Olá,
como alguns saberão, a partir de câmeras com saída HDMI existe a possibilidade de capturar sinal video HD sem compressão directamente para um computador, um disco, etc; com a devida placa instalada para recepção do sinal.
Existem porém câmeras, como as Canon e outras (prosumer e pro), que não têem saída HDMI mas em vez disso HD-SDI.
Pergunto: pode-se fazer a captação sem compressão usando a saída HD-SDI? Que placas sugerem para o computador para estabelecer esta conexão?
Obrigado.
Abraço.
L.
Sim, podes e é aconselhavel fazer a captura sem compressão através do SDI (para video SD) e HDSDI (para video em HD).
Para isso tens várias placas de captura no mercado mas talvez as que representam melhor a relação preço/qualidade são as da Blackmagic: www.blackmagic.com que funcionam em MAC e PC.
Há também as da AJA: www.aja.com, boas mas mais caras também.
Além da placa deves ter em conta que para capturar e editar video HD sem compressão os disco rigidos além de uma grande capacidade de armazenamento devem ter um alto débito na ordem dos 150MB/s, no minimo...
Olá Tozé, agradeço a resposta ,-)
Pois não sabia que a Blackmagic tb tinha placa para HDSDI. É uma boa notícia pq não são exageradamente caras e vendem-se por cá até.
Podes-se então, na eleição de uma câmera nova, caso não tenha HDMI que me parece ser agora mais usual, procurar por uma que tenha saída HDSDI e tirar se calhar até melhor sinal do que com HDMI?
Segundo sei o HDSDi até é uma coisa mais profissional/melhor qualidade do que o HDMI?!
Quanto a discos e processamento já percebi que no meu caso o meu MacBook Pro não será o melhor, caso capte sinal sem compressão e, como o G4 não suporta o Final Cut actual, terei de pensar num Mac Pro para breve.
Se os discos estiverem em RAID tanto melhor, segundo li algures.
Corroboras isto tudo?
Abraço.
L.
Boas,
sim corroboro.
O HD_SDI é o sistema utilizado na industria broadcast para a captura de imagens sendo aquele que garante maior integridade de sinal e "data rates" superiores.
O HDMI é mais utilizado na gama das camcorders de consumo e semi-profissionais.
A decklink HD extreme é uma boa placa, além de captação em HD-SDI, tem também HDMI e componentes HD.
Não podes instalar uma placa dessas num portátil (ainda...)
Um Power Mac G5 é de facto a opção ideal para esta placa, no entanto eu utilizo a minha com o premiere e o winXP e não estou insatisfeito... o preço fica considerávelmente mais baixo.
Discos em RAID é a melhor opção, já há inclusivamente boas opções de discos externos portáteis que funcionam em raid com entradas e-sata.
Abraço,
Tozé.
Viva,
bem me parecia que o HDMi era uma coisa mais "caseira" ;-) não sendo mau não é contudo o melhor.
De facto está presente em muitas camcorders de consumo. Por outro lado, nestas máquinas até +- os 1000/1200 euros nãp encontrei ainda saídas HDSDI.
Quando a câmeras HD com saídas HDSDI, tens alguma sugestão para investigar, na linha semi-pro, ou seja, o escalão a seguir ás consumer?
Obrigado.
Abraço.
L.
ps. vou ver dessa placa ,-)
Citação de: Luís Filipe Cunha em 13 / Dez / 2008, 00:08
Viva,
bem me parecia que o HDMi era uma coisa mais "caseira" ;-) não sendo mau não é contudo o melhor.
De facto está presente em muitas camcorders de consumo. Por outro lado, nestas máquinas até +- os 1000/1200 euros nãp encontrei ainda saídas HDSDI.
Quando a câmeras HD com saídas HDSDI, tens alguma sugestão para investigar, na linha semi-pro, ou seja, o escalão a seguir ás consumer?
Obrigado.
Abraço.
L.
ps. vou ver dessa placa ,-)
Atenção que na maioria das câmaras o sinal enviado por HDMI é pós-compressão.
Quanto a HDSDI, a XH-G1 é das opções mais baratas (senão a mais barata).
L.R.
boas :-k
As vantagens e desvantagens variam em função daquilo que se previligia nessas camaras.´
A canon XH-G1 é de facto das mais baratas com SDI
Das camaras dessa gama gosto da filosofia da JVC com as camaras da serie HD PRO 200: lentes intermutáveis, sinal verdadeiramente progressivo (pena ficar-se pelos 720p) e botões no sítio certo (para quem está habituado a camaras da gama broadcast).
A Panasonic HVX 200 embora não tenha a ergonomia da JVC tem a vantagem de poder gravar em full-HD através do codec DVC-PROHD é mto bom.
Um detalhe: o sinal de video que sai do HD-SDI, quando lido pelo gravador da camara, é um sinal comprimido (normalmente HDV), tem é a vantagem de poder ser capturado com uma placa de video com HD-SDI e posteriormente ser editado com um codec sem compressão o que é mto melhor do que editar com o codec nativo da camara (caso do HDV, obviamente).
Podes também tirar o sinal directo da camara sem passar pelo gravador da mesma, aí já sem qq compressão.
Citação de: Luís Rolo em 13 / Dez / 2008, 00:50
Atenção que na maioria das câmaras o sinal enviado por HDMI é pós-compressão.
Quanto a HDSDI, a XH-G1 é das opções mais baratas (senão a mais barata).
L.R.
Olá Luís,
no caso por exemplo de uma HF11, o sinal captado via saída HDMI será já comprimido ou consegue-se fazer mesmo um bypass e retirar sinal sem compressão nenhuma, ignorando no caso a compressão AVCHD?
A XH-G1 já é máquina passível de se encontrar em segunda mão, uma vez que(salvo erro) a primeira versão já é de 2006?
E já agora, a mais "suave" XH-A1 sabes se tb tem saída HDSDI?
Obrigado.
L.
Citação de: Tózé Franco em 13 / Dez / 2008, 01:42
boas :-k
As vantagens e desvantagens variam em função daquilo que se previligia nessas camaras.´
A canon XH-G1 é de facto das mais baratas com SDI
Das camaras dessa gama gosto da filosofia da JVC com as camaras da serie HD PRO 200: lentes intermutáveis, sinal verdadeiramente progressivo (pena ficar-se pelos 720p) e botões no sítio certo (para quem está habituado a camaras da gama broadcast).
A Panasonic HVX 200 embora não tenha a ergonomia da JVC tem a vantagem de poder gravar em full-HD através do codec DVC-PROHD é mto bom.
Um detalhe: o sinal de video que sai do HD-SDI, quando lido pelo gravador da camara, é um sinal comprimido (normalmente HDV), tem é a vantagem de poder ser capturado com uma placa de video com HD-SDI e posteriormente ser editado com um codec sem compressão o que é mto melhor do que editar com o codec nativo da camara (caso do HDV, obviamente).
Podes também tirar o sinal directo da camara sem passar pelo gravador da mesma, aí já sem qq compressão.
Alguma sugestão, na linha das Canon que já falámos, mas JVC? Pergunto tb se existem em mercado de segunda mão.
Obrigado.
L.
PS. presumo que estejamos a falar "ainda" de máquinas todas de fita, neste exemplos abordados (menos a pequena HF11 - codec novo AVCHD e solid-state)?
Citação de: Luís Filipe Cunha em 13 / Dez / 2008, 02:15
Olá Luís,
no caso por exemplo de uma HF11, o sinal captado via saída HDMI será já comprimido ou consegue-se fazer mesmo um bypass e retirar sinal sem compressão nenhuma, ignorando no caso a compressão AVCHD?
Não quero jurar a pés juntos, mas acho que a HF11 é pós-compressão.
Citação de: Luís Filipe Cunha em 13 / Dez / 2008, 02:15
A XH-G1 já é máquina passível de se encontrar em segunda mão, uma vez que(salvo erro) a primeira versão já é de 2006?
É possível, mas sempre fora do país, pq cá pedem por material mais dinheiro que por novo... :)
Citação de: Luís Filipe Cunha em 13 / Dez / 2008, 02:15
E já agora, a mais "suave" XH-A1 sabes se tb tem saída HDSDI?
Não. A XH-A1 tem Component out.
Embora faça bypass à compressão, é um sinal analógico 4:2:2.
É melhor que o HDV, mas inferior ao que conseguimos com o HDSDI.
L.R.
Boas.
