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RTP Mobile
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Image    O grupo RTP lançou no passado dia 27/07/2006 o primeiro canal de televisão para telemóveis em Portugal, o RTP Mobile, que estará disponível nas redes das três operadoras móveis portuguesas TMN, Vodafone e Optimus, disse à Lusa o gestor do projecto.
    "A RTP é a primeira estação portuguesa a oferecer uma emissão de 24 sobre 24 horas, especialmente concebida para os utilizadores de plataformas móveis [telemóveis, PDA, entre outros]", disse Carlos Vargas.
    De acordo com o responsável, o RTP Mobile "consiste em levar o serviço público ao maior número possível de pessoas através da disponibilização de uma emissão da RTP em plataformas móveis, aumentando o número de receptores das emissões" da estação pública de televisão.
Fonte: Jornal Publico

   Sobre o público-alvo do canal, Carlos Vargas adiantou que este "dirige-se a uma base potencial, à partida, de cerca de 1 milhão de utilizadores 3G [terceira geração móvel]", já que este "é um número tido como consensual entre os três operadores".
    "Essa base é substancialmente maior se considerarmos os aparelhos equipados com GPRS [tecnologia de segunda geração e meia] que, na sua maioria, também podem aceder às emissões de Mobile TV", afirmou o gestor do projecto.
    Os principais utilizadores do novo canal, disse Carlos Vargas, serão "todas as pessoas que têm pouco tempo disponível para ver televisão em casa".
    Segundo Carlos Vargas, o RTP Mobile vai ter conteúdos específicos, com serviços de video-on-demand (VOD), em que os utilizadores pagam pelo download [transferência] de vídeos para os seus telemóveis, e agrega conteúdos de todos os canais do grupo RTP. 
   "O conceito de Mobile TV é um conceito mais largo, que inclui o fornecimento de serviços VOD e, nesse sentido, já estão online os primeiros conteúdos especificamente produzidos para esse serviço [VOD] e que consiste em 20 sketches do Gato Fedorento", adiantou Carlos Vargas.
    "Estes sketches estão disponíveis nos portais TMN e Vodafone", disse o gestor do projecto, que também é responsável pela escolha da grelha da programação.
    "Iremos gradualmente aumentar a produção de conteúdos específicos de acordo com a evolução de mercado. Virtualmente, podemos produzir tudo aquilo que o mercado pedir", quer para o serviço VOD, quer para o próprio canal, acrescentou.
    O novo canal de televisão para telemóveis "vai arrancar com conteúdos ao vivo e em diferido das várias antenas da RTP", adiantou.
    "Queremos oferecer no RTP Mobile uma selecção do melhor que a RTP produz para os diferentes canais", explicou o responsável.
    Sobre a possibilidade de serem transmitidos jogos de futebol no telemóvel, Carlos Vargas considerou ser "ainda cedo para falar disso", apesar de ser um tema em aberto.
    "Sendo a RTP uma estação que transmite muitas horas de futebol, é admissível que venham a ser negociados, em alguns casos, direitos de transmissão que possam incluir o RTP Mobile", afirmou.
    Carlos Vargas adiantou que o RTP Mobile resulta de uma parceria entre o grupo RTP e as três operadoras móveis, assente num sistema de partilha de receitas.
    Quanto aos montantes envolvidos, o gestor do projecto escusou-se a adiantar valores.
    Carlos Vargas afirmou que, por parte da RTP, o investimento no novo canal é, "no imediato, de muito pequena escala, proporcional às disponibilidades orçamentais da empresa".
    De acordo com o mesmo responsável, o RTP Mobile não implicará um acréscimo de custos para os utilizadores, já que o novo canal será inserido nas actuais ofertas das operadoras [o acesso à televisão no telemóvel custa actualmente 7,50 euros mensais].
    Em relação a receitas publicitárias, Carlos Vargas explicou que o canal RTP Mobile, "à partida, não terá exploração de publicidade".
    "Acredito que provavelmente essa será uma segunda fase, na qual a RTP participará apenas quando houver oportunidades de mercado adequadas", adiantou.
    "O objectivo imediato da RTP é colocar-se na linha da frente do acesso às novas plataformas tecnológicas, para tornar mais ampla a sua base de espectadores e a oferta de serviço público. Não temos como objectivo, de momento, obter novas receitas publicitárias", sublinhou Carlos Vargas.
    "Para montar este novo canal a RTP equipou-se com tecnologias inovadoras de produção e emissão, que permitem um baixo custo de exploração e de manutenção da rede emissora", explicou, adiantando que o RTP Mobile resulta de uma "operação de engenharia liderada pela RTP com a colaboração dos técnicos das três operadoras e de diversos fabricantes de equipamento e software".
    Sobre as expectativas em relação à televisão transmitida nos telemóveis, Carlos Vargas disse que se está "no limiar de um novo paradigma".
    "Começamos a assistir à migração dos espectadores da sala de estar para plataformas móveis, como forma de aproveitamento dos tempos disponíveis", sublinhou, acrescentando que "é de esperar uma rápida mudança dos hábitos de consumo de televisão, um pouco à semelhança do que aconteceu com a rádio, que após a invenção do transístor, em meados do século passado, se transformou gradualmente num meio móvel".
    "No caso da televisão, essa transferência será naturalmente facilitada pela evolução tecnológica dos telemóveis, principalmente em três aspectos: evolução da dimensão do ecrã para um mínimo de três polegadas, melhor qualidade de som e maior durabilidade das baterias. Sabemos que os principais fabricantes de equipamentos estão neste seriamente empenhados no 'upgrade' da sua produção para satisfazer estas três necessidades", concluiu.
    "Outro factor decisivo será o 'pricing' [preço] dos serviços, mas essa é uma questão que está mais do lado dos operadores móveis", salientou Carlos Vargas.
 
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