Quanto vale o meu trabalho?

Iniciado por AC, 23 / Fevb / 2012, 01:11

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AC

O texto que se segue, foi originalmente publicado no Forum Fotografia, neste topico: http://www.forumfotografia.net/index.php?topic=113466.msg610726#msg610726

Como me parece que se poderiam fazer muitos paralelismos, com situações já abordadas por aqui várias vezes, aqui fica com reprodução na integra:

Por Kroko

"Há poucos dias li uns artigos na "FotoDigital a revista portuguesa de fotografia" quanto vale um jpeg 1 2 3 e PLUS: a maior cooperativa de fotógrafos onde o padrão dos artigos é sempre o mesmo a reclamar dos amadores darem cabo do mercado.

"... acha normal fazer casamentos a 300 euros, dar workshops de fotografia a 20 euros e outras diatribes, como a colocação de imagens em bancos de microstock, para serem vendidas a cêntimos, tudo coisas que vieram dar o pontapé final nas expectativas dos fotógrafos profissionais."

"A fotografia digital trouxe-nos um leque de vantagens mas também alguns problemas complexos de resolver. Por um lado todos se julgam fotógrafos, e essa abordagem veio tornar difícil aos que dependem da profissão competir, tantas vezes, com gente que tem um emprego seguro, mas que no fim-de-semana faz de tudo, de workshops a fotografia social. Seria interessante verificar o que sucederia se alguém lhes ocupasse os lugares de trabalho nos fins-de-semana, fazendo o mesmo que muitos deles fazem quando se "vestem" de fotógrafos: baixando preços sem a preocupação de saber a quem isso pode afectar."

"... é bom saber que quando se baixa muito os preços estamos a dar tiros nos pés. Porque não cobrimos as verdadeiras despesas e porque criamos a ideia de que a fotografia é um bem barato."

"Mas ainda há tanto para fazer nesta área, como por exemplo: não dar fotos à borla; nem enviar fotos para jornais, revistas a televisão. Já pensou que esses 5 segundos de fama estão a tirar o ganha-pão a um fotojornalista quando faz isso?"

"Nos últimos dois anos, "bati aproximadamente 200.000 chapas" (...) pelos quais fui pago por valores de mercado. Disso resulta que o valor final recebido em nada se aproxima do valor gasto no equipamento inicial.
Conclusão: parece fácil dizer que 200 mil jpeg's, custam € 30.000. Efectivamente, assim visto, não é caro, 0,15€ cada fotografia. Pois é, mas se a arte e qualidade não tivessem valor (e a disponibilidade para trabalhar algumas das vezes 15 horas seguidas) então este cálculo bastava.
Mas não se esqueça de outro(s) factor(es). Se lhe cair uma lente, o carro avariar, etc., não existe cobertura. Portanto para já sugiro que se deve dividir o número de disparos, não pelo valor gasto, mas pelo dobro, tendo em conta o reinvestimento a ter que ser feito em equipamento e custos de manutenção da viatura.  Conclusão; 0,30€ cada jpeg."

Eu compreendo que em foruns blog a pessoa expresse a sua opinião sem se dar muito ao trabalho justificar ou tentar elaborar a defesa das ideias mas quando se fala pela revista portuguesa de fotografia eu penso que se devia tentar ser um pouco mais elaborado. E como foi dito não ocupe o local de trabalho de um gestor, economista ou contablista porque está a fazer o mesmo que diz que não gosta que lhe façam e ainda por cima está errado. Mas será que há razão? Vou tentar perceber se há razão ou não, o mais provável é que não consiga perceber nada.

O fotógrafo tem que ser encarado como uma empresa e a sua produção são fotografias.

CUSTOS
Qualquer empresa que queira sobreviver tem que perceber os custos que tem na sua produção, porque no mínimo dos mínimos o valor dos custos tem que ser cobertos para ser possível manter a empresa aberta sem ter que fazer injecções de capital. Os custos têm que ser repartidos correctamente não se pode esperar que em 2 anos tenha o investimento todo pago e começe a ter lucros, penso que de momento existem muito poucos negócios onde passado 2 anos se tem o investimento pago, de momento só me consigo lembrar de tráfego de drogas, máfia negócios que não são legais mas pode haver algum negócio legal onde isso seja possível mas de momento não me estou a lembrar. Os custos tem que ser bem contabilizados não conforme me apetece para me fazer de coitadinho que o negócio da fotografia está a dar prejuizo. Exemplos a máquina fotográfica segundo o artigo que li dura 300 000 disparos logo isto é muito fácil de se fazer as contas o valor do corpo da máquina a dividir por 300 000 (4000€ / 300 000 = 0.013(3)) Mas nem todos os equipamentos dá para dividir pelo numero de disparos outras vezes tem que ser contabilizados de outra forma, o rato que uso no pc costuma-me durar 3 anos não sei quantos clicks eu faço por trabalho mas sei o tempo de duração logo para calcular o custo que tenho com o rato as contas tem que ser feitas de outra forma. O rato custa-me 60€ duração de 3 anos eu sei que o custo de usar o rato é de 20€ por ano, dá para ser mais detalhado 1.66€ por mês. Os custos ainda se dividem-se em dois grandes grupos custos fixos e custos variáveis. O sonho de qualquer empresa é ter o máximo de custo possível como variaveis e o minimo de custos fixos possíveis. Passando a explicar custo fixo é o custo que uma determinada empresa tem quer esteja a produzir 0 ou esteja a produzir 1000 unidades e o custo variável por sua vez são custos que a empresa tem apenas quando produz se não estiver a produzir não tem esse custo se produzir tem logo esse custo. Ter bastante atenção para não confundir custos fixos e custos variáveis.
Custo fixo - um fotografo tem um estúdio e para tal tem que arrendar uma loja esse custo deve ser considerado custo fixo porque independentemente de ter uma produção de 0 ou uma produção de 1000 fotos vai ter que pagar a renda da loja.
Custo variável - o custo do corpo da máquina fotográfica, como calculei em cima o custo de cada click é de 0.013€ se tirar 1000 fotos tenho um custo de 13€ se não tirar foto nenhuma não tenho qualquer custo. Não estou a contabilizar o custo monetário da máquina isso está incluido nos custos fixos, porque se a máquina me costou 4000€ se eu tivesse o dinheiro a render no banco 4000€ a uma taxa de juro de 3% ao ano isso dá um valor de 120€ e isso sim é um custo fixo.
Em Portugal e Europa a mão de obra normalmente é considerado um custo fixo enquanto outras partes do mundo a mão de obra é considerado um custo variável porque quando não há trabalho diz-se ao empregado amanhã não é necessário vir trabalhar, quando houver eu volto a falar contigo, por isso ter atenção que o mesmo custo pode ser um custo váriavel ou um custo fixo conforme a situação.
Os fotografos amadores têm custos fixos muito mais reduzidos  do que um fotografo profissional logo conseguem fazer preços muito mais competitivos. Um fotografo amador que tenha carro não tem o custo fixo do carro porque o carro foi comprado para ir passear ou para ir o trabalho que tem durante a semana, logo quando ele faz as contas da deslocação para um trabalho ele apenas tem que contabilizar o valor da gasolina e do desgaste do carro, tudo custos variáveis, enquanto que o fotografo profissional comprou o carro para poder trabalhar elém dos custos que o fotografo amador teve tem que acrescentar um custo fixo de amortização do carro. Este exemplo entre outros é uma das razões porque os fotografos amadores conseguem fazer preços muito mais em conta. Mas não pensem que são os únicos a sofrer deste tipo de problemas as empresas em Portugal á muito tempo que se deparam com este mesmo problema, não são empresas "amadoras" mas são empresas que estão noutro país (China) onde os trabalhadores trabalham mais horas por dia com menos menos dias de folga ou de férias e além de tudo a mão de obra é mais barata.
Não é facil contabilizar os custos mas supostamente depois de se analisar os custos (fixos e variáveis) seria aplicar a margem de lucro (não esquecer os impostos a pagar) e tinha o valor a pedir ao meu cliente... ERRADO

