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Iniciado por Vasquez, 27 / Mai / 2010, 16:09

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José Costa

Boas.
Desde já devo dizer que nunca trabalhei com uma Canon XL1, pelo que não me posso pronunciar sobre ela. No entanto, uma afirmação do Rodrigo Pinheiro e cito: "pouca profundidade da campo", deixou-me algo curioso. Pergunto: o que signifiva propriamente o que afirmas? É possivel dar um exemplo, exemplificares melhor o que queres dizer com a anterior afirmação? Pergunto isto porque é exactamente esta questão de profundidade de campo que tanto é procurada pela maioria dos profissionais, daí a minha pergunta. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Rodrigo Pinheiro

Citação de: Jose Costa em 14 / Jun / 2010, 01:14
Boas.
Desde já devo dizer que nunca trabalhei com uma Canon XL1, pelo que não me posso pronunciar sobre ela. No entanto, uma afirmação do Rodrigo Pinheiro e cito: "pouca profundidade da campo", deixou-me algo curioso. Pergunto: o que signifiva propriamente o que afirmas? É possivel dar um exemplo, exemplificares melhor o que queres dizer com a anterior afirmação? Pergunto isto porque é exactamente esta questão de profundidade de campo que tanto é procurada pela maioria dos profissionais, daí a minha pergunta. Boas.

José Costa vou tentar!  :wink:
Depois gravar as imagens na JVC e visioná-las no computador, reparei que nas danças tinha as pessoas no primeiro plano focadas e as pessoas que estavam mais distantes (+/- 4, 5 mts) também se apresentavam com bastante nitidez, ora, com a XL 1 isso não acontecia, ou pelo menos não era tão visivel.

Isto é o que eu considero profundidade de campo, ou seja, ter o primeiro plano com nitidez mas ter também todos os outros com a mesma nitidez do primeiro plano. 8)
Na verdade, um vídeografo não tem outros inimigos sérios senão as suas péssimas imagens.

Panasonic AG-AC 90: Sony HDR FX1000E: Adobe Premier CS6

José Costa

#17
Boas.
A tua descrição de profundidade de campo está correcta mas o "modelo" de comparação, "conclusão" ou razão é que não. Uma pesquisa rápida pela net indicou-me que ambos os modelos de câmera (Canon XL1 e JVC HD-111E ) têm sensores CCD de 1/3", sendo que a da JVC tem uma sensibilidade de f8 a 2000 lx. A Canon não consegui saber, mas a avaliar pela antiguidade da mesma e pelo número de pixeis bastante inferior, suponho que andará por casa dos f11 a 2000 lx.

A profundidade de campo de uma câmera está directamente dependente do tamanho dos sensores da mesma, com a área da imagem formada pela lente, do diâmetro da lente, do diafragma usado, com a distância existente do objeto à câmera, com o zoom utilizado. Tomando em consideração apenas a questão de sensibilidade das câmeras, numa situação de pouca luz num local, a iris terá que ser aberta para compensar a pouca luminosidade existente. Sendo que a Canon irá precisar de ter o diafragma mais aberto (iris), e sabendo-se que quanto maior a abertura do diafragma menor a profundidade de campo, fácil se chega á conclusão que em situaçôes de pouca luz se obterá uma maior profundidade de campo com o modelo da JVC que com a Canon. A razão não é propriamente a pouca profundidade de campo da Canon, mas sim a sua pouca sensibilidade, e portanto a abertura da iris ou diafragma.

Atrevo-me a dizer que ambas as câmeras são equivalentes no requesito profundidade de campo, e isso é facilmente demonstravel se se colocar ambos os modelos lado a lado, com a mesma abertura, o mesmo zoom ou angular.

Acrescento que as câmeras de video são pouco pródigas em profundidade de campo, ou seja, têm uma profundidade de campo muito grande. A profundidade de campo está dependente do tamanho do sensor, e é por isso que no cinema se obtem a tão almejada pouca profundidade de campo, pois o tamanho do "sensor" é de 35mm, enquanto que nas câmeras de video referidas é de 1/3". A fig. abaixo demonstra melhor a diferença de tamanhos. Boas.

O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier