A Fotografia vs Desemprego!
22 / Nov / 2008, 19:16 *
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Autor Tópico: A Fotografia vs Desemprego!  (Lida 724 vezes)
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mquinta
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« Responder #15 em: 21 / Out / 2008, 14:21 »

Ola roberta!

Penso que o futuro da fotografia passa, no caso dos casamentos, por uma adaptação ao mercado.
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Jose Costa
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« Responder #16 em: 21 / Out / 2008, 16:31 »

Boas.
Roberta, li sim com atenção o Post em causa. E tem tudo a ver com os bons e maus fotografos, sim. E para não estarmos aqui numa de lê e vai lêr, eu explico.

O futuro da fotografia já era posto em causa á 25-30 anos atrás, quando começaram a surgir no nosso mercado as primeiras camcorders. Se bem que eu só esteja profissionalmente nesta área á cerca de 15 anos (fotografia e video), já á cerca de 25 anos que lido com foto e video. E já nessa altura muitos eram os que davam a  fotografia como morta, fruto do video.

25-30 anos se passaram, e ela está ainda por aqui, cada vez mais forte. E é por isso que refiro que a cada nova tecnologia, novos medos. Já no tempo da revolução industrial, muitas foram as vozes que também batizavam a morte dos empregos. Não se verificou. Nos anos 80, com o surgimento dos computadores, voltou-se novamente a assistir a um medo pelo desaparecimento dos empregos relacionados com o escritório. Eram muitos os especialistas que afirmavam que o papel ia desaparecer dos escritórios. Pois os relatórios das estatisticas abundam por ai. Nunca houve tanto papel a circular como agora.

O que aconteceu é que a sociedade teve que se adaptar a novos métodos de trabalho, a novas ferramentas. Como o mquinta refere e bem, tem de haver uma adaptação ão mercado. Podiamos discutir se estas "revoluçôes" de trabalho são benéficas ou não. Mas isso já é um outro assunto.

O que acontece é que o mercado está em constante mutação, está numa constante evolução. E o ser humano por natureza própria não consegue acompanhar tal. E os medos surgem.

E chegámos então á fotografia. O futuro da fotografia não está em causa, nem o futuro dos fotografos. Mas tem de haver uma adaptação deles ão mercado. Uma adaptação e profissionalização. As pessoas (noivos) querem coisas diferentes, já não querem o habitual album de fotos, como no caso dos nossos pais. E atentemos ão sucesso dos albuns digitais. Eu não gosto de albuns digitais. Ainda continuo a gostar mais da fotografia convencional. Não das fotos tamanho 10 x15 ou 20 x 25 como antigamente se fazia. Mas do chamado multi-formato. Mas o facto de eu gostar, não significa que os outros gostem. E então temos aqui um problema. Se eu gosto do multi-formato, se só faço multi-formato, se o cliente só quer um album digital, se eu não o faço, ele vai procurar quem o faça. Tão simples quanto isto. O que eu tenho de fazer, é adaptar-me e começar também a fazer albuns digitais. Ou isso, ou morro.

O artigo que o Marcos Bras Iba transcreve, já eu tive oportunidade de ler um igual á uns anos atrás. E já muitos anos se passaram, e nem por isso á menos fotografos. Isto se quisermos chamar de "fotografos" a todos quantos se movimentam no "dispara" foto. Já muitos casamentos fiz em que em cada messa havia uma máquina fotográfica das descartáveis, no tempo do negativo. E nem por isso os noivos deixaram de ter fotografo.

A juventude já não quer fotos convencionais. Já não quer poses convencionais. Quer movimento. E o fotografo tem de se adaptar a isso. Tem de acompanhar as têndencias do mercado, se quizer sobreviver. O autor do artigo em causa, talvez um jovem, escreveu o que pensáva. È a opinião dele. Muitos haverá que possivelmente têm opinião contraria. Muitos possivelmente escreveram uma opinião contraria numa outra revista. Mas desses ninguém diz nada. Não se comenta aqui. Só sobre o desgraçado que pensa de maneira diferente. È como nas noticias, ninguém quer saber do vizinho que é amigo de todos. Querem é saber do vizinho que matou a sogra, os filhos, a neta, a mulher, o homem do talho... O autor do artigo é apenas uma voz, existem muitas mais. Com opiniôes talvez diferentes, talvez iguais.

E chegámos então ãos maus fotografos. Nunca houve tantos fotografos como á hoje. Mas vocês talvez chamem de fotografos a todos quantos têm uma câmera e andem por ai a tirar fotos. Eu chamo fotografo a quem sabe de fotografia. E tirar fotos nunca foi tão fácil. Até uma criança de 5 anos o faz. Se vai ser uma boa foto ou não, já é outra conversa. Mas ela tira a foto. E assim como ela, muitos também o fazem estando armados com uma câmera. Até porque agora é só carregar no botão e vê-se logo a porcaria que se fez. È vê-los a olhar para trás da câmera a cada foto tirada. È vê-los a tirar fotos de rajáda, pois uma delas há-de ficar boa.

Se eu fosse noivo, se andasse á procura de fotografo, se ão entrar numa casa fotografica o individuo por trás do balcão me disse-se "Isso não fazemos!", assim sem mais nem menos como tantas vezes já assisti, simplesmente saia e ia procurar outro fotografo. Problema: o empregado não soube dar a resposta correcta ão potencial cliente, não soube ser diplomata (como eu por aqui com as respostas), a casa não se adaptou ão que o mercado quer, não soube se interessar pelo cliente e tentar mostrar o que o cliente muitas vezes desconhece. Porque o problema é também esse: a maioria dos clientes não sabe o que o espera, nunca se casou. Pensa que pelo facto de imaginar algo isso se vai tornar possivel. Desconhece os reais problemas de se fotografar, pelo que julga que é só olhar e disparar, tal como o cliente faz com a sua "baratinha". È preciso saber mostrar e dizer ão cliente que se ele quer fotografias como as que está a ver á sua frente existem algumas condiçôes. E depois tentar encontrar uma posição de compromisso, entre aquilo que o cliente quer e aquilo que o fotografo precisa para fazer o seu trabalho. Utilizar um pouco de psicologia com o cliente.

E esta de "fotografias como as que está a ver" leva-nos á questão seguinte. Se eu entro numa casa fotografica e vejo fotografias iguais ás que eu faço com a minha "baratinha", se um amigo meu tem uma máquina fotográfica e apesar de ser amador faz fotos tão boas ou ainda melhores que as que estou a ver á minha frente, por que carga de água é que vou gastar dinheiro com o fotografo? O amigo faz. Mas apresentem algo superior, mostrem as diferenças, realcem o vosso trabalho, e vão ver que o cliente pensa de maneira diferente. Pode é não ter dinheiro para o serviço, mas isso já é outra questão. Aquele não tem, mas haverá outros que sim.

Entrem em vinte casas diferentes para ver albuns, e vão ver vinte albuns iguais. Pessoas diferentes representadas nas fotos, mas fotos e albuns iguais. E sejam honestos com vós mesmos e perguntem: isto é foto tiráda por profissional ou por algum habilidoso? Eu ou o meu amigo não tiramos fotos iguais ou melhores? Agora em vez das vinte casas fotograficas, entrem em cem (100). E tenho a certeza que numa delas as fotos vão saltar á vista. E ai vão saber quem é o profissional. O problema é que os noivos não entram em 100, entram só em meia-dúzia. E só por sorte se deparam com o profissional. Pelo que vêm aquilo que qualquer amador "alto" consegue fazer.

O problema não é o que um qualquer autor escreve num qualquer artigo. O problema somos nós em acreditar no que está escrito. Porque existem artigos de opinião, como o que o autor do artigo escreveu, e existem artigos de especialização, que são estudos de mercádo para saber as tendencias do mesmo. Mas até estes de vez em quando estão errádos.

A fotografia e os fotografos existem e vão continuar a existir. Vão continuar a ser requesitados. Mas os fotografos têm de se adaptar ás tendencias do mercádo, e os fotografos não tão "fotografos" têm de evoluir na sua arte, nos seus conhecimentos. A fotografia pode ser o resultado daquilo que a pessoa imaginou, daquilo que idealizou na sua mente, ou pode ser simplesmente o resultado de ter carregádo no botão. Depende de cada um escolher o tipo de "fotografo" que quer ser.

