Saudações!
Malta, cá vai mais uma questão que acredito haja quem me saiba responder.
Pois bem, tenho alguns vídeos de casamento, vídeos curtos de 3 a 4 minutos que fiz para os clientes publicarem nas suas páginas pessoais do facebook.
O caso é que também gostaria de o fazer na minha página, tenho autorização verbal para o fazer, mas como precaução gostaria de ter uma autorização por escrito. Basta para o efeito um e-mail dos clientes autorizando a publicação ou será necessário um contrato formal para o efeito?
Sem mais assunto e sempre disponivel no que me for humana e vídeograficamente possivel, José Marques
O correio electrónico faz fé junto das autoridades competentes.
Falta saber se o correio electrónico é da pessoa em questão (de quem tem os direitos).
Posso sempre alegar que o correio electrónico não é meu... Vamos lá provar isso... Uma confusão.
Se ao longo da operação de execução existiu comunicação com esse endereço de correio electrónico sobre o assunto de forma veemente ou contratual.
OK, então não tenho como não acreditar que me é facultada a autorização de divulgação quando me enviam um correio electrónico a permitir.
Desculpem a minha posição um pouco radical mas ela é fruto da minha experiência profissional:
1-Correio eletrónico: só aconselhável a 100% quando existe uma assinatura eletrónica emitida por entidade credenciada para tal, como eu disponho para a prática de atos oficiais. O que acima é sugerido pelo Companheiro António Cristo poderá ter validade mas...há sempre forma de criar suspeição e problemas a tal associados, como aliás bem sugere;
2-Documento particular: Não é necessário recorrer a um contrato. Bastará uma declaração dos "filmados" a autorizarem, explicitando como e aonde será publicitado, desde que seja com assinaturas reconhecidas;
3-Possíveis problemas: Se nos filmes aparecem outras pessoas, marcas de produtos, etc. poder-se-á sempre levantar o problema do direito à imagem e sua privacidade. Este aspeto só se acautela com a permissão dos interessados nos moldes acima expostos ou com o cuidado de conseguir que esses elementos não apareçam de forma reconhecível. No fundo, tratar-se-á dum problema de montagem do filme;
4-Possível solução: a existência dum documento, como é referido no n.º 2, aonde se autorize que no seu portal de Internet figurem os links a remeterem para os vídeos que identifica (identificação que deve ficar bem prevista).
Desculpem este radicalismo, mas infelizmente tenho visto o surgimento de muitos problemas mesquinhos aonde tal não seria de supor.
Bem, e sempre há o problema das trilhas sonoras, não é?
Temos de ter o cuidado com os direitos de autor e essas cenas, não é?
É evidente. Nem tal abordei pois a sua pergunta omitiu essas questões. Curiosamente, existia um programa chamado Microsoft Producer que permitia compor trechos musicais inéditos com a escolha prrévia de estilos, instrumentos, compassos, tonalidades e durações..
Infelizmente já não existe e quem o conseguiu guarda-o religiosamente....
Se precisar de mais algum esclarecimento, disponha.
Devo dizer que no Fórum existe muito e bom material que elucida quanto a problemas diversos que se prendem com os direitos de autor, direitos conexos e outras pertinentes temáticas, o que permite um muito razoável esclarecimento e sensibilização para a sua existência.
A verdade é que se quisermos acautelar tudo não vamos conseguir fazer... as restrições são mais que muitas, o custo para as ultrapassar é alto.
Será que o Padre tem de dar autorização para aparecer no vídeo?
É quase como andar a dirigir na estrada se a autoridade quiser tem sempre por onde pegar... Com um telemóvel podes registar o que te apetecer? e publicar onde quiseres?
Questões que hoje se tornam difíceis de responder.
Grande parte do material que é colocado nos meios electrónicos não cumpre a legislação, esta está desadequada à realidade.
O contrato vale o que vale é melhor o ter do que não. Mas como é tudo uma questão de sorte... Boa Sorte
Mas a autoria ninguém te a pode tirar (embora ande pelas ruas da amargura).
