Bom dia a todos.
Para quem trabalha em casamentos, seja em equipas de fotografos ou Cinematógrafo (para mim é o futuro em Portugal, mas já é o presente noutros mercados), a NKG Studio uma empresa do Brasil está fazendo uns workshops online onde convida outras empresas do mesmo ramo para trocarem ideias e falarem dos seus trabalhos.
Eu venho acompanhando o trabalho desta empresa que acho fantastico e abertura deles para falaram com as pessoas e explicarem em detalhe de como eles trabalham e de como nós podemos melhor o nosso trabalho é brutal, e recordo-me que no inicio dos workshops eu era o unico Português a assistir em direto, no último workshop já existiam cerca de 25 portugueses.
Um dos workshops ja teve uma pequena participação do tão aclamado Americano Ray Roman vencedor consecutivo em 2010 e 2011 do "Internacional Award winning Cinematographer".
Samuel Rose da NKG Studio colocou no seu facebook que estará em Portugal em 2013 para fazer um casamento e irá haver um workshop. será uma excelente oportunidade para formação!
Link para os workshops (estão todos gravados)
http://www.livestream.com/samuelrosenkgstudio (http://www.livestream.com/samuelrosenkgstudio)
o ultimo workshop foi com uma empresa que trabalha o conceito Same Day edit, a videoart ou o Luis Rolo já trabalham neste conceito, seria porreiro se alguem dessa empresa estivesse registado no forum e nos desse a visao deles sobre este conceito.
Videos de casamento da NKG Studio:
http://vimeo.com/41046143 (http://vimeo.com/41046143)
http://vimeo.com/30464127 (http://vimeo.com/30464127)
Ray Roman
http://rayromanblog.com/ (http://rayromanblog.com/)
O que eu quero debater com esta comunidade, é o seguinte, tenho conhecimento com minhas pesquisas na internet que já começam a existir algumas empresas em Portugal dedicadas apenas ao video do casamento e a seguirem o conceito de "filme de casamento".
Acham que finalmente em os Portugueses começam a dar valor ao video?!
Acham que os nossos clientes podem aceitar/gostar um trabalho tipo da NKG?! ou a nossa cultura e a ideia que os portugueses tem do video de casamento ainda é muito tradicional?
Recordo-me que há alguns anos atrás o video era vendido junto com a fotografia, tipo "promoção" hoje penso que cada vez mais os nossos clientes estão exigentes com o video e isso é bom para nós pois obriga-nos a evoluir a estarmos sempre a aprender, em formação a estar atento aos mercados etc.
Não deixa de ser curioso que, sendo uma grande parte dos membros deste fórum profissionais que se movimentam precisamente neste segmento de mercado, não tenha até agora havido um unico comentário ou inicio de debate, sobre uma questão que não lhes deveria ser alheia.
CitaçãoAcham que finalmente os Portugueses começam a dar valor ao video?!
Acham que os profissionais Portugueses vão começar a dar valor ao video? Organizarem-se, debaterem, trocarem ideias, ou vão continuar cada um no seu cantinho, sem falar, sem trocar impressões, sem partilhar formas de trabalho?
Citação de: AC em 12 / Jun / 2012, 02:26
Não deixa de ser curioso que, sendo uma grande parte dos membros deste fórum profissionais que se movimentam precisamente neste segmento de mercado, não tenha até agora havido um unico comentário ou inicio de debate, sobre uma questão que não lhes deveria ser alheia.
Acham que os profissionais Portugueses vão começar a dar valor ao video? Organizarem-se, debaterem, trocarem ideias, ou vão continuar cada um no seu cantinho, sem falar, sem trocar impressões, sem partilhar formas de trabalho?
Realmente muito fechada esta comunidade, ou melhor os profissionais de video Portugueses, pensei que essa fase já tinha passado. :)
Só acho que em Portugal o video de casamento está demasiadamente amarrado à fotografia...Não tenho nada contra os fotógrafos, mas senhores da fotografia... o video é com os videógrafos :)
Citação de: Tiago Carvalho em 12 / Jun / 2012, 10:51
Só acho que em Portugal o video de casamento está demasiadamente amarrado à fotografia...Não tenho nada contra os fotógrafos, mas senhores da fotografia... o video é com os videógrafos :)
Eu acho que depende de nós descolarmos um pouco dos fotografos, o que eu quero dizer com isto é que devemos e temos que continuar a trabalhar com fotografos, até porque a maioria das empresas faz fotografia e video e vende esse pack junto, mas temos que melhorar o video, assim como a fotografia já passou por muitas alterações desde o analógico ao digital, até as impressões e a qualidade melhorou e muito, penso que o video tambem já passou por bastantes processos de evolução mas do que conheco em Portugal a qualidade final do produto do video é algo que nunca me agradou.
Boas.
Para se debater um assunto, é preciso que se esteja disposto a fazer afirmaçôes e depois assumir as devidas consequências. Esta é uma comunidade em que muitos são os que gostam de palmadinhas nas costas, e rapidamente marcam como pessoa no grata todos aqueles que resolvem ir contra o sistema instituido. À certas temáticas que são explosivas, e esta é uma delas. Debater este assunto só faz sentido se efectivamente se estiver disposto a falar abertamente sobre o mesmo, sem pudor e receio. Quantos são os que optam por não se pronunciar sobre este ou aquele assunto, pois sabem que vai haver aqui alguém que vai ficar aborrecido e rapidamente a conversa escalar para um outro patamar? Quando estamos calados, somos amigos de todos, quando apoiamos o que este ou aquele diz, fazemos dele um amigalhaço, mas quando afirmamos pensar de maneira diferente, quando corrigimos este ou aquele ponto, rapidamente ele se torna inimigo. Os que por aqui andam à muito tempo, têm na memória uma data de situaçôes iguais às que menciono. Preferimos assistir do lado de fora em vez de entrar na arena. Depois a arena é fechada, e ficam todos aborrecidos.
A verdade é que os profissionais de video têm o mercado que criaram. Em vez de combaterem com a qualidade dos trabalhos, combatem com o preço baixo. E não é possivel oferecer um bom serviço de video quando os trabalhos são mal pagos. Por sua vez, o cliente final, não paga 100 quando sabe que pode pagar só 50 pelo mesmo serviço, pois a oferta é cada vez maior. É maior a oferta de prestadores de serviço na àrea do video, mas cada vez mais a qualidade dos mesmo é menor. E é menor, porque os próprios profissionais contribuem para o actual estado das coisas, pois filmar é das coisas que qualquer criança o sabe fazer. É só carregar no rec e gravar. Quantos são os que nada sabem de video, e no entanto andam ãos fins de semana por aí a filmar uns casórios? E são muitas vezes contratados por quem? Pelos próprios profissionais que passam a vida a se queixar do estado das coisas.
