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Autor Tópico: Delete, por engano. E agora?  (Lida 7487 vezes)

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Offline José Costa

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Delete, por engano. E agora?
« em: 20 / Dez / 2010, 05:52 »
Boas.
A primeira regra quando se apaga por engano algum arquivo dum disco rigido, é parar o que se está a fazer e pensar. Não se faz o Save As... a nada, nem se encerra aplicação alguma. Não se desliga o computador nem se parte para a net, à procura de aplicação ou solução para tentar recuperar os dados apagados. Não se fecha as janelas do browser, nem se abre mais nenhuma aplicação. Literalmente, não se faz nada no computador... e pensa-se.

Em que disco estavam os ficheiros que se apagou acidentalmente?
Se os dados estavam num outro disco que não o disco C:, e se tivermos aplicaçôes abertas, iremos primeiramente salvar os dados das aplicaçôes e depois encerrar as mesmas. Mas temos de ter cuidado com o seguinte: não devemos fazer um Save automático, mas sim manualmente. Seleciona-se o Save AS... da aplicação e depois guarda-se o ficheiro num disco rigido, que não o mesmo aonde se apagou os dados por acidente. Pode-se guardar no disco rigido C:, por exemplo, mas nunca no disco aonde se apagou os dados. Para todas as aplicaçôes abertas, procede-se do mesmo modo, tendo-se sempre o cuidado de não guardar nenhum ficheiro no disco em que se apagou os dados. Mais à frente explico o porquê. Guarda-se os dados e encerra-se as aplicaçôes. À apenas um mas ão encerramento das aplicaçôes, que também explico à frente.

Podemos então descarregar da net um qualquer desses programas destinados à recuperação dos dados, e instalar. Eu gosto particularmente do Recuva. É gratuito e está disponivel com a linguagem em português, além de ser facilimo de utilizar e de resultados garantidos. Mas atenção à descarga: devemos fazer o Save AS... também num disco que não o dos dados apagados, e instalar o programa no disco C:

Algumas pessoas, por várias razôes que não vem ão caso, instalam as aplicaçôes (softwares) num outro disco que não o habitual disco C:. Se fôr o caso, e se as aplicaçôes abertas e a encerrar estiverem instaladas no mesmo disco em que se apagou os dados, devemos salvar os dados como acima se explicou, num outro disco, mas nunca encerrar as aplicaçôes. Faz-se o Save AS... nas aplicaçôes todas, pois o objectivo é salvar o trabalho que se está a realizar nas aplicaçôes abertas, mas não se encerra as mesmas. Depois de fazer o Save As... , puxa-se o cabo de corrente da ficha. Literalmente. À frente explico porquê.

Se o computador só tiver um disco rigido, o C:, isso significa que os dados apagados, as aplicaçôes abertas e as instalaçôes de software, estão todas no mesmo disco. Assim sendo, o que à a fazer é puxar, literalmente, a ficha da corrente. Não se salva o trabalho que se está a fazer nas aplicaçôes, não se encerra as mesmas e não se instala nada. Nem sequer se sai do browser ou se desliga o PC no botão power. Puxa-se o cabo de corrente, de forma a desligar abruptamente o PC. Vai-se perder o trabalho que se estava a fazer na aplicação aberta, mas em contrapartida, vai-se conseguir recuperar os dados deletados.

Porquê tudo isto, qual a razão de tais procedimentos?
Quando se deleta arquivos, o SO (Sistema Operativo) assume que efectivamente se quis apagar os dados, e então dá como livre o espaço que esses dados ocupavam no disco rigido. Os ficheiros não são efectivamente apagádos do disco rigido quando se faz o Delete. Eles continuam integralmente no disco, o que acontece é que o SO altera uma "lista" existente no disco rigido, que diz que esses ficheiros não existem mais, e que o espaço que eles ocupavam se encontra disponivel, para se gravar novos dados no mesmo local.

Quando se faz o Save As... em qualquer aplicação, um ficheiro é gravado no disco rigido. Se o Save As... fôr feito no mesmo disco em que foram apagados anteriormente os dados, à forte probabilidades de esse ficheiro ser gravado no espaço que ficou disponivel pelo apagamento involuntário dos dados anteriores. Se o novo ficheiro fôr gravado no mesmo espaço ocupado pelos dados apagados, as hipoteses de posteriormente se recuperar esses dados são poucas ou nenhumas. Da mesma forma, quando se encerra uma aplicação, se essa aplicação estiver instalada no mesmo disco em que se perdeu (apagou) os dados, o encerramento da aplicação irá gravar alguns ficheiros (como seja Settings e outros dados de controle), dados esses que podem também ser gravados por cima dos dados apagados. Mais uma vez, com tal situação, as hipoteses de recuperar os dados apagados diminuem.

