(https://www.portugalvideo.com/portugalvideo/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg200.imageshack.us%2Fimg200%2F4804%2Fcontraluzposter1.jpg&hash=53937e4aa88e71a5ab8ff216cbbeeb34f89802da)
Contraluz de Fernando Fragata é um filme sobre agarrar a vida. Sobre o amor e a felicidade. Sobre o tempo perdido. Sobre a esperança e, no fundo sobre a nossa frágil e bela condição de seres humanos.
Fui vê-lo hoje a meio da tarde e ficam aqui as minhas impressões, não de especialista, mas de espectador educado.
Sinopse breve:
Jay perdeu a vontade de viver desde que a sua mulher morreu, precisamente no seu dia de aniversário.
Daniel viu a sua namorada afogar-se diante dos seus olhos e foi internado num hospício por se tentar suicidar, com a convicção de que assim viajaria para trás no tempo, até ao passado em que a poderia salvar.
A mulher dos sonhos de Matt desapareceu sem explicação.
Lucy guarda um bizarro segredo que a levará, junto com a sua mãe, a uma viagem de auto-descoberta.
Estas vidas em nada se relacionam até ao segundo em que se completam...
Trailer : http://www.youtube.com/watch?v=_aMvju2wTWw&feature=related (Há duas versões. Acho que apesar de tudo esta é a melhor, ainda que a primeira ganhe pelo comentário inicial do grande António Feio)
Mal as luzes se apagaram, o que mais começou a chamar atenção para si mesmo neste filme, foi sem dúvida a fotografia e a produção.
Com o meu espírito preparado para uma sessão de cinema Português, fui arrebatado por uma parafernália de planos de grua, planos de helicóptero, locais de rodagem como cemitérios de aviões na California, várias paisagens assombrosas nos Estados Unidos e uma fotografia que usa e abusa das cores vivas e nos afasta totalmente do (mau) paradigma de cinema Português.
Há pouca informação sobre isto mas dá ideia que é uma co-produção Portugal/Estados Unidos e vê-se bem onde é que os supostos 4 milhões de dólares foram gastos.
Houve varias alturas em que me pareceu que a montagem não fazia muito sentido, mas acho mais uma vez que estaria a compensar decisões do realizador.
Este argumento tem uma estrutura e um feeling muito na linha de Alejandro González Iñárritu (21 Gramas, Babel). Várias narrativas lineares que se cruzam, com uma estrutura bem mais simples que as de Iñárritu, mas eficaz.
Eu não sou de todo grande fã de Alejandro González Iñárritu. Quando estava prestes a declarar ódio a este filme as várias pontas foram atadas de uma maneira bastante agradável. Há um ponto de partida um pouco descabido mas pelo menos há uma resolução bastante satisfatória. Não quero revelar demais. Acho que quem viu entende o que quero dizer.
A sonoplastia é irrepreensível. Por vezes a banda sonora parece exagerada mas acho que é por estar a compensar falta de peso dramático do argumento.
Os actores têm prestações que vão bem com o filme. Não são brilhantes mas são ligeiramente agradáveis.
De resto apenas gostava de explicar que não se fala uma palavra de Português neste filme. E o único actor Português, o Joaquim de Almeida, é de todos os protagonistas o que tem menos tempo de antena... Há Santos e Pecadores e o "chega chega a tua agulha, afasta afasta o teu dedal" na banda sonora e mais nada.
Não é de todo o mais importante, mas isto é um filme Português rodado no estrangeiro ou um filme estrangeiro realizado por um Português?
A realização é competente. Foi a primeira vez que vi algo deste realizador de 44 anos responsável por Sorte Nula e Pesadelo Cor de Rosa, e é uma proposta bastante agradável. Não é de todo o velho paradigma do cinema Português, e ainda bem.
Nota: 12/20
PS - Eu sou do Norte e digo palavrões q.b.. Aqui evito-os porque estamos num fórum de respeito mas...
MORTE POR APEDREJAMENTO AO FILHO DA "Prostituta" QUE INVENTOU OS INTERVALOS NO CINEMA ( lamento mas pelos vistos o fórum não me permite o palavrão... ficamos assim, privados da dimensão do original adjectivo, tão pertinente e necessário para uma real compreensão do referido filho da puta puta puta :-D
mais alguém já viu o filme?
Olá Nuno,
desde já obrigado pelo comentário em relação ao filme Contraluz.
Confesso que estou ansioso por ver.
Um abraço