Querem atirar gasolina para a fogueira? Pois vamos lá, mas depois não digam que está muito calor. Para se debater um assunto, é preciso aceitar a opinião dos outros, estar disposto a ouvir a opinião dos outros e eventualmente argumentar, a favor ou contra. Tocar na ferida quando necessário faz parte da vida, não é agradável, mas faz parte da vida. A polémica é parte dos fóruns, mas estamos preparados para a polémica?
"Acham que os profissionais Portugueses vão começar a dar valor ao video?", comentou o A. Caneira.
Eu pergunto: Acham que os profissionais Portugueses dão valor à sua actividade profissional?
Os Ray Roman da vida sempre existiram, apenas passaram a ter mais visibilidade nesta era na internet. Mas alguns vêm uns trabalhos deles e pensam que basta só querer para se passar a ser mais um Ray Roman, que basta só assistir a um workshop e logo se está preparado para se ser badalado pelo mundo. E depois vai-se descobrir que nem sabem a diferença entre DOF e desfoque e entre abertura e sensibilidade.
Boas.
José concordo com muita coisa que disses-te, mas eu acho que seria melhor para todos nós falarmos apenas sobre o tipo de trabalho que se faz lá por fora e o que se faz por cá, até porque que já existem Portugueses a contratar profissionais de outros países para virem cá filmar. por isso é que acho que nós devemos unir assim como eles fazem e conversar sobre os trabalhos, ajudar-nos, tentar corrigirmos etc. ainda o ultimo "workshop" que eu assisti na net sobre o tema "Same day edit" o fulano da empresa falou de tudo, de tudo mesmo, como comecou, como trabalha, para onde ele quer ir com o trabalho dele, metodos de trabalho etc, só não falou de preços, e toda a gente houve, comenta, dá o seu ponto de vista e toda a gente fica com conhecimento teorico para melhor o seu trabalho a nivel prático isto é que eu acho brutal!
era isso que eu gostava que houvesse aqui neste forum, uma boa comunidade onde podessemos evoluir todos juntos, até mesmo fazer umas video conferencias online como se faz la por fora. vamos a isso?!
Como diz o José Costa "Em vez de combaterem com a qualidade dos trabalhos, combatem com o preço baixo" e tem de ser sempre o video o sacrificado? O problema, acho eu, está na brutal diferença de preço entre o trabalho em video e o trabalho da fotografia... Eu já tentei propor a fotografos a descolar o video da fotografia sendo que na hora da venda (ao balcão) indicarem um profissional em video. O que me dizem é sempre "Ui isso não, assim não dá, não funciona" a resposta é sempre a mesma...
Mas... "quem tudo quer tudo perde"
Boas.
O que se faz lá por fora também se faz por cá, apesar de não ter a mesma visibilidade. E não é possivel falar do que por cá se faz, sem se falar do que por cá se passa.
Eu também vi o streming que menciona. E na minha opinião, ilusão é uma coisa bonita, mas a realidade é outra. É preciso estar por dentro, para se conhecer efectivamente como as coisas funcionam. Ponha a ilusão de lado e olhe para a realidade: diga-me o que vê. Boas.
o que eu vejo onde?! não percebi.
Boas.
Permita-me a pergunta: qual a sua àrea de actuação (na sua àrea profissional)? Boas.
Citação de: Jose Costa em 12 / Jun / 2012, 12:43
Boas.
Permita-me a pergunta: qual a sua àrea de actuação (na sua àrea profissional)? Boas.
multimedia
Boas.
Multimedia pode ser muita coisa. Pode desenvolver um pouco mais? A razão da pergunta? Saber até que ponto você conhece este meio. Para falarmos, é preciso ter conhecimento de causa, estar por dentro das coisas, não ser um simples espectador. Não estou a dizer que seja o seu caso, apenas não sei se assim o é. Mas gostaria de saber. Debater é bom, se soubermos o que estamos a debater.
"tenho conhecimento com minhas pesquisas na internet que já começam a existir algumas empresas em Portugal dedicadas apenas ao video do casamento" - "apenas" não, como complemento, pois movimentam-se em outras àreas do video.
"Acham que finalmente em os Portugueses começam a dar valor ao video?!" - A maioria não, muito por culpa dos profissionais do ramo.
"Acham que os nossos clientes podem aceitar/gostar um trabalho tipo da NKG?!" - Sempre aceitaram/gostaram. Não tem é havido a preocupação por parte dos profissionais do ramo em vender esse tipo de serviço.
"a nossa cultura e a ideia que os portugueses tem do video de casamento ainda é muito tradicional?" - Cada vez mais os casais procuram coisas diferentes. Mas a diferença tem um preço, preço que a maioria não está disposta a pagar. Até que alguém surja e venda o producto. Nem todos vão querer comprar, mas os productos diferentes também não são para todos. Por isso é que existem os Fiats Punto e os Ferraris da vida.
"há alguns anos atrás o video era vendido junto com a fotografia, tipo "promoção"" - E assim continua na maioria das vezes, 99%, e novamente por culpa dos profissionais.
"hoje penso que cada vez mais os nossos clientes estão exigentes com o video" - São uma minoria, como sempre o foram.
Mas é possivel mudar? Sim, se os profissionais do ramo se se preocuparem em mudar. E a mudança começa por se valorizarem, quer técnicamente, quer como profissionais. Que isto de contratar o trolha para filmar um casório é tudo menos bom. Mas rende dinheiro, e depois queixam-se da concorrência desleal. Boas.
Boas,
chamo a atenção para o minuto 2,12s do clip. Facilmente encontrarão 2 fotógrafos, mais 2 operadores de camera com 2 tripés e um slider, não contando com o que está a filmar e que leva um steadyshoot. Face a actual situação do país que possivelmente se irá agravar, creio que estes serviços serão para um nicho de mercado. A meu ver o futuro, em massa, passa por o extremo oposto. Algo com rigor, mas baseado em um só elemento na captura.
Quanto ao facto de estrangeiros virem a Portugal, também os Portugueses vão lá fora, no geral por arrasto a casamentos de emigrantes onde estiveram anteriormente em casamentos cá.
Há casos e casos. Vejo com sucesso "colagens perfeitas" aos estilos feitos lá fora, para isso mudem os rostos e as fachadas dos prédios e ficarão surpresos.
A questão de fundo é a seguinte, não há dinheiro suficiente na sociedade portuguesa que permita a rotina destes serviços ao ponto de se ganhar maturidade. Assim não coloco a culpa nos videografos, mas antes no actual estado do país. Logística como a indicada atrás, só é suportada por poucos ... e quem não tem dinheiro não tem vícios.
No entanto, acredito que Portugal, pode vir a ser a médio prazo um espaço onde estrangeiros queiram vir cá casar, permitindo oportunidades próximas a dos clipes postados, mas teremos de esperar para ver.
Filipe Araújo.
Citação de: Filipe Araújo em 12 / Jun / 2012, 16:57
...
chamo a atenção para o minuto 2,12s do clip. Facilmente encontrarão 2 fotógrafos, mais 2 operadores de camera com 2 tripés e um slider, não contando com o que está a filmar e que leva um steadyshoot. Face a actual situação do país que possivelmente se irá agravar, creio que estes serviços serão para um nicho de mercado. A meu ver o futuro, em massa, passa por o extremo oposto. Algo com rigor, mas baseado em um só elemento na captura.
Como sabem não estou neste segmento de mercado, pelo que podem considerar sem qualquer valor as minhas palavras...
O país está em crise... mas os unicos sectores em crescimento são precisamente a venda de carros de luxo, de casas de luxo, de artigos de luxo, etc, etc de luxo! ... essa gente, obviamente uma minoria, tambem casa ou têm familiares que casam! É um nixo de mercado que tem sido deixado ao abandono! E porquê? Não sei! Mas quem anda no meio deveria saber! Porque certamente não é culpa deles, que nunca lhes tenham proposto um produto de alto nível, daqueles que eles gostam de comprar, que lhes alimenta o ego, que só eles podem ter, que é caro mesmo!
Muitos de nós, certamente já virão ou tomaram conhecimento, que na produção de publicidade, muitas e muitas vezes são instalados meios em exagero, algumas delas é mesmo só para o aparato... uma das razões é que é preciso impressionar o "cliente" e tambem justificar os elevados preços praticados, que não interessa que caiam!
Assim hà poucas entidades ou empresas com capacidade para fazer campanhas publicitárias! Mas as que existem e podem, pagam bem!
Think about...
Filipe, isto tudo para dizer: Será que interessa trabalhar no "em massa" onde os preços caiem de dia para dia... onde, como já alguem aqui referiu se pagam valores hora inferiores ao valor normal para qualquer funcionário de limpeza.
Criar valor acrescentado! É o que esses senhores das video conferencias e outros estão a fazer e muito bem. Querem ganhar nome, ganhar dimensão, chegar mais além! Querem ser eles a fazer os casamentos dos dos "Feteira" lá do sítio. E fazem bem em querer. No mundo de hoje em dia, sem dimensão, sem marca é dificil progredir.
Citação de: Jose Costa em 12 / Jun / 2012, 16:11
Boas.
Multimedia pode ser muita coisa. Pode desenvolver um pouco mais? A razão da pergunta? Saber até que ponto você conhece este meio. Para falarmos, é preciso ter conhecimento de causa, estar por dentro das coisas, não ser um simples espectador. Não estou a dizer que seja o seu caso, apenas não sei se assim o é. Mas gostaria de saber....
José Costa, acha importante para o debate de conceitos de trabalho, personalizar?
Citação de: Jose Costa em 12 / Jun / 2012, 16:11
... Debater é bom, se soubermos o que estamos a debater.
O assunto lançado a debate é claro.
Boas.
A. Caneira, relativamente às suas duas observaçôes, devo dizer o seguinte:
Vocês na "vossa/nossa" empresa, gastam quantidades enormes de electricidade. Num tópico com cerca de 2 anos, você refere que para a iluminação de um concerto de inauguração, após a recuperação dos 6 Orgãos da Igreja do Convento de Mafra, a potencia total da iluminação utilizada, ultrapassou os 200.000 Watts. Numa só janela, utilizaram 4 KW. Não acha que é luz a mais? Não acha que é um exagero de iluminação, iluminação essa que é paga pelos contribuintes, quando qualquer câmera das que os Users daqui têm era capaz de o fazer sem necessidade de mais iluminação que a normal do sitio?
Dois geradores em paralelo, 600KVA + 500KVA, mais de um milhão de Watts de energia disponivel, tudo para gravar um concerto dentro de uma igreja, e ainda por cima musica de orgão? Não considera que é um exagero? Era preciso tanto, que umas lampadas fluorescentes de 50 watts não conseguiam fazer?
Posto isto, pergunto:
Quero debater este assunto consigo. O assunto é claro. Mas não acha que para eu o poder fazer, tenho primeiro de saber mais umas coisinhas sobre iluminação? Eu tenho a minha opinião, certa ou errada, é a minha opinião, mas para ter um debate sério consigo sobre o assunto, não devia eu estar mais por dentro do que quero debater? Debate não é o mesmo que aprendizagem, debate é falar com algum conhecimento de causa, de problemas e de soluçôes, de causas e de efeitos.
Você não percebe nada deste segmento de mercado, pegando nas suas palavras, mas tem conhecimentos sobre a àrea do video. E com os seus conhecimentos, saberá olhar para os videos colocados no inicio do tópico e dizer o que neles está implicito. Não é meramente um paspalho com uma câmera ão ombro que os faz, é uma equipa inteira para o fazer, bem ou mal. Você sabe ver a ilusão das imagens, mas também sabe ver a realidade técnica das mesmas.
Eu sei quem você é (A. Caneira) e sei os conhecimentos que você tem. Mas não sei quem é o Paulo e que conhecimentos ele tem. Ele tem direito às suas opiniôes, mas será que tem conhecimentos suficientes para debater sobre um assunto sério como o que propôe? Não estou a afirmar nada, apenas a perguntar.
Fui ver o perfil do Paulo e nada fiquei a saber. Fui ver as mensagens antigas dele, e tudo me leva a acreditar que talvez não esteja tanto por dentro do assunto assim. Posso estar enganado, mas por isso é que perguntei o que perguntei. Por vezes não basta olhar só para um "local" especifico, é preciso ver o panorama no total. Foi o que tentei fazer, para minha informação.
