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Produção Video => Produção Eventos Sociais => Tópico começado por: Marco Iba em 17 / Out / 2008, 19:25

Título: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 17 / Out / 2008, 19:25
Saudações Caríssimos!

Lí esta semana um artigo publicado na conceituada Revista Lux Woman ( Edição Especial "Copo D'água" ), algo que deixou-me sinceramente pensativo:

" (...) A imagem de um fotógrafo a pedir às pessoas para tirarem as fotografias de praxe pode, de facto, ser extenuante, principalmente para os noivos, que precisam de estar em quase todas e acabam por dar pouca atenção aos convidados. Porque não colocar uma máquina fotográfica descartável em cada mesa e deixar os convidados tirarem as suas próprias fotografias? Ou pedir a um amigo que gosta de tirar fotografias para o fazer? Sempre é mais espontâneo do que aquela coisa ensaiada dos fotógrafos. ( ... )"
Texto extraido fidedignamente da pg 13. ( lembro-vos ainda que o referido texto é parte componente da coluna "Bons Conselhos - Regras de etiqueta a ter em atenção para que tudo corra sem incidentes diplomáticos " ).

Bem, não sou juíz de ninguém. Tenho lá as minhas convicções, porém, contra factos não há argumentos e, cada um dos Colegas que cheguem as suas próprias conclusões ( se for o caso )!

Abraços e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: mquinta em 18 / Out / 2008, 20:10
Penso que depende, unicamente, dos noivos e em qual o estilo que pretendem para o album do seu casamento. Se querem o tipico album com as tipicas (e muitas vezes ridiculas) poses, ou procuram algo mais natural e expontaneo.

Agora uma coisa tem de ter noçao, o natural e expontaneo na maioria dos casos nao leva consigo qualidade (da fotografia, nao da situaçao).

De todas as formas, eu opto pelo expontaneo. O trabalho que assim fiz teve um resultado excelente
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: roberta em 19 / Out / 2008, 01:33
Cumptos aos Administradores deste Fórum pela iniciativa.

          Se calhar a profissão de fotógrafo está mesmo com os dias contados. Imaginem o impácto de uma publicação como esta junto aos organizadores de casamentos e junto aos casais em fase de orçamentos para a contractação de profissionais e serviços para o seu casamento.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 19 / Out / 2008, 02:53
Saudações Caríssimos ... desta em especial à Colega Roberta ( não sei se é mesmo Colega ... suponho que sim ) e sede bem vinda ao PV.

Bem, você tocou no ponto fundamental da repercurssão deste tipo de informação.

Dias atrás li aqui mesmo no PV ( peço desculpas ao autor mas não me lembro ) que a Fotografia Digital trouxe vulgaridade ao mercado Fotográfico e, que os telemóveis ... vieram para corrompê-la!

Não tenha dúvidas de que este tipo de informação promove prejuízos incalculáveis ao mercado de eventos.

Imaginemos à partir de informações equivocadas como estas uma mudança de comportamento por parte dos clientes ... afinal ... a matéria diz efectivamente que os "profissionais da fotografia" são "descartáveis" ... e que pr'além de promover incidentes diplomáticos durante os eventos ... afastam os noivos dos convidados e ao final ainda apresentam um serviço que deixa á desejar ( isto em se tratando de temática ).

Bem, esta matéria foi divulgada em uma revista de grande repercussão no mercado.

Agora é esperar que os Fotógrafos Profissionais se pronunciem. Outrossim ( isto por ser minha área de atuação profissional ) nem mesmo referi-me aos Profissionais do Vídeo que, directamente, sofrerão também as consequências negativas deste tipo de informação ( isto à julgar pela receptividade negativa da mesma )!

Abraços e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: mquinta em 19 / Out / 2008, 17:34
Citação de: Marcos Bras Iba em 19 / Out / 2008, 02:53

Dias atrás li aqui mesmo no PV ( peço desculpas ao autor mas não me lembro ) que a Fotografia Digital trouxe vulgaridade ao mercado Fotográfico e, que os telemóveis ... vieram para corrompê-la!


O autor fui eu
desculpas aceites
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 19 / Out / 2008, 19:24
Saudações mquinta ( será miguél ? )!

Esta sua frase foi a coisa mais consciente que li até o momento em se tratando do mercado fotográfico profissional. Parabéns!

Abraços e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: roberta em 20 / Out / 2008, 11:23
Cumptos

       Alguém já pensou em contactar com a Lux ou escrever algo a repudiar esta matéria?
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: José Costa em 20 / Out / 2008, 18:47
Boas.
Toda a gente parece ter medo do Lobo mau. Mas não se esqueçam que o lobo mau está a fazer o mesmo que nós: a olhar pela vida.

A cada nova tecnologia surgem receios, novos medos. E estes receios não são novos, muito pelo contrário. O mesmo artigo, que se não foi escrito pela mesma pessoa, e publicado na mesma revista, já eu tive oportunidade de ler faz uns anos atrás, com exactamente as mesmas palavras. Podia não ser exactamente com as mesmas palavras, mas o conteúdo era o mesmo. E nesse tempo, ainda não se faláva de digital, ou pelo menos, não estava tão vulgarizádo.

Aliás, se atentarem ão texto, "Porque não colocar uma máquina fotográfica descartável em cada mesa ..." vão verificar que o texto está deslocado no tempo, porque já praticamente não se usa máquina descartáveis. Todos, e é mesmo todos, têm um qualquer modelo de "máquina fotografica", seja telemóvel ou outro.

As pessoas seguem têndencias, e essas tendencias são colocadas pelo mercádo. Querer crucificar um qualquer autor por ter expremido uma qualquer opinião, baseáda muitas vezes em constactaçôes de facto, não abona nada para a questão. Porque em última análise, a culpa é do mercádo, que são os próprios fotografos e casas de fotografia, e não do consumidor ou do autor de uma qualquer opinião.

E os que se atreverem a questionar esta minha opinião ( e que se pronunciem eles), que pensem primeiro nas seguintes questôes:

- Será que todos os fotógrafos existentes no mercádo são mesmo fotógrafos, ou simples habilidosos?
- Será que as casas comerciais contratam mesmo fotografos, ou contratam mais ou menos habilidosos?
- Serão as fotografias destes ditos amigos dos noivos tão diferentes das tirádas pelos fotógrafos e casas de fotografia?
- Será que as casas de fotografia (e os fotógrafos) não se limitam a "trabalhar" o preço, deixando de lado a qualidade do trabalho?
- Será que os fotografos se dão ão trabalho de explicar e mostrar ão cliente as diferenças entre uma boa fotografia e uma fotografia mediana?
- E o que é isto de "boa" fotografia"?

Porque vamos ser francos, fotografar nunca foi tão fácil e nunca as fotografias tirádas por alguns "fotografos" foram tão iguais ás dos amigos dos noivos, como actualmente se verifica. E se o meu amigo faz o mesmo que um fotografo, e ainda por cima de borla, porque não poupar uns cobres?

E se bem que reconheça que ão ler estas frases acima, muitos vão ser os que vão insultar a minha Santa mãe, peço encaricidamente que não o façam, pois ela não tem culpa de ter um filho cinico e objectivo, como eu acredito ser. E de mais a mais, acredito que os verdadeiros fotógrafos não se sentirão ofendidos, pois eles não são objecto da minha critica. Apenas os habilidosos, que muitas vezes nem sabem o que é o obturador, quanto mais para que é que serve.

Num artigo que li esta semana sobre informática, o seu autor escreveu algo que creio que se encaixa perfeitamente nesta questão, e passo a citar:

"Quando se trata de preferências desta estranha e irracional entidade chamada "mercado", não adianta procurar explicar, discutir, argumentar e muito menos tentar mudar uma tendência estabelecida.

Há que aceitá-la e tocar pra frente.

O resto é conversa..."

E tenho dito. Boas.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 20 / Out / 2008, 19:17
Saudações Caríssimos ... desta em especial ao Amigo José Costa!

Hehe ... ainda bem que nem todos pensam como você ( respeito sua opinião e nem foi preciso muito esforço para perceber aonde exatamente quer chegar ). Contudo, a seguir sua linha de raciocínio ... não vai demorar muito para encontrarmos carpinteiros em part-time a fazer transplante de órgãos no Santa Maria ... afinal, segundo percebi em seu texto: "a tecnologia vem aí ... e, salve-se quem puder"! Será que os Médicos-Cirurgiões pensarão como você?

Abraços meu Caro ... e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: José Costa em 20 / Out / 2008, 20:59
Boas.
Vai-me desculpar, mas NÂO, NÃO percebeu o que eu disse, nem percebeu aonde eu quis chegar. Aconselho-o a ler novamente, sem querer ler o que lá não está escrito.

A tecnologia não vem ai... já cá está. E não é um salve-se quem puder, mas sim um adapte-se a quem quiser continuar. Porque não adianta lutar contra a tecnologia, porque todos a queremos. Não podemos é querer ter um computador mais rápido, e ficar chateádo porque o que se comprou á dois anos atrás já está obsoleto. Não podemos é querer melhores tecnologias para uso próprio e ficar aborrecidos pelo consumidor comum também ter acesso a elas, e delas fazer uso.

O que distingue um profissional de um habilidoso, é o profissional saber o que está a fazer. E além disso, ser responsável pelo que faz. E quando os productos do mercádo dito "profissional" é igual ãos productos dos ditos habilidosos, mas em que os ditos "profissionais" são mais caros, não é fácil saber a opção do consumidor.

Numa época tecnológica como a que vivemos actualmente, fico parvo com o tipo de trabalhos que se vê por ai. E falo tanto de fotografia, como de video. Não vejo diferenças profundas entre trabalhos de hoje e de á 15 anos atrás. Não me quero gavar, mas com uma mesa de mistura faço melhor que muitos com um PC. E a minha mesa já está encostada á um bom par de anos. Quanto á fotografia, só mudou o suporte, de album com fotos para album digital. A qualidade péssima, quer de imagem quer de composição, continua a mesma.

E saliento novamente que não meto todos no mesmo saco. Só os habilidosos. Os habilidosos que nada sabem, que se dizem profissionais, que estão a estragar o mercádo (porque queremos e deixamos). Porque dos habilidosos que se dizem habilidosos, que o são só por prazer e sem qualquer objectivo comercial, desses tenho o maior respeito e consideração. Porque assumem o que são, e apenas fazem o que fazem por gosto e prazer de o fazer. Mas sem estragar com preços e serviços que deviam envergonhar qualquer um. E em vez disso, são contratádos por muitas casas de fotografia.

Face ão seu comentário dos médicos-cirurgiôes, depreendo que NÂO, NÂO entendeu o que eu escrevi, e SIM, SIM interpretou tudo ão contrário. Boas.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 20 / Out / 2008, 22:00
Saudações José Costa!

Olha ... talvez a idade esteja a me fazer mal.

Segui seu conselho ... li novamente o seu post e, só consegui perceber exatamente o que lá está escrito: " A tecnologia vem aí ... e "salve-se quem puder". ( ou "a tecnologia está aí ... " - como quiser ).

Bem, se preferir posso utilizar o "adapte-se quem quiser continuar" ( que quer dizer rigorosamente a mesma coisa ). Mas como disse: respeito sua opinião ... mas torço para que como você não existam muitos ... não quero ser "operado" na velhice por um marceneiro ou um empregado de mesa em part-time no Santa Maria!

Abraços e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: José Costa em 20 / Out / 2008, 23:16
Boas.
Nunca gostei de mal entendidos. Se me querem criticar, pois sintam-se á vontade para o fazer. Agora, não compreender as minhas afirmaçôes, não as interpretar correctamente e fazer juizos com base nessas "falhas" é que não. Não me queiram crucificar, só porque não entenderam a mensagem. Peçam antes para a explicar melhor.

Para não estar aqui numa de lêr e não lêr e de entende e não entende, gostaria que me indicasse em que local ou frase lê "A tecnologia vem ai... salve-se quem puder". È que eu não consigo "ver" essa frase nem nada que o possa querer significar. Se me indicar o que é que o leva a pensar que é esse o meu pensamento, acredito que será mais fácil para mim o ilucidar acerca do que quero transmitir.

Opinião é opinião. Mas para além de respeitar a opinião dos outros, mais importante ainda é compreender a opinião. Entender o que está escrito. Porque de nada serve expressar uma opinião, se ela fôr entendida ão contrario, como está agora a acontecer. Até coloco a hipotese de ser eu que não estou a conseguir passar a mensagem, mas a ser assim, mostre então o fulcro da questão. Todos beneficiamos com as devidas clarificaçôes. Boas.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 20 / Out / 2008, 23:23
Concordo plenamente e, se for o caso, leio novamente seus escritos, isto porquê à mim não falta humildade para dizer: eu estava enganado! ( se for este o caso ).

Contudo, se me permite, em outra oportunidade. Faz-se um bocado tarde para mim.

Abraços José Costa. Até breve! Bons sonhos para nós todos!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: mquinta em 21 / Out / 2008, 14:41
Em bastantes coisas concordo com o Jose Costa, como por exemplo:

Citação de: Jose Costa em 20 / Out / 2008, 18:47

- Serão as fotografias destes ditos amigos dos noivos tão diferentes das tirádas pelos fotógrafos e casas de fotografia?
- Será que as casas de fotografia (e os fotógrafos) não se limitam a "trabalhar" o preço, deixando de lado a qualidade do trabalho?
- Será que os fotografos se dão ão trabalho de explicar e mostrar ão cliente as diferenças entre uma boa fotografia e uma fotografia mediana?
- E o que é isto de "boa" fotografia"?

Porque vamos ser francos, fotografar nunca foi tão fácil e nunca as fotografias tirádas por alguns "fotografos" foram tão iguais ás dos amigos dos noivos, como actualmente se verifica. E se o meu amigo faz o mesmo que um fotografo, e ainda por cima de borla, porque não poupar uns cobres?

Isto resume bem a questão nos seus pontos principais.
O outro ponto que gostava de destacar e, a meu ver, importante, é a estética "clássica" das fotografias/album de casamento. Se muitos (fotografos e clientes) gostam e preferem outros não.
Sem dúvida que os que não preferem (agora falando apenas dos clientes) são casais mais jovens, que procuram, dento do possível,  algo mais relaxado e natural.
Claro está, isto vai do gosto e pretensão pessoal de cada um, mesmo que este grupo (a meu ver crescente) seja uma minoria.

Eu pertenço a essa minoria

Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: roberta em 21 / Out / 2008, 15:06
Cumptos

       Registei-me a pouco e tão pouco conheço os membros deste Fórum, mas penso que com excepção do Sr. Marcos ninguém mais leu como deve de ser o primeiro post deste tópico. Leiam-no novamente. Penso que o Sr. José e o Sr. Quinta estão a fazer uma enorme confusão. Não se está a colocar em causa quem são os bons ou os maus fotógrafos e sim o futuro da fotografia. Leiam-no novamente.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: mquinta em 21 / Out / 2008, 15:21
Ola roberta!

Penso que o futuro da fotografia passa, no caso dos casamentos, por uma adaptação ao mercado.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: José Costa em 21 / Out / 2008, 17:31
Boas.
Roberta, li sim com atenção o Post em causa. E tem tudo a ver com os bons e maus fotografos, sim. E para não estarmos aqui numa de lê e vai lêr, eu explico.

O futuro da fotografia já era posto em causa á 25-30 anos atrás, quando começaram a surgir no nosso mercado as primeiras camcorders. Se bem que eu só esteja profissionalmente nesta área á cerca de 15 anos (fotografia e video), já á cerca de 25 anos que lido com foto e video. E já nessa altura muitos eram os que davam a  fotografia como morta, fruto do video.

25-30 anos se passaram, e ela está ainda por aqui, cada vez mais forte. E é por isso que refiro que a cada nova tecnologia, novos medos. Já no tempo da revolução industrial, muitas foram as vozes que também batizavam a morte dos empregos. Não se verificou. Nos anos 80, com o surgimento dos computadores, voltou-se novamente a assistir a um medo pelo desaparecimento dos empregos relacionados com o escritório. Eram muitos os especialistas que afirmavam que o papel ia desaparecer dos escritórios. Pois os relatórios das estatisticas abundam por ai. Nunca houve tanto papel a circular como agora.

