A Fotografia vs Desemprego!

Iniciado por Marco Iba, 17 / Out / 2008, 19:25

Tópico anterior - Tópico seguinte

0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.

Marco Iba

Saudações Caríssimos!

Lí esta semana um artigo publicado na conceituada Revista Lux Woman ( Edição Especial "Copo D'água" ), algo que deixou-me sinceramente pensativo:

" (...) A imagem de um fotógrafo a pedir às pessoas para tirarem as fotografias de praxe pode, de facto, ser extenuante, principalmente para os noivos, que precisam de estar em quase todas e acabam por dar pouca atenção aos convidados. Porque não colocar uma máquina fotográfica descartável em cada mesa e deixar os convidados tirarem as suas próprias fotografias? Ou pedir a um amigo que gosta de tirar fotografias para o fazer? Sempre é mais espontâneo do que aquela coisa ensaiada dos fotógrafos. ( ... )"
Texto extraido fidedignamente da pg 13. ( lembro-vos ainda que o referido texto é parte componente da coluna "Bons Conselhos - Regras de etiqueta a ter em atenção para que tudo corra sem incidentes diplomáticos " ).

Bem, não sou juíz de ninguém. Tenho lá as minhas convicções, porém, contra factos não há argumentos e, cada um dos Colegas que cheguem as suas próprias conclusões ( se for o caso )!

Abraços e Sucesso!

mquinta

#1
Penso que depende, unicamente, dos noivos e em qual o estilo que pretendem para o album do seu casamento. Se querem o tipico album com as tipicas (e muitas vezes ridiculas) poses, ou procuram algo mais natural e expontaneo.

Agora uma coisa tem de ter noçao, o natural e expontaneo na maioria dos casos nao leva consigo qualidade (da fotografia, nao da situaçao).

De todas as formas, eu opto pelo expontaneo. O trabalho que assim fiz teve um resultado excelente

roberta

Cumptos aos Administradores deste Fórum pela iniciativa.

          Se calhar a profissão de fotógrafo está mesmo com os dias contados. Imaginem o impácto de uma publicação como esta junto aos organizadores de casamentos e junto aos casais em fase de orçamentos para a contractação de profissionais e serviços para o seu casamento.

Marco Iba

Saudações Caríssimos ... desta em especial à Colega Roberta ( não sei se é mesmo Colega ... suponho que sim ) e sede bem vinda ao PV.

Bem, você tocou no ponto fundamental da repercurssão deste tipo de informação.

Dias atrás li aqui mesmo no PV ( peço desculpas ao autor mas não me lembro ) que a Fotografia Digital trouxe vulgaridade ao mercado Fotográfico e, que os telemóveis ... vieram para corrompê-la!

Não tenha dúvidas de que este tipo de informação promove prejuízos incalculáveis ao mercado de eventos.

Imaginemos à partir de informações equivocadas como estas uma mudança de comportamento por parte dos clientes ... afinal ... a matéria diz efectivamente que os "profissionais da fotografia" são "descartáveis" ... e que pr'além de promover incidentes diplomáticos durante os eventos ... afastam os noivos dos convidados e ao final ainda apresentam um serviço que deixa á desejar ( isto em se tratando de temática ).

Bem, esta matéria foi divulgada em uma revista de grande repercussão no mercado.

Agora é esperar que os Fotógrafos Profissionais se pronunciem. Outrossim ( isto por ser minha área de atuação profissional ) nem mesmo referi-me aos Profissionais do Vídeo que, directamente, sofrerão também as consequências negativas deste tipo de informação ( isto à julgar pela receptividade negativa da mesma )!

Abraços e Sucesso!

mquinta

#4
Citação de: Marcos Bras Iba em 19 / Out / 2008, 02:53

Dias atrás li aqui mesmo no PV ( peço desculpas ao autor mas não me lembro ) que a Fotografia Digital trouxe vulgaridade ao mercado Fotográfico e, que os telemóveis ... vieram para corrompê-la!


O autor fui eu
desculpas aceites

Marco Iba

Saudações mquinta ( será miguél ? )!

Esta sua frase foi a coisa mais consciente que li até o momento em se tratando do mercado fotográfico profissional. Parabéns!

Abraços e Sucesso!

roberta

Cumptos

       Alguém já pensou em contactar com a Lux ou escrever algo a repudiar esta matéria?

José Costa

Boas.
Toda a gente parece ter medo do Lobo mau. Mas não se esqueçam que o lobo mau está a fazer o mesmo que nós: a olhar pela vida.

A cada nova tecnologia surgem receios, novos medos. E estes receios não são novos, muito pelo contrário. O mesmo artigo, que se não foi escrito pela mesma pessoa, e publicado na mesma revista, já eu tive oportunidade de ler faz uns anos atrás, com exactamente as mesmas palavras. Podia não ser exactamente com as mesmas palavras, mas o conteúdo era o mesmo. E nesse tempo, ainda não se faláva de digital, ou pelo menos, não estava tão vulgarizádo.

Aliás, se atentarem ão texto, "Porque não colocar uma máquina fotográfica descartável em cada mesa ..." vão verificar que o texto está deslocado no tempo, porque já praticamente não se usa máquina descartáveis. Todos, e é mesmo todos, têm um qualquer modelo de "máquina fotografica", seja telemóvel ou outro.

As pessoas seguem têndencias, e essas tendencias são colocadas pelo mercádo. Querer crucificar um qualquer autor por ter expremido uma qualquer opinião, baseáda muitas vezes em constactaçôes de facto, não abona nada para a questão. Porque em última análise, a culpa é do mercádo, que são os próprios fotografos e casas de fotografia, e não do consumidor ou do autor de uma qualquer opinião.

E os que se atreverem a questionar esta minha opinião ( e que se pronunciem eles), que pensem primeiro nas seguintes questôes:

- Será que todos os fotógrafos existentes no mercádo são mesmo fotógrafos, ou simples habilidosos?
- Será que as casas comerciais contratam mesmo fotografos, ou contratam mais ou menos habilidosos?
- Serão as fotografias destes ditos amigos dos noivos tão diferentes das tirádas pelos fotógrafos e casas de fotografia?
- Será que as casas de fotografia (e os fotógrafos) não se limitam a "trabalhar" o preço, deixando de lado a qualidade do trabalho?
- Será que os fotografos se dão ão trabalho de explicar e mostrar ão cliente as diferenças entre uma boa fotografia e uma fotografia mediana?
- E o que é isto de "boa" fotografia"?

Porque vamos ser francos, fotografar nunca foi tão fácil e nunca as fotografias tirádas por alguns "fotografos" foram tão iguais ás dos amigos dos noivos, como actualmente se verifica. E se o meu amigo faz o mesmo que um fotografo, e ainda por cima de borla, porque não poupar uns cobres?

E se bem que reconheça que ão ler estas frases acima, muitos vão ser os que vão insultar a minha Santa mãe, peço encaricidamente que não o façam, pois ela não tem culpa de ter um filho cinico e objectivo, como eu acredito ser. E de mais a mais, acredito que os verdadeiros fotógrafos não se sentirão ofendidos, pois eles não são objecto da minha critica. Apenas os habilidosos, que muitas vezes nem sabem o que é o obturador, quanto mais para que é que serve.

Num artigo que li esta semana sobre informática, o seu autor escreveu algo que creio que se encaixa perfeitamente nesta questão, e passo a citar:

"Quando se trata de preferências desta estranha e irracional entidade chamada "mercado", não adianta procurar explicar, discutir, argumentar e muito menos tentar mudar uma tendência estabelecida.

Há que aceitá-la e tocar pra frente.

O resto é conversa..."

E tenho dito. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Marco Iba

Saudações Caríssimos ... desta em especial ao Amigo José Costa!

Hehe ... ainda bem que nem todos pensam como você ( respeito sua opinião e nem foi preciso muito esforço para perceber aonde exatamente quer chegar ). Contudo, a seguir sua linha de raciocínio ... não vai demorar muito para encontrarmos carpinteiros em part-time a fazer transplante de órgãos no Santa Maria ... afinal, segundo percebi em seu texto: "a tecnologia vem aí ... e, salve-se quem puder"! Será que os Médicos-Cirurgiões pensarão como você?

Abraços meu Caro ... e Sucesso!

José Costa

#9
Boas.
Vai-me desculpar, mas NÂO, NÃO percebeu o que eu disse, nem percebeu aonde eu quis chegar. Aconselho-o a ler novamente, sem querer ler o que lá não está escrito.

A tecnologia não vem ai... já cá está. E não é um salve-se quem puder, mas sim um adapte-se a quem quiser continuar. Porque não adianta lutar contra a tecnologia, porque todos a queremos. Não podemos é querer ter um computador mais rápido, e ficar chateádo porque o que se comprou á dois anos atrás já está obsoleto. Não podemos é querer melhores tecnologias para uso próprio e ficar aborrecidos pelo consumidor comum também ter acesso a elas, e delas fazer uso.

O que distingue um profissional de um habilidoso, é o profissional saber o que está a fazer. E além disso, ser responsável pelo que faz. E quando os productos do mercádo dito "profissional" é igual ãos productos dos ditos habilidosos, mas em que os ditos "profissionais" são mais caros, não é fácil saber a opção do consumidor.

Numa época tecnológica como a que vivemos actualmente, fico parvo com o tipo de trabalhos que se vê por ai. E falo tanto de fotografia, como de video. Não vejo diferenças profundas entre trabalhos de hoje e de á 15 anos atrás. Não me quero gavar, mas com uma mesa de mistura faço melhor que muitos com um PC. E a minha mesa já está encostada á um bom par de anos. Quanto á fotografia, só mudou o suporte, de album com fotos para album digital. A qualidade péssima, quer de imagem quer de composição, continua a mesma.

