Os 7 pecados capitais vs as 7 virtudes

Iniciado por José Costa, 02 / Mai / 2009, 02:38

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José Costa

Boas.

Sabendo-se que os sete pecados capitais são:

1. Vaidade
2. Inveja
3. Ira
4. Preguiça
5. Avareza
6. Gula
7. Luxúria

e as Sete virtudes, em contraponto ãos pecados capitais são:

1. Humildade
2. Caridade
3. Paciência
4. Diligência
5. Generosidade
6. Temperança
7. Castidade

talvez fosse bom fazer uma análise tendo como base de comparação a tecnologia e, de certa forma, os que nos rodeiam. E vou começar pela Avareza:

Avareza

"Eu sei, sofri demais para aprender e os outros que se virem para encontrar as suas respostas". Assim como os milionários mão-de-vacas, pães-duros e munhecas-de-samambaia, os avarentos cibernéticos não compartilham aquilo de mais precioso que um ser humano pode possuir... o seu conhecimento. Para eles, ensinar o seu modus operandis é o fim da picada, é como entregar o ouro ão mais temeroso dos concorrentes, ainda que uma parte substancial desse conhecimento tenha sido adquirido acessando o de terceiros e de forma aberta.

Uma coisa que percebemos quando passamos a conviver com pessoas deveras inteligentes e boas naquilo que fazem é que elas são acessíveis e bastante generosas no quesito troca de conhecimento. Veja o exemplo dos grandes físicos que disponibilizaram os seus impressionantes estudos sobre parte da realidade que nos rodeia. Veja o movimento Opensource que oferece a quem possa interessar a oportunidade de ver o que se passa por baixo dos panos binários do computador. Experimente você mesmo começar a compartilhar o seu conhecimento com os amigos ou com a comunidade á qual pertence... não é mágica mas é como se fosse. De repente coisas boas começam a acontecer na sua vida intelectual. Parece que a cada conceito que ensina aprende outros cem.

Boas.

P.S. Nos próximos dias continuarei a escrever sobre os restantes pecados capitais e virtudes, um texto que devo dizer que não é da minha autoria, mas sim de Cícero Morães.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Luxúria

Vai dizer que você nunca perdeu algumas horas conversando no Msn quando deveria estar trabalhando? Ou mesmo futucando no Orkut alheio vendo as idas e vindas da pessoa que te apetece... ou ainda, jogando por dias aquele Rpg maneiríssimo ao invés de terminar a monografia. Sim, eu sei que no caso do Msn era um momento único, pois aquela(e) gatinha(o) lhe deu moral como nunca e você esperava aquilo á tempo. Que o Orkut é viciante e possibilita ter informaçõs preciosas sobre as pessoas que gosta e aquelas que detesta. Que diante de tanta coisa desagradável no seu dia-a-dia é difícil não resistir ão delicioso prazer de se entreter diante de uma tela de game.

Voltamos ão bom e velho dilema sobre aquilo que queremos e o que precisamos.

Castidade, sim, isso mesmo, ela é a virtude oposta. Remete a idéia de manter-se puro, de abster-se de práticas não apenas sexuais mas também sociais, ou seja, de ficar longe do Msn e do Orkut. O que não é muito fácil, mas necessário quando precisamos terminar um trabalho importante ou mesmo concentrarmo-nos por um longo espaço de tempo.

Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Preguiça

Pois é, o relato mais ouvido entre os professores dos cursos é justamente a falta de vontade dos alunos em aprender. Infelizmente, muitos conteúdos essenciais para a boa compreensão da informática acaba passando despercebido por chegarem numa hora cuja necessidade não parece evidente.

Lá no fundo, o ser humano é um grande preguiçoso. Veja o caso da escada rolante, do controle remoto, de máquinas e mais máquinas que poupam o nosso esforço físico fazendo tudo por nós. É uma pena que com a mente a coisa não funcione assim, pois ainda não desenvolvemos um dispositivo que deposita no cérebro o conhecimento pretendido. Esse precisa ser buscado a duras penas, ser lapidado. Há a necessidade de lutarmos diariamente com a nossa ignorância a fim de vencê-la com a força da compreensão.

No outro lado da moeda está a preguiça perante as novidades. Quando conhecemos bem o funcionamento de um sistema operativo ou um programa, tememos as novidades e passamos longe das saídas alternativas, mesmo que elas sejam para o nosso bem. Um exemplo clássico é a resistência que os acadêmicos têm de usar o OpenOffice frente á supremacia popular do Microsoft Word, ou mesmo o Linux frente ao Windows.

Na outra mão temos a diligência, que é a virtude oposta á preguiça. Quem assistiu ão filme Ratatouille deve se lembrar de quando o crítico gastronômico disse que a  maior crítica do mundo não significava nada, ou seja, que qualquer acto por menor que fosse com certeza a suplantaria. Isso é importante saber e analisar. Às vezes refestelados nas nossas camas, sentindo-nos protegidos e aquecidos, tendemos a mover o mínimo possível o corpo mas pensamos demais. Pensamos em como somos pequenos e diante dessa pequenisse o quanto não vale a pena corrermos atrás dos nossos sonhos. Saiba que qualquer progresso, por mínimo que seja é importantíssimo e muito mais efectivo do que o mais proféticos dos maus pensamentos, seja ele dito por uma pessoa ou mesmo por uma divindade.

Em outras palavras... estuda menino!

Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Vaidade

O aluno aprende Linux, aprende linguagem C e acha que está podendo. Que é o ser mais inteligente da terra e o pior de tudo, que o simples facto de olhar para um micro com o Windows rodando seja sinônimo de vergonha e indignidade. Aí está a peçonha da vaidade a consumir mais uma alma e milhares de oportunidades que aparecerão. Profissional que é bom não permite que um pré-conceito oculte o brilho de uma saída brilhante perto de um problema, ainda mais nesta época em que a agilidade é o carro-chefe do sucesso e da competência.

Não é indigno utilizar um programa ou sistema que facilite a vida do usuário, ão contrário, é uma prova de multidisciplinalidade e adaptação frente ãos desafios que aparecem no desenrolar dos objectivos.

Lá vem a humildade apresentar-se como redenção. O efêmero prazer de sentir-se grande em nada se compara á inenarrável glória de conhecer-se a si mesmo. A humildade é uma dádiva que traz a paz ão coração diante das flutuações desagradáveis que o mar da vaidade costuma provocar. Só com ela veremos que ás vezes não é inteligente parecer grande ou permitir que o orgulho malogre uma oportunidade que dificilmente se repetirá. O Linux pode ser um sistema mais confiável, o C pode ser uma das linguagens mais poderosas e utilizadas apenas pela "elite" dos programadores, mas se fossem tão bons e tão completos assim, com certeza existiriam apenas eles e não tantos outros que disputam o mercado.

Boas
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Gula

Querer aprender todas as linguagens de programação sem se preocupar com a lógica. Baixar vários sistemas operativos e instala-los sem compreender direito como a coisa funciona, essas são as características da gula. O importante aqui é a quantidade e não a qualidade. O desejo de acumulação é em muito superior á necessidade de aprender. Assim como o indivíduo que dentro do sistema capitalista procura preencher o seu vazio comprando como louco, ao invés de simplesmente adquirir aquilo que precisa o guloso cibernético perde o seu precioso tempo e energia coleccionando títulos para suprir a sua falta de objectivo.

Temperança, a virtude que opõe-se á gula lembra auto-controle, moderação. Precisamos organizar as nossas mentes, ter a tranquilidade de escolher objectivamente o que deveras precisamos diante de tantas opções. Quanto mais pontos miramos, mais perdemos o nosso foco. Reduzir as escolhas e o campo de acção não denota limitação intelectual, ão contrário, é uma insígnia de maturidade, preparo e sapiência.

Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Ira

"Maldito computador! Ele só faz isto quando eu mais preciso dele!!!".
Até parece que o computador tem vida e faz parte de uma conspiração mundial para o deixar doidinho da vida. Quando as coisas não correm como esperávamos somos tomados de um senso de irracionalidade que nos cega, despreparando-nos para fazer o que mais precisamos diante de um computador: resolver problemas.

Paciência é a virtude mais óbvia, o comportamento mais coerente que precisamos cultivar para lutar contra as intempéries diárias, causadas por situações que saíram do nosso controle. A nossa vida nunca estará livre de eventuais problemas, felizmente temos o poder de não nos deixarmos abater por eles.

Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

José Costa

Boas.

Inveja

"Aquele babaca se acha o máximo só porque entende de manutenção mais do que eu".
"Aquele sisteminha da empresa tão só é tido como bom porque qualquer macaco pode usar, não é como o meu, específico para mentes privilegiadas".

Como bons Homo Sapiens, não estamos livres do avassalador e destrutivo sentimento de inveja. Às vezes ele é representado por pessoas de quem deveríamos gostar, o que traz muita dor ao coração. Calma, você não é um ET ou um monstro por causa disso. Ao invéz de lamentar-se pelo facto de saber menos, ser inferior ou coisa parecida, procure aprender um pouco com essa pessoa que lhe desperta a inveja. No fundo ela pode ser uma profunda admiração. Se admiramos os nossos ídolos e procuramos ser iguais a eles em algum sentido, o que nos impede de fazermos o mesmo com os nossos objectos de inveja?

Caridade é a virtude oposta. Ela remete-nos a idéia de Auto-satisfação, compaixão, amizade e simpatia sem causar prejuízos. Se estamos auto-satisfeitos e nutrimos tantos bons sentimentos no coração, porque haveríamos de ansiar pelo mal do próximo? Fica aí um ponto para reflexão.

Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier