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O FCP modifica ou não a media utilizada para edição?
Luís Filipe Cunha:
Caros amigos,
venho colocar algumas questões que nunca consegui ver respondidas com clareza. Agradeço desde já a vossa ajuda.
Prendem-se com perceber em definitivo se usando o FCP preciso de um ou dois backups. Ou mesmo 3 ;-)
Existem duas divisões bem claras no funcionamento do FCP. Vamos chamar-lhes pastas de trabalho.
1. pasta de projecto; inclui o projecto do FCP, gráficos de Photoshop, audio, imagens, type, etc. (alguns Megabytes)
2. pasta de media; inclui o video original importado. (alguns Gigabytes - o que realmente pesa)
Como boa prática, a pasta 1 pode estar até no nosso disco de sistema, mas a pasta dois convêm guardar num segundo disco, seja interno ou externo. Isto define-se nas preferências do FCP, nos scratch disk, etc.
Uma vez definido isto, fica funcional editar em FCP.
No fim de um projecto e depois de exportar o nosso trabalho para um DVD, etc, etc; não importa o formato de difusão, guarda-se a pasta 1, com todo o resultado do projecto que permite depois, com isto e a media original reconstruir esse projecto. Todas os procedimentos importantes desse projecto estão guardados (pasta 1).
Isto pq o FCP não modifica a media original. Usa pistas, conexões, ordens, produz rendering, etc; contudo não toca na media original.
No fim de um projecto guarda-se a pasta 1 e deita-se fora do nosso disco "número 2" a pasta 2, com a media Gigas e Gigas de filmagem, pois ela existe em fita ou existe sob a forma de cópia igual numa outra drive que destinamos para fazer de backup.
Esta media entra e sai do FCP sem ser modificada.
A NÃO SER QUE o original seja em - exemplo: HDV e o importamos em ProRes 422 para efeitos de edição. Aqui a media original é transformada. É mesmo?
Quem usou fita tem de obrigatoriamente fazer uma cópia deste ficheiros pois sem esta nova media modificada para ProRes 422, posteriormente não conseguirá de novo (uma ano depois; imaginemos) reconstruir esse projecto FCP? Fica com o original em fita, guardou o conteúdo da pasta 1, mas não guardou o da pasta 2 (se modificado) e portanto o FCP não vai reconhecer a media usada para esse projecto?
Se esta media original tiver vindo de uma fita magnética, como por exemplo um simples MiniDV/HDV, a cassete é automaticamente um backup de boa qualidade para durar anos, desde que correctamente conservada.
Um dia será só juntar isto (pasta 2) ao projecto (pasta 1) e todo o projecto se reconstrói no FCP para de novo o editar, modificar e exportar, com coisas adicionais, cortes, etc, etc; o que se quiser.
Senão, se tiver vindo para dentro do computador a partir de uma câmera tapeless, como uma que use P2 ou mesmo uma AVCHD, então a cópia da media que está a usar no projecto tem mesmo de se guardar pois, apaga-se da câmera para reutilizar o cartão P2 ou SDHC ou um disco rígido, ou outro formato qq tapeless que a nossa câmera use.
A minha questão bizantina e que me atormenta é se durante um processo de edição com o FCP, se existe esta coisa de modificar a tal ponto a media original que forçosamente terá de ser guardar no fim do projecto?
Ou se mesmo importando para um formato video diferente para efeitos de edição, isso não é realmente uma MODIFICAÇÃO que implique ter de guardar 3 backups - tape original, pasta 1 e pasta 2 (que inclui os ficheiros modificados)
isto pode parecer uma confusão, mas foi a melhor forma que encontrei para explanar as minhas dúvidas.
Agradeço a vossa ajuda, de novo, pois isto determina se uso fita ou tapeless.
Abraço.
L.
lrolo:
O Final Cut NUNCA modifica os ficheiros originais.
Num projecto Final Cut nunca se importam os ficheiros para outro formato. Os ficheiros são importados no formato original e quando são colocados numa timeline de formato diferente são criados ficheiros totalmente novos que são guardados na pasta "Render files".
Obviamente, que não temos que guardar esses ficheiros se quisermos recriar um projecto, desde que forneçamos ao FCP o ficheiro original ou novamente capturado.
L.R.
