Boas.
É sabido que as tapes tendem a ser substituidas pelas memórias flash. São já poucas as câmeras, quer amadoras quer profissionais, que são lançadas apenas com a opção de gravação em tape. Muitas vantagens são reconhecidamente aceites no workflow que advêm do flash. Mas depois de todo o fogo de artificio, fica a necessidade de apanhar as canas. E elas estão a dar trabalho...
Depois de todo o mercado audiovisual se ter rendido ão tapeless, e de ele ter sido largamente adoptado por muitos dos que se movimentam profissionalmente na área, eis que começa a vir ão de cima o mas de toda a questão: como armazenar todos estes dados, como garantir o futuro de centenas de horas de filmagens. E uma tecnologia salta à vista: disco rigido.
Mas as comparaçôes são inevitáveis.
Uma cassete DVCAM pode gravar 184 minutos, enquanto que uma mini-DV pode gravar 62 minutos. Por seu lado, um disco rigido pode conter centenas de horas de video/audio. Mas o que numa primeira análise parece uma desvantagem, pode ser visto como uma enorme vantagem.
Tanto as tapes como os discos rigidos são passiveis de problemas. Mas é reconhecido pela industria que as tapes são muito mais fiáveis que os discos rigidos. E quando as coisas dão para o torto, o resultado é largamente favorável às tapes. Podemos perder a gravação de uma tape (algo de muito raro), mas num disco rigido podem ser centenas de horas de gravação. Os utilizadores, na sua grande maioria, dão como seguros os dados gravados num disco rigido, mas muitos são os estudos que vão na opinião contrária. Segundo um relatório do Google, que é nada mais nada menos que um dos maiores utilizadores de armazenamento rigido, o periodo com mais risco de avaria para um disco são os seis primeiros meses e após os 3 anos de vida.
Os serviços bancários e de companhias de seguros à muito que lidam com esta problemática. Ela está largamente referenciáda e estudáda, e as soluçôes têm provas dadas. E são estas mesmas soluçôes (com algumas variaçôes) que têm sido adoptadas pelas productoras e emissoras que já aderiram ão tapeless.
A segurança dos dados é passivel de soluçôes - deduplicação, RAID, backup - mas a necessidade de mais capacidade de armazenamento só é possivel de resolver de uma única maneira: mais discos rigidos. Dos PCs com apenas um disco rigido, passamos a PCs com vários discos rigidos internos, além dos vários externos por ligação USB ou eSATA. E se maior capacidade de armazenamento é sempre bem-vinda, esta benece tem um inconveniente: gerir informação dispersa por vários discos rigidos obriga a maiores perdas de tempo à procura dos dados.
Continua...
Também não podemos esquecer que está aí a "rebentar" a tecnologia dos SDD (Solid State Drive), usada nas comuns Pen's, cartões de memória, etc, que estão isentos de "mecânica" e com velocidades de acesso superiores.
O facto de estes estarem isentos de mecânica, agulhas, pratos de disco já é um grande ponto favorável, no entanto como sempre, o preço de lançamento é quase 10x mais caro.
Andei a pesquisar o mercado e um SDD de 256 GB anda à volta dos 900.... 1000 euros.
Pode ser que dentro de poucos meses haja mercado para começar a substituir os HDD por SDD.
nota:dizem que, as pen's, sdd, etc tem um numero limitado de gravações Flash e vida útil tal como os HDD.
Sem dúvida uma problemática dos nossos dias em que eu próprio também me deparo com tais problemas, mas que optei por simplificar os processos em vez construir complicados sistemas RAID.
Uma coisa é certa maior parte das pessoas não tem consciência quando gravam os seus dados num único disco rígido (HDD) sem um único backup para suporte óptico ou outro HDD. É um alerta que os profissionais video independentes tem de ter em consideração é que a forma como armazenamos o video MUDOU e o texto do J. Costa de facto alerta-nos para tal.
Acho que já escrevi aqui isto em tempos, mas reescrevo mais uma vez um método simples e eficaz de armazenar dados sensíveis:
A ideia é ter a informação em redundância pelo menos 3 vezes:
- HDD dentro do PC
- HDD em disco externo por eSATA/USB2 fora do PC
- Armazenamento em disco óptico DVD/BD
Apesar dos custo por GB ser mais elevado que os HDD (quase o dobro) os discos ópticos DVD/BD não estão sujeitos a problemas mecânicos e se forem adquiridos BD de 25GB de boa qualidade (Verbatim, por exemplo) e armazenados em segurança, proporcionam um arquivo seguro durante muitos anos.
Um gravador BD já custa perto de 100€ e os discos de 25GB já consigo compra-los a 3,5€ cada.
Venha de lá essa 2ª Parte...
Boas.
Um à parte:
Os SSD fazem parte da tecnologia Flash e sofrem de dois grandes problemas: capacidade e preço. Têm custos muito elevados, pelo que só se vão implantar em determinados nichos de mercado, pois a procura por capacidade de armazenamento não pára de aumentar e os SSD não conseguem ficar em pé de igualdade com os discos rigidos, no que a preço diz respeito. Pelo menos será esta a situação por alguns anos.
As memórias Flash (Pen, SSD, CF, etc) estão limitadas a cerca de 10.000 gravaçôes, outras a cerca de 100.000, dependendo do tipo de tecnlogia de construção usada. Os HDD utilizam a mesma tecnologia que os convencionais discos rigidos, pelo que o numero de gravaçôes é ilimitado, só limitado pelo tempo de vida útil da mecánica ou eventual avaria da electrónica. Depreendo que o GCoutinho se está a referir ãos HDD como os discos rigidos incorporados nas câmeras video, pois os discos rigidos convencionais são conhecidos por HD (Hard Disc), que agora com o HD de High Definition (video) pode dar origem a algumas confusôes. Boas.
P.S. Pedro Rocha, a 2º parte segue dentro de momentos. Mas primeiro tenho de ir ganhar a vida... :lol:
Boas.
Pelo facto dos comentários estarem a se desviar do assunto do tópico, os posts posteriores foram movidos para um outro tópico, que pode ser lido em NAS e a segurança dos dados (http://www.portugalvideo.com/portal/forum/topic,3330.0/). A razão está mencionada no tópico em questão. Boas.