SONY DSR-250P

Iniciado por Carlos Miranda, 10 / Abr / 2011, 23:22

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Carlos Miranda

Olá.
Ontem fui fazer uma reportagem usando uma Sony DSR-250P, mas ao contrário do que me informei - sites e outras fontes - as cassetes MiniDv de 60 minutos, apenas duraram 30 minutos, ao invés dos 40 anunciados por alguns sites. Gravei em DVCam e sei que a fita passa mais depresa, dando mais estabilidade à gravação, mas não sei se fiz alguma coisa errada pois nunca tinha utilizado esta camera.
Se alguém souber explicar eu agradeço.
Cumprimentos,
CMiranda
Canon XL1

Filipe Araújo


Boa noite,

Não sei se a sua questão é 40m vs 30m ou se a questão é sobre a diferença temporal entre mini-DV e DV-CAM

Quanto a segunda e segundo me explicaram, mas no entanto não irei-lhe garantir com toda a certeza.

Ao que parece a largura de banda da fita das cassetes de mini-DV, é menor as das DV-CAM, assim a forma de compensar encontrada pelos entendidos foi dar em comprimento ao que se perdeu em largura. 

Conforme escrevi, não tenho total certeza mas no entanto senti alguma lógica.

Cumprimentos: Filipe Araújo.

Carlos Miranda

Olá.
A questão é mesmo a diferença entre os 40m que apurei como sendo a duração normar duma fita de 60m e o facto de a mim a apenas terem durado os 30m. Como nunca tinha gravado em DVCam não sei qual dos casos é o verdadeiro.
Obrigado.
Canon XL1

José Costa

Boas.
Uma cassete mini-DV de 60 minutos permite gravar 40 minutos em DVCAM. Se não o conseguiu, então fez seguramente alguma operação "errada", como seja uma rebobinagem, sem se ter apercebido.

Uma hora de video em DV (utilizando a cassete mini-DV), utiliza o mesmo comprimento de fita que uma gravação de 40 minutos em DVCAM. Enquanto que o DV grava pistas helicoidais com 10 microns de largura, o DVCAM grava pistas de 15 microns de largura, ou seja, ocupa mais 50% da fita para gravar a mesma quantidade e qualidade de video. Isto sucede-se porque o DVCAM foi desenvolvido para o mercado profissional, e o objectivo das pistas mais largas do DVCAM é assegurar que a fita resiste melhor a gravaçôes sucessivas, além de contribuir ou tentar contribuir para a eliminação da pixelização que se origina nos dropouts. A titulo de informação extra, o DVCPRO grava em pistas de 18 microns, razão pela qual muitas emissoras optaram no passado por este formato, pois é muito mais resistente em utilização profissional, e uma cassete DVCAM de 184 minutos permite gravar 276 minutos em DV. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Filipe Araújo

Boa noite aos 2,

José Costa, obrigado pela rectificação, fiquei agora mais esclarecido. A largura da fita é a mesma, a informação é maior por motivos de segurança, e tem como consequência uma maior necessidade de fita 50% ex: 40 + 20= 60 m.

Carlos Miranda, também tenho uma Sony 250P que foi a minha câmara até um passado recente, praticamente só utilizei fitas de 184m, e a câmara sempre foi bastante precisa.

Nas poucas vezes que utilizei fitas dv nunca as levei até ao fim, por o que não o posso ajudar, no entanto tenho também a impressão que deveria corresponder a 40m. e que a explicação de José Costa o confirma.

                                Mais uma vez obrigado: Filipe Araújo.

Carlos Miranda

Boas...
Parte do mistério está explicado, embora ainda me falte perceber o que fiz para isso ter acontecido...
Como referi, a filmagem foi ontem, pelo que ainda não me tinha debruçado muito sobre o assunto, mas depois do comentário do José Costa decidi ir investigar.
Acontece que o contador da fita, recomeça do "0" ao 10 minutos de gravação numa fita e aos 12 em noutra fita. Ainda não tinha reparado nesse pormenor e apenas fiquei intrigado quando os 30 minutos - na primeira -  se me acabou a cassete. Pudera!!!...ela já tinha gasto 10 sem eu me dar conta.

Provavelmente terei retirado a cassete e feito alguma asneira, mas sinceramente não me lembro.
Já agora e aproveitando a vossa disponibilidade, pretendo saber se perco qualidade se gravar em 16:9 em vez do tradicional 4:6. Refiro-me a esta camera em concreto.Obrigado pelas rápidas respostas, em particular ao José, que foi muito detalhado na explicação da mesma.
Boas.
Canon XL1

José Costa

Boas.
Citádo: "Nas poucas vezes que utilizei fitas dv"

Não quero ser "mesquinho", pois entendi perfeitamente o comentário, mas para quem não souber...

"fitas dv" não é o mesmo que fitas "mini-DV". Existem também umas cassetes, com o mesmo tamanho fisico que as habituais cassetes DVCAM (grandes), e que se gravam em DV. Têm tambem o mesmo tempo de gravação que as DVCAM grandes, só que umas se grava em DVCAM e estas em DV. Praticamente que já não são utilizadas, pois eram as antigas Sony DSR-200 que as utilizavam. "fitas DV" são grandes, fitas "mini-DV" são pequenas.

Ao retirar a cassete do compartimento da câmera, e ao introduzir novamente a mesma, a indicação do time-code perde-se, pelo que a câmera só indica o novo tempo de gravação. Para se ter o tempo total de gravação, a cada retirada da cassete, terá de proceder á rebobinagem da mesma na nova introdução, para o último ponto da gravação, com vista à câmera adquerir o time-code existente na fita, e desta forma continuar a contagem precisa da fita e do tempo de gravação.

A perca de qualidade numa gravação em 16:9, em vez do 4:3 nessa câmera, é relativa, e depende aonde a vai visionar. O aspect é diferente, pelo que num caso terá menos linhas disponiveis, mas não a deformação da imagem (16:9), no outro mais linhas, mas a deformação da imagem quando vista num monitor de 16:9. Pelo que é um pouco subjectivo a perca. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Carlos Miranda

Terá sido isso que provavelmente aconteceu. Devo ter retirado a cassete e posteriormente não a rebobinei. Estamos sempre a aprender com as asneiras que fazemos.
Obrigado.
Canon XL1

Filipe Araújo

 Carlos Miranda,

é bem possível que tenha feito isso. Nas vezes que tive ajuda por parte de José Costa, ele por várias vezes identificou erros nos meus procedimentos. Acreditem já cheguei a olhar por cima dos ombros para saber se estava realmente sozinho: afinal quem sabe, sabe.

                    Cumprimentos: Filipe Araújo