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Jose Costa
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« Responder #5 em: 17 / Nov / 2008, 06:43 » |
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Boas. Se me permitem meter a minha foice em ceara alheia...
Não é preciso ter trabalhos em HD para se poder partilhar os mesmos no Vimeo. Apesar das condiçôes impostas pelo Pedro Rocha para poderem fazer parte do grupo de partilha, e aproveito aqui para o congratular pela iniciativa, o Vimeo aceita video SD. OK, não o podem partilhar no grupo do Pedro Rocha, mas podem partilhá-lo na mesma com os Users deste fórum, no Vimeo. Aliás, existe um tópico por aqui destinado a isso mesmo, partilha de videos, pelo que a condição de HD não pode ser invocada como desculpa para não partilhar. HD ou SD, existem alternativas para ambos, basta querer partilhar.
Se o Pedro Rocha anda "sozinho" ou não no HD, no que a reportagens BBC (Bodas, Batizados e Casamentos) diz respeito, isso eu não sei. Mas acredito que não seja o único. Outros haverá que também gravam em HD e finalizam em SD. E se bem que ele o deseje, não acredito que o cenário mude tão brevemente. Acredito que pelo menos ainda durante 2009 o SD vai imperar sobre o HD, e talvez mesmo ainda durante 2010. Pois acredito que o Blu-ray está morto. O HD-DVD já foi enterrádo e o Blu-ray vai a caminho. Tal como o Laser Disc á época, o Blu-ray é um nicho de mercado, destinado apenas a alguns utilizadores mais exigentes e de posses acima da média. Mas poderei no futuro desenvolver melhor esta minha ideia. Já sei que muitos não concordaram com ela.
Agora, se quiser ir pela mesma lógica do Marcos Bras Iba, não só não trabalharia com HD durante os próximos 20 anos, como nem sequer eu teria feito a opção pelo DV. Teria ficádo mesmo pelo S-VHS.
Mas sejamos realistas, o progresso não pára. O DV veio e ainda bem que assim foi, pois a qualidade de imagem que se passou a ter (em comparação com a do S-VHS e H8) não tem comparação possivel. E querer ficar parádo no tempo, para assim rentabilizar o equipamento, não é uma opção viável. Mas embarcar numa "aventura" também não é uma opção. Pelo menos, pelo meu ponto de vista. Aventura pelo prazer da aventura, pelo prazer de ter, de sentir, de realizar algo, OK, viva a aventura. Mas aventura no mercádo profissional, quando o mercádo não pede nem está minimamente interessado no HD, aventura para se poder dizer que não se ficou parádo no tempo, em que claramente isso não traz vantagens... mas sim despesas... não é uma aventura, é um suicidio.
O futuro possivelmente nem vai ser HD. Talvez um 2K ou 4K. E mais cedo do que pensam. E investir em HD numa área como as BBC, em que o mercádo é exclusivamente SD (e vai continuar a ser durante bastante tempo), é um mau investimento. E falo na generalidade, pois acredito que existe mercado para o HD nas reportagens BBC. O tal mercádo de nicho.
Quando é que eu "embarco" no HD? Quando o mercádo o começar a pedir. Não sou eu que tenho de "pressionar" o mercádo a mudar, mas sim o contrario. Tenho de estar atento ás mudanças do mercado, acompanhar as mesmas, mas não querer estar á frente do mesmo. O HD nas reportagens não é o mesmo que o HD na tecnologia. Na tecnologia, as empresas têm de estar á frente no progresso, pois quem partir á frente tem mais hipotese de ganhar, de impôr a mudança. Nas reportagens, quem parte atrás beneficia do erro dos outros, dos erros dos pioneiros. Não é partir em último, que isso também não é bom. Mas acompanhar um pouco atrás a tecnologia, para não se fazer investimentos que mais tarde nos vão provocar dissabores. Desde que as primeiras câmeras HDV surgiram no mercádo, quantos melhoramentos já aconteceram? Quantos modelos superiores já vieram depois? E os preços, sempre a descer? Quanto ão beneficio retirádo delas, quantos são os que podem afirmar que sairam beneficiádos face ão anterior DV? Já sei que a ladainha é sempre a mesma, mas são os factos.
Querer ficar sempre no DV é irreal. Seria bom para os investimentos já entretanto feitos, mas é irreal. Mas seguir atrás dos outros, só porque eles já estão em andamento, não significa que seja a melhor opção a seguir. Em cidade desconhecida, em que as ruas vão dar a todo o lado, mas que primam por serem escuras e por não ter placas de identificação, é prudente avançar com cuidado. È que podemos cair num poço bem fundo. Mas até isso pode ser visto pelo lado positivo: quando se está no fundo do poço já não se pode descer mais. A partir dai, é só subir para cima. Mas pessoalmente, prefiro não cair no poço. Tem muitas teias de aranha e é muito escuro. Os caminhos conhecidos e iluminados são bem melhores. Boas.
P.S. E já agora, leiam o meu pensamento para o dia de hoje.
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