A Hitachi anunciou que em 2013 ou o mais tardar em 2014 poderiam surgir os primeiros discos com 15 mil gigabytes graças ao aumento da densidade de até 2,4 terabytes por polegada, no formato padrão de 3,5 polegadas e que actualmente se fixa nos 400 gigabytes.
A empresa prevê que nos próximos doze meses consiga-se um incremento de 600 Gb por polegada, enquanto que em 2011 e 2012 esperam alcançar os 1,2 Terabytes por polegada.
Citação de: Mário Rui em 08 / Jun / 2009, 12:31
A Hitachi anunciou que em 2013 ou o mais tardar em 2014 poderiam surgir os primeiros discos com 15 gigabytes graças ao aumento da densidade de até 2,4 terabytes por polegada, no formato padrão de 3,5 polegadas e que actualmente se fixa nos 400 gigabytes.
A empresa prevê que nos próximos doze meses consiga-se um incremento de 600 Gb por polegada, enquanto que em 2011 e 2012 esperam alcançar os 1,2 Terabytes por polegada.
Caro Rui,
Mandei-lhe uma mensagem privada, não sei se recebeu, pois na minha listagem das mensagens privadas enviadas não apareceu lá, podia confirmar se recebeu...?
Obrigado
O problema dos discos rígidos é dificilmente atingiram as velocidades de leitura/escrita dos SSD, é pena serem ainda muito caros (os SSD) e não compensar o preço/capacidade. Vejo os discos rígidos no futuro como meros dispositivos de arquivo, para trabalho de video mais intensivo os SSD tomaram o seu lugar.
Por acaso sabes Mário Rui que as tarefas não são mais rápidas no PC devido à baixa velocidade leitura/escrita dos discos rígidos, tens de recorrer a instalações RAID para poder acelerar os processos leitura/escrita. Com um SSD até um Pentium 4 funcionava MUITO mais rápido.
Mas sempre é bom saber que vamos ter Terabytes (ou Pentabytes) de armazenamento em casa. \:D/
Boas.
A questão nem é tanto a velocidade de leitura/escrita dos dados, mas sim o seu tempo de acesso. Se bem que os SSD tenham algumas vantagens, ainda ficam atrás dos discos SAS, que para os que não estão por dentro destas questôes, são uma espécie de discos SATA, mas de alto desempenho. E se bem que os discos SAS sejam mais rápidos na leitura/escrita, perdem no requesito I/O, derivádo ão tempo de acesso ser superior, mas mesmo assim bastante mais baixo que um disco convencional (3.5ms para os SAS contra os 15 e muitos ms dos discos convencionais). Pelo que feitas as contas, as coisas andam mais ou menos ela por ela (SAS vs. SSD, no requesito leitura/escrita)
Mas mais importante ainda, é o baixo ciclo de leitura/apagamento dos SSD, face ãos discos convencionais. Existe actualmente uma limitação de cerca de 100.000 ciclos nos discos SSD, o que pode significar uma séria limitação a quem faça ou tenha uma alta utilização de leitura/escrita nos discos. Se bem que algumas técnicas (como cache) permitam extender esse ciclo de gravação/apagamento, não chega a ser sequer comparavel ãos ciclos dos Discos convencionais.
Mas de qualquer das formas, qualquer um de nós pode ter neste momento um disco "SSD": basta comprar um adaptador SDHC to SATA ou PATA. Existe um que leva 4 cartôes SDHC. Tendo em conta que já estão disponiveis cartôes SDHC de 32GB, podemos ter assim um disco SSD de 128GB. O preço (dos cartôes) é que pode não agradar. Porque o do adaptador nem é nada de mais (creio que não chega a 50 euros).
Mas ainda vamos ter por muitos e bons anos os discos convencionais. A densidade de gravação é muito superior no processo magnético, o que faz com que os discos sejam mais baratos. E sabemos que o que manda é o preço em detrimento, muitas vezes, do desempenho.
Venham de lá esses 15 TB, que dados não faltam para lá colocar. Boas.
P.S. Quando me lembro do meu primeiro disco de 20 MB (sim, 20 megas)... disco esse que na altura nunca consegui encher, até que deu o badameco. Dos 20 MB ãos TB foi um passinho. Pelo meio ainda me chamaram de maluco, quando perguntei certa vez se o Windows 2000 aceitaria um disco de 1 TB, coisa que foi á 10 anos atrás. Na altura, os discos maiores que havia era de 10 GB.