O que aconteceu é que a sociedade teve que se adaptar a novos métodos de trabalho, a novas ferramentas. Como o mquinta refere e bem, tem de haver uma adaptação ão mercado. Podiamos discutir se estas "revoluçôes" de trabalho são benéficas ou não. Mas isso já é um outro assunto.

O que acontece é que o mercado está em constante mutação, está numa constante evolução. E o ser humano por natureza própria não consegue acompanhar tal. E os medos surgem.

E chegámos então á fotografia. O futuro da fotografia não está em causa, nem o futuro dos fotografos. Mas tem de haver uma adaptação deles ão mercado. Uma adaptação e profissionalização. As pessoas (noivos) querem coisas diferentes, já não querem o habitual album de fotos, como no caso dos nossos pais. E atentemos ão sucesso dos albuns digitais. Eu não gosto de albuns digitais. Ainda continuo a gostar mais da fotografia convencional. Não das fotos tamanho 10 x15 ou 20 x 25 como antigamente se fazia. Mas do chamado multi-formato. Mas o facto de eu gostar, não significa que os outros gostem. E então temos aqui um problema. Se eu gosto do multi-formato, se só faço multi-formato, se o cliente só quer um album digital, se eu não o faço, ele vai procurar quem o faça. Tão simples quanto isto. O que eu tenho de fazer, é adaptar-me e começar também a fazer albuns digitais. Ou isso, ou morro.

O artigo que o Marcos Bras Iba transcreve, já eu tive oportunidade de ler um igual á uns anos atrás. E já muitos anos se passaram, e nem por isso á menos fotografos. Isto se quisermos chamar de "fotografos" a todos quantos se movimentam no "dispara" foto. Já muitos casamentos fiz em que em cada messa havia uma máquina fotográfica das descartáveis, no tempo do negativo. E nem por isso os noivos deixaram de ter fotografo.

A juventude já não quer fotos convencionais. Já não quer poses convencionais. Quer movimento. E o fotografo tem de se adaptar a isso. Tem de acompanhar as têndencias do mercado, se quizer sobreviver. O autor do artigo em causa, talvez um jovem, escreveu o que pensáva. È a opinião dele. Muitos haverá que possivelmente têm opinião contraria. Muitos possivelmente escreveram uma opinião contraria numa outra revista. Mas desses ninguém diz nada. Não se comenta aqui. Só sobre o desgraçado que pensa de maneira diferente. È como nas noticias, ninguém quer saber do vizinho que é amigo de todos. Querem é saber do vizinho que matou a sogra, os filhos, a neta, a mulher, o homem do talho... O autor do artigo é apenas uma voz, existem muitas mais. Com opiniôes talvez diferentes, talvez iguais.

E chegámos então ãos maus fotografos. Nunca houve tantos fotografos como á hoje. Mas vocês talvez chamem de fotografos a todos quantos têm uma câmera e andem por ai a tirar fotos. Eu chamo fotografo a quem sabe de fotografia. E tirar fotos nunca foi tão fácil. Até uma criança de 5 anos o faz. Se vai ser uma boa foto ou não, já é outra conversa. Mas ela tira a foto. E assim como ela, muitos também o fazem estando armados com uma câmera. Até porque agora é só carregar no botão e vê-se logo a porcaria que se fez. È vê-los a olhar para trás da câmera a cada foto tirada. È vê-los a tirar fotos de rajáda, pois uma delas há-de ficar boa.

Se eu fosse noivo, se andasse á procura de fotografo, se ão entrar numa casa fotografica o individuo por trás do balcão me disse-se "Isso não fazemos!", assim sem mais nem menos como tantas vezes já assisti, simplesmente saia e ia procurar outro fotografo. Problema: o empregado não soube dar a resposta correcta ão potencial cliente, não soube ser diplomata (como eu por aqui com as respostas), a casa não se adaptou ão que o mercado quer, não soube se interessar pelo cliente e tentar mostrar o que o cliente muitas vezes desconhece. Porque o problema é também esse: a maioria dos clientes não sabe o que o espera, nunca se casou. Pensa que pelo facto de imaginar algo isso se vai tornar possivel. Desconhece os reais problemas de se fotografar, pelo que julga que é só olhar e disparar, tal como o cliente faz com a sua "baratinha". È preciso saber mostrar e dizer ão cliente que se ele quer fotografias como as que está a ver á sua frente existem algumas condiçôes. E depois tentar encontrar uma posição de compromisso, entre aquilo que o cliente quer e aquilo que o fotografo precisa para fazer o seu trabalho. Utilizar um pouco de psicologia com o cliente.

E esta de "fotografias como as que está a ver" leva-nos á questão seguinte. Se eu entro numa casa fotografica e vejo fotografias iguais ás que eu faço com a minha "baratinha", se um amigo meu tem uma máquina fotográfica e apesar de ser amador faz fotos tão boas ou ainda melhores que as que estou a ver á minha frente, por que carga de água é que vou gastar dinheiro com o fotografo? O amigo faz. Mas apresentem algo superior, mostrem as diferenças, realcem o vosso trabalho, e vão ver que o cliente pensa de maneira diferente. Pode é não ter dinheiro para o serviço, mas isso já é outra questão. Aquele não tem, mas haverá outros que sim.