Gosto de debater e gosto de ensinar. Mas se é debate que se propôe, os intervenientes têm de estar minimamente por dentro do assunto. Se não estão, então primeiro é preciso aprender, e para se aprender não é entrando num debate destes. Se eu quero debater técnicas e processos sobre iluminação com o A. Caneira, não posso entrar no debate com o tipo de opinioes que dei logo no inicio desta mensagem. Serei um tolo a debater com um profissional. Mas se tenho como objectivo aprender, então converso com ele, pergunto, questiono... mas não entro num debate sobre o assunto. Quanto muito, fico a assistir. O mais natural é chegar ão fim e não entender nada, mas esse já é um problema meu, não é mesmo?
Mas esta é apenas a forma como vejo as coisas. Posso estar errado, e até admito estar, mas é a minha forma de ver as coisas.
Paulo, não leve a mal, mas eu sou um individuo que possivelmente não sabe muito bem como se expremir. Nada de pessoal, e se de alguma forma o ofendi ou se fiz um juizo errado sobre si e os seus conhecimentos técnicos sobre o assunto, acredite que não foi com essa intenção. Boas.
Boas.
Reli todo o tópico e cheguei à conclusão (possivelmente já tarde) de que efectivamente este tipo de debate não se coaduna com a minha personalidade. Como alguém já aqui o referiu uma vez, tenho uma personalidade forte de mais para este tipo de questôes. Escrevo sempre o que quero, mas receio de que nem sempre passe a mensagem correta acerca do que penso.
Não apago o que para trás está escrito, pois mantenho a minha linha de pensamento. No entanto, questiono a minha maneira de me expremir, e acredito, a exemplo do que já no passado outras mensagens me chegaram, de que a maneira como escrevo tem o dom de retrair a participação de alguns Users, além de que eu próprio me questiono até que ponto a minha participação é benéfica para o tema proposto.
Assim, com todas as desculpas para os presentes e intervenientes, estou retirando-me do debate. Boas.
não é preciso ir aos extremos...e não se retire, precisamos de todos para melhorar!
Citação de: AC em 13 / Jun / 2012, 04:04Criar valor acrescentado! É o que esses senhores das video conferencias e outros estão a fazer e muito bem. Querem ganhar nome, ganhar dimensão, chegar mais além! Querem ser eles a fazer os casamentos dos dos "Feteira" lá do sítio."
é exactamente isso que eles têm feito, acrescentar valor ao produto deles, vender o produto deles e mais do que isso eles estão juntos nisto, eles debatem e ajudam outros profissionais da área de como devem ir, para onde devem ir e o que fazer para lá chegar. não sei se me fiz entender.
Acho que os profissionais desta área devem-se unir mais e não virarem as costas uns aos outros, é a minha opnião. Pois ultimamente tenho aprendido mais com profissionais de outros países do que Portugueses.
Penso que tambem para evoluirmos deve existir mais formação em Portugal.
A abertura que eu tanto falo podem ver aqui
https://www.facebook.com/groups/147564718702036/
Boas,
Citação de: Paulo em 11 / Jun / 2012, 12:57
Acham que finalmente em os Portugueses começam a dar valor ao video?!
Acho que não. O que os nossos clientes querem é o que a NKG faz mas pagando só 400/500€. Claro que eles gostam do vídeo de casamento deste estilo porque o acesso à net é igual para todos, só que o que vêem é o produto final, é muito bonito, mas não vêem entre as linhas, que é o que nós vemos, para chegar a esse produto final existe uma panóplia de meios humanos e materiais. Ou seja não é com 400/500€ que se consegue fazer o que a NKG faz, e os nossos noivinhos não entendem isso.
Citação de: Paulo em 11 / Jun / 2012, 12:57
Acham que os nossos clientes podem aceitar/gostar um trabalho tipo da NKG?! ou a nossa cultura e a ideia que os portugueses tem do video de casamento ainda é muito tradicional?
Aceitam e gostam. Não é a cultura tradicional mas sim o que os profissionais vendem.
Quanto ao debate aqui nesta comunidade, como poderá ver neste tópico (http://www.portugalvideo.com/forum/index.php/topic,4712.msg24160.html#msg24160), é uma pergunta direta, qualquer user pode responder porque não é uma pergunta técnica e veja quantos é que se pronunciaram :(!
Caro José Costa, não discordo de qualquer das suas palavras nem da forma como me respondeu, mas acontece que tambem o "conheço" e sei interpretar.
Mas voltando ao tópico.
Citação de: Jose Costa em 13 / Jun / 2012, 09:31
Não é meramente um paspalho com uma câmera ão ombro que os faz, é uma equipa inteira para o fazer, bem ou mal. Você sabe ver a ilusão das imagens, mas também sabe ver a realidade técnica das mesmas.
Tenho quase a certeza, que se não em todas, pelo menos na grande maioria das intervenções que fiz relativamente a este tema da "produção" de BBC's, directa ou indirectamente, sempre bati no ponto de que o "salto" só será dado com trabalhos em equipa. É muito dificil uma pessoa sozinha, por muito bom que seja, tratar do som, da luz, da imagem, e da produção. A Produção é essencial, em qualquer trabalho e em BBC's não é excepção.
Dirá o José Costa, ou outros... deixe-se de ilusões e olhe para a realidade. E com razão!
Os exemplos dos videos apresentados terão sido feitos no Brasil, país que tenho a sorte de conhecer (não como turista) o suficiente para saber que estas coisas são encaradas por lá de forma diferente. Se um casal (familia)quer ter o seu evento captado em video, é porque o quer mesmo, e vai colaborar, não só eles, como toda a gente. Se não o quer, deixa que seja um familiar ou um 1,99 a fazer. Realmente qualquer um faz play/rec
Depois hà quem queira mas não possa... deixa tambem para os do 1,99! Como dizia o outro post, hà mercado e lugar para todos.
Por cá tambem hà gente com possibilidades de pagar trabalhos como os apresentados no primeiro post, mas haverá por cá alguma estrutura que os proponha e faça? Possivelmente sim, ou não!
CitaçãoFacilmente encontrarão 2 fotógrafos, mais 2 operadores de camera com 2 tripés e um slider
Filipe Áraujo, tambem reparei como estavam vestidos! Há alguns anos atrás houve por aqui uma discussão sobre isso e quase me batiam por ter defendido que, especialmente quem está "dentro" do evento devia vestir de acordo com o mesmo. Até se disse que se achassem que deviam levar um cachecol de um clube desportivo, levariam.
Infelizmente isto acontece não só nos BBC's. Já vi um assistente de realização ir para a gravação de uma Ópera de calções (e só iria estar nos bastidores). É claro que, infelizmente não pela empresa que o contratou (a RTP) mas por responsáveis do Teatro S. Carlos, foi convidado a ir-se embora!
Tudo isto é Produção!
Mas que raio de interesse tenho eu nisto? Nenhum ou todo! Assisto perigosamente a um banalizar do trabalho em video, seja em que área ou segmento for, luto contra!
Citação de: AC em 14 / Jun / 2012, 15:52
Por cá tambem hà gente com possibilidades de pagar trabalhos como os apresentados no primeiro post, mas haverá por cá alguma estrutura que os proponha e faça? Possivelmente sim, ou não!
Estrutura há... há empresas com material suficiente e pessoal para fazer estes trabalhos, mas o trabalho que a NKG faz não é só no dia.
existe um trabalho antes das cerimonias com os noivos, durante e após (na sua edição) do que conheço tenho que dizer que infelizmente ainda não...digo ainda não pois não tenho dúvidas que temos que caminhar para aí! quem não caminhar vai ficar perdido pelo caminho.
E quando digo antes das cerimonias não falo dos clips deles mas sim do preparar dos clientes para o trabalho.
já tive o prazer de falar praticamente com todos os colaboradores da NKG via net, e retenho umas palavras que eles me disseram, "hoje em dia já pouco importa o material que voçê usa, é praticamente todo identico, o importante é a qualidade e o trabalho final ter a cara do cliente, nenhum trabalho pode ser igual ou parecido a outro!" ou seja não adianta ter ferraris nas mãos e depois produzir um trabalhito.
tudo o que falas-te é mesmo produção AC!
de resto AC, concordo contigo, pensamos da mesma forma...
Boas,
a coisa de 2 a 3 anos atrás, talvez no momento em que entrei na faculdade apercebi-me de algumas realidades, inclusive o aumento de alunos nas faculdades, a base prática exigida e do impacto da orientação na curta curva de crescimento de conhecimento que refletia. Vi com os próprios olhos alunos que não sabiam o que era uma timeline, e no final do semestre (com a orientação devida) a fazer alguns trabalhos de fazer inveja (face ao tempo em que trabalharam com tais ferramentas).
Conclusão, apesar de o meu curso ser de Design Gráfico, rapidamente criei paralelismos com outras saídas académicas, a exemplo de cursos de fotografia, comunicação Social, jornalismo, etc. Digo isto porque prevejo que, em poucos anos o nosso mercado (BBC), estará rapidamente inundado de pessoal altamente qualificado, face as saturações das próprias áreas.
Quando alguns elementos, que foram preparados para voos mais altos, com um espirito critico mais refinado, se dedicarem a sério na nossa área, explorando ferramentas como after effects, in design, animação 3D, novas metedologias de trabalho, etc ... acrescido da frescura da juventude, entrarem no nosso mercado, teremos (aqueles que já andam aqui a alguns anos) sérias dificuldades em acompanhar.
Assim prevejo para o futuro do vídeo de casamentos, que por um lado dentro de alguns anos teremos trabalhos de topo, que fará também deste país um exportador de serviços (ou seja, serão mais o numero os fotógrafos e videografos convidados a fazer capturas no estrangeiro, que mais tarde será cá finalizado) pela relação qualidade/preço que toda a cadeia do trabalho sofre. Com as Rayiens Aires, clics e afins, que tornaram as nossas cidades em aldeias mais próximas. Por outro lado, quem não se adaptar as novas ferramentas, irá competir pelo preço, pois não tem outra opção.
Se tomarmos como um facto a exposição que cada um tem de se submeter, voluntaria ou involuntariamente as redes sociais, sites e blogues de noivas. Acredito que o tempo que demora a alguém projetar um bom trabalho será mais curto, da mesma forma que quem fizer um mau trabalho viverá pouco tempo neste meio. As redes sociais atrás mencionadas darão um mãozinha final (empurrão).
Por outras palavras, será mais do mesmo, com maiores extremos e vidas com mais pressão ou mais curtas. O capitalismo desenfreado está aí.
Gostaria de acrescentar, alguns meus pontos de vista a este tópico. Sem dúvida que a empresa a que se refere trabalha bem e sabe o que faz. No entanto não creio que acrescentem nada a chamada "escola americana" que a anos faz exatamente a mesma coisa. A meu ver, de algum tempo a esta data apenas vejo imitações, umas com mais ou menos sucesso. Sinto alguma ilusão, e com todo o respeito não creio que eles estão a acrescentar nada.
Outro aspecto que creio ser importante é o seguinte, reconheço que estes trabalhos são executados com mestria, entrega e meios, mas acima de tudo com muita participação dos casais num dia em que o que eles menos tem, é tempo. Sendo eu o melhor barómetro de mim mesmo, a exemplo do que fiz quando casei, quis só e apenas que quem me filmasse me ocupasse o mínimo de tempo possível, para estar com o que considero ser o mais importante, estar com as pessoas e gozar o dia. Claro está, que respeitei e facilitei as imagens, mas sempre dento de um limite. Menos ainda gostaria de investir dias antes e depois para simular imagens do que não aconteceu.
Entendo o nosso trabalho como reportagem e contadores de histórias que aconteceram e não como criadores de histórias só porque são diferentes ou tem mais projeção.
O futuro, são vários futuros, um deles será a não intervenção no dia e que está na linha oposta a que sugere. Há gostos e gostos.
Na linha da empresa que fala, se fizer uma pesquisa a alguns anos atrás a esta data, encontrará já trabalhos de Luís Rolo, e outros como ele, que são bons exemplos dessa linha de trabalho nacional e que prova que a NKG não trás nada de novo.
Já agora, um pedido, José Costa não saia desta discussão porque para além de fazer cá falta, creio que o assunto está mais quente e pelo que o conheço gostará certamente de participar.
Filipe Araújo.
Citação de: Filipe Araújo em 14 / Jun / 2012, 17:56
Outro aspecto que creio ser importante é o seguinte, reconheço que estes trabalhos são executados com mestria, entrega e meios, mas acima de tudo com muita participação dos casais num dia em que o que eles menos tem, é tempo. Sendo eu o melhor barómetro de mim mesmo, a exemplo do que fiz quando casei, quis só e apenas que quem me filmasse me ocupasse o mínimo de tempo possível, para estar com o que considero ser o mais importante, estar com as pessoas e gozar o dia. Claro está, que respeitei e facilitei as imagens, mas sempre dento de um limite. Menos ainda gostaria de investir dias antes e depois para simular imagens do que não aconteceu.
aqui discordo...a unica coisa exigida dos noivos pelo que vejo é aquilo que nos já exigimos basicamento o vestir do casal.... de resto é capturar os promenores aqueles que sao realmente importantes e para recordar.