CitaçãoA questão nem é tanto a velocidade de leitura/escrita dos dados, mas sim o seu tempo de acesso.
Em video o tempo de acesso é secundário, a velocidade de transferência sustentável é o factor mais importante na escolha de um dispositivo de armazenamento (não metendo RAID's ao barulho), e os SSD nisso são imbatíveis. E as construções "artesanais" SDHC não são a mesma coisa que um SSD pois estão bem longe de ter essa velocidade de transferência sustentável que falo.
Boas.
Discordo. A transferência sustentável está directamente relacionada com o tempo de acesso dos discos. Quanto maior fôr este tempo (o do acesso) mais tempo o disco leva para se posicionar no novo "ponto" do disco e ler/escrever os seus dados. O tempo de acesso é secundário se os dados estiverem gravados "continuamente". Num disco bastante fragmentado, esta fragmentação dos dados acaba por reduzir a taxa dos mesmos. Só os discos com baixo tempo de acesso é que conseguem manter uma taxa sustentável alta.
Isto é facilmente verificado com uma experiência simples: na timeline de qualquer editor video coloquem apenas um frame de cada ficheiro video que tenham num disco, e tentem perfazer 1 minuto desta forma. Depois deêm ordem para ler o video da timeline. Respondam-me depois quantos de vòs conseguiram que o sistema lê-se na perfeição o video assim editádo (sem perda de frames na leitura). A isto se chama leitura aleatória dos dados e tem uma relação directa entre o tempo de acesso e a taxa sustentável.
Quanto á "contrução artesanal", eu não disse que era o mesmo que um disco SSD nem tão pouco que tinha a mesma taxa de transferencia. Se reparar, o SSD na minha mensagem está entre aspas, pelo que quis dar a entender que se podia fazer uma especie de disco SSD com a tal contrução artesanal. Um processo algo idêntico ãos discos SSD, em que a gravação não é por magnetização. Boas.
CitaçãoDiscordo. A transferência sustentável está directamente relacionada com o tempo de acesso dos discos.
Tudo bem, como diz a minha avó, "tu ficas com a tua em fico com a minha".
Posso dar dados reais como exemplo:
Disco 1 - 160GB - 5400 RPMLigação ao PC - SATA150
Transferência de dados média - 34,5 MB/s
Tempo de acesso - 15,9 ms
Disco 2 - 250GB - 5400 RPMLigação ao PC - SATA150
Transferência de dados média - 47,7 MB/s
Tempo de acesso - 17,8 ms
O que se conclui, que apesar do
Disco 1 ter um tempo de acesso mais rápido de
15,9 ms, o
Disco 2 é quase
2 ms mais lento no acesso, no entanto consegue ter um transferência de dados média sustentada superior. E esta velocidade de transferência de dados média sustentada é que conta em edição video.
Os dados falam por si.
Boas.
Pedro Rocha, os dados são apenas estatisticas e as estatisticas dizem o que quizermos que elas digam, dependendo da forma como as apresentamos ou da forma como as avaliamos.
Em video, é a taxa sustentada minima e o seu tempo de acesso que é efectivamente importante. A transferencia sustentada é referente á minima e não á média como refere. Em todo o lado assim é referido. Isso de "Transferência de dados média" é uma adulteração do verdadeiro significado de transferencia sustentada (em video).
O video não é complacente com "médias". Na leitura/gravação de um ficheiro do photoshop, por exemplo, o disco tanto pode demorar 1 seg. como 30 seg. a ler/gravar os dados, que o resultado final será sempre OK. Mas em video, o disco tem de conseguir ler/gravar os dados requeridos num determinado espaço de tempo, porque senão vai ocasionar uma perda de frames na gravação ou um freeze na leitura, quer por não conseguir ler/gravar o minimo necessário, quer por ter demorado mais a posicionar a cabeça de leitura no bloco correspondente ãos dados pedidos, o tal tempo de acesso.