Luis Filipe Cunha, só algumas observaçôes:
Pela leitura deste post, conjuntamente com a leitura de um outro seu (a que fiquei de comentar mas que o tempo não o permitiu), depreendo que anda na colecta de informaçôes com vista a adquerir a melhor câmera possivel, com a melhor imagem possivel, pelo menor preço possivel. Pois muito bem, bem vindo ão clube, pois creio que esse é o objectivo de todos quanto gostam de video. Mas no entanto, estes três "possiveis" são incompativeis entre si. E acredito que, na tentativa de ter o melhor, está a ir no caminho errádo.
Começaria pelo factor preço. Uma câmera com saida HD-SDI não custa menos de 4000 euros, valor muito acima do mencionado por si como disponivel. Mesmo uma câmera com saida HDMI provavelmente terá um valor superior ão disponivel.
O HDMI e o HD-SDI são ligaçôes para o audio e o video, com o objectivo de proporcionar uma conecção do sinal em digital e sem compressão do mesmo. Mas enquanto que o HD-SDI se destina ão mercado profissional, o HDMI destina-se ão mercado de consumo.
Temos depois o aspecto técnico. Uma ligação HDMI ou HD-SDI só tem sentido em estúdio ou em casos muitos concretos. Ambas destinam-se a conectar câmeras e VCRs entre si ou a placas de captura. Estas, as placas de captura, existem mas têm um valor algo elevado. A Blackmagic tem placas para ambas as ligaçôes, sendo que para HDMI custa cerca de 350 euros e para HD-SDI cerca de 1000 euros.
A ligação HDMI ou HD-SDI só faz sentido na ligação entre equipamentos antes da gravação, ou pelo menos, a sua potencialidade. Ou seja, numa câmera com formato de gravação em HDV e com saida HDMI ou HD-SDI, a partir do momento em que se grava o sinal em fita ou CF (Compact Flash) deixa-se de ter o sinal HD não comprimido quando se lê o mesmo depois, a partir da fita ou do cartão, pois o mesmo (o sinal) já foi "comprimido" na gravação. E depois de este processo se ter iniciádo já não á forma de recuperar a informação que foi eliminada pelo processo de "compressão", pelos codecs. Assim, estas câmeras com este tipo de ligação têm utilidade numa utilização em estúdio ou numa captura directa para um NLE de sinal não comprimido, não numa gravação (sinal comprimido), a não ser que se utilize um gravador tipo o HDCAM da Sony. E isto leva-nos a uma outra questão: o espaço de armazenamento necessário e o seu custo.
Um sinal video 1080i/50 não comprimido a 10 bit ocupa 7 GB por minuto, 429 GB por hora. Para se ter melhor noção do que isto representa, diga-se que uma hora de video DV ocupa 12 GB. Mesmo um sinal video HD não comprimido no inferior 8 bits ocupa 6 GB por minuto, 353 GB por hora.
Mas mais importante que a quantidade de espaço ocupado pelo video é a taxa sustentada de gravação/leitura dos discos rigidos actuais. Para se trabalhar em video HD não comprimido, os discos têm de ser capazes de gravar 120 MB/s, e lêr 240 MB/s, naquilo que se chama de taxa sustentada, e não numa taxa de pico. Acontece que não temos discos "normais" a conseguir ler/gravar numa taxa tão alta de dados. Por isso se utiliza discos em RAID, mas não é o RAID por software que se encontra na maioria das board, que é uma mistura de RAID por software e hardware. È preciso uma controladora especifica para o efeito. E não são utilizados discos SATA, mas sim discos SCSI ou SAS. Um disco SATA de 1 TB compra-se por cerca de 100 euros. Mas ele não serve para nada, quando se trata de editar seriamente em HD não comprimido. È muito lento, tem uma taxa sustentada baixa, uma latência muito elevada. Os SCSI e os SAS são os únicos que dão conta do recado. Um disco SCSI de 146 GB custa cerca de 350 euros, pelo que já dá para se ter uma ideia dos valores envolvidos para se trabalhar em HD não comprimido. Se bem que acha sistemas storage baseádos em discos SATA, eles são compostos por vários discos ligádos em RAID 0, normalmente 5 ou 8 discos, e por uma controladora especifica para o efeito.