Quanto á questão que de ser operádo por um individuo qualquer, como o Marcos Bras Iba refere, isso só não acontece porque a lei exige prova de estudos e conhecimentos primeiro. Só não acontece porque o mercádo está regularizado. Porque é crime essa prática. Primeiro têm de aprender. Mas apesar de tudo, de vez em quando lá vamos vendo umas noticias de algum falso médico. Ora, se existe fiscalização, se é crime, e mesmo assim acontece, têm dúvidas que se tal não fosse preciso (aprender e ser crime) têm dúvidas de que tinhamos por ai quem milhares de médicos e exercer sem conhecimentos para tal? Ou desconhecem os abortos feitos em vão de escada? Existe um mercádo, uma profissão regularizada e fiscalizada.

Mas não é isso que temos na fotografia. Qualquer um pode montar uma casa de fotografia. Qualquer um pode exercer a profissão de fotografo. Qualquer um pode fazer serviços de fotografia. E não precisa de saber fotografia. E qualquer casa fotografica pode (e contrata) pessoas que muitas vezes pouco ou nada sabem de fotografia. O mercádo não é fiscalizado. Não existe fiscalização para o sector. E é por isso que temos tão maus profissionais na área. Todo o mercado pactua com esta situação, que é do interesse de muitos, e depois vêm se queixar quando as coisas não correm como querem. Hipocrisia tem limite, bolas!

Existem fotografos e habilidosos. Acontece que os fotografos são prejudicados pelos habilidosos. E as coisas não mudam porque o português não gosta de mudanças. Deixa rolar as coisas, que isto de querer fazer mudanças dá muito trabalho. Prefere ficar sentádo a ver o seu jogo de futebol, a criticar e a dizer mal dos outros, prefere não fazer nada, os outros que o fazam, se quiserem. O português prefere ficar sentado á espera que as coisas aconteçam. Felizmente que nem todos são assim. Mas são muito poucos para fazerem a diferença.

Tudo tem tudo a ver com tudo. E deixem a minha mãe em paz. Boas.

P.S. Espero ter sido mais claro desta vez.
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O segredo do sucesso não está em fazer o que se gosta, mas gostar do que se faz  - Cecília Meireles
Marcos Bras Iba
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« Responder #17 em: 23 / Out / 2008, 19:19 »

Saudações Caríssimos!

José Costa:  maravilhosamente, os seres humanos possuem características que os possibilitam ver coisas diferentes à partir de um mesmo objecto, de um texto, de uma mensagem.

Contudo, esta característica não nos torna mais ou menos inteligentes, espertos, cultos, preparados; torna-nos humanos!
Também, Isto não quer dizer que a minha visão ou a de outrem à cerca de determinado assunto esteja  certa ou errada.
 
Obviamente,  do ponto de vista de quem escreve algo, esculpe, desenha – enfim,  produz algo – as avaliações e/ou interpretações possam ser consideradas equivocadas ... mas isto do ponto de vista do autor, não de quem as interpreta.

Quando compilei a referida publicação da revista Lux Woman, o fiz com a intenção de advertir aos Colegas sobre um fenômeno conhecido por poucos ( infelizmente ) mas que afeta directamente os rendimentos de alguns segmentos do mercado fotográfico profissional. Este fenômeno chama-se “Organização de Profissional’ de Eventos”.
Afeta um segmento da fotografia e vídeo acostumado a reportar eventos realmente selectos. Eventos disputados por “afamados” ( e também disputadíssimos ) fotógrafos e cinegrafistas.

Afinal: o que é “Organização Profissional’ de Eventos”?

Antes, é preciso explicar que ( aos que não saibam ) o mercado de Eventos Sociais é um mercado emergente em diversos países ( talvez não em Portugal ). É um mercado realmente lucrativo que movimenta centenas de milhares de dolares todos os anos. Um mercado até bem pouco tempo atrás, “pouco” explorado – pouco explorado não somente pela fotografia e pelo vídeo, mas por diversos outros segmentos comerciais – Buffet’s, Paisagistas, Decoradores, Iluminadores, Sonopástas ( etc ).

Adiante -      A realização de um casamento, um baile debutantes, um “jantar” de noivado ( dentre outros ), era uma obrigação familiar, ou seja: encarregavam-se dos preparativos, encomendas, contratações ( etc ), a tia, a irmã ( etc ). Bem, sem preparo algum, faziam as coisas consoantes seus conhecimentos e gostos pessoais – e poder aquisitivo - fundalmentalmente.

Atualmente, em alguns segmentos da sociedade ( principalmente aos mais abastados ), terceirizaram-se as responsabilidades. Já não são os famíliares ... os amigos dos amigos das amigas a contratar ...  a investigar.
Existe atualmente ( e repito: talvez não em Portugal ), um grande número de empresas e profissionais encarregados da Organização Profissional de Eventos Sociais ( os/as ditas Promoters ).

São estas as empresas/pessoas que alguns dos mais bem pagos Fotógrafos ( e não só ) estão fadados a “negociar”.
Vezes sem conta ( assim como acontece no vídeo ), fotógrafos dirigem-se às sessões para a confecção de fotos para os Convites, para Banner’s ( etc  e por exemplo ) ... sem nunca terem contactado pessoalmente com seus “patrões” – os protagonistas dos referidos eventos.
Isto acontece porque já não são mais os fotógrafos a lidar diretamente com os clientes. Esta responsabilidade agora é das ditas/ditos  Promoters.

Bem, vou repetir para que fique muito bem esclarecido: Esta não é uma prática realmente muito conhecida e habitual em Portugal. Embora estejamos no “primeiro mundo”, esta situação ainda não é lá muito frequente ( o que encaro de forma  positiva e na expectativa de que nunca por cá se torne usual ).
Bem, de volta à revista Lux -

Quando compilei a publicação em questão, julguei que todos conseguiriam ver ou perceber seu significado.  Isto não aconteceu.

Não sou crítico de revistas do gênero, embora tenha opinião formada ( à qual reservo-me ), mas esta conceituada revista é antiga conhecida dos Profissionais da Fotografia ( e do Vídeo ).
Isto digo porquê, via de regra, estas colunas ( bem como a sua supervisão ) são construídas à partir da opinião de pessoas diretamente ligadas ao movimento da “Organização Profissional de Eventos”. Partindo deste pressuposto, são matérias tendenciosas que buscam única e exclusivamente “vender subjetivamente” este mesmo produto, ou seja: a “Organização Profissional de Eventos”.

E, para que fique realmente evidenciado o que afirmo, recorro ao exemplo de revistas especializadas de autos ( por exemplo ). Quando publicam na revista 4Rodas ... ou AutoMotor ( por exemplo ) ... que os acabamentos internos da Ferrari F40 são de má qualidade, obviamente estão a buscar atingir um público realmente específico. Não estão interessados nos consumidors de Mono-volumes populares ... mas sim, dos poucos e selectos clientes dos Ferrari, Lamborguini, Lotus ( etc ).

Assim também, a revista Lux, não está interessada em Eventos cujo menu seja composto por churrasco+loira+pudim- flan. O que “eles” buscam é o que “todos” buscamos: ‘Estar aonde está o dinheiro’, ou seja, atingir as “classes mais altas da sociedade”!

Bem, talvez o José Costa ( ou ainda algum outro User ) não esteja directamente ligado a alguma experiência com as ditas Promoters.

Posso adiantar-vos que, para além das dificuldades triviais em se tratando de fotografia e vídeo durante a realização de um Evento Social ( que diga-se de passagem são muitas ) ... temos ainda mais uma “lista de coisas a não fazer. Antes, durante e depois dos eventos”.

Para simplificar, consta nesta “listinha da Promoter que à nós recorre”, ítens como “valores cobrados pelos serviços” – dentre uma série de limintações “geográficas e comportamentais”.
Talvez os Caríssimos leitores deste post não consigam à partir dos meus escritos “viver” as dificuldades impostas pelas ditas Promoters, mas, adianto-vos, ser realmente frustrante e em alguns casos “pouco lucrativo”.
Em resposta aos que possam neste momento pensar: “mais então porque raios este Fotógrafo ou Cinegrafista não manda esta Promoter dar uma curva?