Também o desligamento do PC, quer seja pelo SO, quer seja pelo botão do Power, irá gravar dados no disco rigido, podendo sobre-gravar os dados apagados acidentalmente. A única forma garantida de tal não acontecer, é desligar o PC da corrente, tal como aconteceria se nesse momento tivesse havido uma falha da corrente eléctrica.

Posto isto, temos então três situaçôes:

1 - O PC tem mais do que um disco rigido e os dados apagados estão num disco que não o disco C:
Para além disso, todas as aplicaçôes estão instalados no habitual disco C:

2 - O PC tem mais do que um disco rigido e os dados apagados estão num disco que não o disco C:
Mas ão contrário da situação anterior, tem aplicaçôes instaladas no mesmo disco que perdeu os dados.

3 -  O PC tem apenas um disco rigido, pelo que os dados apagados, assim como as aplicaçôes instaladas, estão contidas no mesmo disco. Também se aplica quando o PC tem mais do que um disco rigido, mas os dados apagados estavam no disco C:

Vamos à primeira situação, que é a mais fácil de resolver.
Os dados são gravados para se salvar o trabalho em curso, as aplicaçôes são encerradas, descarregamos um software de recuperação de dados e fazemos a instalação do mesmo. Não é necessário desligar o PC, podendo-se "partir" para a recuperação dos dados. Muitas são as pessoas que se queixam de que, poucas ou nenhumas vezes conseguiram recuperar os dados. E quando o conseguem, normalmente os ficheiros vêm corrompidos ou truncados. Isto acontece porque não é observado uma regra essencial nestes casos: nunca se procede à recuperação dos dados, gravando os dados recuperados no mesmo disco que está em recuperação. Ou seja, se o disco em que se apagou os dados era o disco D:, ão executar o software de recuperação, os dados recuperados não devem ser gravados no disco D:, mas sim num outro disco, que pode ser o C: ou outro qualquer. Se recuperarmos os dados de um disco e gravamos os dados recuperados nesse mesmo disco, à fortes provabilidades de que em algum momento, os dados recuperados vão ser gravados em cima de dados que ainda não foram recuperados. Se isso acontece, está-se a diminuir as hipoteses de recuperar a 100% os dados apagados. Lembre-se de que, para todos os efeitos, o espaço que os dados apagados ocupam, estão sendo indicados como vazios para o SO. Se o software recupera dados apagados, terá de seguida os gravar em um outro local. Se o SO indica espaços vazios no disco, será nesses espaços que o software irá gravar os dados recuperados, mesmo que esse local contenha dados apagados e que se quer recuperar. E quanto mais cheio se encontra o disco rigido, mais provabilidades existem de que tal situação ocorra. Por essa razão, nunca se grava os dados recuperados no mesmo disco em recuperação, até que se tenha concluido toda a operação. Se este procedimento fôr seguido à letra, é garantido que a recuperação é 100%.

Na segunda situação, em que existem aplicaçôes abertas e instaladas no mesmo disco dos dados apagados, salva-se o trabalho em execução (num outro disco que não o dos dados apagados) e desliga-se a ficha da corrente, sem encerrar as aplicaçôes. Liga-se novamente o PC, instala-se um software de recuperação de dados e procede-se da mesma forma que na solução anterior. Sempre com o cuidado de não gravar nada nem de abrir qualquer aplicação no disco em que os dados foram apagados.

A 3ª situação é a mais problemática para resolver, pois obriga a que se tenha de retirar o disco rigido do PC e ligar o mesmo num outro PC, tal como se fosse um novo disco que se comprou. Nestes casos (PCs com um só disco rigido), não se salva nada e não se encerra nada. Puxa-se apenas a ficha da corrente. Retira-se o disco, liga-se num outro PC, instala-se o software de recuperação e procede-se da mesma forma que nas situaçôes anteriores. Atenção que este "liga-se num outro PC" não é fazer o "novo" PC arrancar com o disco dos dados apagados, mas sim arrancar o "novo" PC como das outras vezes, em que o disco dos dados apagados funciona apenas como mais um disco rigido, que se acrescentou ão "novo" PC.

