Epitáfio de uma profissão

Iniciado por JC Duarte, 01 / Dez / 2007, 19:41

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JC Duarte



Diz a tradição que "Se não os podes vencer, junta-te a eles!"
Não sei quem primeiro o terá afirmado. Foi, certamente, algum conformista que, cansado ou quase vencido, optou pela via mais fácil. Aparentemente mais fácil.
Porque o conceito de "junta-te a eles" equivale, não apenas à assumpção de derrota, como também, à subjugação perante o adversário. À cedência nos motivos que levaram ao confronto, fosse qual fosse o motivo e o seu nível de envolvimento.

Mas nem sempre esta será a melhor opção. Quando o que está em causa são princípios, daqueles que arreiga fundo na consciência, daqueles que, quebrados nos envergonham, o "junta-te a eles" não é de forma alguma uma solução! Nem a mais fácil nem "A" solução.
Muita das vezes ela passa por "Vai embora". Não os podes vencer e se o juntar a eles implica confronto connosco mesmo, o melhor mesmo é abandonar o confronto e partir para outras vivências onde, em paz ou em conflito com o que nos cerque, estamos de bem com aquele que vemos no espelho.

Por mim, dei esse passo. Decisivo, a raiar a irreversibilidade!
Ainda que me custe não mais exercer a profissão de Operador de Câmara de Televisão, não tive outra alternativa. Não me foi possível vencer a inconsequente incompetência que grassa no sector de trabalho, a inveja e a intriga, os confrontos verbais e mesmo físicos.
Não foi porque não tentasse alterar o status quo existente. Fi-lo por todos os meios que conhecia e aceitava e, pelo caminho, aprendi mais uns quantos. Mas foi de todo em todo impossível.
E, se não os pude vencer, garantidamente que não me "junto a eles"! Nem nos métodos nem nos comportamentos! De todas as vezes que visse a minha sombra teria vergonha do que ela representasse!

Assim, e depois de 30 anos de carreira e de uns bons cinco anos de luta intensa, decidi partir para outro rumo. De ora avante, começando hoje mesmo, exerço as funções de técnico de controlo de imagem, fazendo o tratamento da qualidade electrónica do sinal de câmara de vídeo.
A actividade é próxima daquela que exerci em tempos recuados, continuo na mesma empresa a bem da minha tranquilidade salarial, mas deixo de ser confrontado, a cada momento, com o que não posso vencer e que me é impossível de pactuar.

Na imagem, o último programa por mim captado e transmitido. E foi um especial privilégio ter sido com esta senhora.

João Tiago Calviño

Um abraço e boa sorte para a tua nova situação profissional!

é muito bom ler os sentimentos de quem dentro daquela casa, de poderes instituidos e mto ma vontade em dignificar a nossa área profissional, procura nao se conformar e lutar pelo respeito pela classes!

contra os poderes instituidos!

abraço

Paulo C. Jerónimo

Um Homen de Caracter!

Que de 5 em 5 cêntimos nos transmite milhões em personalidade.
Tiro o meu chapeu a este Senhor,

Bem haja.

Mário Rui


Caro JC Duarte,

Apesar de toda a minha simpatia pela sua pessoa, lamento estar profundamente em desacordo com a opinião aqui formulada por si. Não falo por mim, a minha opinião pouco vale e para ser sincero nem sei se tenho opinião, falo pela constatação que faço da realidade onde vivo, ou seja, Portugal. O nosso povo clama que chamemos os bois pelos nomes. Para demonstrar a bondade da minha constatação, vou tentar corresponder a esse clamor, sem no entanto garantir que seja a minho opinião. Nos tempos que correm é muito perigoso ter opinião, e, assim sendo, é mais avisado não ter opinião. Logo, garanto mesmo, não tenho opinião. Apenas recordações.

Vejamos, porque não estou de acordo consigo. O meu caro refugia-se na tradição (e muito bem, cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém) para dizer que "se não os podes vencer, junta-te a eles!", para mais adiante, justificar: "Foi, certamente, algum conformista que, cansado ou quase vencido, optou pela via mais fácil". Não é verdade. Desculpe, mas não é verdade. Não é que eu tenha opinião sobre isso, mas lembro-me de um senhor chamado Durão Barroso, fervoroso militante anti-fascista, anti-capitalista e anti-revisionista que com as suas teses não os conseguia vencer, no entanto, juntou-se a eles e... venceu-os, ou, pelo menos, manda neles, ao contrário do que o meu caro sugere na sua opinião. Veja onde ele chegou, apesar de se ter juntado a eles.

Mais, recordo-me de outro senhor, conhecido pelo nome de José Sócrates que começou a sua vida de trabalho e pensar no seu futuro como militante da JSD. Viu que não dava, que não vencia e juntou-se a "eles". Eles, os outros, da alternância. E que aconteceu? aconteceu o que o meu caro sugere na sua opinião "junta-te a eles, equivale, não apenas à assumpção de derrota, como também, à subjugação perante o adversário"?. Claro que não, foi o inverso. Isto não é a minha opinião, que fique claro, eu não tenho opinião (nunca se sabe para que lado "isto" pode virar, ou já virou).

E, portanto, ao desmontar a sua opinião, penso estar a prestar um serviço relevante à Nação. Espero a mesma atitude corajosa de todos os que, a bem da Nação, não tendo opinião, como eu, se revelem na defesa dos mais altos valores da Nação e dos seus Altos Dignatários, mesmo que isso possa significar a perca de pontos acumulados aqui no fórum.

PS (PS! PS!!): Para minha salvaguarda, apesar de crer ter ficado claro no texto acima, reafirmo que eu não tenho opinião. Mais, sublinho que eu não tenho opinião (não vá o diabo tecê-las).

José Costa

Boas.

- Não querendo eu perder algum dos meus maravilhosos pontinhos,  [-X obtidos com tanto suor, trabalho e lágrimas,  :-k abstenho-me de expressar aqui a minha opinião. Não que não a tenha, mas uma vez que os Users não se dignificaram a satisfazer a minha politica de "pontos Zero",  :-({|= pois então que venham de lá esses pontos, que este autor de meia tijela (eu), fica muito contente por os receber. Sim, porque não sou diferente dos outros. E se existe um contador, pois então dê-se trabalho ao dito cujo,  =D> pois não queremos contribuir para o aumento do desemprego em Portugal.  [-X

- Tendo eu como politica não comentar assuntos relacionados com futebol, politica e religião neste ou noutros fóruns, abstenho-me de expressar aqui a minha opinião. Não que não a tenha, mas porque gosto de discutir estes assuntos com pessoas de mente aberta (o que não significa que por aqui não o sejam), capazes de ouvir e eventualmente contrapôr o que ouvem. Capazes de dialogar e não se limitarem apenas a ler e a formular uma opinião para si própria do que lêm. Porque gosto de dialogar com pessoas capazes e dispostas a defenderem os seus pontos de vista, devidamente fundados. Sim, porque recuso-me a ter como conversa este tipo de assuntos, com pessoas de mente fechada, incapazes de reconhecer que o seu clube futebolistico perdeu porque a outra equipa jogou melhor. E ão invês de reconhecer o óbvio, atribuem a culpa a tudo e a todos, porque o seu clube é o maior. E o mesmo se pode aplicar á politica, em que o partido de cada um é o melhor que há e na religião aspas-aspas, sendo o Deus que veneram o verdadeiro Deus.

Demais a mais, respeito demasiádo os idosos para publicamente dizer aqui o que penso sobre os politicos Portugueses. Tal opinião seria capaz de deixar cobertas de vergonha as Avózinhas de cada politico, que ainda se encontram vivas e de boa saúde, e faria dar voltas e reviravoltas dentro no caixão ás que já partiram deste mundo. E se tivermos em conta o quanto pequeno e apertádo é um caixão, fácilmente seremos capazes de imaginar o sacrificio delas.

- Porque não tenho por hábito comentar o que desconheço, abstenho-me de expressar aqui a minha opinião. Porque não a tenho neste caso, pois gosto de conhecer o panorama geral e não apenas uma parte do mesmo. E uma vez que não sou conhecedor das razôes ou motivos que levaram o JC Duarte a tomar a atitude que tomou, a minha "ideologia" impede-me de os comentar. E mesmo que conhecesse as razôes, não me compete a mim avaliar a sua decisão  (a do JC Duarte) devendo ele ser mais do que suficiente para avaliar tal. E de certeza que já o fez, por muito certo ou arrádo que possa estar.

- Porque a expressão "Se não os podes vencer, junta-te a eles!" pode ter várias interpretaçôes, abstenho-me aqui de expressar a minha opiniâo. Dependendo do contexto em que está inserida, uma simples palavra pode ter vários significados. E também neste caso a expressão pode ter vários, quer seja a de assumpção de derrota e a subjugação ão inimigo, defendida pelo JC Duarte, quer seja a de aliar-se e atacar por dentro, defendida pelo Mário Rui. E uma vez desconhecer o contexto de tal tomáda de decisão, e atendendo ão anterior parágrafo, está mais que justificádo a minha falta de opinião.

E agora pergunta-se: se não expresso a minha opinião por ter  medo de perder os meus pontinhos queridos, se não comento politica por ser minha "politica" não o fazer, se não comento o desconhecido por ser contra a minha "ideologia" e se não comento a expressão por não ter opinião concreta sobre o acontecimento, então que raio faço eu com toda esta "conversa"?

Tão simples quanto isto: sou um homem de ideias, de opiniôes e de convicçôes. Posso não estar disposto a ir para a fogueira pelas ideias e opiniôes que tenho, mas estou disposto a lutar e a defender-me por aquilo que sou e em que acredito. Sabendo que posso estar errádo no meu juizo, estou sempre disposto a deixar que me provem o quanto errádo posso estar. Mas não conseguindo os outros fazer prova das suas razôes, não conseguem levar-me a abandonar a minha luta, sem que eu assim o queira. E se tal atitude contribuir para ganhar mais um ou dois inimigos, pois que assim seja, desde que estejam dispostos a se colocar na fila e aguardar pela sua vez. Que a fila, essa, pode não ser muito comprida, mas que existe, existe.

Ão contrario do Mário Rui (quer esteja ele falando de uma forma abstracta ou não) eu tenho opinião. E não receio dá-la a quem a pede, nem tão pouco peço desculpas por ela. E se assim o entendo, também não receio dar a minha opinião mesmo sem ma pedirem. E se tal pode parecer um acto de coragem por parte de alguns, também é certo que outros consideram que é um acto de estupidez. Pela parte que me toca, reconheço ambas as vertentes da opinião, sabendo que ambas estão certas, em maior ou menor grau. Mas como nunca me importei muito com aquilo que pensam de mim, também nunca me importei em saber qual das vertentes é a mais acertáda.

A vida não é feita só de victórias, também é feita de derrotas.  E asssim sendo, não tenho medo de expressar públicamente a minha opinião, seja ela qual fôr, e dôa a quem doer. Pois se é certo que ela pode por vezes magoar, mais certo é ainda que me magoa a mim muito mais. Que inimigos ninguém gosta de os fazer, mas é algo enevitavel na vida. O desejo de querer ser justo e honesto para com os outros, e principalmente, ser justo e honesto para comigo mesmo, me leva a expressar não raras vezes o que me vai na alma e no pensamento, sujeitando-me ãos infortúnios que tal acto possa sobre mim provocar. Pois como é bem sabido, tudo se paga neste mundo, até mesmo o atrevimento de se ter opinião.

Como referiu Platão: "É a esta força que mantém sempre a opinião justa e legítima sobre o que é necessário temer e não temer, que chamo e defino coragem." E não sendo eu defenitivamente um homem de coragem, agarro-me a este sentimento de querer ser e de poder ser o que sou, com tudo o que de bom e de mau tenho.

Contrariando outras formas de pensamento, "EU TENHO OPINIÃO!" E se com tal grito eu perder mais uns pontos aqui no fórum, o que são uns miseros pontos comparados com a satisfação de poder ser o que sou, de poder pensar o que penso e de poder dizer o que digo? O que são uns miseros pontos comparados com a tranquilidade de espirito e de bem estar com nós próprios? O preço a pagar por tal grito pode ser elevádo, mas será sempre inferior á satisfação obtida.

Como refere Fernando Pessoa, e já que ele foi mencionádo no tópico "Pensamento do dia".

"Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue..."

E porque ter opinião me faz feliz, podendo com ela expressar a minha revolta ou esperança de dias melhores, eu volto uma e outra vez a este fórum, disposto a reconhecer quando estou errádo e a seguir em frente quando estou certo. E uma vez que está tudo certo, eu grito: EU TENHO OPINIÃO!" Que outros o possam e queiram fazer. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Mário Rui


CitaçãoAo contrario do Mário Rui (quer esteja ele falando de uma forma abstracta ou não) eu tenho opinião

Caro José Costa,

Vejo-me obrigado a dar-lhe 0 (zero) pontos em interpretação. Se quiser ganhar 1 (um) ponto, volte a ler o texto até fazer a interpretação correcta. Está lá tudo, é só uma questão de ler com atenção.

José Costa

Boas.

Isto da lingua portuguesa... ou é culpa de quem lê ou de quem escreve. Pois quando tal acontece, passa a existir uma falha na comunicação. Não interessando agora encontrar culpados mas sim comunicar, direi:

Interpretei correctamente o seu Post. E se reparar, a frase "...de uma forma abstracta ou não" já diz tudo. Repare também que apesar de nos meus 4 ou 5 parágrafos afirmar que não expressáva a minha opinião, já o estou fazendo. A seu exemplo, estou afirmando uma coisa, mas escrevendo outra contrária.

A diferença entre o seu Post e o meu é nenhuma, a não ser o tamanho (do texto, bem se entenda  #-o ). Ou seja, são textos escritos de uma forma abstracta, meio por enigmas, meio por directas-indirectas. Sei que existe um termo para isto, mas agora não sei qual é.

Quanto ãos pontinhos... vá lá, não seja mau...  [-o< não faça deste User um User triste...  :cry: tenha pena de mim. Fique sabendo que não comi a sopinha toda, mas lavei o prato.  :-({|= Tenha pena de mim, vá lá... Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Mário Rui


Bom, atendendo a que fez um esforço (mais um post) e se tem comportado bem no fórum... lá vai 1 ponto.

Marco Iba

... ops ... hehe!

Para que fique registrado: o 112º ponto partiu de mim! ... hehehe!

Abraços Caríssimos ... Pontos e Sucesso para todos!