E saliento novamente que não meto todos no mesmo saco. Só os habilidosos. Os habilidosos que nada sabem, que se dizem profissionais, que estão a estragar o mercádo (porque queremos e deixamos). Porque dos habilidosos que se dizem habilidosos, que o são só por prazer e sem qualquer objectivo comercial, desses tenho o maior respeito e consideração. Porque assumem o que são, e apenas fazem o que fazem por gosto e prazer de o fazer. Mas sem estragar com preços e serviços que deviam envergonhar qualquer um. E em vez disso, são contratádos por muitas casas de fotografia.

Face ão seu comentário dos médicos-cirurgiôes, depreendo que NÂO, NÂO entendeu o que eu escrevi, e SIM, SIM interpretou tudo ão contrário. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Marco Iba

Saudações José Costa!

Olha ... talvez a idade esteja a me fazer mal.

Segui seu conselho ... li novamente o seu post e, só consegui perceber exatamente o que lá está escrito: " A tecnologia vem aí ... e "salve-se quem puder". ( ou "a tecnologia está aí ... " - como quiser ).

Bem, se preferir posso utilizar o "adapte-se quem quiser continuar" ( que quer dizer rigorosamente a mesma coisa ). Mas como disse: respeito sua opinião ... mas torço para que como você não existam muitos ... não quero ser "operado" na velhice por um marceneiro ou um empregado de mesa em part-time no Santa Maria!

Abraços e Sucesso!

José Costa

Boas.
Nunca gostei de mal entendidos. Se me querem criticar, pois sintam-se á vontade para o fazer. Agora, não compreender as minhas afirmaçôes, não as interpretar correctamente e fazer juizos com base nessas "falhas" é que não. Não me queiram crucificar, só porque não entenderam a mensagem. Peçam antes para a explicar melhor.

Para não estar aqui numa de lêr e não lêr e de entende e não entende, gostaria que me indicasse em que local ou frase lê "A tecnologia vem ai... salve-se quem puder". È que eu não consigo "ver" essa frase nem nada que o possa querer significar. Se me indicar o que é que o leva a pensar que é esse o meu pensamento, acredito que será mais fácil para mim o ilucidar acerca do que quero transmitir.

Opinião é opinião. Mas para além de respeitar a opinião dos outros, mais importante ainda é compreender a opinião. Entender o que está escrito. Porque de nada serve expressar uma opinião, se ela fôr entendida ão contrario, como está agora a acontecer. Até coloco a hipotese de ser eu que não estou a conseguir passar a mensagem, mas a ser assim, mostre então o fulcro da questão. Todos beneficiamos com as devidas clarificaçôes. Boas.
O profissional inovador não segue a multidão. Ele tem lucidez para remar contra a maré e não se importa em ser taxado como "um estranho no ninho". - Luiz Roberto Carnier

Marco Iba

Concordo plenamente e, se for o caso, leio novamente seus escritos, isto porquê à mim não falta humildade para dizer: eu estava enganado! ( se for este o caso ).

Contudo, se me permite, em outra oportunidade. Faz-se um bocado tarde para mim.

Abraços José Costa. Até breve! Bons sonhos para nós todos!

mquinta

Em bastantes coisas concordo com o Jose Costa, como por exemplo:

Citação de: Jose Costa em 20 / Out / 2008, 18:47

- Serão as fotografias destes ditos amigos dos noivos tão diferentes das tirádas pelos fotógrafos e casas de fotografia?
- Será que as casas de fotografia (e os fotógrafos) não se limitam a "trabalhar" o preço, deixando de lado a qualidade do trabalho?
- Será que os fotografos se dão ão trabalho de explicar e mostrar ão cliente as diferenças entre uma boa fotografia e uma fotografia mediana?
- E o que é isto de "boa" fotografia"?

Porque vamos ser francos, fotografar nunca foi tão fácil e nunca as fotografias tirádas por alguns "fotografos" foram tão iguais ás dos amigos dos noivos, como actualmente se verifica. E se o meu amigo faz o mesmo que um fotografo, e ainda por cima de borla, porque não poupar uns cobres?

Isto resume bem a questão nos seus pontos principais.
O outro ponto que gostava de destacar e, a meu ver, importante, é a estética "clássica" das fotografias/album de casamento. Se muitos (fotografos e clientes) gostam e preferem outros não.
Sem dúvida que os que não preferem (agora falando apenas dos clientes) são casais mais jovens, que procuram, dento do possível,  algo mais relaxado e natural.
Claro está, isto vai do gosto e pretensão pessoal de cada um, mesmo que este grupo (a meu ver crescente) seja uma minoria.

Eu pertenço a essa minoria


roberta

Cumptos

       Registei-me a pouco e tão pouco conheço os membros deste Fórum, mas penso que com excepção do Sr. Marcos ninguém mais leu como deve de ser o primeiro post deste tópico. Leiam-no novamente. Penso que o Sr. José e o Sr. Quinta estão a fazer uma enorme confusão. Não se está a colocar em causa quem são os bons ou os maus fotógrafos e sim o futuro da fotografia. Leiam-no novamente.