MERCADO
Porquê errado isto seria verdade se só existisse um fotografo como não existe apenas um aplica-se a lei da oferta e da procura. Para mais informações sobre a lei da oferta e da procura http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_da_oferta_e_da_procura.
A lei da oferta e da procura é a teoria que cria o preço de mercado e dando um exemplo que penso que todos compreendem, porque está na origem da conjuntura que vivemos de momento, há uns anos o preço do mercado imobiliário estava mais elevado. Hoje em dia compram-se casas e apartamentos mais baratos do que há 5 anos, tirando todos os factores que possam pensar de especulação e afins porque não é relevante para o caso, havia uma procura superior ao ponto de equilibrio logo isso faz com que os preços subam porque há muita procura, de momento a procura encontra-se em baixo (se é por os bancos não emprestarem dinheiro ou outras coisas volta a ser irrelevante para o caso) como a procura diminuiu os preços descem. No mercado da fotografia não sei se a procura se manteve desde a altura do analógico ou aumentou mas o que sei é que o crescimento da oferta foi superior á procura logo faz com que os preços diminuam. Não sei em que ponto é que se encontra o mercado da fotografia mas a tendência é sempre para que o mercado se corriga e encontre o ponto de equilibrio. De momento é isso que está a acontecer na actualidade o mercado imobiliario e a economia estão a corrigir-se e andamos todos a pagar a factura disso. Muito genericamente o mercado costuma-se comportar da seguinte forma, quando há muita oferta os preços diminuem os lucros diminuem há empresas que deixam o mercado por não ser rentável, quando essas empresas comecam a deixar o mercado torna-se mais rentável para as empresas que existem no mercado, quanto o mercado volta a ser rentável outras empresas voltam a entrar no mercado e anda-se sempre neste ciclo.
Mas os profissionais voltam a dizer, sim muito bonito mas isto é tudo culpa dos amadores que andam a destruir o mercado porque fazem preços muito baixos. Eu vi num forum alguem a perguntar quanto é que possívelmente custaria fazer um trabalho específico e a resposta de um fotografo foi dizer fala comigo que eu faço preços em conta. Um profissional possívelmente vai pensar já anda este gajo a destruir o mercado. Será que realmente está a destruir o mercado? O Continente e o Pingo Doce andam em guerra para dizer que são eles que vendem mais barato e gastam muito em publicidade e campanhas para dizer que são eles que vendem mais barato. Um fotografo também tem o direito de fazer o mesmo e ninguém anda a dizer que o Continente e o Pingo-Doce andam a destruir o mercado penso que todos gostam de lá ir comprar e pagar menos. Já viram os supermercados do El corte Inglês dizer que vendem barato? Não eles optam por outra estratégia de marketing com preços mais elevados eles vendem qualidade e status. A Ferrari podia vender os carros mais baratos mas não vende porque quem compre um Ferrari alem de comprar uma bela máquina está a comprar a marca. Já vi também a dizerem para não darem o vosso trabalho. Eu sou da opinião que trabalhar para aquecer o meu aquecedor é uma maravilha e eu sou doutorado em não fazer nada. Mas há que distinguir boas ofertas de más ofertas, voltando ao exemplo dos supermercados há uns meses o continente e o pingo doce tiveram leite apreendido porque andavam a fazer dumping (vender mais barato do que o preço de custo) se estas empresas gigantes vendem mais barato do que o preço de custo, estão a dar algo não sei quantos centimos por cada litro de leite porque é que o fotografo não deve dar o seu trabalho. Pode-se e deve-se dar o trabalho desde que daí advenham mais vantagens do que o custo do trabalho que se está a dar. Agora é preciso muita tenção para se perceber quando é que os custos são superiores as vantagens de dar um trabalho ou quando simplesmente estão a tentar usar os fotografos, o continente e o pingo doce sabem fazer muito bem essas contas é por isso que eles "dão" porque na realidade eles não estão a dar nada.

Em vez de se lamentarem por causa do estado em que o mercado se encontra por causa dos fotografos amadores façam muito bem as vossas contas se não as souberem fazer porque não sao gestores ou economistas profissionais recorram a que as consiga fazer. Porque com contas à merceeiro podem estar a fazer trabalho que estão a ter prejuizo em vez de lucro e a recusar trabalho que deviam estar a aceitar.

O meu trabalho vale o que pagam por ele se esse é o valor justo ou não isso já é outra conversa.

Por isso para não vou dar mais o meu trabalho, não quero estar a tirar trabalho a algum economista ou gestor ficam aqui algumas ideias mas para mais informação o resto paga-se."

A quem não quer ver, nem a mais intensa luz ilumina!

rui ressurreição

#1
este tema é muito importante para todos nós profissionais da fotografia e vídeo...há várias maneiras de contornar o problema...vou dar umas dicas, e tb espero ajuda do pessoal aqui para construirmos um "edifício" para nos defendermos:
-naqueles trabalhos "rascas" em que só se filma com uma máquina de bolso, com um editor tipo movie maker, fazer um preço muito baixo para que os "paraquedistas de fim-de-semana" vão dar uma volta até à praia com a família.
-em trabalhos mais complicados e complexos, usar"artilharia pesada", tipo after effects, maya e do género, com software comprado, open source ou freeware, músicas sem direitos de autor, etc...nestes trabalhos poderia recorrer-se a cenários e outros adereços e ferramentas para aumentar o valor do trabalho...
-ir a alguns eventos do género que estivessem a ser gravados, e se houvesse suspeita que aquela pessoa não estava registada nas finanças e estivesse a utilizar software pirata e músicas com direitos de autor (sem pagar licença), denunciar o caso...
-fazer publicidade de trabalhos em redes sociais, com complexidade e profissionalismo, alertando  que cada profissão tem de ser respeitada...

aceitam-se outras ideias.boas.

José Costa

Boas.
Posiçôes extremadas nunca foram boa opção. E eu li aqui algumas.
Acredito que o caminho não passa pela implementação delas, e algumas soluçôes já por aqui tive oportunidade de referir.

Mas... é apenas a minha opinião e os meus 2 centimos para outras ideias. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Filipe Araújo

#3
 Olá a todos,

Gostaria de partilhar a minha opinião sobre vários aspectos.

Em relação aos pára-quedistas, creio que se deve ter uma posição mais moderada. Isto porque, creio que todos, ou pelo menos uma boa parte, no inicio desta a actividade já o foram, ou seja, face a um menor conhecimento e equipamento inferior seria justo que se levasse um valor inferior.
Outro aspecto, deve-se a sazonalidade da nossa actividade, muito trabalho nos Sábados de Verão e pouco trabalho no resto do ano. Já pensaram que as maiorias das lojas existentes, por norma são constituídas por um patrão, por vezes esposa e algumas vezes com 1 funcionário.
Para estas lojas se aguentarem para o ano inteiro, tem que assumir no pico da época 2 a 3 casamentos no mesmo dia, que no geral são serviços com fotografia e vídeo (contas feitas, poderemos estar a falar de 9 trabalhadores). Pergunto, que respostas há para esta situação, um patrão é obrigado a suportar os gastos de um ano inteiro, para garantir algum acréscimo de trabalho no Verão ou deverá recusar os serviços. Sim, porque está posto de parte a opção de duplicar ou triplicar os preços dos trabalhos. Apesar de por regra, eu só faço um serviço de cada vez, a meu ver, aceito que há muitas vezes a necessidade por parte da concorrência de recrutar elementos fora o círculo normal de trabalho.

Em síntese, para mim os pára-quedistas, são um mal necessário a nossa actividade, bem como os serventes nas quintas, alguns músicos, etc. Creio, que na maioria das situações já o fomos um pouco e resolvem uma lacuna. Creio que, se por um lado são um enorme problema, são muitas vezes uma solução para se respeitar o nosso trabalho. Ou seja, um dos maiores exemplos que assisti de pára-quedismo foi um casamento que filmei a alguns anos atrás no Sameiro em Braga, santuário muito requisitado na altura e razão porque estavam a decorrer 3 cerimónias ao mesmo tempo. Um miúdo, que era o operador de camera de um desses serviços, aproximou-se de mim e questionou-me sobre o seguinte facto:

"- Ò colega, o que é esta luz vermelha que por vezes acende em cima da camera?"

Aguardei alguns segundos, (até porque a situação o exigia), olhei para ele num olhar mais atento, apercebi-me que a câmara era uma Panasonic MS (talvez 2 ou 4), sem iluminador e numa igreja muito escura. A análise estava feita, aquele menino tinha acabado de se atirar do avião, abriu o pára-quedas e ali caiu.
Olhando para o casal, e com pena da situação, lá peguei no meu iluminador, coloquei-me por detrás dele a segurar, e fui-lhe dando as indicações no momento dos votos.

Moral da história número 1, acredito que é possível imaginar o resultado daquele filme, e que aquele casal fará uma publicidade negra aos pára-quedistas até ao fim dos seus dias. Pessoas nessas situações fazem questão de se vingar dos maus serviços prestados (ou sofridos).

Moral da história número 2, no geral, pára-quedistas incompetentes queimam-se em pouco tempo, bem como as lojas para os quais trabalham. Mais ainda, quando atravessamos um período onde os consumidores são mais exigentes e há cada vez mais fóruns de noivas. São as leis do mercado a funcionar, a única chatice é que saem uns e dão lugar a outros. 

Um conselho sobre:
-naqueles trabalhos "rascas" em que só se filma com uma máquina de bolso, com um editor tipo movie maker, fazer um preço muito baixo para que os "paraquedistas de fim-de-semana" vão dar uma volta até à praia com a família

   a meu ver, cada trabalho que passa pelas minhas mão passa a estar-me associado, como tal não o aldrabo. A meu ver, não há armadilha maior para um profissional do que virar os trabalhos contra si, é má publicidade e rouba-nos a auto-estima, para além de que põe-nos ao nível dos piores, o que nos retira qualquer moral. Para mim, o caminho encontra-se no sentido oposto, ser-mos cada vez melhores, tirando partido da experiencia e aumentando a distancia aos mais fracos. Mais uma vez creio que o consumidor é inteligente, e os fóruns também servem para nos promover.

Quanto ao tópico em si, a questão é muito complexa, é muito difícil saber qual o preço justo do nosso trabalho.

Sou fotografo por opção, operador de camera e editor por necessidade e paixão, sinto-me cada vez mais informático, já não consigo ser economista.

É-me difícil equacionar, todas as variáveis, material com vida média próxima dos 3 a 4 anos, consumíveis, impostos, Segurança social ... etc. Creio que o preço certo, passa pelo bom senso, e nunca nos esquecendo que fazemos uma obra de autor. Assisto com agrado, e reconheço também com algum temor, o numero cada vez maior de trabalhos e projectos bem feitos e sustentados, esses sim é que reconheço que temo, porque tenho medo de um dia não conseguir acompanhar e ficar sem trabalho. No entanto também sinto orgulho por ver coisas cá ao nível do que se faz de melhor lá fora. Prova disso, são fotos nos portofólios dos sites de colegas, e que são cada vez mais requisitados para ir ao estrangeiro, é a prova de que a excelência compensa e que muitas vezes é reconhecida.

Gostaria ainda de acrescentar um parêntesis, neste momento o nosso maior inimigo, a exemplo de outras actividades, e creio que está a base da caça de culpados, são as medidas do nosso actual governo.

1º Convida os casais em idade fértil a emigrar (menos casamentos e menos baptizados).

2º Reduz drasticamente o poder de compra, aumento de impostos, cortes de subsídios, aumento da luz, combustíveis, iva a 23%. Não há dinheiro para produtos supérfluos, menos crianças (porque são pais que fazem contas), logo menos baptizados.

3º Torna os vínculos mais precários, o que dificulta o acesso ao crédito. Se os casais adiam a compra de casa, ou de mobílias, aos poucos adiam também o casamento ao ponto de não o fazerem.

4º Não conseguem criar uma mensagem de esperança em que as coisas podem vir a mudar. (Menos expectativas, não há lugar para o sonho, logo menos casamentos e baptizados).

5º Taxa de desemprego nos 14%, aqui encaixam os para-quedistas, as pessoas agarram-se ao que podem e não consigo censura-las. Seja como única opção, ou como acréscimo para equilibrar os salários.

Não sei onde isto vai parar.

Cumprimentos a todos, Filipe Araújo.

Rodrigo Pinheiro

Boas,

Vou meter a minha colherada 8)

Citação de: rui ressurreição em 23 / Fevb / 2012, 03:38
-ir a alguns eventos do género que estivessem a ser gravados, e se houvesse suspeita que aquela pessoa não estava registada nas finanças e estivesse a utilizar software pirata e músicas com direitos de autor (sem pagar licença), denunciar o caso...
Desde quando um bom Fotógrafo/Vídeografo tem problemas com este tipo de concorrência? Para combatermos este tipo de concorrência temos que ser bons, e se formos bons no que fazemos não teremos "medo" da concorrência.

A nossa classe profissional sempre se preocupou muito com os outros  [-X, devem é preocupar-se com o seu trabalho  :-k, melhorá-lo  :-k, evoluir  :-k, não procurar desculpas para a falta de trabalho  [-X, ela existe é um facto  ](*,), mas temos de o contornar  ](*,); temos é que ser bons  =D> =D> =D>.

Desculpem, mais um pequeno desabafo.
Na verdade, um vídeografo não tem outros inimigos sérios senão as suas péssimas imagens.

Panasonic AG-AC 90: Sony HDR FX1000E: Adobe Premier CS6

rui ressurreição

#5
até foi bom ter escrito o meu post às tantas da manhã...como tenho andado com uma nevralgia num dente, e tb apanhei um melga a sugar-me o tutano há 2 dias atrás , "vinguei-me" no fórum...tou a brincar...mas gostei das respostas...realmente, biscateiros há em quase todas as profissões, e olhem que os psicólogos tb sofrem nesta altura, bem como os restaurantes e quase todos os serviços em geral...eu se precisar de tomar um antibiótico para a nevralgia, nem às urgências vou , pois fica-me mais barato comprá-lo diretamente na farmácia, do que pagando taxas moderadoras e medicamento com receita médica e tb gasolina para ir ao centro de saúde...

eu até percebo os páraquedistas e a concorrência do mercado...na verdade temos de acrescentar valor aos nossos serviços e produtos, sermos muito bons no que fazemos, atendermos muito bem os clientes com muita paciência, e quem sabe até fazermos um cartão de cliente, ou juntarmo-nos a outras empresas e fazermos uma "panelinha" com elas...é preciso imaginação...

algumas curiosidades que encontrei num centro comercial em coimbra:existe uma espécie de stands para vender produtos ou serviços que pode sair mais económico do que alugar uma loja ao público;agora até recebem telemóveis e dão dinheiro em troca...

mas, para terminar, temos de saber tb cooperar com os páraquedistas, e quem sabe um dia eles possam vir a trabalhar para nós( alguns deles)...o mercado é livre...eu sei que fui um pouco radical no meu post anterior, mas é o que dá estar com uma nevralgia...as minhas desculpas...boas.

Filipe Araújo


  O seu post traduz algo de muito positivo num fórum, ler opiniões de outros e ainda que opostas as nossas, podermos reverter a opinião. Traduz humildade e dialogo.

Pessoalmente, é isso que também procuro, pontos de vistas de outras experiencias.

Desejo-lhe umas rápidas melhoras, Filipe Araújo.

José Costa

Boas.
Citado: "temos de saber tb cooperar com os páraquedistas, e quem sabe um dia eles possam vir a trabalhar para nós"

Se o paraquedista fôr o que está por cima, até não me importo. Significa que sabe o que está a fazer. Agora se fôr o que está por baixo... Obrigádo, mas não estou interessado. Boa sorte para os que arriscarem.

Perceberam a analogia? Boas.

O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Filipe Araújo


È, ...


uma imagem vale por mil palavras. Filipe Araújo.