Entrem em vinte casas diferentes para ver albuns, e vão ver vinte albuns iguais. Pessoas diferentes representadas nas fotos, mas fotos e albuns iguais. E sejam honestos com vós mesmos e perguntem: isto é foto tiráda por profissional ou por algum habilidoso? Eu ou o meu amigo não tiramos fotos iguais ou melhores? Agora em vez das vinte casas fotograficas, entrem em cem (100). E tenho a certeza que numa delas as fotos vão saltar á vista. E ai vão saber quem é o profissional. O problema é que os noivos não entram em 100, entram só em meia-dúzia. E só por sorte se deparam com o profissional. Pelo que vêm aquilo que qualquer amador "alto" consegue fazer.

O problema não é o que um qualquer autor escreve num qualquer artigo. O problema somos nós em acreditar no que está escrito. Porque existem artigos de opinião, como o que o autor do artigo escreveu, e existem artigos de especialização, que são estudos de mercádo para saber as tendencias do mesmo. Mas até estes de vez em quando estão errádos.

A fotografia e os fotografos existem e vão continuar a existir. Vão continuar a ser requesitados. Mas os fotografos têm de se adaptar ás tendencias do mercádo, e os fotografos não tão "fotografos" têm de evoluir na sua arte, nos seus conhecimentos. A fotografia pode ser o resultado daquilo que a pessoa imaginou, daquilo que idealizou na sua mente, ou pode ser simplesmente o resultado de ter carregádo no botão. Depende de cada um escolher o tipo de "fotografo" que quer ser.

Quanto á questão que de ser operádo por um individuo qualquer, como o Marcos Bras Iba refere, isso só não acontece porque a lei exige prova de estudos e conhecimentos primeiro. Só não acontece porque o mercádo está regularizado. Porque é crime essa prática. Primeiro têm de aprender. Mas apesar de tudo, de vez em quando lá vamos vendo umas noticias de algum falso médico. Ora, se existe fiscalização, se é crime, e mesmo assim acontece, têm dúvidas que se tal não fosse preciso (aprender e ser crime) têm dúvidas de que tinhamos por ai quem milhares de médicos e exercer sem conhecimentos para tal? Ou desconhecem os abortos feitos em vão de escada? Existe um mercádo, uma profissão regularizada e fiscalizada.

Mas não é isso que temos na fotografia. Qualquer um pode montar uma casa de fotografia. Qualquer um pode exercer a profissão de fotografo. Qualquer um pode fazer serviços de fotografia. E não precisa de saber fotografia. E qualquer casa fotografica pode (e contrata) pessoas que muitas vezes pouco ou nada sabem de fotografia. O mercádo não é fiscalizado. Não existe fiscalização para o sector. E é por isso que temos tão maus profissionais na área. Todo o mercado pactua com esta situação, que é do interesse de muitos, e depois vêm se queixar quando as coisas não correm como querem. Hipocrisia tem limite, bolas!

Existem fotografos e habilidosos. Acontece que os fotografos são prejudicados pelos habilidosos. E as coisas não mudam porque o português não gosta de mudanças. Deixa rolar as coisas, que isto de querer fazer mudanças dá muito trabalho. Prefere ficar sentádo a ver o seu jogo de futebol, a criticar e a dizer mal dos outros, prefere não fazer nada, os outros que o fazam, se quiserem. O português prefere ficar sentado á espera que as coisas aconteçam. Felizmente que nem todos são assim. Mas são muito poucos para fazerem a diferença.

Tudo tem tudo a ver com tudo. E deixem a minha mãe em paz. Boas.

P.S. Espero ter sido mais claro desta vez.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Marco Iba em 23 / Out / 2008, 20:19
Saudações Caríssimos!

José Costa:  maravilhosamente, os seres humanos possuem características que os possibilitam ver coisas diferentes à partir de um mesmo objecto, de um texto, de uma mensagem.

Contudo, esta característica não nos torna mais ou menos inteligentes, espertos, cultos, preparados; torna-nos humanos!
Também, Isto não quer dizer que a minha visão ou a de outrem à cerca de determinado assunto esteja  certa ou errada.

Obviamente,  do ponto de vista de quem escreve algo, esculpe, desenha – enfim,  produz algo – as avaliações e/ou interpretações possam ser consideradas equivocadas ... mas isto do ponto de vista do autor, não de quem as interpreta.

Quando compilei a referida publicação da revista Lux Woman, o fiz com a intenção de advertir aos Colegas sobre um fenômeno conhecido por poucos ( infelizmente ) mas que afeta directamente os rendimentos de alguns segmentos do mercado fotográfico profissional. Este fenômeno chama-se "Organização de Profissional' de Eventos".
Afeta um segmento da fotografia e vídeo acostumado a reportar eventos realmente selectos. Eventos disputados por "afamados" ( e também disputadíssimos ) fotógrafos e cinegrafistas.

Afinal: o que é "Organização Profissional' de Eventos"?

Antes, é preciso explicar que ( aos que não saibam ) o mercado de Eventos Sociais é um mercado emergente em diversos países ( talvez não em Portugal ). É um mercado realmente lucrativo que movimenta centenas de milhares de dolares todos os anos. Um mercado até bem pouco tempo atrás, "pouco" explorado – pouco explorado não somente pela fotografia e pelo vídeo, mas por diversos outros segmentos comerciais – Buffet's, Paisagistas, Decoradores, Iluminadores, Sonopástas ( etc ).

Adiante -      A realização de um casamento, um baile debutantes, um "jantar" de noivado ( dentre outros ), era uma obrigação familiar, ou seja: encarregavam-se dos preparativos, encomendas, contratações ( etc ), a tia, a irmã ( etc ). Bem, sem preparo algum, faziam as coisas consoantes seus conhecimentos e gostos pessoais – e poder aquisitivo - fundalmentalmente.

