Com a aprovação dos casamentos gays lá vamos nós ter mais trabalhinho.
para mim tanto me faz serem duas elas ou dois eles, lol
Venha o trabalho
Vá lá um beijinho...isso...mais um beijinho..........só um momento por favor...vou vomitar e volto já! :-&
A malta acaba por se habituar! :oops:
Venham lá esses casamentos. =P~
Mas tb existe o lado (secalhar)positivo.
Pessoal, vamos a ter um pouco mais de moderação nas frases, afinal sejam dois homens ou duas mulheres a casar é negócio, cada um faz do que quer da vida e escolhe quem lhe apetecer, desde que pague e sejam tão bem servidos como os casais heterossexuais, são bem-vindos.
Desculpa Rocha, lol
Foi sem intenção.
Mas que vai haver mais pessoas a assumirem-se vai.
Tb não vejo mal nenhum nisso, venha é trabalho que este será feito da mesma maneira e com qualidade.
Boas.
A orientação sexual dos meus potenciais clientes é algo que não me diz respeito. É algo do foro privado de cada um. Tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas que não interessa para aqui. Independentemente do que eu possa pensar sobre o assunto, a vida intima de cada um só a si mesmo diz respeito. E desde que a liberdade deles não interfira com a minha... que cada um seja feliz da forma que o quer.
Agora... fazer a reportagem de um casamento de gays ou de lésbicas, é algo que não me vejo a fazer. Não que tema que o ambiente me possa incomodar. Não por ser a favor ou contra o casamento. Nem tão pouco por não querer ter nada a ver com isso, mas por ter dúvidas da forma de como o iria fazer.
Num casamento dito "normal", eu sei avaliar as situaçôes, sei fazer um perfil psicológico dos clientes, com vista a saber que tipo de trabalho tenho de lhes apresentar, o tipo de músicas, o género de edição, numa palavra, a linha artistica do video. Mas num casamento de gays ou de lésbicas...
Casamento de dois homens: meto uma música "lamechas" ou pimba? vai um passeiozinho de namorados ou é melhor ficarem no colo um do outro? Mando dar "um beijinho" ou fico calado para não dizer asneira?
E no casamento de duas mulheres? É a Joana ou a Maria que abraça a companheira? Quem é que encosta a cabeça ão ombro da outra? Ponho as duas a correrem uma para a outra feito morconas, ou basta ficarem sentadas em cima do muro?
Num casamento, eu gosto de orientar os noivos com vista a obter aquelas imagens que me vão ajudar a dar um "alinhamento" ão serviço, que me vão ajudar a criar uma "história", a tal linha artistica. Mas num casamento de gays e lésbicas, como faria? Punha o lado artistico do trabalho de lado e fazia apenas uma reportagem "documentário" ou tentava criar um "estilo" diferente?
Pois é, eu gosto de assumir apenas os trabalhos que sei que tenho competencia para os fazer. E para um casamento de gays ou de lésbicas, nenhuma das minhas anteriores experiências profissionais me preparou para o fazer. Já capturei imagens e fiz edição de casamentos, provas TT, congressos, palestras, teatros, bailado, karting, cavalos... e eu sei lá mais o quê. São quinze anos nesta profissão a tempo inteiro. Já fiz trabalhos para o pobre e para o rico. Para o trolha e para o médico. Para o consumidor final e para a TV. Mas sinto que tudo o que já fiz ainda não me preparou para algo que pode um dia surgir por ai.
E se surgir, o que faço? Possivelmente rejeito o serviço. Como é que posso aceitar algo, se não sei como o fazer? Ou isso ou vou ter de começar a ver muitos demos de casamentos gay e de lésbicas, para me entranhar na mente e maneiras de ser dos meus potenciais e eventuais clientes. Porque sejamos realistas: num casamento dito "normal" basta olharmos para nós próprios para sabermos o que devemos pedir que cada um dos noivos faça. Com gays e lésbicas, quem faz o quê, o que é que se pode pedir e o que não se pode, o que é natural e o que é encarado como insulto?
E na vossa situação, na eventualidade de surgir uns clientes "diferentes", que tipo de trabalho fazem? A mesma "histórinha" de um casamento normal? Um documentário, um videoclip... Boas.
Boas
A minha opinião sobre casamentos gays é um pouco como diz o amigo Costa, não sei como me vou encaixar no meio, ou seja, pelo menos dos homens, com as mulheres dou-me bem felizmente. Vai ser concerteza um quebra cabeças para a maneira de lidar com eles. Ter que enfrentar esta novidade parece que vai ser uma realidade e trabalhinho venha ele uma vez que os casamentos tradicionais estão em decréscimo, este é mais um "Plus" á nossa carreira. :lol:
Viva!
Estava a comentar esta dúvida cá em casa quando a minha "Maria" e sua irmã começaram logo a mandar bitaites... ao fim de pouco tempo fez-se luz e eu, que tal como todos vós não tinha solução para os argumentos do José Costa, percebi que isso são dúvidas "de gajo" que não percebem nada disto. Eram tantas as soluções apontadas que achei que era melhor partilhá-las convosco... e antes de o conseguir fazer fui empurrado fora da cadeira e o que se segue é da exclusiva responsabilidade da mente feminina, habituada a estas coisas!
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Amigo Costa
Calma, jovem , não há necessidade de tanta preocupação. Um casal gay que queira casar e espera há décadas para poder fazer tudo o que as noivas das montras das casas de fotografia já têm de direito, sabe muito bem o que quer e como. E não vai ter qualquer problema em dizê-lo! O problema vai ser o fotógrafo conseguir acompanhar a velocidade de indicações muito precisas, pormenorizadas e sem qualquer margem de negociação que a «noiva» ou «noivas» têm para lhe dar. Dizem que filmar com o Kubric era difícil! Isso é porque ele nunca teve a coragem para ser um fotógrafo de casamentos e baptizados! Não é para os fracos de coração. O fotógrafo vai encontrar aquilo que a sua experiência profissional já acumulou: noivas e noivos sem graça, noiva mandona, noivo chorão, noiva que não há ângulo que salve e noivo que só é fotografado sob ameaça de ter de esperar 6 meses antes de poder exercer os seus direitos maritais.
Costa, amigo, quem vai levar a grinalda? os dois. Quem leva o buquê? foi decidido muito antes de tu lá chegares. Um sentado e outro a segurar o queixo entre o indicador e o polegar? Eles/elas exigem que assim seja e mais! com aquela luz difusa a lembrar anúncios de sabonete. Deixa-te ir, aceita, pede o beijo.
Que tal pedires para ver fotografias do casal tiradas nas férias ou outras ocasiões para teres uma ideia de como se comportam: se se trata de um casal contido ou mais desinibido, como qualquer outro casal. Nos casais hetero há quem se chame de «meu ursinho» e «minha pituchinha» e quem continue a chamar-se pelo sobrenome com que se conheceram nos escuteiros. Ou seja, quem imagine um casamento à Disney escrito por Jackie Collins e quem queira um evento mais sóbrio.
Pergunta e vais ver que te respondem.
E para terminar: como bem sabes, muito melhor que nós, em todos os casamentos, as melhores fotografias são as espontâneas e as que se tiram na hora em que já todos comeram, beberam e já estão a tentar ir para casa com a dama de honor. Ou só até ao carro.
Abraços (não é assim que as meninas se despedem mas também não podemos escrever beijocas, não é verdade?)
8)