Mas em vez de tentar mostrar quem está com a razão neste aspecto (e uma pesquisa na net irá facilmente indicar a quem a isso se dê ão trabalho), experimente fazer com os discos que refere a experiência que eu indiquei no post anterior. Se obter um resultado satisfatório (com os discos referidos) terei todo o gosto em me deslocar a Lisboa e pagar-lhe um jantar. E repare que não estou a falar da boca para fora. Mas atenção: é uma leitura directa da timeline, não uma exportação, que para exportação qualquer disco por mais lento que seja o faz correctamente.
Depois, experimente fazer o mesmo com um disco com a mesma "Transferência de dados média", mas com um tempo de acesso na casa dos 3-4 ms. Posso garantir que o resultado será totalmente diferente. Sem espinhas. Mas esteja descansado, não precisa de me pagar jantar nenhum. Contento-me com um cafézinho.
Mas devo dizer que estou a fazer batota. È que a experiência já eu a fiz. E mesmo tendo um sistema com discos em RAID 0 não consigo obter o mesmo desempenho que num outro sistema equipado com discos SCSI. Que curiosamente tem uma taxa sustentada inferior (o SCSI frente ão SATA 2). A diferença está justamente nos tempos de acesso do SCSI, bastante mais baixo que o SATA.
Mas, como refere a sua avó, "tu ficas com a tua em fico com a minha". Mas com uma diferença: eu provo facilmente o que afirmei. Boas.
Citação...os dados são apenas estatisticas e as estatisticas dizem o que quizermos que elas digam, dependendo da forma como as apresentamos ou da forma como as avaliamos.
Eu fiz o teste com discos reais que possuo e não com estatísticas. E só para relembrar que o que quis dizer, é que o tempo de acesso (access time) não é directamente proporcional a velocidade de transferência (transfer rate).
CitaçãoMas com uma diferença: eu provo facilmente o que afirmei.
Para além da prova real que fiz em casa ainda posso provar com dados
quem alguém a isso se deu ao trabalho. No quadro apresentado no link, se reparar existem vários programas usados para testar os HDD em várias situações
REAIS. E é de notar que que a distância que separa entre os HDD SCSI e os SATA não é grande, no entanto os tempos de acesso dos SCSI são quase metade dos SATA. Estes dados são meramente indicativos, mas prova que com programas
REAIS em situações
REAIS o que importa mais é a velocidade de transferência, a tempo de acesso é importante, mas na compra de HDD para
EDIÇÃO VIDEO dou mais importância à velocidade de transferência. Discos com tempos de acesso reduzido têm uma melhor performance para o sistema operativo.
SR's Renaissance Testing Gamut 2001 - 6 Devices Go Head-To-Head (http://www.storagereview.com/php/benchmark/suite_v1.php?typeID=10&testbedID=3&osID=4&raidconfigID=1&numDrives=1&devID_0=264&devID_1=278&devID_2=284&devID_3=281&devID_4=280&devID_5=269&devCnt=6)
O assunto já está muito fora do tópico, e também não à mais nada a dizer, só quis colocar aqui a minha experiência e conselho de que as velocidades de transferência dados são mais importantes que os tempos de acesso quando esses discos rígidos são usados para edição video. Para disco de sistema, isso sim comprem o que tiver o mais rápido tempo de acesso.
Boas.
OK, você fica com a sua ideia que eu fico com a minha. No entanto, só três observaçôes:
1 - Você escreveu "...o tempo de acesso (access time) não é directamente proporcional a velocidade de transferência (transfer rate)."
Se ler novamente, o que eu escrevi foi "A transferência sustentável está directamente relacionada com o tempo de acesso dos discos." - "directamente relacionada" não é o mesmo que "directamente proporcional", existe uma grande diferença no significado.
2 - Você escreveu "para EDIÇÃO VIDEO dou mais importância à velocidade de transferência". Tudo bem, eu dou importancia ão tempo de acesso e á taxa sustentada (minima), com predominancia para o tempo de acesso. Talvez por isso (talvez não, é de certeza) não tenho freezes na imagem quando faço um play directamente da timeline. São opçôes.
3 - Você escreveu "O assunto já está muito fora do tópico". Não concordo, pois a temática que temos estado aqui a discutir está (e novamente) directamente relacionada com os discos rigidos.
Para terminar, experimente fazer a experiência que sugeri no post anterior. Talvez depois possamos voltar novamente a discutir o assunto (discutir no bom sentido, bem entendido). Boas.