De resto acho excelente a tua observação sobre os futuros profissionais da área cada vez mais qualificados, e vem ao encontro do que eu digo.... o futuro ou melhor o presente é por aqui, quem não acompanhar vai ser dificil.
Boas,
Algo que gostava de saber é o preço médio que a NKG cobra para um serviço de casamento em que leva 4 operadores! Depois de saber o valor, aí sim vou perceber o nicho de mercado que poderemos ter aqui em Portugal :-".
Citação de: Filipe Araújo em 14 / Jun / 2012, 17:56
... Entendo o nosso trabalho como reportagem e contadores de histórias que aconteceram e não como criadores de histórias só porque são diferentes ou tem mais projecção.
O futuro, são vários futuros, um deles será a não intervenção no dia e que está na linha oposta a que sugere...
=D> Sempre pensei assim e "acradito" (como diz o Jorge Jesus) :lol: que o futuro continuará a ser o presente, ou seja, haverá sempre clientes para grandes produções, para médias produções e para baixas produções, o meu maior receio é os casamentos acabarem :cry:.
Citação de: Paulo em 14 / Jun / 2012, 18:24
aqui discordo...a unica coisa exigida dos noivos pelo que vejo é aquilo que nos já exigimos basicamento o vestir do casal.... de resto é capturar os promenores aqueles que sao realmente importantes e para recordar.
Cingindo-me apenas aos dois videos exemplo, não posso estar mais em desacordo contigo!
Aos noivos foi pedida muita coisa, e havia um conhecimento previo do que ía acontecer!
Video 1, por volta dos 3:13, a espontanedade do momento de emoção do noivo ao receber o papelinho foi bem apanhada (pareceu-me natural e que ele não saberia o conteudo do papelinho), mas que o momento era esperado e estava planeado (produção) não tenho duvida, até porque ouve a captação em off da voz da noiva (que colaborou, mais uma vez se nota a pré produção). A arte pode estar em saber deixar acontecer alguma espontanedade em algo que está completamente planificado previamente. Os dois videos têm imensos exemplo disso. E não tenho qualquer duvida que trabalhos desses só são possiveis quando os noivos (e outros intervenientes) estão dispostos interpretar, na verdade eles são os actores principais do seu proprio "filme"
Citação de: Rodrigo Pinheiro em 14 / Jun / 2012, 19:24
Algo que gostava de saber é o preço médio que a NKG cobra para um serviço de casamento em que leva 4 operadores! Depois de saber o valor, aí sim vou perceber o nicho de mercado que poderemos ter aqui em Portugal :-".
Tambem gostava de saber!
No minimo aquilo é trabalho para uma equipa de 6 a 8 pessoas, possivelmente quatro dos quais operadores de imagem (entre video e fotografia).
A questão do nicho, não é de desperdiçar... se repara-mos bem, actualmente em tempo de crise, em hora nobre só hà duas marcas a anunciar automóveis, e destinam-se a um nicho, ele existe!
Ora....
só vemos o que nos é possível ver ou deduzir. Por vezes há micros de lapela, repetições, .... mais repetições e de certeza que não estamos a ver o filme na integra, menos ainda o que foi apagado.
Repare não quero ser do contra, nem tão pouco o quero desmotivar ... eu próprio fiquei deslumbrado alguns anos atrás com alguns vídeos que vi na altura. Ficava especialmente sensibilizado com a captura do momento certo e pela diversidade de planos existentes. Hoje penso de forma diferente. Pense nisto, nos planos do quarto onde o pai arranja a gravata, tem uma imagem paralela a janela (silhueta) e outra diagonal ao noivo. Daí deduzo que serão 2 videografos, acrescentando 2 fotógrafos a situação, isto para o não obrigar a repetir as sequências dá 4 elementos. Portanto 2 pessoas a agir com 4 profissionais a registar no mesmo quarto. Acha isso natural?
Filipe Araújo.
esqueçam os fotografos, nada tem a ver com a empresa NKG nem com este topico :) ou acham que se o fotografo tivesse a ver com a empresa se ia colocar como no video 1 atras do noivo quando ele entra para casar! lol que personagem....
filipe não ha repetições nem mais repetições, pois ninguem está para isso no dia do casamento como o disses-te, nem o padre casa duas vezes, nem o maquilhador maquilha 10vezes os labios, agora antes da cerimonia ou do evento, existe um trabalho com o cliente que é de conhece-los e saber o que é que eles estão a pensar fazer, o que é que vão fazer um ao outro no dia deles, se quem vai filmar souber o que vai acontecer é facil estar preparado no momento.
Se querem chamar o "conhecer o cliente", de como estão a planear o dia deles de pre-produção força o nome não é importante pessoal, o que é importante é que conhecem os clientes sabem o que eles querem e até onde podem ir com eles.
já assisti a casamentos como convidada onde o pessoal que vai trabalhar nem o nome dos clientes sabiam, ora como é que aquele trabalho há-de de se identificar com o cliente se eles não sabem nem sequer as expectativas que eles tem com o video. vai ser dificil claro
É obvio que são varias pessoas a filmar, por isso é que tem imagens de vários angulos coisa impossivel para apenas uma pessoa sozinha
há uma coisa que ainda ninguem falou aqui sobre os videos que eu postei, correção de cor... que têm a dizer?
finalmente comeca-se a tirar sumo de várias pessoas era isto que eu pretendia, aprender com todos e perceber vários pontos de vista!
Citação de: Paulo em 14 / Jun / 2012, 21:04
Se querem chamar o "conhecer o cliente", de como estão a planear o dia deles de pre-produção força o nome não é importante pessoal, o que é importante é que conhecem os clientes sabem o que eles querem e até onde podem ir com eles.
O nome não é importante? E a função, é?
Quem é que conheçe os clientes e até onde estão dispostos a ir? Os operadores de câmara? É a eles que compete esse trabalho prévio?
Acho que tem mais umas perguntinhas para fazer ao pessoal da NKG na proxima video-conferencia.
Cá para mim aquilo tem produção e Produtor, e produtor é só a função e a pessoa mais importante em qualquer evento. E o nome interessa sim!
Se depois acumula com outra função, como a de operador de câmara, realizador, isso é outra conversa. No "cinema" estamos fartos de ver casos desses.
Citação de: Filipe Araújo em 14 / Jun / 2012, 20:18
Daí deduzo que serão 2 videografos, acrescentando 2 fotógrafos a situação, isto para o não obrigar a repetir as sequências dá 4 elementos. Portanto 2 pessoas a agir com 4 profissionais a registar no mesmo quarto. Acha isso natural?
Por isso uma coisa é uma reportagem e outra são os produtos apresentados a exemplo.
Nos apresentados a exemplo, acho natural, e multi-cam é essencial.
Video 2, a partir do minuto 2:22, até para aí aos 2:45, aquilo foi tudo "produzido" para o boneco, e não foram só os noivos a alinhar... são coisas e conceitos diferentes. Claro que para acontecerem os noivos, familia, convidados são informados e concordam em se disponibilizar para tal. Alguem trata de todos esses pormenores... talvez alguem cuja função o nome não interessa.
Antes de tudo o NKG faz um trabalho excelente independentemente dos recursos que tem ao seu dispor. Podemos falar de outros nomes como Ray Roman, mas o mais importante, é a dedicação que está lá!
Por outras palavras ... o pessoal gosta do que faz! As imagens DSLR iludem e os clientes pagam!
As imagens dslr iludem, porque na minha experiência não fiz mais com dslr do que com a camara "normal", mas fica melhor ou mais belo! Daí ter dslr!
Em relação a valores ou mesmo valorização do trabalho ... para mim é muito simples ... atirem se aos leões!
No fim de semana passado tive um cliente - fotografo - que me disse que vendia o meu vídeo à confiança! O cliente simplesmente gostava da fotografia e o gajo que anda a filmar da sic e da tvi tanto faz!
Se o cliente não sabe o que compra, é que porque não lhe está aos olhos, ou porque lhe é ocultado ou indiferente!
Este ano já tive clientes que não queriam vídeo, porque era a treta de sempre. Felizmente viram e gostaram do meu trabalho, e vou fazer um casamento segundo o que realmente querem!
Resumindo e continuando por toda a vida ... é valorizar o nosso trabalho de forma a diferenciar dos fotógrafos!
Eu não fotografo casamentos porque não sei! Por que raio vão eles tratar do vídeo e mandar palpites se não percebem corno de vídeo?
Mais sumo... agora daquele que eu gosto!
Video 2, minuto 2:54 - Quantas luzinhas vêm lá ao fundo? Agora memorizem a posição delas!
saltemos para o minuto 3:04, quantas luzinhas vêm agora, tambem lá ao fundo? E a posição delas é a mesma?
E a altura a que estão? Não é em cima da câmara pois não?
minuto 4:06 - Luzinha em nova posição, à esquerda do plano
Minuto 4:14 - Contra-plano. Lá está, bem juntinho à arvore, um dos assistentes de iluminação com a "luzinha" numa mini perche, a que se vê no plano anterior.
E com quantos técnicos já vamos?
Serve esta observação sobre luzinhas para quê? Para nada, possivelmente!
AC claro que nota-se um profissionalismo muito bom de quem está a trabalhar ou seja sabem o que fazem!
deixo mais um video para critica do Bojan Mitksovski vencedor do best Love Story of Europe 2011 by EEVA!!
http://vimeo.com/30975219
È,
faz-nos sentir pequeninos ...
Filipe Araújo.
Citação de: Filipe Araújo em 15 / Jun / 2012, 15:03
È,
faz-nos sentir pequeninos ...
Filipe Araújo.
:)
tambem conseguimos chegar lá, para tal basta darmos o melhor de nós e trabalharmos!
Este ultimo só vejo o trailer onde posso ver o filme?
:lol: muito bom.
A forma como conta a história (ideia), os locais escolhidos, a luz (fotografia)...
Ok é o futuro, os "casamentos" passam a ser pagos pela(s) empresa(s) de implantes de memória cognitiva e ego-massagem. \:D/ :-k
Com o telemóvel ou com o mais intrincado sistema, a ideia e a motivação são chaves para o caminho. Agora o caminhar passa pelo produto mas também pela oportunidade de negócio. As comunicações evoluíram de tal forma que tudo ficou mais perto, o deserto também. Esta rede global tem um potencial global.
Todo o mundo procura mais valias sejam elas económicas espirituais ou o que quer que seja.
Surge um cliente de quando em quando com uma proposta deste género?
Então estamos a falar de alguém, que sabe o que quer.
Alguém pré-disposto a ser "Actor", com meios... Depois cabe à realização/produção enquadrar todo este processo, é um todo, é sempre um trabalho de equipa.
Estava a pensar nas memórias, pois todo este processo "casamentos" conclui num futuro reviver ou rever o passado, para quem viveu a experiência e como mostra vídeo a outros (desclassificando todo o aparato, e meios possíveis de utilizar ou usar).
Mas este filme (https://vimeo.com/30975219) tem um pendor diferente pois tudo é "encenado" de forma a que o filme transmita uma ideia do pretendido, para produto final.
Com e sem encenação ou então a zona mista (uma mistura dos dois) é o que se vai vendo pois se os actores tem de dar a cara toda a equipa contribui para o resultado final.
Na equipa é fundamental as competências, experiência e as comunicações vieram trazer nova forma de olhar a equipa dado pela forma de contacto bem como ao aumento e velocidade com que tudo acontece ou que se faça acontecer.
O Futuro é hoje? ou é amanhã? #-o [-X
Tem dias!
Muito agradável o seu texto.
Filipe Araújo.
Citação de: António Cristo em 15 / Jun / 2012, 19:54
Este ultimo só vejo o trailer onde posso ver o filme?
Nada mau, eu não vejo nem trailer nem filme! Mas ganhou um prémio, portanto calo-me!
Pena que, por exemplo o Luís Rolo não tenha (corro o risco, pois não sei se tem, ou já teve) a chance de poder fazer uma coisa com metade do orçamento que estes tipos tiveram.
CitaçãoSurge um cliente de quando em quando com uma proposta deste género?
É aqui que tem de haver a inversão. As coisas têm de ser propostas ao cliente, na maioria das vezes eles não têm conhecimento do que é possivel fazer, daí que só de vez em quando surja algum que, ou porque já viu, ou sabe mais alguma coisinha, lá pede algo diferente.
Ter um portfolio como se trata-se de uma ementa, para propor ao cliente, parece-me um bom ponto de partida.
A questão pode ver-se desse prisma.
Como um filme é feito de imensos pormenores, e todos os que o integram contribuem de uma forma explicita ou implícita para o seu final - independentemente do custo do mesmo.
Quanto ao requerido como plano, leva a que a realização/produção prepare os meios e faça as opções e ajustes necessários à produção, e aqui visualiza-se os custos. Mas a história é aquela, não outra, e aqui os actores tem a palavra.
Bem posso querer um carro que ande a 400h, mas eu posso nem sequer ter jeito para tirar o carro do estacionamento, quanto mais fazer um peão.
Portanto para isso é importantíssimo o querer da parte dos visados... pois eles conhecem melhor os seus limites que ninguém.
Eu creio - não trabalho em casamentos - mas não deve ser diferente de outros mercados - que em conformidade com a atitude dos interessados, seja pela motivação, o gosto, as referencias que trazem para a conversa, o tipo de resposta a questões simples, a atitude de estar, e entendimento das diferentes possibilidades produtivas faz com que se tenha um entendimento sobre o tipo de operação de produto (aqui falo na forma de contornar diversas questões inerentes à ideia) e respectiva produção necessária, depois vem os custos.
Aí faz lembrar um episódio dos Simpsons em que o Homer vai comprar uma auto caravana porque o vizinho tb comprou, vai à loja e o vendedor mostra-lhe o último grito em auto caravanas: Tv com Satélite próprio, 3 fornos um para cada parte do frango e mais uma panóplia de coisas.
O Homer ficou a vibrar (a Merge questiona mas temos para isto?) e o vendedor diz vamos ali à casinha fazer o contrato se a luz vermelha ligar é porque não pode comprar.... claro que não podia comprar o crédito que tinha deu para um chasso que atrapalhou o transito todo até fazerem camping. Isto é uma história do episódio BIGFOOT dos simpsons.
Isto para dizer que todos querem o que acham melhor nem todos podem e nem todos os que podem tem jeito... Mas quando chega a hora dos valores existe uma mudança de azimute... independentemente de serem bons actores ou não.
Mas quando sabem o que querem, geralmente estão dispostos a pagar o necessário pois é um assunto que lhes interessa mesmo e não mais um pormenor da boda.
Aqui entra a dimensão do mercado, o posicionamento da empresa ou pessoa no mesmo e a capacidade de produzir ou fazer produzir o que foi referenciado.
Sim AC já vai aparecendo material, a questão é mais pessoal e requer vários níveis de investimento por parte de quem o deseja e de quem o faz.
Existe uma diferença entre liderar puxando e liderar atraindo... Sendo a liderança a capacidade de criar equipas. Temos défice de verdadeiros lideres em muitas áreas, e esta não é excepção. Muitos anos de um formato piramidal top down com base na estrutura militar deixa os seus resquícios.
Mas o futuro é hoje :)
Quem procura este tipo de empresas especializadas são clientes que sabem o que querem e para eles o vídeo é importantissimo!
como podem ver neste video um cliente do ray roman em completa loucura!
https://www.facebook.com/photo.php?v=10150974516313913
lol
:grin:
Afinal o que é que era mesmo para se debater? :-({|=
Boas.
Apesar de me ter retirado do debate, tenho acompanhado o mesmo. Opiniôes li muitas, mas também não é sobre isso que quero escrever. Apenas dois ou três comentários relativos ãos 3 videos aqui colocados neste tópico:
Em relação ão primeiro , logo no inicio do tópico, não me vou pronunciar sobre a falta de concordância entre o ritmo da música e a das imagens (mas já me pronunciando, a falta de concordância a que me refiro é na parte do baile ou dança).
Também não me vou pronunciar sobre o controle da profundidade de campo, em ambos os dois primeiros videos. Tanto o querem mostrar e trabalhar, que acabam por desfocar de mais as imagens. Dizem que no cinema é assim. Pois no cinema não vejo nada assim.
O meu comentário vai para a composição das imagens, para o enquadramento em ambos os videos. Quebrar a regra dos terços não é problema. O problema é quando o resultado é simplesmente mau. E em ambos os videos, essa regra é quebrada por diversas vezes, com resultados pouco abonatórios para a imagem. Depois, temos a questão das cabeças cortadas. Ter uma imagem cheia de ar e as pessoas com as cabeças cortadas, não é dos melhores planos. E infelizmente, em ambos os videos temos muitos planos assim. Cabeças cortadas e pessoas amputadas. Ou eram retiradas do plano ou então "abriam" simplesmente a imagem.
Quanto ão 3º video, retirem os fundos, o luxo, e digam-me o que fica. Não fica nada, nem história nem emoção. Temos um local que parece ser das arábias, mas cujas imagens não nos dizem nada. Existe ali uma história? Gostava de saber qual. Gravar imagens não é dificil, o dificil mesmo é contar uma história com as imagens. E na minha opinião, isso não foi conseguido.
Ganhou um prémio? Isso me leva a questionar se de todos a concurso aquele era a melhor "coizinha" que por lá apareceu ou se o luxo evidente nas imagens teve alguma influência sobre a decisão do júri.
Já que critico tanto, faço melhor? Se faço melhor ou se sei fazer melhor, não é o ponto. O ponto é saber ver e saber criticar. Não é por não se saber fazer que devemos deixar de criticar o que está efectivamente mal feito. Porque nos 3 videos presentes neste tópico, a única coisa de bom que têm é a qualidade da imagem (DSLR vs video convencional).
Se estes são exemplos a se seguir, então muito obrigado, mas prefiro não seguir o exemplo. E se estes são o futuro, que triste futuro nos espera.
Como referi no inicio, apenas dois ou três comentários, que achava imperioso fazer. Boas.
Obs. Já agora, para os eventuais criticos como eu, ouvir aqui (http://www.ouvirmusica.com.br/ragatunes/1977036/).
Citação de: Jose Costa em 25 / Jun / 2012, 00:11
Quanto ão 3º video, retirem os fundos, o luxo, e digam-me o que fica. Não fica nada, nem história nem emoção. ...
Nem mais... mesmo com o luxo, continua a ser NADA! Nem trailer, nem filme... simplesmente NADA!
não sei se o que vou colocar aqui tem a ver directamente com este tópico, mas aqui vão alguns links que podem ajudar quem trabalha na área dos bbc`s:
http://www.casamentoclick.com/casamentos/videos-casamentos/
http://onossocasamento.pt/artigos/como-conseguir-casamento-chique-glamoroso
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1751862
http://mulher.sapo.pt/casamentos/casamento/artigo/chegaram-os-casamentos-low-cost
http://www.casamentosmagazine.com/portal/categoria/6-Fotógrafos
http://timeout.sapo.pt/artigo.aspx?id=3161
http://www.casamentos.pt/fotografo-casamento/jonathan-lima-foto-e-video--e93887