Especifico vs. Genérico

Iniciado por José Costa, 27 / Abr / 2010, 23:41

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José Costa

Boas.
O mercado está cheio de soluçôes especificas mas também genéricas. Em certos casos deve-se escolher uma das soluçôes, noutros deve-se optar por outra. Mas tudo é relativo e também depende dos conhecimentos, necessidades e posses monetárias de cada um e, em última análise, das suas ideologias.

Senão, veja-se o meu caso:

Fruto de mudanças de instalações que me encontro a fazer á já muito tempo, vi-me na necessidade de ter que reformular o sistema de armazenamento dos dados informáticos (video/audio/outros). Para poder instalar os vários discos rigidos com vista a aumentar o espaço de armazenamento da minha SAN, precisava de uma caixa maior. E como a SAN se encontra num bastidor, teria que ser uma caixa para servidor e bastidor. Uma pesquisa feita pela net indicou-me que o preço a pagar por tal caixa não seria inferior a cerca de 150 euros. Sem fontes de alimentação, sem discos, nada. Só mesmo a caixa... 150 euros.

150 euros são sempre 150 euros, pelo que entendi que era dinheiro a mais para uma caixa. 150 euros já dá para comprar uma  boa motherboard, pelo que pensei melhor e optei por comprar uma caixa de PC genérica. Custou-me um pouco menos que 10 euros. Foi mais barato a genérica que a de bastidor? Depende do ponto de vista.

Uma caixa de PC genérica tem cerca de 40 cm de profundidade. Quem já abriu um PC ou assemblou um, sabe que só a  motherboard ocupa mais de metade do espaço disponivel no interior da caixa. Acrescente-se a fonte de alimentação, a placa gráfica, a controladora, os ventiladores... rápidamente a dita cuja fica cheia. E ainda não colocamos os discos rigidos. Um só disco é fácil de encaixar num pequeno espaço, mas quando são vários?

Uma caixa de servidor tem cerca de 65 cm de profundidade. Tem espaço para dar e vender, como se costuma dizer. Tem espaço para colocar motherboard, gráfica, controladora, ventiladores,... e discos, muito discos. E ainda fica espaço. Enquanto que numa caixa de PC genérica é uma luta para se meter tudo lá dentro (e fica uma grande confusão), numa caixa de servidor á uma "arrumação" fantástica.

Se pelo preço a caixa genérica é a melhor opção, pelo espaço a de servidor é melhor. E enquanto que com a de servidor tudo o que á a fazer é colocar os componentes no seu interior e aparafusar a caixa ão servidor, com a genérica é preciso fazer modificaçôes,adaptaçôes, "espremer" bastante os componentes, a tal ponto que só dá vontade de abandonar tudo e ir comprar a de servidor. Mas 150 euros é um grande travão, pelo menos para mim. Não tanto pelo dinheiro, mas por achar 150 euros um valor algo exagerádo para uma simples caixa. Grande, é um facto, mas que não deixa de ser uma simples caixa.

Se tiver em conta o tempo extra que se perde a tentar "adaptar" uma caixa genérica para poder comportar tudo o que uma de servidor comporta, rapidamente se chega á conclusão que mais vale investir numa de servidor. Tempo é dinheiro, e fazer adaptaçôes toma tempo. E mais ainda, a aglomeração de vários componentes geradores de calor num espaço reduzido, contribui para o aumento da temperatura interior e posteriormente avarias. Mas antes das avarias acontecerem, o desempenho geral diminui, pois o aumento da temperatura faz com que o processador diminua a sua velocidade de processamento com vista a diminuir assim a sua temperatura, e os discos rigidos demoram mais tempo a fazer as necessárias correçôes térmicas devido á dilatação dos materiais, contribuindo para uma menor taxa de transferência de dados.

Mas como a necessidade é mãe do engenho, acabei por contornar a questão. Uma segunda caixa agregada á primeira aumentou para o dobro o espaço disponivel. O resultado foi "uma" caixa com o espaço da de uma de servidor, o preço foi o dobro (2 x 10 euros), mas mesmo assim o preço final se ficou muito abaixo do preço real da caixa de servidor (150 euros).

Como referi no inicio, o mercado está cheio de soluçôes. Umas especificas, outras genéricas. E a melhor solução para cada um de nós depende dos conhecimentos, necessidades, posses monetárias e das ideologias de cada um. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier