Mutilação Vegetal

Iniciado por AC, 04 / Fevb / 2012, 07:30

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AC

Vivemos tempos arduos! Mas tal não deveria levar à barbarie de tratar
sem dignidade, até na hora da sua morte, outros seres que conosco partilham o mundo.
Sejam eles humanos, animais ou vegetais!
Esta e umas outras tantas árvores, foram esta semana abatidas no Jardim da Luz, em Lisboa.
A organização e ou renovação dos espaços urbanos, por vezes leva a esta necessidade,
o que não havia necessidade é que o mesmo abate, fosse feito pela mutilação, tronto
a tronto, até ao arranque final, de modo rude por uma máquina escavadora.
Estavam lá tantos, da Câmara Municipal, a assistir e a fotografar, e nem um, com pelo menos um moto-serra!
O resultado final seria o mesmo, é certo, mas por alguma razão não abatemos os animais
à marretada. A razão é: respeito e minimo de dignidade na morte.

A imagem é para mim, uma forma poderosa de transmitir ou reforçar mensagens, pelo que se seguem, algumas...

Bem ajam





A quem não quer ver, nem a mais intensa luz ilumina!

José Costa

Boas.
Esta minha resposta não tem nada a ver com o assunto em questão, mas...

A primeira foto é um bom exemplo de pouca profundidade de campo. Só porque assunto tem sido abordado nos últimos posts pelos Users.

Já agora... citado: "por alguma razão não abatemos os animais à marretada."

Infelizmente tal também acontece. No Canadá, as focas são mortas por esse processo barbaro. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

AC

Citação de: Jose Costa em 05 / Fevb / 2012, 03:34
Infelizmente tal também acontece. No Canadá, as focas são mortas por esse processo barbaro. Boas.

Tambem aí, foram as imagens divulgadas que chocaram o mundo com esse procedimento barbaro por parte dos caçadores e focas. A imagem é realmente algo com muita força. Infelizmente e apesar da pressão internacional que foi feita, penso que a situação não se terá alterado radicalmente.

Citação de: Jose Costa em 05 / Fevb / 2012, 03:34

A primeira foto é um bom exemplo de pouca profundidade de campo. Só porque assunto tem sido abordado nos últimos posts pelos Users.

É verdade José Costa, isto podia dar um topico, pois por vezes se fala muito nesse assunto relativamente às DSLR, que são melhores porque isto e aquilo, porque permitem grande DOF, ora isso não é assim, ou só será assim se interessar num dado contexto que seja assim.
A utilização da profundidade de campo (DOF), é um instrumento importante à disposoção de quem capta imagens. Com ela podemos dar destaque ao que pretendemos e tornar desfocados os elementos perturbadores numa imagem.
Na primeira imagem uma DOF maior retiraria todo o impacto e tornaria a imagem confusa, devida a profusão de ramos no segundo plano.
Já na segunda foto (não gosto muito dela, tem problemas de enquadramento, e outros...) já a questão se põe de outra forma, a maior profundidade de campo faz sentido.

Cumps
A quem não quer ver, nem a mais intensa luz ilumina!

Fábio Poupinha

Sim, é duro tanto de saber como de ver.

Afinal de contas, e a meu ver para o estúpido Ser-Humano é-lhe menos custoso fazer um acto desta natureza, porque estes Seres, não têm uns olhos doces e uma boquinha fofa (infelizmente os que os têm são na mesma massacrados)

Isto quero eu dizer, que o Homem actua de uma forma muito Visual, sem pensar, e não raciona bem as coisas quando as faz, pois se pensasse, rapidamente conseguimos chegar á conclusão que ao cortarmos uma árvore, uma erva, um arbusto, estamos a tirar a vida a um Ser, que respira e  partilha o mesmo planeta que nós - espaço, tempo e dignidade.

Isto dá pano para mangas, nem me vou alongar.


Filipe Araújo

#4
 Bom dia, por vezes a natureza, nega-se a aceitar o seu destino e prega-nos uma partida.


Numa saída, deparei-me com esta situação, com uma moto-serra alguém decapitou na base uma árvore. A partida este seria o seu fim, a exemplo do fénix que ressurgiu das cinzas, esta árvore assim o fez.

Nem sempre o presente é o futuro, há sempre supresas. Filipe Araújo.