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Autor [EN] [ES] [IT] [DE] [FR] [NL] [RU] Tópico: Matar a fome.  (Lida 1698 vezes)

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Offline José Costa

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Matar a fome.
« em: 04 / Jan / 2012, 03:14 »
Boas.
Ao longo da minha carreira nestas andanças do video, tenho-me deparado com alguns fotografos (e op. de câmera também) que dão a entender que adoram comer nos casamentos. Quase que sou levado a pensar que comer é o objectivo de estarem nesta profissão. Em quintas, que isto de ser em restaurantes não está com nada... e depois não se importam de comer na cozinha, num armazém ou simplesmente num canto qualquer. O que querem é comer. Reclamam quando o casamento é num restaurante, é fatela dizem eles, mas não se importam de comer na quinta enfiádos num buraco.

Nunca gostei de comer nos casamentos, seja em quintas ou em restaurantes. Pela minha vontade, vinha a casa comer. E não é a primeira vez que simplesmente venho comer fora, por entender que não se encontram reunidas as condiçôes minimas para me alimentar em tais locais. É que também gosto de comer com os olhos, e o olfacto também conta muito.

Com a actual crise que se está a verificar, com o aumento dos pedidos às diversas organizaçôes de solidariedade social, será que não vou passar a ver mais deste tipo de actitudes, "profissionais" que andam por aí a fazer uns "biscates", só para terem o prazer de comer numa quinta, qual sem abrigo de volta dos caixotes do lixo das grandes áreas comerciais? A situação é degradante, mas mesmo assim ainda encontro mais dignidade nos sem abrigo. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Offline Mário Rui

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Re: Matar a fome.
« Responder #1 em: 04 / Jan / 2012, 04:28 »
Por falar nisso, são quase 5 da matina e já comia qualquer coisa. Vou ver se apanho por aí algum casamento aberto.

São situações... do caraças, que se passam e que ajudam a compreender a reclamada subvalorização do vídeo nessa área de actuação (BBC's). A formação das pessoas não se deve limitar às questões técnicas, mas também às culturais e sociais. Apesar de não ser profissional de vídeo, as BBC's nunca me despertaram qualquer tipo de interesse, nem sequer como convidado. Por muitas razões a que vos poupo, mas uma delas é precisamente a questão gastronómica. Detesto que me convidem para ir comer mal e ainda por cima com aparatos que sugerem o contrário.
« Última modificação: 04 / Jan / 2012, 04:41 por Mário Rui »

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Re: Matar a fome.
« Responder #1 em: 04 / Jan / 2012, 04:28 »
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Offline Filipe Araújo

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Re: Matar a fome.
« Responder #2 em: 04 / Jan / 2012, 13:27 »

 
 Boa tarde a todos,

Espero bem que não, no dia em que a prioridade de um fotógrafo/operador de camera num casamento é a necessidade básica de comer, é sinal que passamos de pobres a desgraçados.
 Ouvi histórias destas dos tempos dos meus pais, sempre as levei a sério, até porque acredito que quando não se aprende com o bom e o mau do passado, corremos o risco de o repetir. Espero que a memória dos nossos governantes não nos forcem a reviver esse passado só para mostrar a troika que ainda podem apertar mais connosco, do eles próprios nos pedem.

 Gostaria também de partilhar algumas experiencias que tenho em mente sobre esta temática, seja na primeira ou terceira pessoa, e no geral em alguns espaços que ninguém lembraria, no geral o que retenho é que as situações que correm mal, correm pior em quintas recicladas para casamentos, onde o Catering se desloca lá, muitas vezes sem as condições necessárias onde o desenrasca é palavra maior.

 Recordo-me de comer em garagens, arrecadações, vestuários e no escuro. Este último, foi uma experiencia de enorme enriquecimento, sei disso porque já assisti na tv em algumas faculdades de medicina, levavam os alunos a comer vendados para entender as dificuldades dos invisuais. Prefiro ver isso como uma experiencia, facilita a convivência com o meu ego.

 Já assisti numa cozinha improvisada, ao cair de um tabuleiro de frituras pelo chão, foi um dia de chuva, com o entre sai dos funcionários para os jardins, podem imaginar o cenário. Fez-se uns segundos de silêncio, mas sem alternativas, passa tudo novamente para o tabuleiro e segue a festa.   
 Recordo-me nos meus inícios nesta actividade, ir filmar um casamento com um fotógrafo que se apresentou de calções e de havaianas. Na altura era praticamente um miúdo e isso chocou-me.
 A mais gritante que ouvi, foi a história de um fotógrafo, que a trabalhar para outro e em sinal de protesto por trabalhar num Domingo (dia de família), levou a mulher e os dois filhos para o casamento. Isto já seria mau, mas o pior foi que um dos filhos pegou-se com outro miúdo, o pai (fotografo) para dar o exemplo pregou uma chapada ao miúdo (convidado), o pai do miúdo (convidado) não gostou, e os dois começaram a pancada. Conclusão, não sei como se entrega um trabalho depois disso. 

 Na década e meia que levo nestas andanças, os piores exemplos tenho são do inicio, creio que as coisas melhoram muito, tanto de nossa parte, bem como dos espaços.

 Quanto ao comer fora dos espaços, parece-me bem, não fossem as surpresas: um discurso do avô, a encenação de um peça teatral, a tuna do primo que irrompe pela refeição. Tratam-se de momentos que os noivos não prevêem, mas que a meu ver, gostariam de ver registadas no seu vídeo de casamento. Pessoalmente, recomendo a que pelo menos um elemento fique no espaço e que faça o trabalho de fotografia e de vídeo de forma intercalada, garante-se o registo e reduz-se os encargos do casal.
 
 Espero contribuir para um experiencia colectiva, Filipe Araújo. 

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Re: Matar a fome.
« Responder #2 em: 04 / Jan / 2012, 13:27 »
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