equipamentos, P2, a excepção da sua câmara HVX200  que ainda usa deck de cassete em simultâneo com o registo P2 e que vai continuar disponivel no mercado (com os habituais 2 anos de garantia).
Compromentem-se igualmente, explicava a directora de marketing Ibérica da marca, a resolver no prazo de 5 dias, avarias nos equipamentos, através de um esquema próprio de distribuição do material recebido com avaria.

Estas são algumas notas soltas que de cabeça me ocorrem, daquilo a que assisti.
Confesso que era muito céptico em relação a suportes que não a cassete, e no caso do  registo em cartões P2 inclusive. No entanto após a devida explicação e verificação de aceitação no mercado Broadcaster e aparentes resultados, parece-me que deva dar a mão a palmatória, e que o futuro do registo vídeo passa por soluções do género, que eleminem sistemas rotativos (como cabeças de vídeo, e mesmo decks tipo XDCam) que são de desgaste mais acelerado dos mecanismos e que fluam para suportes de escrita tipo "flash", se é que  me faço entender. No entanto, e sendo notório imensas vantagens  do sistema de registo em cartões, o mesmo obriga a mudança de estratégias de trabalho, a começar por um muito bom esquema de Backups / seguranças das gravações efectuadas, pois ao contrário da cassete, onde por norma se grava e armazena durante pelo menos algum tempo,  em cartão é para regravar por defeito, de modo sistemático. 

Gostava, já agora, de auscultar outras opiniões.
Alguém mais esteve presente? Ou tem novidades / dúvidas / informação sobre o assunto?

Saudações,
P.C.

___
P.S: Tanto quanto sei, a ibertelco tem na calha uma apresentação a realizar no Porto para breve com a nova representação de equipamento Panasonic, e outros acessorios video que a empresa representa. Sabendo os dias em concreto, informo (ou se alguém souber...) . E não, não tenho comissão!  Laughing
 
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« Responder #1 em: 06 / Mai / 2008, 06:07 »

Boas.
Em devido tempo era para responder, mas como tempo é coisa que por aqui não abunda, só agora escrevo.

E escrevo para dizer que a chamada gravação tapeless tem muitas vantagens, mas também tem bastantes inconvenientes. Como os fabricantes e vendedores só falam das vantagens, o cliente final quase que é levádo a acreditar que é tudo bonito. Que não existem coisas más. E alguns acreditam.

Como não estou com muito tempo para aprofundar o tema, deixo ficar algumas ideias no ar, para os interessádos pensarem e talvez para eu mais tarde voltar a falar do assunto.

E começo pelo tipo de gravação tapeless: disco XDCAM, cartão P2, cartão SxS, disco HD. São todos vocacionados apenas para a captura de imagens, excepto o XDCAM que tem o sector do arquivo também como alvo. Mas vão realmente conseguir destronar a fita? Em captura de imagem sim, mas em arquivo, seguramente que não. A fita ainda ganha, pois o preço tem muita influência. Sem contar com a capacidade de dados, muito maior na fita. As DLT e LTO estão ai para durar. E as capacidades não param de aumentar.

A gravação em ficheiros já é o futuro. Apregoa-se que deixa de existir a necessidade de captura para o PC, como acontece com as fitas. Mas alguém já pensou que não é viável editar directamente do suporte de gravação? A transferência para o PC continua a ser necessária. Não é uma captura, mas sim um Copy/Paste. Mas já se deram conta do tempo necessário para esse Copy/Paste? Não se perde tempo na captura da fita, mas perde-se na transferencia de arquivos. E não são só uns segundos que muitos vendedores afirmam.

Arquivo. Já pensaram no método de arquivo? È que disco de PC não é viável, não é económico e não é seguro. E isto leva-nos ás cópias de segurança, os chamados backups. Quem os faz? Quem é que está farto de saber que se os deve fazer, e até já perdeu dados, mas que apesar de tudo continua sem ter uma boa politica de backups?

A fita não permite gravar eternamente por "cima". Com as consequentes regravaçôes, as caracteristicas da cassete vão se alterando, chegando ao ponto de não mais ser seguro gravar na mesma. Pois existe a ideia pré-concebida de que com os cartôes deixa de haver esse problema. Que se pode gravar eternamente, vez após vez. Nada de mais errádo. Chega um ponto em que o cartão também tem de ir para o lixo. OK, muito mais tarde que a fita. Mas o cartão também custa muito mais que a fita.

A gravação tapeless é definitivamente o futuro. Mas "neste futuro" muitos vão ser os que vão perder informação (que é o mesmo que dizer imagens) por não estarem devidamente informádos e por não tomarem as precauçôes necessárias. Boas.
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« Responder #2 em: 06 / Mai / 2008, 13:13 »

Por acaso e nao sendo um especialista em XDCAM... os discos até nem são mto mais caros que as k7's, principalmente se sairmos da esfera do DVCAM e em comparação com outros suportes
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« Responder #3 em: 07 / Mai / 2008, 04:15 »

Boas.
Por isso é que o XDCAM é o único sistema tapeless que tem o sector de arquivo como alvo. Mas perde para as unidades de fita DLT e LTO. Numa pequena productora, o XDCAM tem um ponto a seu favor. Mas numa estação de televisão, as DLT e LTO ganham. Estamos a falar de 800GB de capacidade por fita, já com planos a médio prazo de 1.6TB. O XDCAM fica muito longe disto. Em preço e em capacidade. Boas.
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