Os canais de Tv são obrigados a passar a ficha técnica dos filmes (SIC, TVI) ultrapassam isso pagando uma multa pois é mais vantajoso dado que nesses minutos facturam mais de outra forma.... é tudo uma questão de balança de pagamentos 8)
E depois quase ninguém quer ver a ficha técnica (veja-se nos cinemas).
Mas existe lei... cada um tira as suas ilações (existe pouca jurisprudência sobre o assunto, correntes por parte dos autores e seus representantes e correntes por parte dos utilizadores) mas seguir à risca a lei levanta questões de direitos e garantias que merecem um filme.
Qualquer ato publico de visualização de um filme seja ele qual for requer autorização do http://www.igac.pt/ (http://www.igac.pt/), bem como o seu registo.
Pressupostamente deves ser produtor registado... blá blá blá...
Tanta FeiraInternacional, Junta, Camaras, Clubes, Associações... ups ... burocracia muitas vezes que não é tratada.
Fica aqui um vídeo que poderá ter interesse para alguém que queira aprofundar um pouco esta coisa da criação artististica.
Na ordem do dia temos: http://zap.aeiou.pt/pharrell-williams-e-robin-thicke-plagiaram-marvin-gaye-61729 (http://zap.aeiou.pt/pharrell-williams-e-robin-thicke-plagiaram-marvin-gaye-61729)
O filme: https://youtu.be/SAfCvMNgLjg (https://youtu.be/SAfCvMNgLjg)
:) 8) :lol:
Uso o conceito do Youtube (leia-se o contrato) se existir algo mal digam que eu retiro. :lol:
Companheiro António Cristo:
Tem 1.000% de razão!!!!
Quando não nos "fabricam" problemas, tudo corre muito bem! Haja sorte....
O que nos pediram foi uma opinião para acautelar problemas e neste aspeto estou ciente que eles foram abordados.
Com os melhores cumprimentos do,
MPPais
P. s.: Resta saber se o Companheiro J.Marques tem ou não a sua atividade legalizada. O Fórum tem sobejos elementos sobre esta matéria, os quais ele deverá consultar.
Sinceramente não sei nada sobre casamentos mas sei algumas coisitas sobre fotos/vídeos, direitos de imagem e direitos autorais.
Se o casamento era aberto ao público, ou seja qualquer um podia entrar na igreja para ver, não me parece que exista qualquer restrição em o Padre aparecer. Considera-se que o era um evento público e como tal passível de ser reproduzido: "2. Não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando assim o justifiquem a sua notoriedade, o cargo que desempenham, exigências de polícia ou de justiça, finalidades científicas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares públicos, ou na de factos de interesse público ou que hajam decorrido publicamente. "
Em: http://www.cpav.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=57%3Adireitos-de-imagem&catid=25&Itemid=58
O problema poderá estar na parte da festa, possivelmente terá sido num local sem acesso ao público.
Pela minha experiência (em vídeos, fotos e sites de profissionais) o máximo que acontece é alguém pedir para retirar. Nesse caso retira-se do site e não passa disso.
Conheço inclusive casos de fotógrafos que venderam o seu espolio e o mesmo foi publicado sem que para tal tenha sido solicitado/ ou aplicado qualquer tipo de direitos de imagem, prevalecendo o direitos autorais.
:lol: :lol: :lol:
https://youtu.be/wcWKG0shcSk (https://youtu.be/wcWKG0shcSk)
#-o #-o #-o
Companheiro António Cristo:
Após a sempre enfadonha incursão na temática abordada, só me resta agradecer-lhe o seu oportuno vídeo como irónico e inteligente ponto final a este questionamento.
Melhores cumprimentos do,
MPPais
Agradeço, de coração, a todos que responderam a minha questão. Foram todos formidáveis e ajudaram-me bastante. Ainda não me colectei, mas estou a pensar sériamente nisso, De facto é algo que farei no decorrer da próxima semana. Sem mais assunto, por enquanto, agradeço mais uma vez. Um muito obrigado.