Raul Sousa:
Estou arrependido da escolha que fiz de facto.
O que eu quero e mesmo cinema. Escrita e realização principalmente.
Mas se calhar neste momento preferia ter tido o curso da católica, que não e de cinema (especializas-te apenas no 3º ano), mas tinha ficado a saber fazer outras coisas como animação 3d, web-designing, etc.. que o mercado de trabalho absorve muito bem. Apesar de não querer ficar nessa área.
De facto fui na conversa de que a ESAP é a escola dos pensadores e criativos...
Neste momento estou no 1º semestre do 2º ano e precisamente as disciplinas de "Realização" e "Teoria e pratica do argumento" são as que me deixam mais insatisfeito.
A ESAP na minha opinião tem um corpo de docentes MAU (no que toca as disciplinas especificas de cinema).
Com algumas excepções, de onde se destaca claramente o prof. Vidinha que lecciona cinematografia. Simplesmente um génio.
Vou tentar arranjar uns vídeos daquelas duas aulas para vocês verem o mau serviço que aquelas pessoas prestam.
Quanto a escassez do mercado de trabalho: Ja sabemos qual o tamanho do nosso pais. Ninguem e obrigado a ficar a trabalhar cá também...
E eu sou da opinião que quem tem valor e quer mesmo, acaba por conseguir fazer as coisas acontecer.
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Laura:
Com o dinheiro que gasto por mês naquela escola, podia estar a comprar livros e equipamento. E muito dinheiro pago, as vezes por conversas que parece mesmo da tasca do Sr. Manuel...
Agora, esse ambiente escolar e benéfico claro. Mas se calhar preferia ter menos experiência pratica, mas com muito mais qualidade.
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Com certeza, não preciso de citar os milhares de casos de cineastas que vingaram e nunca tiveram formação académica. Casos portugueses até.
Esta discussão do academismo vs. aprendizagem-no-local é velha e deve haver dezenas de pessoas a ter a mesma discussão neste preciso momento noutro pais qualquer.
Sigam o vosso caminho.