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JVC GY-HD100
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Image    Na batalha que decide quem vai ocupar o trono da alta definição em HDV, a oferta ProHD da japonesa JVC, com seu produto-estrela, a GY-HD100 é uma das mais ambiciosas. Tal como suas rivais, trata-se de uma camcorder com três CCDs de 1/3”. No entanto, essa câmara destaca-se por sua ergonomia mais “pro”, por ser compatível com qualquer objetiva profissional SD de baioneta de 1/3” e inclusive de 1/2” e por ser uma camcorder de alta definição a 720 linhas em modo progressivo, que aposta diretamente na produção em 24p.
    Sem dúvida, a grande virtude dessa pequena grande câmara é seu look profissional, funcionando como todas as câmaras profissionais, factor importante, por exemplo, para pequenas produtoras que têm de recorrer a operadores freelance que não têm equipamento. Uma familiaridade que se estende às objetivas de baioneta, só que, nesse caso de 1/3”, ainda que se possa acoplar as objetivas largamente utilizadas pela JVC de 1/2”


    Não é imprescindível recorrer ao manual quando se utiliza a GY-HD100 pela primeira vez, já que quem tenha utilizado as antigas S-VHS da JVC ou as posteriores GY-DV500, DV-700 e até as mais recentes DV-5000 ou 5100 não terá o mínimo problema. O fundamental está no mesmo lugar.

    No caso desses modelos anteriores da JVC, sempre se criticou o formato MiniDV por ser “pouco profissional” para trabalhar em televisão. A JVC encarregou-se de denominá-lo de forma proprietária como Professional DV, ainda que não tenha obtido o reconhecimento pretendido, e direcionou-se para outros mercados, onde teve um considerável êxito, como o dos videmakers, produtores independentes e freelancers. A Canon, por seu lado, com seu todo-terreno XL-1, foi outra marca que utilizou o MiniDV com o mesmo êxito, ainda que também tenha tido incursões importantes em produções de caráter acentuadamente profissional.

    No entanto, e apesar desses êxitos, em nível broadcast, durante esses úl-timos tempos, acreditou-se mais no formato do cassete do que na objetiva ou mesmo na câmara utilizada. Por isso, e depois de muito ceticismo com o MiniDV (uma tendência gerada mais pelos adeptos do Betacam SP, que se negavam a acreditar que se podia gravar imagens com qualidade broadcast numa MiniDV, inclusive com objetivas de 1⁄2”), a concorrência também acabou por utilizar esse formato em suas gamas semiprofissionais e profissionais.
Há uns anos, a desculpa perfeita para atacar a JVC (pelo menos por parte de alguns comerciais) era qualificar o MiniDV como uma opção não profissional, sendo difícil utilizar os produtos da JVC para televisão porque se exigia DVCPRO, DVCAM ou Betacam SP como mínimo. Mas agora, passado algum tempo, é uma solução profissional para a captação de alta definição! Como mudam os tempos.

    Também é verdade que a Canon ajudou muito a mudar a opinião face ao formato MiniDV com sua gama de câmeras XL, já que muitos produtores e diretores fizeram da XL-1 da Canon uma aliada perfeita para suas captações, nas quais se necessitava de uma câmara pequena e manejável. E é necessário lembrar que foram feitos anúncios em película com imagens rodadas com a pequena Canon sem que se notassem grandes diferenças (numa pequena tela, é claro).

    Embora o fim do cassete seja algo que parece que vai acontecer bastante depressa, em todos os âmbitos de câmaras, nem a Canon, nem a Sony, nem a JVC apostaram ainda no disco rígido em suas soluções HDV, embora seja possível acoplar vários modelos via FireWire que funcionam perfeitamente.

    Em DVCPRO HD, a Panasonic foi a primeira a fazer a aposta, mas o produto tem sofrido sucessivos atrasos. Com o esperado lançamento, ainda neste ano, da AG-HVX200 e de sua solução de disco P2, os mesmos discos rígidos FireWire externos continuarão a ser utilizados, uma vez que os cartões de memória são ainda demasiadamente caros, para uma reduzida capacidade de armazenamento (de 4 ou 8 GB por cartão).
 
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