Fazer um Copy/Paste de um ficheiro de 7 GB de um disco para outro, pode demorar 2 minutos, 5 ou mesmo vinte minutos. Depende dos discos e da interface. Mas os dados são copiádos na integra. Mas na captura video, os dados são transferidos da câmera para o disco do PC, e ele tem de ser capaz de gravar os 7 GB num minuto, nem um segundo mais. Porque se não fôr capaz de gravar os dados, simplesmente á perda de frames. O video da câmera não espera, debita sempre.
Assim, a não ser que me diga que pretende trabalhar profissionalmente na área, a edição de HD não comprimido é algo em que não deve pensar. E saliento aqui o facto de que estou a ter em mente o que escreveu no outro tópico, em que o objectivo era apenas o lado artistico e a gravação familiar. Acredito que existem soluçôes mais adequádas ás suas necessidades.
A procura por mais e mais informação é benéfica, e devo louvá-lo por isso, pois parece ser uma pessoa interessáda em saber mais, mas tenha em mente que a qualidade tem um preço normalmente alto. E á actividades em que não se justifica, nem é prático, uma qualidade tão alta. Mas isso tem de ser você a definir. Boas.
Olá José Costa, agradeço a excelente resposta enviada, fundamentada e franca.
De facto, já me vinha a aperceber que para o uso amador que quero dar ao video, já estava a investigar processos que não são nem adequados, nem comportáveis para o orçamento que tenho.
Lamento que exista um fosso de preços (de 1000 passa para 4000 euros, grosso modo) entre produtos de consumo e profissionais, mas provavelmente serve mesmo para separar águas e é proporcional á qualidade técnica apresentada. Poderiam existir soluções intermédias para amadores com queda para a criação mais controlada, mas não.
Isto remete-me para a questão primária; que máquina comprar para o fim em vista.
E por isso subsistem aqui algumas questões que dariam outro tópico(s), mas que se calhar com jeito as vejo resolvidas aqui.
Fita ou solid-state? HDV ou AVCHD?
1. A fita é barata.Os cartões tb vão sendo.
2. É abundante.Idem para os cartões.
3. As máquinas de fita não são mais caras e têm provas dadas. As que usam cartões tb e já atingiram a qualidade das anteriores (será?).
4. A filmagem pré-edição em fita constitui um backup em sim mesmo. Os backup em disco rígido tb não são maus. Ambos os formatos comportam problemas, com o tempo. Em que ficamos aqui?
5. A edição não apresenta problemas de maior a partir da fita com HDV. A edição a partir de AVCHD tb não (já foi chata, mas já não é) e ainda vai melhorar; tudo se está a compatibilizar para isso.
Que fazer quanto a formatos?
Compro uma Canon HV30 ou HF11?
(apesar de algumas coisas boas como o "ring" na Panasonic ou o "dial" na Sony, a Canon parece que bate todos em qualidade de imagem, neste segmento e de acordo com as críticas de qualidade on line.)
Existirão novidades iminentes com o início do ano, antes do NAB de Abril?
A questão que tem a ver com ter bom controlo manual na câmera e que nestas máquinas de consumo nem sempre é o melhor, pode se calhar ser um pouco contornado se decidir usar um adptador DOF, uma vez que parte do controlo deixa de ser feito com a máquina e passa manualmente para as lentes 35 mm usadas. Como tenho várias lentes a usar, pondero esta hipótese e aí o "ring" e o "dial" deixam de pesar na equação, passando as propostas de Canon a ser as únicas a ter em conta.
Subsiste então apenas a questão da fita vs solid-state e guerra de codecs?
Opiniões? Aceitam-se de bom grado ;-)
A última dúvida que nunca vi respondida e que está ligada com a minha procura pelo sinal original com a melhor qualidade possível, prende-se com o seguinte:
eu pretendo como já expliquei "massacrar" muito as imagens na edição (NLE) e como não tinha material base até agora em HD nem nada comparável, nunca consegui perceber se os filtros, manipulação de cor, sobreposição de frames, etc, que faço no FCPro/FCExpress se vão degradando a imagem até á exportação final.
Se sim, então tenho de partir de um sinal o melhor possível para suportar da melhor forma os maus tratos do software, se não, encantado até pq a não ser para imagens da cariz familiar, como material base para trabalhar artisticamente e de forma extrema, não me preocupa muito o tom de pele correcto, o verde da folha, etc. Mas preciso dele para a família ;-) Acho que me expliquei.
Obrigado pela tua (vossa) precisosa ajuda, uma vez mais.
Abraço.
L.