Atualmente, em alguns segmentos da sociedade ( principalmente aos mais abastados ), terceirizaram-se as responsabilidades. Já não são os famíliares ... os amigos dos amigos das amigas a contratar ...  a investigar.
Existe atualmente ( e repito: talvez não em Portugal ), um grande número de empresas e profissionais encarregados da Organização Profissional de Eventos Sociais ( os/as ditas Promoters ).

São estas as empresas/pessoas que alguns dos mais bem pagos Fotógrafos ( e não só ) estão fadados a "negociar".
Vezes sem conta ( assim como acontece no vídeo ), fotógrafos dirigem-se às sessões para a confecção de fotos para os Convites, para Banner's ( etc  e por exemplo ) ... sem nunca terem contactado pessoalmente com seus "patrões" – os protagonistas dos referidos eventos.
Isto acontece porque já não são mais os fotógrafos a lidar diretamente com os clientes. Esta responsabilidade agora é das ditas/ditos  Promoters.

Bem, vou repetir para que fique muito bem esclarecido: Esta não é uma prática realmente muito conhecida e habitual em Portugal. Embora estejamos no "primeiro mundo", esta situação ainda não é lá muito frequente ( o que encaro de forma  positiva e na expectativa de que nunca por cá se torne usual ).
Bem, de volta à revista Lux -

Quando compilei a publicação em questão, julguei que todos conseguiriam ver ou perceber seu significado.  Isto não aconteceu.

Não sou crítico de revistas do gênero, embora tenha opinião formada ( à qual reservo-me ), mas esta conceituada revista é antiga conhecida dos Profissionais da Fotografia ( e do Vídeo ).
Isto digo porquê, via de regra, estas colunas ( bem como a sua supervisão ) são construídas à partir da opinião de pessoas diretamente ligadas ao movimento da "Organização Profissional de Eventos". Partindo deste pressuposto, são matérias tendenciosas que buscam única e exclusivamente "vender subjetivamente" este mesmo produto, ou seja: a "Organização Profissional de Eventos".

E, para que fique realmente evidenciado o que afirmo, recorro ao exemplo de revistas especializadas de autos ( por exemplo ). Quando publicam na revista 4Rodas ... ou AutoMotor ( por exemplo ) ... que os acabamentos internos da Ferrari F40 são de má qualidade, obviamente estão a buscar atingir um público realmente específico. Não estão interessados nos consumidors de Mono-volumes populares ... mas sim, dos poucos e selectos clientes dos Ferrari, Lamborguini, Lotus ( etc ).

Assim também, a revista Lux, não está interessada em Eventos cujo menu seja composto por churrasco+loira+pudim- flan. O que "eles" buscam é o que "todos" buscamos: 'Estar aonde está o dinheiro', ou seja, atingir as "classes mais altas da sociedade"!

Bem, talvez o José Costa ( ou ainda algum outro User ) não esteja directamente ligado a alguma experiência com as ditas Promoters.

Posso adiantar-vos que, para além das dificuldades triviais em se tratando de fotografia e vídeo durante a realização de um Evento Social ( que diga-se de passagem são muitas ) ... temos ainda mais uma "lista de coisas a não fazer. Antes, durante e depois dos eventos".

Para simplificar, consta nesta "listinha da Promoter que à nós recorre", ítens como "valores cobrados pelos serviços" – dentre uma série de limintações "geográficas e comportamentais".
Talvez os Caríssimos leitores deste post não consigam à partir dos meus escritos "viver" as dificuldades impostas pelas ditas Promoters, mas, adianto-vos, ser realmente frustrante e em alguns casos "pouco lucrativo".
Em resposta aos que possam neste momento pensar: "mais então porque raios este Fotógrafo ou Cinegrafista não manda esta Promoter dar uma curva?

- Respondo-vos:

- Porque a revista Lux diz que a receita de um evento de sucesso começa pela escolha de uma boa Promoter ( e para que fique bem claro ... a expressão revista Lux é uma metáfora! Não somente a revista Lux prega este tipo de coisa ... mas outras e inúmeras o fazem  ). Assim sendo, os "Organizadores Profissionais de Eventos" estão por todo o lado, encarregados pelos Noivos ( quando é o caso ) ... da realização de tudo o que diz respeito ao evento. Quanto a "curva" ... bem, neste caso sim ... é preciso adaptar-se, visto ser esta uma realidade, completamente fora do nosso alcance – outrossim, precisamos vender!

Trabalhei com inúmeras Promoters.

Obviamente lucrei com os serviços ( não tanto quanto julgava merecer – mas lucrei ).
Asseguro-vos:  tornou-se muito mais complicado e menos lucrativo fotografar e produzir vídeos para Eventos Sociais à partir do advento das Promoters  - e continuo explicando:
Do ponto de vista das ditas Promoters, uma série de pormenores fazem-se necessários para a realização de um "Evento de Sucesso".

A disposição da Iluminação ( ditas cênicas ), os horários, as ausências, o trânsito de "subalternos" ( dentre muitos outros pormenores que, para a apresentação de um bom produto audiovisual, fazem toda diferença ). Vêmos nosso trabalho limitado pelas ordens de outrem ( das Promoters ). "Não façam isto ou aquilo. Isto sim ... isto não".
Ainda, por incontáveis vezes, não podemos utilizar iluminação excepto àquela incorporada ao "ambiente das luzes cênicas". Nem torres, nem Vl's ... ... nada! Fotógrafos não tem permissão para interpelar, intervir, convidar. Fazem o que é possível ( quando possível ).

Para não tornar este texto um "testamento", limito-me a descrever superficialmente algumas das dificuldades e limitações à nós, Profissionais do Audiovisual, criadas à partir da interferência direta das Promoters.

Só quem já trabalhou com as "elas/eles" sabe exatamente do que falo.

Outrossim, não esqueçamos que, finalmente, as Promoters acabam por ser nossa mais "nova" concorrente direta.

Exatamente, acabam por disputar conosco uma fatia deste bolo – chamado mercado de eventos.

Somos vistos ( e definidos ) pelas Promoters, como um "concorrente direto" – não um parceiro.

Fotografias e Vídeo – segundo as promoters – são uma "vaidade" quase que dispensável.

Segundo elas ( ou eles – digo Promoters ), é possível construír o registro dos eventos de formas "menos agressiva" que a presença "inconveniente" de repórteres fotográficos e/ou cinematográficos.

Dizem elas ( as Promoters): façam fotos de Studio antes do evento ... e pronto – já está!

Distribuam entre os convidados máquinas descartáveis.
Encarreguem um "conhecido" de fazer as fotografias ... é sempre mais "caliente" que a presença "pouco diplomática" de um "estranho" ( fotógrafo ) ... entre os seus mais selectos convidados e amigos.

Para finalizar ( apenas sobre a interpretação do texto da revista Lux Woman ) ... quando compilei o referido texto, julguei que alguns de nós conseguiriam entender o que de facto dizia, o que infelizmente não aconteceu.

Assim, julgo ter esclarecido aos menos atentos o que de facto significa para o Mercado de Eventos esta "campanha de Marketing" de revistas como a Lux.

O texto em questão não tem nada a ver com qualidade fotográfica ... com este ou aquele fotógrafo, com tecnologia. Tem sim, a ver com Marketing ... com dinheiro ... !

Quanto ao seu convite, Amigo José Costa, para apontar em seu texto situações que à mim provocaram a interpretação de que "a tecnologia vem aí e ... salve-se quem puder" ... aceito, contudo o faço mais à diante ... tenho uns trabalhinhos por concluir e, esta história de "escrever" em Fóruns e afins – embora gratificante -  acaba por subtrair tempo que, em dias de hoje, valem mais que dinheiro!

Abraços Caríssimos ... e Sucesso!
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: José Costa em 25 / Out / 2008, 07:19
Boas.
Marcos Braz Iba, dou-te razão numa grande parte do teu Post. Compreendo as tuas preocupaçôes e os teus receios, mas vou-me permitir tecer um ou dois comentários.

Uma garrafa de vinho pode ser vista de dois prismas diferentes: ou pode estar meia vazia ou pode estar meio cheia. Também o artigo de uma qualquer revista, por muito importante que ela seja, também ele pode ser visto de prismas diferentes. E se quisermos ver pelo lado negativo, então os fotografos têm os dias contados, mais vale começarem a fazer as malas, pois as "promoters" vão tomar conta do mercádo. Por outro lado, se quisermos ver pelo lado positivo, até pode ser que alguns clientes enveredem pelo caminho proposto pelo artigo. Mas não serão seguramente todos os clientes.

Eu, pela parte que me toca, para além de tentar ver as coisas sempre pelo lado positivo, tento ver as coisas pela verdade dos factos. Porque não é por vir escrito numa revista que faz com que os factos sejam verdade. E o facto é que já á pelo menos 15 anos que tenho conhecimento  desse mercado em Lisboa. O facto é que á cerca de 10 anos que ele se tentou implantar no Porto. Quanto ão nivel de implantação no mercado Lisboeta, não sei. Mas já agora, gostaria de saber. Mas quanto ão Porto, diria "nivel zero".

E se nestes 15 anos o mercado a quem se destina esse tipo de serviço tem crescido pouco, partindo do principio que tem crescido, não é agora por causa do artigo que o aumento vai ser enorme. Poderá até aumentar um pouco, mas não vai tomar conta do mercado nos tempos mais próximos.

Quanto ãos "promoters" limitarem o trabalho dos fotografos, ai direi que depende do fotografo. Porque se ele souber, e quiser se impôr, não se vai deixar limitar por essa razão. Terá é primeiro que conversar com o cliente e colocar as suas condiçôes. Para quem está em inicio de carreira, até reconheço que será dificil se impôr. È como tudo na vida. Mas quando o fotografo atinge um determinado "status", quem manda no seu trabalho é ele. Só se não quiser. Mas também, não acredito que um fotografo de "carreira" aceite trabalhar para uma "promoter". Só se o contrato fôr muito bom.

Não conheço o mercado em Lisboa. Nunca fiz serviço em Lisboa. Nem tão pouco trabalho para uma "promoter". O mais próximo que disso me aproximo, são as casas comerciais de fotografia e as productoras. Em verdade, è mais na área de video que me movimento. E independentemente do meu "status", seja ele qual fôr, tenho algumas condiçôes das quais não abdico. E se o cliente não aceita, pois também não tenho problemas em rejeitar o trabalho. Agora, ponho-o primeiro é ão corrente das coisas. Porque não é depois de aceitar o trabalho que essas questôes devem ser colocádas.

O fotografo, assim como o op. de câmera, deve estar bem ciente das suas capacidades. Não se deve deixar limitar na execução do seu trabalho, só porque não é do agrado da "Promoter". Ele não é um paparazzi, um qualquer fotografo, á "cata" de uma qualquer fotografia, para um qualquer jornal ou revista. Ele é um profissional contratado para fazer um determinado tipo de trabalho, trabalho que deve antecipadamente ser discutido com o cliente. E sendo assim, tem mais é que dar luta para o executar. E a ser limitado, tem de ser limitado pelo cliente, não por um qualquer prestador de serviços no local. Porque é isso que o "promoter" é: um prestador de serviços.