Se os dados apagados estavam no disco C:, mas o computador tem mais do que um disco rigido, pode-se salvar o trabalho nos outros discos, mas não no C: Não se deve no entanto encerrar as aplicaçôes.

A razão pela qual não se deve arrancar o PC com o disco dos dados apagados, é que no arranque também ocorre gravação de ficheiros. Se essa gravação ocorre em cima dos espaços ocupados pelos dados apagados, recuperar a informação será mais dificil. Nada impede que depois de desligar o PC da corrente se arranque o mesmo normalmente. Mas essa acção acarreta riscos de re-gravação de dados, para além do facto de que será necessário instalar o software de recuperação e gravar os dados recuperados em algum sitio. Querer fazer tudo isto no mesmo disco rigido é o mesmo que não querer realmente recuperar os dados.

Uma coisa que costumo aconselhar a quem nunca teve um problema destes (apagar acidentalmente ficheiros), é o de experimentar. Apagar um ou mais ficheiros e depois recuperá-los. Desta forma, prepara-se para quando a situação acontecer a sério. Porque quem nunca experimentou uma situação destas, pode acreditar que mais tarde ou mais cedo o experimentará, por muito cuidado que tenha. Tenha só o cuidado de experimentar com ficheiros que sabe que não vai precisar deles, para o caso das coisas não correrem bem da primeira vez. Boas.
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Offline Fernando Martins

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #1 em: 17 / Abr / 2011, 23:58 »
Grande aula! Muito detalhada e bem explicada.

A 3ª situação é a mais problemática para resolver, pois obriga a que se tenha de retirar o disco rigido do PC e ligar o mesmo num outro PC, tal como se fosse um novo disco que se comprou. Nestes casos (PCs com um só disco rigido), não se salva nada e não se encerra nada.

Só gostaria de acrescentar que:
- quando diz "disco" refere-se com certeza a C:, D:, E:, etc, ou seja, partição. Um computador pode ter apenas um disco (uma unidade física) e se estiver dividido em várias partições tudo o que se diz em cima continua a ser válido, sabendo-se que se se trata do "Disco C", "Disco D" ou "Disco E", apesar de serem partições num disco físico único.
- a questão de mudar o disco para outro PC e usar como disco de dados torna-se muito menos complexa se se utilizar uma daquelas caixas que já falei noutro post, uma caixa de leitura de discos, discos esses que se podem trocar, podendo ser guardados como backup quando estiverem cheios, retirar dados de discos diversos, ou, neste caso, usar como leitor para esse disco e recuperar assim os dados. E é claro que é mais simples meter o disco numa caixa dessas que andar a metê-lo dentro de um computador, por muito bons acessos que tenha.

Já agora, em termos de aplicações comerciais, antigamente o Ontrack EasyRecovery era incrível, não sei se ainda assim será.

Em relação ao puxar a ficha da corrente... isso será mesmo necessário? Eu diria que um procedimento tão... digamos, "bruto", poderia ser substituído por:
a) desligar o computador no botão de power DA FONTE (lá atrás)
b) desligar no botão OFF forçando um power off. Para isso, manter o botão de desligar premido durante mais de 4 segundos. Que eu saiba, isto é o mesmo que desligar a corrente. Posso estar errado.
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Offline AC

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #2 em: 18 / Abr / 2011, 01:15 »
Uma coisinha que dá jeito para estas andanças de mexer em HD's e não só, é isto:

- Supports all 2.5"/3.5" SATA/IDE Hard Disk Drive of any capacity
- Support hot swappable
- One Touch Backup function
- Features 2-port USB 2.0 Hub
- High Speed USB 2.0 up to 480Mbps data transfer rates (USB 1.1 Backwards compatible)
- Features XD/CF/TF/SD/MS card reader and eSATA port
- Compatible with SATA I, SATA II, SATA II transfer rate up to 3Gb/s




Ou esta, para quem quer menos extras e mais "Speed"

- Support all 2.5"/3.5" SATA/IDE hard disk drive of any capacity
- USB 3.0 super speed 5Gbps transfer rate, USB 2.0/1.1 also compatible
- Support one touch backup file or data
- Plug & play, hot-swappable

« Última modificação: 18 / Abr / 2011, 01:16 por A. Caneira »
A quem não quer ver, nem a mais intensa luz ilumina!

