Viva Passos!
(artigo de opinião)
Portugueses, nas próximas eleições não se esqueçam de votar nos mesmos. Não se esqueçam de colocar a cruzinha, se não nos mesmos de hoje, nos mesmos do passado. Não mudem, continuem com as palas á frente dos olhos, como os burros. Continuem a ir aos mesmos comícios, a abanar as bandeirinhas e a usar os chapéus, que "chapéus à muitos, seu palerma!" – já dizia Vasco Santana.
Não façam mudanças, apenas alternem. Com tantas alternativas possíveis, escolham novamente os mesmos. Os outros até podem ser piores, sim podem! Mas sem experimentar não é possível saber. Assim, fazer as mesmas opções é mais previsível, os resultados serão idênticos, iguais. Sim, que ficarmos diariamente piores e mais enterrados pouco diferente é, além de que é o sonho de qualquer um que ambicione a Glória. Quase 40 anos de má governação democracia e ainda não aprendemos.
O que é que isto tem a ver com vídeo?
É graças á tecnologia vídeo (câmeras, servidores, software,...) que nos é possível ver, lado a lado e na TV, o que o actual ministro dizia e apregoava durante a campanha política e o que põe em prática nos tempos actuais. Uma cópia fiel do que em anteriores campanhas políticas (e governos) se tem verificado. E tudo graças á magnifica escolha que os portugueses têm vindo a fazer ão longo dos anos.
Viva Passos! Viva os Portugueses com olho para a coisa! Não mudem!
Encontramo-nos nos comícios do costume.
by José Costa
Nem mais... Continuemos a encontramo-nos nos comícios do costume, que em breve iremos encontrar-nos tambem na sopa dos pobres / sem abrigo.
"Silva Lopes acusa Governo de beneficiar alguns grupos e inverter papel do Robin dos Bosques" (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=585565&tm=9&layout=122&visual=61)
Alternativas??? quais alternativas??? Ainda não entenderam que são todos farinha do mesmo saco, da esquerda até a direita, é tudo a mesma corja, está tudo minado.
Isto só muda com uma nova revolução, mas desta vez não pode ser com flores, infelizmente terá de haver sangue, pois só assim se acabam com as Sanguessugas.
Chapéus há muitos. Verbo haver.
Recebi este texto que se encaixa aqui como uma luva:
PORTUGAL
VISTO POR JACQUES AMAURY
Sociólogo e filósofo francês
Professor na Universidade de Estrasburgo
"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a
agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.
Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.
Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem pública, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.
À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre
ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a
prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas
recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.
Isto é uma algaraviada que ninguem entende
Se não consegues uma tradução decente, publica o texto original
Já está, não sei porquê, mas no momento do copy/paste fez uma má tradução do pt para pt.
Obrigado,
Filipe Araújo.
Obrigado tambem. O texto vale a pena