- Respondo-vos:

- Porque a revista Lux diz que a receita de um evento de sucesso começa pela escolha de uma boa Promoter ( e para que fique bem claro ... a expressão revista Lux é uma metáfora! Não somente a revista Lux prega este tipo de coisa ... mas outras e inúmeras o fazem  ). Assim sendo, os “Organizadores Profissionais de Eventos” estão por todo o lado, encarregados pelos Noivos ( quando é o caso ) ... da realização de tudo o que diz respeito ao evento. Quanto a “curva” ... bem, neste caso sim ... é preciso adaptar-se, visto ser esta uma realidade, completamente fora do nosso alcance – outrossim, precisamos vender!

Trabalhei com inúmeras Promoters.

Obviamente lucrei com os serviços ( não tanto quanto julgava merecer – mas lucrei ).
Asseguro-vos:  tornou-se muito mais complicado e menos lucrativo fotografar e produzir vídeos para Eventos Sociais à partir do advento das Promoters  - e continuo explicando:
Do ponto de vista das ditas Promoters, uma série de pormenores fazem-se necessários para a realização de um “Evento de Sucesso”.

A disposição da Iluminação ( ditas cênicas ), os horários, as ausências, o trânsito de “subalternos” ( dentre muitos outros pormenores que, para a apresentação de um bom produto audiovisual, fazem toda diferença ). Vêmos nosso trabalho limitado pelas ordens de outrem ( das Promoters ). “Não façam isto ou aquilo. Isto sim ... isto não”.
Ainda, por incontáveis vezes, não podemos utilizar iluminação excepto àquela incorporada ao “ambiente das luzes cênicas”. Nem torres, nem Vl’s ... ... nada! Fotógrafos não tem permissão para interpelar, intervir, convidar. Fazem o que é possível ( quando possível ).

Para não tornar este texto um “testamento”, limito-me a descrever superficialmente algumas das dificuldades e limitações à nós, Profissionais do Audiovisual, criadas à partir da interferência direta das Promoters.

Só quem já trabalhou com as “elas/eles” sabe exatamente do que falo.

Outrossim, não esqueçamos que, finalmente, as Promoters acabam por ser nossa mais “nova” concorrente direta.

Exatamente, acabam por disputar conosco uma fatia deste bolo – chamado mercado de eventos.

Somos vistos ( e definidos ) pelas Promoters, como um “concorrente direto” – não um parceiro.

Fotografias e Vídeo – segundo as promoters – são uma “vaidade” quase que dispensável.

Segundo elas ( ou eles – digo Promoters ), é possível construír o registro dos eventos de formas “menos agressiva” que a presença “inconveniente” de repórteres fotográficos e/ou cinematográficos.

Dizem elas ( as Promoters): façam fotos de Studio antes do evento ... e pronto – já está!

Distribuam entre os convidados máquinas descartáveis.
Encarreguem um “conhecido” de fazer as fotografias ... é sempre mais “caliente” que a presença “pouco diplomática” de um “estranho” ( fotógrafo ) ... entre os seus mais selectos convidados e amigos.

Para finalizar ( apenas sobre a interpretação do texto da revista Lux Woman ) ... quando compilei o referido texto, julguei que alguns de nós conseguiriam entender o que de facto dizia, o que infelizmente não aconteceu.

Assim, julgo ter esclarecido aos menos atentos o que de facto significa para o Mercado de Eventos esta “campanha de Marketing” de revistas como a Lux.

O texto em questão não tem nada a ver com qualidade fotográfica ... com este ou aquele fotógrafo, com tecnologia. Tem sim, a ver com Marketing ... com dinheiro ... !

Quanto ao seu convite, Amigo José Costa, para apontar em seu texto situações que à mim provocaram a interpretação de que “a tecnologia vem aí e ... salve-se quem puder” ... aceito, contudo o faço mais à diante ... tenho uns trabalhinhos por concluir e, esta história de “escrever” em Fóruns e afins – embora gratificante -  acaba por subtrair tempo que, em dias de hoje, valem mais que dinheiro!

Abraços Caríssimos ... e Sucesso!
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Jose Costa
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« Responder #18 em: 25 / Out / 2008, 06:19 »

Boas.
Marcos Braz Iba, dou-te razão numa grande parte do teu Post. Compreendo as tuas preocupaçôes e os teus receios, mas vou-me permitir tecer um ou dois comentários.

Uma garrafa de vinho pode ser vista de dois prismas diferentes: ou pode estar meia vazia ou pode estar meio cheia. Também o artigo de uma qualquer revista, por muito importante que ela seja, também ele pode ser visto de prismas diferentes. E se quisermos ver pelo lado negativo, então os fotografos têm os dias contados, mais vale começarem a fazer as malas, pois as "promoters" vão tomar conta do mercádo. Por outro lado, se quisermos ver pelo lado positivo, até pode ser que alguns clientes enveredem pelo caminho proposto pelo artigo. Mas não serão seguramente todos os clientes.

Eu, pela parte que me toca, para além de tentar ver as coisas sempre pelo lado positivo, tento ver as coisas pela verdade dos factos. Porque não é por vir escrito numa revista que faz com que os factos sejam verdade. E o facto é que já á pelo menos 15 anos que tenho conhecimento  desse mercado em Lisboa. O facto é que á cerca de 10 anos que ele se tentou implantar no Porto. Quanto ão nivel de implantação no mercado Lisboeta, não sei. Mas já agora, gostaria de saber. Mas quanto ão Porto, diria "nivel zero".

E se nestes 15 anos o mercado a quem se destina esse tipo de serviço tem crescido pouco, partindo do principio que tem crescido, não é agora por causa do artigo que o aumento vai ser enorme. Poderá até aumentar um pouco, mas não vai tomar conta do mercado nos tempos mais próximos.

Quanto ãos "promoters" limitarem o trabalho dos fotografos, ai direi que depende do fotografo. Porque se ele souber, e quiser se impôr, não se vai deixar limitar por essa razão. Terá é primeiro que conversar com o cliente e colocar as suas condiçôes. Para quem está em inicio de carreira, até reconheço que será dificil se impôr. È como tudo na vida. Mas quando o fotografo atinge um determinado "status", quem manda no seu trabalho é ele. Só se não quiser. Mas também, não acredito que um fotografo de "carreira" aceite trabalhar para uma "promoter". Só se o contrato fôr muito bom.

Não conheço o mercado em Lisboa. Nunca fiz serviço em Lisboa. Nem tão pouco trabalho para uma "promoter". O mais próximo que disso me aproximo, são as casas comerciais de fotografia e as productoras. Em verdade, è mais na área de video que me movimento. E independentemente do meu "status", seja ele qual fôr, tenho algumas condiçôes das quais não abdico. E se o cliente não aceita, pois também não tenho problemas em rejeitar o trabalho. Agora, ponho-o primeiro é ão corrente das coisas. Porque não é depois de aceitar o trabalho que essas questôes devem ser colocádas.

O fotografo, assim como o op. de câmera, deve estar bem ciente das suas capacidades. Não se deve deixar limitar na execução do seu trabalho, só porque não é do agrado da "Promoter". Ele não é um paparazzi, um qualquer fotografo, á "cata" de uma qualquer fotografia, para um qualquer jornal ou revista. Ele é um profissional contratado para fazer um determinado tipo de trabalho, trabalho que deve antecipadamente ser discutido com o cliente. E sendo assim, tem mais é que dar luta para o executar. E a ser limitado, tem de ser limitado pelo cliente, não por um qualquer prestador de serviços no local. Porque é isso que o "promoter" é: um prestador de serviços.

Cada caso é um caso. E por isso é que estes aspectos devem ser tratados aquando da contratação do serviço. Mas sabemos que na maioria das vezes não é assim que se passa. Na vontade de "apanhar" o cliente, passamos por cima destes aspectos. E quando assim é, perdemos o direito a reclamar da situação.

Norte e Sul são mercados diferentes. Pelo que conhecerás a tua realidade e eu a minha. Mas á coisas que são iguais em todo o lado: o fotografo só obterá respeito se ele se der ão respeito. E sabemos que nem sempre assim procede.

Para finalizar, o valor que dou a esse artigo é o mesmo que dou a um outro sobre flores, por exemplo. È apenas um artigo de opinião, pelo que não vale o trabalho de querer fazer uma tempestade dentro de um copo de água. Mas é apenas a minha opinião, baseáda na realidade que eu conheço. Boas.
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