Offline José Costa

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #3 em: 18 / Abr / 2011, 02:48 »
Boas.
Citádo por Fernando Martins: "a) desligar o computador no botão de power DA FONTE (lá atrás)"
Nem todas as fontes têm o dito botão.

e também "b) desligar no botão OFF forçando um power off. Para isso, manter o botão de desligar premido durante mais de 4 segundos. Que eu saiba, isto é o mesmo que desligar a corrente. Posso estar errado."
E está mesmo errádo.

Mas na questão das partiçôes, está certo.  :lol: Boas.
« Última modificação: 18 / Abr / 2011, 03:05 por Jose Costa »
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Offline gcoutinho

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #4 em: 18 / Abr / 2011, 11:51 »
Se o "material" eliminado estiver guardado numa partição que não a do Sistema operativo não é preciso ser tão drástico. Desde que não haja alterações à FAT do disco onde foram eliminados os ficheiros, pacífico.
O problema do Ontrack easy recovery é que tem grande parte das definições gerais para recuperar ficheiros com extensões JPG, AVI, MOV, GIF, DOC, etc.  Se tentarmos recuperar ficheiros com extensões manhosas, MKV ou outras que não constem na lista, temos de configurar à unha os atributos dos ficheiros a recuperar que nem sempre resulta.

Reforço que a probabilidade de recuperar ficheiros pequenos com alguns megas é muito maior que recuperar um ficheiro com alguns Gigas.
Por exemplo, a recuperação de uma pasta com 200 ficheiros JPG, a probabilidade de recuperar tudo é aproximadamente 95% porque alguns JPGS são recuperados mas por vezes cada ficheiro individual só é recuperado parcialmente.
Espero ter contribuído com mais alguma info.
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Offline Fernando Martins

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #5 em: 18 / Abr / 2011, 13:16 »
É verdade que nem todas as fontes têm o dito botão, mas uma fonte "de jeito" deverá ter um. Digo mais: mostre-me uma fonte que não o tenha e eu indicar-lhe-ei uma fonte em que não confio. :) Excluindo fontes/transformadores de portáteis, claro.

Em relação ao carregar no botão mais de 4 segundos... bom, já que não é o mesmo, gostaria de saber qual a diferença.

Retirado do manual da motherboard:
"Pressing the power switch for more than four seconds while the system is ON turns the system OFF."

Desde há pelo menos uns 9 anos que faço isso: ao carregar no botão de On/Off mais de 4 segundos desliga tudo abruptamente tal como se faltasse a energia. Usa-se se o sistema estiver tão "empancado" que nem o "reset" funciona, ou em casos como o que mencionou. Claro que isso não desliga a corrente na motherboard e não se devem retirar discos nem DVDs nem materiais alguns sem desligar a ficha da tomada (ou da fonte), mas em termos de Sistema Operativo sempre achei que fosse igual, pois não se vai escrever nem ler mais nada.

Quanto ao carregar no botão de On/Off menos de 4 segundos, depende das definições da BIOS. Normalmente ou entra em suspensão ou hibernação.
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Offline José Costa

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #6 em: 18 / Abr / 2011, 16:18 »
Boas.
Para o caso em questão, discos com mais que uma partição devem ser encarados como discos individuais, e então tudo o que disse acima, se aplica. Exemplo: se o disco tem duas partiçôes, identificadas com a letra C: e a letra D: ou outra, é como se tivesse dois discos rigidos, e o procedimento a seguir é o mesmo que o indicado, como acima referi para discos individuais. Como muitos são os utilizadores que não sabem nada de discos nem de partiçôes, e por incrivel que pareça, muitos são os que julgam ter dois discos rigidos (pois vêm duas letras no PC), quando na verdade têm apenas um disco rigido, independentemente de se ter discos ou partiçôes deve-se seguir o procedimento acima descrito.

GCoutinho, os dados eliminados podem estar numa partição diferente que o SO, mas no entanto os programas podem estar instalados na mesma partição em que os dados foram eliminados. Por norma, os programas são instalados na mesma partição que o SO, mas nem sempre isso acontece, por configuração e escolha do utilizador. E se assim fôr, ao encerrar as aplicaçôes existem fortes provabilidades de sobregravar os dados eliminados, pois a partição é a mesma.

As provabilidades de recuperar os dados são as mesmas para ficheiros grandes ou pequenos, desde que as observaçôes acima dadas sejam seguidas à letra. Se não forem seguidas, quanto maior o ficheiro, menor as provabilidades. É uma questão de lógica.

Carregar no botão ON (na frente do PC) não é o mesmo que desligar a ficha. Quando se carrega no botão ON, o PC vai tentar encerrar o PC por processos normais, e grava alguns ficheiros. Não chega a completar a tarefa, pois entretanto a corrente é cortada. Mas já gravou dados no disco, existindo assim o risco de ter sobregravado os dados eliminados. Além disso, caso a cache de disco esteja activada, estes dados serão gravados da cache para o disco, podendo sobregravar dados deletados.

Quando se puxa a ficha da corrente, ou desligado o botão Power da fonte, tudo o que o disco faz é deslocar a cabeça de leitura/gravação dos dados, para um local chamado de zona de parqueamento. Com este procedimento, não existe qualquer gravação de dados, ão contrário do que acontece com o botão ON na frente do PC.

Fernando Martins, está respondida a sua pergunta: "já que não é o mesmo, gostaria de saber qual a diferença." Boas.

P.S. Muitas são as fontes que não têm botão de Power atrás, por uma simples razão. Se desligadas, o PC passa a não ter disponivel alimentação para a Bios, alimentação essa que passa a ser fornecida pela pilha interna. Ao fim de algum tempo, a bateria gasta-se e todos os dados constantes na Bios se perde. Apenas as configuraçôes de fábrica são mantidas. A existência deste botão não é indicativo da qualidade da fonte, assim como a ausência do mesmo não é indicativo de falta de qualidade.
« Última modificação: 18 / Abr / 2011, 16:24 por Jose Costa »
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Offline Fernando Martins

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #7 em: 18 / Abr / 2011, 22:35 »
... e por incrivel que pareça, muitos são os que julgam ter dois discos rigidos (pois vêm duas letras no PC), quando na verdade têm apenas um disco rigido, independentemente de se ter discos ou partiçôes deve-se seguir o procedimento acima descrito.

E por mais incrível que pareça, há quem NUNCA tenha visto o disco (ou melhor, partição) "D:"! Já vi casos de quem se queixava de "ai que isto não me deixa guardar as coisas" porque sempre usou o "C:" e tinha a totalidade do disco "D:" disponível. Nem um ficheiro lá estava gravado! Assim como já vi casos de "discos cheios" quando na verdade o que se passava é que não tinham esvaziado a "reciclagem" desde que compraram o computador! Mas isso são realmente histórias raras.

Carregar no botão ON (na frente do PC) não é o mesmo que desligar a ficha. Quando se carrega no botão ON, o PC vai tentar encerrar o PC por processos normais, e grava alguns ficheiros. Não chega a completar a tarefa, pois entretanto a corrente é cortada. Mas já gravou dados no disco, existindo assim o risco de ter sobregravado os dados eliminados. Além disso, caso a cache de disco esteja activada, estes dados serão gravados da cache para o disco, podendo sobregravar dados deletados.

Pois muito me contas, nunca tinha ouvido falar nisso. OK, fico esclarecido. Obrigado.

P.S. Muitas são as fontes que não têm botão de Power atrás, por uma simples razão. Se desligadas, o PC passa a não ter disponivel alimentação para a Bios, alimentação essa que passa a ser fornecida pela pilha interna. Ao fim de algum tempo, a bateria gasta-se e todos os dados constantes na Bios se perde. Apenas as configuraçôes de fábrica são mantidas. A existência deste botão não é indicativo da qualidade da fonte, assim como a ausência do mesmo não é indicativo de falta de qualidade.

Hum... Quando o computador está desligado a BIOS não está a consumir nada, ou melhor,apenas um valor muito residual para manter o relógio a funcionar, as configurações e não sei se algo mais. E mesmo que assim fosse, quantos anos seriam necessários para perder os dados da BIOS ao manter o computador totalmente desligado?! Muitos, com certeza. Eu já tive alguns computadores desligados durante anos (computadores velhos que levei para a casa da terrinha) e ao ligá-los de novo, a coisa trabalhava... os que deixaram de trabalhar foi por questões de ventoinhas gripadas, não-oleadas e com pó. Os relógios internos mantinham-se bons.

De qlqr forma, se por acaso desligo os computadores durante uma temporada, desligo-os no botão da fonte, pois senão fica a motherboard a consumir (preparada para arrancar de diversas formas e com LEDs de estado acesos lá dentro, coisa que não quero que fiquem durante semanas, por isso desligo a energia totalmente), logo, apenas fica a "pilha" a manter o relógio e configurações.

A última coisa que quereria seria ter o computador desligado (em Power Off) mas ainda ligado à corrente. Se a fonte não tivesse o tal botãozito, então sim, desligaria o cabo da tomada. Em suma, não vejo vantagem alguma em ter fontes sem o tal botão, apenas vejo desvantagens, pois sempre que tivesse de desligar o computador por completo, teria de o desligar da tomada também... e isso não dá jeito nenhum, que as tomadas raramente estão em sítio acessíveis.
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Offline gcoutinho

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #8 em: 19 / Abr / 2011, 15:54 »
Carregar no botão ON (na frente do PC) não é o mesmo que desligar a ficha. Quando se carrega no botão ON, o PC vai tentar encerrar o PC por processos normais, e grava alguns ficheiros. Não chega a completar a tarefa, pois entretanto a corrente é cortada.

Premir o botão por mais de 4 segundos é uma opção ao corte de energia abrupta.
O computador começa o processo de encerramento, terminar processos abertos em execução, despejar caches, fechar DLL's em uso etc.
Mas só se esta opção estiver activa:


Eu alterei essa opção para que ao premir o botão, o portátil suspenda. Ao arrancar é bastante mais rápido e não tenho que andar a esperar o boot completo do S.O. Só quando não uso por tempo prolongado é que encerro por completo ou quando surge a necessidade de reeniciar.

A opção de premir o botão power por mais de 4 segundos é uma opção que só uso quando o sistema crasha que me impede de o desligar normalmente, quando nem o LEd NUM LOCK ou CAPS LOCK respondem ao pedido, isso porque, instruções de hardware tem alta prioridade em relação ao outro tipo de processamentos de aplicações, quando isso acontece é sinal evidente que já nada há a fazer senão cortar a energia.
Se a opção acima indicada estiver  selecionada e o computador estiver a funcionar perfeitamente claro que a opção de desligar o equipamento com o "press 4 sec" não é boa ideia.
Mas isto são "perfeccionismos", hoje em dia ao eliminar qualquer coisa vai tudo para a reciclagem, excepto se ao eliminar estivermos a premir o botão shift+del, que elimina permanente sem passar pela reciclagem.
Pessoalmente, opto por não eliminar nada assim à maluco, mando tudo para um disco externo, como se fosse um armazém de "entulho"  :lol:
Depois com o passar do tempo, logo se vê o que é antigo e pode se "dispensado".
Espero ter contribuído aqui para o suspense "O mundo dos ficheiros perdidos" :)
« Última modificação: 19 / Abr / 2011, 15:57 por gcoutinho »
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Offline José Costa

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Re:Delete, por engano. E agora?
« Responder #9 em: 19 / Abr / 2011, 18:49 »
Boas.
Uma pilha nova dificilmente durará mais que um ano, no caso do PC estar desligado da corrente. Como a pilha se vai gastando ão longo do tempo, é natural que dure menos, se tivermos por hábito desligar a corrente, seja na fonte ou na ficha.

Não discuto vantagens/inconvenientes de ter ou não ter botão na fonte. Para mim, é indiferente.

Se a opção de reciclagem estiver desactivada, os dados são eliminados. Não é opção aconselhada a todos, principalmente quem está propenso a cometer muitos erros. Mas foi a opção por mim escolhida, ao invés de ter espaço em disco ocupado com dados que não têm interesse.

Desligar a corrente no botão da fonte, na ficha ou no botão de power, fica ao critério de cada um. O procedimento e as razôes estão explicadas, agora cada um que efectue o procedimento que achar melhor. Como não são os meus dados, não se justifica eu estar a tentar defender um procedimento, porque vai haver sempre opiniôes contrárias. Os dados são vossos, tomem as vossas opçôes, por conta e risco de cada um.

Existe sempre a hipotese de fazer backup pela rede, em tempo real e incremental, por datas e horas, para quem quiser levar ão extremo a segurança e desde que tenha espaço em disco disponivel para tal. Boas.
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