Luís Filipe Cunha:
Olá Luís, agradeço o feedback, apesar do adiantado da hora ,-)
Quer então dizer que a preservar para uma eventual reconstrução futura de um projecto para segunda edição, tenho "apenas" a captura original da câmera, que se for fita é um backup em si mesma (e conservá-la bem) e se for vinda de memória interna/cartão ou disco rígido terá de se fazer um backup para um qq disco rígido e esperar que ele não morra depressa. A adicionar a isto, o projecto em si do FCP e restantes ficheiros importantes usados na edição. Estou certo?
Ou seja, o grande peso que a filmagem original (que é a parte de leão destes processos) importada para o FCP ocupa na nossa drive de edição, só ocupa (só precisa de lá estar) este espaço enquanto dura a edição. No final deste processo, deita-se fora do disco de edição conservando igual cópia digital ou a cassete original para a tal futura reconstrução. Estarei certo de novo?
Isto faz-me pensar que no que diz respeito a ter backups com relativa facilidade e até longevidade, ainda faz sentido, hoje, usar uma máquina de filmar que utilize fita?! Mesmo que a vá comprar agora?
Qual a tua opinião?
Obrigado.
Abraço.
L.
MFAudiovisuais:
Olá Luís Filipe Cunha.
O futuro do vídeo é já hoje. As novas máquinas de filmar já gravam em cartões deixando de lado as tradicionais cassetes. Para efeitos de backup precisa sempre de ter o trabalho a duplicar, isto também acontece se for efectuado em cassete, por exemplo um incêndio pode estragar o backup e depois se não tiver mais uma cópia guardada noutro sítio, fica sem nada, o mesmo princípio se aplica aos discos.
No meu caso que trabalho com uma Z1 estou a fazer as cópias em discos externos, já que é esse caminho. E claro fica muito mais caro fazer em cassete. Sem querer estar armado em vendedor, tenho uma caixa da Lacie, com dois discos que quando estão cheios tiro e compro mais, existem muitas soluções, dependendo da maneira que quiser fazer as cópias. Obviamente pode aproveitar para guardar em uma pasta os conteúdos das pastas de media e de música, e/ou outros ficheiros.
Aproveito para desejar um 2009 cheio de sucessos.
Um abraço.
Luis Miguel Simões.
Luís Filipe Cunha:
Olá Luís Miguel Simões,
agradeço a opinião, contudo há mais qq coisa a considerar em relação ao tempo de vida dos formatos para backup.
As cassetes desde que bem guardadas, longe do pó, calor, luz e humidade, tudo em excesso claro, duram entre 20 a 30 anos. Devem-se rebobinar uma vez por ano. Não se perde nada se se fizer uma cópia das mais "importantes" de vez em quando durante o seu tempo de vida.
Eu tenho vários discos externos aos computadores, o problema é que estes duram 4 anos em média e depois morrem, isto se a tecnologia não mudar entretanto. Quem é que consegue ligar hoje em dia um ZIP, ou JAZ ou algo assim?
Outro problema é o espaço imenso que o video HD ocupa.
Os suportes ópticos (DVD/CD - Sejam normais, DL, Blu-ray, etc.) duram mais do que discos rígidos, não se sabe quanto, mas têm muito pouca capacidade para video.
As soluções de high-end para guardar video ainda continuam a confiar na fita.
Quanto a preço, os disco estão cada vez mais baratos, mas pifam quando? Temos de ter a mesma info triplicada em 3 discos pelo seguro pq eles não avisam que vão pifar ;-) Será que ficam mais baratos do que cassetes?
As cassetes são caras, na minha opinião, por cá (22 euros/63" minutos) mas na Amazon.uk e noutras lojas ficam bem mais baratas.
Ainda tenho muitas dúvidas ;-)
E depois, ao nível de câmeras consumer, o AVCHD ainda não me inspira confiança em face do HDV.
O AVCHD usa um codec que permitirá outras possibilidades, mas por agora nada mais faz do que ser igual ao HDV. Evoluirá? E ocupa mais espaço quando editado (ao que parece).
Sinceramente não sei o que faça.
Já percebi que o FCP não toca nas filmagens originais e isso deixa-me a pensar na vantagem de usar cassetes como backup. Por outro lado a Canon HV30 já tem um ano, será que a substituem em breve (mt. breve)?
A outra opção é a Canon HF11 mas o AVCHD...que nem sequer é um formato de edição por excelência (o HDV tb tem limitações).
Estou neste impasse ;-)
Abraço.
L.
ps. A Canon HV30, enquanto uso manual, ligações, etc; deixa a novas Canon solid-state muito mal vistas. Deviam rever certas coisas nestas "mini" máquinas novas. Aquele joystick parece-me meio ridículo...mas falo apenas de observar, pois não tenho nenhuma.
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