Apesar de tudo penso que as novidades do hardware não são a mesma coisa que no software. As camaras eram com cassetes, agora já não são (e surgiu aqui um novo problema dos backups), mas o funcionamento continua semelhante. Ninguém hoje pensa em ter um carro dos anos 50, mas consegue guia-lo se for preciso. Já agora, a talho de foice, não percebo a relutância da apple em relação ao USB3.
Já com o software, não é bem a mesma coisa, o Freehand acabou, mas o ilustrator era parecido. Se repararmos bem, se o Avid é semelhente ao FCP e ao Premiere, isto deve-se porque quando o Avid apareceu e se tornou no modelo dos programas de montagem foi porque foi pensado também por montadores de cinema habituados à moviola e não somente por informáticos, o mesmo se aplica ao Freehand nas artes gráficas. Isto é como se o acordo ortográfico altera-se a estrutura da língua, algumas palavras podem ser escritas de uma nova maneira, mas continua a ser português. A apple quer que toda gente aprenda uma nova língua, como se do Esperanto se trata-se, (para quem não sabe o Esperanto foi uma tentativa de criar artificialmente uma língua universal no final do Sec XIX só que nunca se conseguiu implantar, justamente por ser artificial). O mesmo se passa com o FCPX, pois com o FCPX eu não consigo montar pois este programa fala numa nova língua, e temos de reaprender uma data de coisas, para os putos talvez até pegue, mas para mim com 53 anos, não me apetece muito aprender uma nova linguagem para conseguir fazer o que já faço. Quero é pensar nos cortes e na escolha de planos e não como se consegue fazer isso. Continuo a achar que a apple marimbou-se no mercado profissional e criou mais um brinquedo, como o Iphoto por exemplo. Pode ser bom para a miudagem mas não conheço fotografo algum que o troque pelo Photoshop. Em resumo se saltarmos para o Premiere, temos de aprender um novo acordo ortográfico, se saltarmos para o FCPX temos de aprender uma nova língua.
Só uma curiosidade: Conheço um excelente realizador/montador de cinema que nunca conseguiu aprender a mexer num programa de montagem, mas na moviola ele é uma máquina. Mas acho que é um disparate ele não fazer um esforço para aprender, pois os NLE revolucionaram a montagem. Até pela questão económica, pois um PC com um programa de montagem é acessível a uma enorme quantidade de gente ao contrário das moviolas
Ou seja, há momentos na vida que temos de nos reciclar e aceitar as novas ferramentas que aparecem quando elas significam um verdadeiro avanço. Mas não me parece que seja o caso do FCPX. Espero estar enganado. Mas estou descrente.