Cada caso é um caso. E por isso é que estes aspectos devem ser tratados aquando da contratação do serviço. Mas sabemos que na maioria das vezes não é assim que se passa. Na vontade de "apanhar" o cliente, passamos por cima destes aspectos. E quando assim é, perdemos o direito a reclamar da situação.

Norte e Sul são mercados diferentes. Pelo que conhecerás a tua realidade e eu a minha. Mas á coisas que são iguais em todo o lado: o fotografo só obterá respeito se ele se der ão respeito. E sabemos que nem sempre assim procede.

Para finalizar, o valor que dou a esse artigo é o mesmo que dou a um outro sobre flores, por exemplo. È apenas um artigo de opinião, pelo que não vale o trabalho de querer fazer uma tempestade dentro de um copo de água. Mas é apenas a minha opinião, baseáda na realidade que eu conheço. Boas.
Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: Correia em 03 / Mar / 2009, 17:12
Bom dia a todos,
Eu sou BBC's, como alguns de vós gostam de referir. Comecei no Pára-quedismo a fazer recolha 2 em 1, ou seja capacete video/fotografia, no ano 91, o estudio onde fazia a impressão versus edição convidou-me, aqui estou eu. Como já perceberam faço as duas coisas, (já sei, quem muitos burros toca). Sem querer colocar-me em bicos dos pés, tenho feito n vêzes ambas as coisas, já sei......; não batam mais no ceguinho, por ex: fim do dia copo d´água, avancei sozinho c/ equipamento, muito w no estudio, o companheiro envolveu-se num acidente, salva a honra do convento, já sei, caso unico/extremo em que dá jeito. Feita a introdução em jeito de conclusão, sou um híbrido, logo o desemprego enquanto fotografo, não me preocupa.

  Não tenho formação académica na área, primeiras imagens que guardo religiosamento, constavam, varrer a zona, agarrar tudo e mais alguma coisa, Uff!! que dor de cabeça, felizmente os ecrâns eram
de poucas polgadas, 1º principio, manusear o video de igual modo como o fazia para a foto, os resultados foram imediatos. O que nasceu 1º ....ovo.

Amigos cameras! se a foto morrer, o video fica moribundo, e morre, não tenham duvidas.  

Desculpem o altruísmo, sou treinador de futebol II nível UEFA, sabem onde se deu a evolução da metodologia de treino no futebol? desportos de pavilhão (basket, volei andebol etc..). Foto 1º, a seguir video, evolui quando a fotografia evoluir, 1s video não é mais que 24 fotos....não sei se estou muito longe...
Audio-visual(filme), decompondo, audio versus video, qual tem mais qualidade? qual é mais complexa em termos de edição? ainda não corri o forum todo, corrijam-me, audio já alguem abordou, claro sem ser bandas sonoras. aceitam-se sugestões, de bom grado, sem ressentimentos.

se julgam os fotografos em fim de ciclo, consultem sff..

http://patriciafigueira.com.br

http://www.estudio1.pt ( este companheiro ensinou-me muito sobre fotografia, eu estava + no video, não duvidem que um maior conhecimento de fot.. > a qualidade no video e vice-versa, complementam-se, é como um casal, a culpa é de ambos o mérito também, quantas vezes atingiram o orgasmo em simultâneo c/ a v/ parceira?? de quem é a culpa? III Nivel Sexologia, reconhecido pelas 45 primaveras).  

Dei sem querer c/ o site, estou a iniciar-me na edição, tem sido interessante e gratificante ver o conteudo.


Cumprimentos..........;
Manuel Correia



Título: Re: A Fotografia vs Desemprego!
Mensagem de: publidevorador em 27 / Mar / 2009, 23:59
Citação de: Marcos Bras Iba em 17 / Out / 2008, 19:25
Saudações Caríssimos!

Lí esta semana um artigo publicado na conceituada Revista Lux Woman ( Edição Especial "Copo D'água" ), algo que deixou-me sinceramente pensativo:

" (...) A imagem de um fotógrafo a pedir às pessoas para tirarem as fotografias de praxe pode, de facto, ser extenuante, principalmente para os noivos, que precisam de estar em quase todas e acabam por dar pouca atenção aos convidados. Porque não colocar uma máquina fotográfica descartável em cada mesa e deixar os convidados tirarem as suas próprias fotografias? Ou pedir a um amigo que gosta de tirar fotografias para o fazer? Sempre é mais espontâneo do que aquela coisa ensaiada dos fotógrafos. ( ... )"
Texto extraido fidedignamente da pg 13. ( lembro-vos ainda que o referido texto é parte componente da coluna "Bons Conselhos - Regras de etiqueta a ter em atenção para que tudo corra sem incidentes diplomáticos " ).

Bem, não sou juíz de ninguém. Tenho lá as minhas convicções, porém, contra factos não há argumentos e, cada um dos Colegas que cheguem as suas próprias conclusões ( se for o caso )!

Abraços e Sucesso!

Infelizmente já presenciei um caso destes....mas posso dizer que as pessoas que o fizeram ainda hoje se arrependeram...É uma moda que a pegar só mesmo com os VIPS e todos aqueles que por força de serem conhecidos não precisam de contractar ninguém porque simplesmente aparecem de borlix!

Parabéns pela atenção que dão a estas matérias!